juizes – bíblia


Juízes

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Versículos de Juízes 1 do livro de Juízes da Bíblia.

Israel luta contra os restantes cananeus

1Depois da morte de Josué, os israelitas perguntaram ao Senhor: “Quem de nós será o primeiro a atacar os cananeus?”

2O Senhor respondeu: “Judá será o primeiro; eu entreguei a terra em suas mãos”.

3Então os homens de Judá disseram aos seus irmãos de Simeão: “Venham conosco ao território que nos foi designado por sorteio, e lutemos contra os cananeus. Iremos juntos para o território”. E os homens de Simeão foram com eles.

4Quando os homens de Judá atacaram, o Senhor entregou os cananeus e os ferezeus nas mãos deles, e eles mataram dez mil homens em Bezeque.

5Foi lá que encontraram Adoni-Bezeque, lutaram contra ele e derrotaram os cananeus e os ferezeus.

6Adoni-Bezeque fugiu, mas eles o perseguiram e o prenderam, e lhe cortaram os polegares das mãos e dos pés.

7Então Adoni-Bezeque disse: “Setenta reis com os polegares das mãos e dos pés cortados apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Agora Deus me retribuiu aquilo que lhes fiz”. Eles o levaram para Jerusalém, onde morreu.

8Os homens de Judá atacaram também Jerusalém e a conquistaram. Mataram seus habitantes ao fio da espada e a incendiaram.

9Depois disso eles desceram para lutar contra os cananeus que viviam na serra, no Neguebe e na Sefelá.

10Avançaram contra os cananeus que viviam em Hebrom, anteriormente chamada Quiriate-Arba, e derrotaram Sesai, Aimã e Talmai.

11Dali avançaram contra o povo que morava em Debir, anteriormente chamada Quiriate-Sefer.

12E disse Calebe: “Darei minha filha Acsa em casamento ao homem que atacar e conquistar Quiriate-Sefer”.

13Otoniel, filho de Quenaz, irmão mais novo de Calebe, conquistou a cidade; por isso Calebe lhe deu sua filha Acsa por mulher.

14Um dia, quando já vivia com Otoniel, ela o persuadiu a pedir um campo ao pai dela. Assim que ela desceu do jumento, Calebe lhe perguntou: “O que você quer?”

15Ela respondeu: “Dê-me um presente. Já que o senhor me deu terras no Neguebe, dê-me também fontes de água”. E Calebe lhe deu as fontes superiores e as inferiores.

16Os descendentes do sogro de Moisés, o queneu, saíram da Cidade das Palmeiras com os homens de Judá e passaram a viver no meio do povo do deserto de Judá, no Neguebe, perto de Arade.

17Depois os homens de Judá foram com seus irmãos de Simeão e derrotaram os cananeus que viviam em Zefate e destruíram totalmente a cidade. Por essa razão ela foi chamada Hormá.

18Os homens de Judá também conquistaram Gaza, Ascalom e Ecrom, com os seus territórios.

19O Senhor estava com os homens de Judá. Eles ocuparam a serra central, mas não conseguiram expulsar os habitantes dos vales, pois estes possuíam carros de guerra feitos de ferro.

20Conforme Moisés havia prometido, Hebrom foi dada a Calebe, que expulsou de lá os três filhos de Enaque.

21Já os benjamitas deixaram de expulsar os jebuseus que estavam morando em Jerusalém. Os jebuseus vivem ali com os benjamitas até o dia de hoje.

22Os homens das tribos de José, por sua vez, atacaram Betel, e o Senhor estava com eles.

23Enviaram espias a Betel, anteriormente chamada Luz.

24Quando os espias viram um homem saindo da cidade, disseram-lhe: “Mostre-nos como entrar na cidade, e nós pouparemos a sua vida”.

25Ele mostrou como entrar, e eles mataram os habitantes da cidade ao fio da espada, mas pouparam o homem e toda a sua família.

26Ele foi, então, para a terra dos hititas, onde fundou uma cidade e lhe deu o nome de Luz, que é o seu nome até o dia de hoje.

27Manassés, porém, não expulsou o povo de Bete-Seã, o de Taanaque, o de Dor, o de Ibleã, o de Megido, nem tampouco o dos povoados ao redor dessas cidades, pois os cananeus estavam decididos a permanecer naquela terra.

28Quando Israel se tornou forte, impôs trabalhos forçados aos cananeus, mas não os expulsou completamente.

29Efraim também não expulsou os cananeus que viviam em Gezer, mas os cananeus continuaram a viver entre eles.

30Nem Zebulom expulsou os cananeus que viviam em Quitrom e em Naalol, mas estes permaneceram entre eles e foram submetidos a trabalhos forçados.

31Nem Aser expulsou os que viviam em Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeque e Reobe,

32e, por esse motivo, o povo de Aser vivia entre os cananeus que habitavam naquela terra.

33Nem Naftali expulsou os que viviam em Bete-Semes e em Bete-Anate; mas o povo de Naftali também vivia entre os cananeus que habitavam a terra, e aqueles que viviam em Bete-Semes e em Bete-Anate passaram a fazer trabalhos forçados para eles.

34Os amorreus confinaram a tribo de Dã à serra central, não permitindo que descessem ao vale.

35E os amorreus igualmente estavam decididos a resistir no monte Heres, em Aijalom e em Saalbim, mas, quando as tribos de José ficaram mais poderosas, eles também foram submetidos a trabalhos forçados.

36A fronteira dos amorreus ia da subida de Acrabim até Selá, e mais adiante.

Juízes 2

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Versículos de Juízes 2 do livro de Juízes da Bíblia.

O anjo do Senhor em Boquim

1O Anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim e disse: “Tirei vocês do Egito e os trouxe para a terra que prometi com juramento dar a seus antepassados. Eu disse: Jamais quebrarei a minha aliança com vocês.

2E vocês não farão acordo com o povo desta terra, mas demolirão os seus altares. Por que vocês não me obedeceram?

3Portanto, agora digo a vocês que não os expulsarei da presença de vocês; eles serão seus adversários, e os deuses deles serão uma armadilha para vocês”.

4Quando o Anjo do Senhor acabou de falar a todos os israelitas, o povo chorou em alta voz,

5e ao lugar chamaram Boquim. Ali ofereceram sacrifícios ao Senhor.

Josué morre

6Depois que Josué despediu os israelitas, eles saíram para ocupar a terra, cada um a sua herança.

7O povo prestou culto ao Senhor durante toda a vida de Josué e dos líderes que sobreviveram a Josué e que tinham visto todos os grandes feitos do Senhor em favor de Israel.

8Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos.

9Foi sepultado na terra de sua herança, em Timnate-Heres, nos montes de Efraim, ao norte do monte Gaás.

Desobediência e derrota

10Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel.

11Então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins.

12Abandonaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do Senhor.

13Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e a Astarote.

14A ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de invasores que os saquearam. Ele os entregou aos inimigos ao seu redor, aos quais já não conseguiam resistir.

15Sempre que os israelitas saíam para a batalha, a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los, conforme havia advertido e jurado a vocês. Grande angústia os dominava.

16Então o Senhor levantou juízes, que os libertaram das mãos daqueles que os atacavam.

17Mesmo assim eles não quiseram ouvir os juízes, antes se prostituíram com outros deuses e os adoraram. Ao contrário dos seus antepassados, logo se desviaram do caminho pelo qual os seus antepassados tinham andado, o caminho da obediência aos mandamentos do Senhor.

18Sempre que o Senhor lhes levantava um juiz, ele estava com o juiz e os salvava das mãos de seus inimigos enquanto o juiz vivia; pois o Senhor tinha misericórdia por causa dos gemidos deles diante daqueles que os oprimiam e os afligiam.

19Mas, quando o juiz morria, o povo voltava a caminhos ainda piores do que os caminhos dos seus antepassados, seguindo outros deuses, prestando-lhes culto e adorando-os. Recusavam-se a abandonar suas práticas e seu caminho obstinado.

20Por isso a ira do Senhor acendeu-se contra Israel, e ele disse: “Como este povo violou a aliança que fiz com os seus antepassados e não tem ouvido a minha voz,

21não expulsarei de diante dele nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu.

22Eu as usarei para pôr Israel à prova e ver se guardará o caminho do Senhor e se andará nele como o fizeram os seus antepassados”.

23O Senhor havia permitido que essas nações permanecessem; não as expulsou de imediato e não as entregou nas mãos de Josué.

Juízes 3

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Versículos de Juízes 3 do livro de Juízes da Bíblia.

Os povos que Israel não expulsou

1São estas as nações que o Senhor deixou para pôr à prova todos os israelitas que não tinham visto nenhuma das guer­ras em Canaã

2(fez isso apenas para treinar na guerra os descendentes dos israelitas, pois não tinham tido experiência anterior de combate):

3os cinco governantes dos filisteus, todos os cananeus, os sidônios e os heveus que viviam nos montes do Líbano, desde o monte Baal-Hermom até Lebo-Hamate.

4Essas nações foram deixadas para que por elas os israelitas fossem postos à prova, se obedeceriam aos mandamentos que o Senhor dera aos seus antepassados por meio de Moisés.

5Os israelitas viviam entre os cananeus, os hititas, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.

6Tomaram as filhas deles em casamento e deram suas filhas aos filhos deles, e prestaram culto aos deuses deles.

7Os israelitas fizeram o que o Senhor reprova, pois se esqueceram do Senhor,o seu Deus, e prestaram culto aos baalins e a Aserá.

O juiz Otniel

8Acendeu-se a ira do Senhor de tal forma contra Israel que ele os entregou nas mãos de Cuchã-Risataim, rei da Mesopotâmia, por quem os israelitas foram subjugados durante oito anos.

9Mas, quando clamaram ao Senhor, ele lhes levantou um libertador, Otoniel, filho de Quenaz, o irmão mais novo de Calebe, que os libertou.

10O Espírito do Senhor veio sobre ele, de modo que liderou Israel e foi à guerra. O Senhor entregou Cuchã-Risataim, rei da Mesopotâmia, nas mãos de Otoniel, que prevaleceu contra ele.

11E a terra teve paz durante quarenta anos, até a morte de Otoniel, filho de Quenaz.

12Mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova, e por isso o Senhor deu a Eglom, rei de Moabe, poder sobre Israel.

13Conseguindo uma aliança com os amonitas e com os amalequitas, Eglom veio e derrotou Israel e conquistou a Cidade das Palmeiras.

14Os israelitas ficaram sob o domínio de Eglom, rei de Moabe, durante dezoito anos.

Eude

15Novamente os israelitas clamaram ao Senhor, que lhes deu um libertador chamado Eúde, homem canhoto, filho do benjamita Gera. Os israelitas o enviaram com o pagamento de tributos a Eglom, rei de Moabe.

16Eúde havia feito uma espada de dois gumes, de quarenta e cinco centímetros de comprimento, e a tinha amarrado na coxa direita, debaixo da roupa.

17Ele entregou o tributo a Eglom, rei de Moabe, homem muito gordo.

18Em seguida, Eúde mandou embora os carregadores.

19Junto aos ídolos que estão perto de Gilgal, ele voltou e disse: “Tenho uma mensagem secreta para ti, ó rei”.
O rei respondeu: “Calado!” E todos os seus auxiliares saíram de sua presença.

20Eúde aproximou-se do rei, que estava sentado sozinho na sala superior do palácio de verão, e repetiu: “Tenho uma mensagem de Deus para ti”. Quando o rei se levantou do trono,

21Eúde estendeu a mão esquerda, apanhou a espada de sua coxa direita e cravou-a na barriga do rei.

22Até o cabo penetrou com a lâmina; e, como não tirou a espada, a gordura se fechou sobre ela.

23Então Eúde saiu para o pórtico, depois de fechar e trancar as portas da sala atrás de si.

24Depois que ele saiu, vieram os servos e encontraram trancadas as portas da sala superior, e disseram: “Ele deve estar fazendo suas necessidades em seu cômodo privativo”.

25Cansaram-se de esperar e, como ele não abria a porta da sala, pegaram a chave e a abriram. E lá estava o seu senhor, caído no chão, morto!

26Enquanto esperavam, Eúde escapou. Passou pelos ídolos e fugiu para Seirá.

27Quando chegou, tocou a trombeta nos montes de Efraim, e os israelitas desceram dos montes, com ele à sua frente .

28“Sigam-me”, ordenou, “pois o Senhor entregou Moabe, o inimigo de vocês, em suas mãos.” Eles o seguiram, tomaram posse do lugar de passagem do Jordão que levava a Moabe e não deixaram ninguém atravessar o rio.

29Naquela ocasião, mataram cerca de dez mil moabitas, todos eles fortes e vigorosos; nem um só homem escapou.

30Naquele dia, Moabe foi subjugado por Israel, e a terra teve paz durante oitenta anos.

Sangar

31Depois de Eúde veio Sangar, filho de Anate, que matou seiscentos filisteus com uma aguilhada de bois. Ele também libertou Israel.

Juízes 4

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Versículos de Juízes 4 do livro de Juízes da Bíblia.

Débora

1Depois da morte de Eúde, mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova.

2Assim o Senhor os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor. O comandante do seu exército era Sísera, que habitava em Harosete-Hagoim.

3Os israelitas clamaram ao Senhor, porque Jabim, que tinha novecentos carros de ferro, os havia oprimido cruelmente durante vinte anos.

4Débora, uma profetisa, mulher de Lapidote, liderava Israel naquela época.

5Ela se sentava debaixo da tamareira de Débora, entre Ramá e Betel, nos montes de Efraim, e os israelitas a procuravam, para que ela decidisse as suas questões.

6Débora mandou chamar Baraque, filho de Abinoão, de Quedes, em Naftali, e lhe disse: “O Senhor, o Deus de Israel, ordena a você que reúna dez mil homens de Naftali e Zebulom e vá ao monte Tabor.

7Ele fará que Sísera, o comandante do exército de Jabim, vá atacá-lo, com seus carros de guerra e tropas, junto ao rio Quisom, e os entregará em suas mãos”.

8Baraque disse a ela: “Se você for comigo, irei; mas, se não for, não irei”.

9Respondeu Débora: “Está bem, irei com você. Mas saiba que, por causa do seu modo de agir, a honra não será sua; porque o Senhor entregará Sísera nas mãos de uma mulher”. Então Débora foi a Quedes com Baraque,

10onde ele convocou Zebulom e Naftali. Dez mil homens o seguiram, e Débora também foi com ele.

11Ora, o queneu Héber se havia separado dos outros queneus, descendentes de Hobabe, sogro de Moisés, e tinha armado sua tenda junto ao carvalho de Zaanim, perto de Quedes.

12Quando disseram a Sísera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido o monte Tabor,

13Sísera reuniu seus novecentos carros de ferro e todos os seus soldados, de Harosete-Hagoim ao rio Quisom.

14E Débora disse também a Baraque: “Vá! Este é o dia em que o Senhor entregou Sísera em suas mãos. O Senhor está indo à sua frente!” Então Baraque desceu o monte Tabor, seguido por dez mil homens.

15Diante do avanço de Baraque, o Senhor derrotou Sísera e todos os seus carros de guerra e o seu exército ao fio da espada, e Sísera desceu do seu carro e fugiu a pé.

16Baraque perseguiu os carros de guerra e o exército até Harosete-Hagoim. Todo o exército de Sísera caiu ao fio da espada; não sobrou um só homem.

17Sísera, porém, fugiu a pé para a tenda de Jael, mulher do queneu Héber, pois havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e o clã do queneu Héber.

18Jael saiu ao encontro de Sísera e o convidou: “Venha, entre na minha tenda, meu senhor. Não tenha medo!” Ele entrou, e ela o cobriu com um pano.

19“Estou com sede”, disse ele. “Por favor, dê-me um pouco de água.” Ela abriu uma vasilha de leite feita de couro, deu-lhe de beber, e tornou a cobri-lo.

20E Sísera disse à mulher: “Fique à entrada da tenda. Se alguém passar e perguntar se há alguém aqui, responda que não”.

21Entretanto, Jael, mulher de Héber, apanhou uma estaca da tenda e um martelo e aproximou-se silenciosamente enquanto ele, exausto, dormia um sono profundo. E cravou-lhe a estaca na têmpora até penetrar o chão, e ele morreu.

22Baraque passou à procura de Sísera, e Jael saiu ao seu encontro. “Venha”, disse ela, “eu mostrarei a você o homem que você está procurando.” E entrando ele na tenda, viu ali caído Sísera, morto, com a estaca atravessada nas têmporas.

23Naquele dia, Deus subjugou Jabim, o rei cananeu, perante os israelitas.

24E os israelitas atacaram cada vez mais a Jabim, o rei cananeu, até que eles o destruíram.

Juízes 5

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Versículos de Juízes 5 do livro de Juízes da Bíblia.

O cântico de Débora

1Naquele dia, Débora e Baraque, filho de Abinoão, entoaram este cântico:

2“Consagrem-se para a guerra
os chefes de Israel.
Voluntariamente o povo se apresenta.
Louvem o Senhor!

3“Ouçam, ó reis!
Governantes, escutem!
Cantarei ao Senhor, cantarei;
comporei músicas ao Senhor,
o Deus de Israel.

4“Ó Senhor, quando saíste de Seir,
quando marchaste
desde os campos de Edom,
a terra estremeceu, os céus gotejaram,
as nuvens despejaram água!

5Os montes tremeram
perante o Senhor, o Deus do Sinai,
perante o Senhor, o Deus de Israel.

6“Nos dias de Sangar, filho de Anate,
nos dias de Jael,
as estradas estavam desertas;
os que viajavam seguiam
caminhos tortuosos.

7Já tinham desistido
os camponeses de Israel,
já tinham desistido,
até que eu, Débora, me levantei;
levantou-se uma mãe em Israel.

8Quando escolheram novos deuses,
a guerra chegou às portas,
e não se via um só escudo ou lança
entre quarenta mil de Israel.

9Meu coração está
com os comandantes de Israel,
com os voluntários dentre o povo.
Louvem o Senhor!

10“Vocês, que cavalgam
em brancos jumentos,
que se assentam em ricos tapetes,
que caminham pela estrada, considerem!

11Mais alto que a voz
dos que distribuem água
junto aos bebedouros,
recitem-se os justos feitos do Senhor,
os justos feitos
em favor dos camponeses de Israel.
“Então o povo do Senhor
desceu às portas.

12‘Desperte, Débora! Desperte!
Desperte, desperte, irrompa em cânticos!
Levante-se, Baraque!
Leve presos os seus prisioneiros,
ó filho de Abinoão!’

13“Então desceram os restantes
e foram aos nobres;
o povo do Senhor
veio a mim contra os poderosos.

14Alguns vieram de Efraim,
das raízes de Amaleque;
Benjamim estava com o povo
que seguiu você.
De Maquir desceram comandantes;
de Zebulom, os que levam
a vara de oficial.

15Os líderes de Issacar
estavam com Débora;
sim, Issacar também estava
com Baraque,
apressando-se após ele até o vale.
Nas divisões de Rúben
houve muita inquietação.

16Por que vocês permaneceram
entre as fogueiras
a ouvir o balido dos rebanhos?
Nas divisões de Rúben
houve muita indecisão.

17Gileade permaneceu
do outro lado do Jordão.
E Dã, por que se deteve
junto aos navios?
Aser permaneceu no litoral
e em suas enseadas ficou.

18O povo de Zebulom arriscou a vida,
como o fez Naftali
nas altas regiões do campo.

19“Vieram reis e lutaram.
Os reis de Canaã lutaram
em Taanaque, junto às águas de Megido,
mas não levaram prata alguma,
despojo algum.

20Desde o céu lutaram as estrelas,
desde as suas órbitas
lutaram contra Sísera.

21O rio Quisom os levou,
o antigo rio, o rio Quisom.
Avante, minh’alma! Seja forte!

22Os cascos dos cavalos
faziam tremer o chão;
galopavam,
galopavam os seus poderosos cavalos.

23‘Amaldiçoem Meroz’,
disse o anjo do Senhor.
‘Amaldiçoem o seu povo,
pois não vieram ajudar o Senhor,
ajudar o Senhor contra os poderosos.’

24“Que Jael seja
a mais bendita das mulheres,
Jael, mulher de Héber, o queneu!
Seja ela bendita entre as mulheres
que habitam em tendas!

25Ele pediu água, e ela lhe deu leite;
numa tigela digna de príncipes
trouxe-lhe coalhada.

26Ela estendeu a mão e apanhou
a estaca da tenda;
e com a mão direita
o martelo do trabalhador.
Golpeou Sísera, esmigalhou sua cabeça,
esmagou e traspassou suas têmporas.

27Aos seus pés ele se curvou,
caiu e ali ficou prostrado.
Aos seus pés ele se curvou e caiu;
onde caiu, ali ficou. Morto!

28“Pela janela olhava a mãe de Sísera;
atrás da grade ela exclamava:
‘Por que o seu carro
se demora tanto?
Por que custa a chegar
o ruído de seus carros?’

29As mais sábias de suas damas
respondiam,
e ela continuava falando consigo mesma:

30‘Estarão achando e repartindo
os despojos?
Uma ou duas moças
para cada homem,
roupas coloridas
como despojo para Sísera,
roupas coloridas e bordadas,
tecidos bordados
para o meu pescoço,
tudo isso como despojo?’

31“Assim pereçam
todos os teus inimigos, ó Senhor!
Mas os que te amam sejam como o sol
quando se levanta na sua força”.

32E a terra teve sossego por quarenta anos.

Juízes 6

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Versículos de Juízes 6 do livro de Juízes da Bíblia.

Deus chama Gedeão

1De novo os israelitas fizeram o que o Senhor reprova, e durante sete anos ele os entregou nas mãos dos midianitas.

2Os midianitas dominaram Israel; por isso os israelitas fizeram para si esconderijos nas montanhas, nas cavernas e nas fortalezas.

3Sempre que os israelitas faziam as suas plantações, os midianitas, os amalequitas e outros povos da região a leste deles as invadiam.

4Acampavam na terra e destruíam as plantações ao longo de todo o caminho, até Gaza, e não deixavam nada vivo em Israel, nem ovelhas nem gado nem jumentos.

5Eles subiam trazendo os seus animais e suas tendas, e vinham como enxames de gafanhotos; era impossível contar os homens e os seus camelos. Invadiam a terra para devastá-la.

6Por causa de Midiã, Israel empobreceu tanto que os israelitas clamaram por socorro ao Senhor.

7Quando os israelitas clamaram ao Senhor por causa de Midiã,

8ele lhes enviou um profeta, que disse: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: ‘Tirei vocês do Egito, da terra da escravidão.

9Eu os livrei do poder do Egito e das mãos de todos os seus opressores. Expulsei-os e dei a vocês a terra deles.

10E também disse a vocês: Eu sou o Senhor, o seu Deus; não adorem os deuses dos amorreus, em cuja terra vivem, mas vocês não me deram ouvidos’ “.

11Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas.

12Então o Anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe disse: “O Senhor está com você, poderoso guerreiro”.

13“Ah, Senhor”, Gideão respondeu, “se o Senhor está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as suas maravilhas que os nossos pais nos contam quando dizem: ‘Não foi o Senhor que nos tirou do Egito?’ Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos de Midiã”.

14O Senhor se voltou para ele e disse: “Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está enviando?”

15“Ah, Senhor”, respondeu Gideão, “como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família.”

16“Eu estarei com você”, respondeu o Senhor, “e você derrotará todos os midianitas como se fossem um só homem”.

17E Gideão prosseguiu: “Se de fato posso contar com o teu favor, dá-me um sinal de que és tu que estás falando comigo.

18Peço-te que não vás embora até que eu volte e traga minha oferta e a coloque diante de ti”.
E o Senhor respondeu: “Esperarei até você voltar”.

19Gideão foi para casa, preparou um cabrito e com uma arroba de farinha fez pães sem fermento. Pôs a carne num cesto e o caldo numa panela, trouxe-os para fora e ofereceu-os a ele sob a grande árvore.

20E o Anjo de Deus lhe disse: “Apanhe a carne e os pães sem fermento, ponha-os sobre esta rocha e derrame o caldo”. Gideão assim o fez.

21Com a ponta do cajado que estava em sua mão, o Anjo do Senhor tocou a carne e os pães sem fermento. Fogo subiu da rocha, consumindo a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu.

22Quando Gideão viu que era o Anjo do Senhor, exclamou: “Ah, Senhor Soberano! Vi o Anjo do Senhor face a face!”

23Disse-lhe, porém, o Senhor: “Paz seja com você! Não tenha medo. Você não morrerá”.

24Gideão construiu ali um altar em honra ao Senhor e lhe deu este nome: O Senhor é Paz. Até hoje o altar está em Ofra dos abiezritas.

25Naquela mesma noite, o Senhor lhe disse: “Separe o segundo novilho do rebanho de seu pai, aquele de sete anos de idade. Despedace o altar de Baal, que pertence a seu pai, e corte o poste sagrado de Aserá que está ao lado do altar.

26Depois faça um altar para o Senhor, o seu Deus, no topo desta elevação. Ofereça o segundo novilho em holocausto com a madeira do poste sagrado que você irá cortar”.

27Assim Gideão chamou dez dos seus servos e fez como o Senhor lhe ordenara. Mas, com medo da sua família e dos homens da cidade, fez tudo de noite, e não durante o dia.

28De manhã, quando os homens da cidade se levantaram, lá estava demolido o altar de Baal, com o poste sagrado ao seu lado, cortado, e com o segundo novilho sacrificado no altar recém-construído!

29Perguntaram uns aos outros: “Quem fez isso?”
Depois de investigar, concluíram: “Foi Gideão, filho de Joás”.

30Os homens da cidade disseram a Joás: “Traga seu filho para fora. Ele deve morrer, pois derrubou o altar de Baal e quebrou o poste sagrado que ficava ao seu lado”.

31Joás, porém, respondeu à multidão hostil que o cercava: “Vocês vão defender a causa de Baal? Estão tentando salvá-lo? Quem lutar por ele será morto pela manhã! Se Baal fosse realmente um deus, poderia defender-se quando derrubaram o seu altar”.

32Por isso naquele dia chamaram Gideão de “Jerubaal”, dizendo: “Que Baal dispute com ele, pois derrubou o seu altar”.

33Nesse meio tempo, todos os midianitas, amalequitas e outros povos que vinham do leste uniram os seus exércitos, atravessaram o Jordão e acamparam no vale de Jezreel.

34Então o Espírito do Senhor apoderou-se de Gideão, e ele, com toque de trombeta, convocou os abiezritas para segui-lo.

35Enviou mensageiros a todo o Manassés, chamando-o às armas, e também a Aser, a Zebulom e a Naftali, que também subiram ao seu encontro.

36E Gideão disse a Deus: “Quero saber se vais libertar Israel por meu intermédio, como prometeste.

37Vê, colocarei uma porção de lã na eira. Se o orvalho molhar apenas a lã e todo o chão estiver seco, saberei que tu libertarás Israel por meu intermédio, como prometeste”.

38E assim aconteceu. Gideão levantou-se bem cedo no dia seguinte, torceu a lã e encheu uma tigela de água do orvalho.

39Disse ainda Gideão a Deus: “Não se acenda a tua ira contra mim. Deixa-me fazer só mais um pedido. Permite-me fazer mais um teste com a lã. Desta vez faze ficar seca a lã e o chão coberto de orvalho”.

40E Deus assim fez naquela noite. Somente a lã estava seca; o chão estava todo coberto de orvalho.

Juízes 7

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Versículos de Juízes 7 do livro de Juízes da Bíblia.

Gedeão vence os midianitas

1De madrugada Jerubaal, isto é, Gideão, e todo o seu exército acampou junto à fonte de Harode. O acampamento de Midiã estava ao norte deles, no vale, perto do monte Moré.

2E o Senhor disse a Gideão: “Você tem gente demais, para eu entregar Midiã nas suas mãos. A fim de que Israel não se orgulhe contra mim, dizendo que a sua própria força o libertou,

3anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade”. Então vinte e dois mil homens partiram, e ficaram apenas dez mil.

4Mas o Senhor tornou a dizer a Gideão: “Ain­da há gente demais. Desça com eles à beira d’água, e eu separarei os que ficarão com você. Se eu disser: Este irá com você, ele irá; mas, se eu disser: Este não irá com você, ele não irá”.

5Assim Gideão levou os homens à beira d’água, e o Senhor lhe disse: “Separe os que beberem a água lambendo-a como faz o cachorro, daqueles que se ajoelharem para beber”.

6O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber.

7O Senhor disse a Gideão: “Com os trezentos homens que lamberam a água livrarei vocês e entregarei os midianitas nas suas mãos. Mande para casa todos os outros homens”.
O acampamento de Midiã ficava abaixo deles, no vale.

8Gideão mandou os israelitas para as suas tendas, mas reteve os trezentos. E estes ficaram com as provisões e as trombetas dos que partiram.

9Naquela noite, o Senhor disse a Gideão: “Levante-se e desça ao acampamento, pois vou entregá-lo nas suas mãos.

10Se você está com medo de atacá-los, desça ao acampamento com o seu servo Pura

11e ouça o que estiverem dizendo. Depois disso você terá coragem para atacar”. Então ele e o seu servo Pura desceram até os postos avançados do acampamento.

12Os midianitas, os amalequitas e todos os outros povos que vinham do leste haviam se instalado no vale; eram numerosos como nuvens de gafanhotos. Assim como não se pode contar a areia da praia, também não se podia contar os seus camelos.

13Gideão chegou bem no momento em que um homem estava contando seu sonho a um amigo. “Tive um sonho”, dizia ele. “Um pão de cevada vinha rolando dentro do acampamento midianita e atingiu a tenda com tanta força que ela tombou e se desmontou.”

14Seu amigo respondeu: “Não pode ser outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, o israelita. Deus entregou os midianitas e todo o acampamento nas mãos dele”.

15Quando Gideão ouviu o sonho e a sua interpretação, adorou a Deus. Voltou para o acampamento de Israel e gritou: “Levantem-se! O Senhor entregou o acampamento midianita nas mãos de vocês”.

16Dividiu os trezentos homens em três companhias e pôs nas mãos de todos eles trombetas e jarros vazios, com tochas dentro.

17E ele lhes disse: “Observem-me. Façam o que eu fizer. Quando eu chegar à extremidade do acampamento, façam o que eu fizer.

18Quando eu e todos os que estiverem comigo tocarmos as nossas trombetas ao redor do acampamento, toquem as suas, e gritem: Pelo Senhor e por Gideão!”

19Gideão e os cem homens que o acompanhavam chegaram aos postos avançados do acampamento pouco depois da meia-noite, assim que foram trocadas as sentinelas. Então tocaram as suas trombetas e quebraram os jarros que tinham nas mãos;

20as três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os jarros. Empunhando as tochas com a mão esquerda e as trombetas com a direita, gritaram: “À espada, pelo Senhor e por Gideão!”

21Cada homem mantinha a sua posição em torno do acampamento, e todos os midianitas fugiam correndo e gritando.

22Quando as trezentas trombetas soaram, o Senhor fez que em todo o acampamento os homens se voltassem uns contra os outros com as suas espadas. Mas muitos fugiram para Bete-Sita, na direção de Zererá, até a fronteira de Abel-Meolá, perto de Tabate.
Foram, pois, convocados todos os homens de Efraim, e eles ocuparam as águas do Jordão até Bete-Bara.

23Os israelitas de Naftali, de Aser e de todo o Manassés foram convocados, e perseguiram os midianitas.

24Gideão enviou mensageiros a todos os montes de Efraim, dizendo: “Desçam para atacar os midianitas e cerquem as águas do Jordão à frente deles até Bete-Bara”.

25Eles prenderam dois líderes midianitas, Orebe e Zeebe. Mataram Orebe na rocha de Orebe e Zeebe no tanque de prensar uvas de Zeebe. E, depois de perseguir os midianitas, trouxeram a cabeça de Orebe e a de Zeebe a Gideão, que estava do outro lado do Jordão.

Juízes 8

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Versículos de Juízes 8 do livro de Juízes da Bíblia.

Gedeão persegue dois reis

1Os efraimitas perguntaram, então, a Gideão: “Por que você nos tratou dessa forma? Por que não nos chamou quando foi lutar contra Midiã?” E o criticaram duramente.

2Ele, porém, lhes respondeu: “Que é que eu fiz, em comparação com vocês? O resto das uvas de Efraim não são melhores do que toda a colheita de Abiezer?

3Deus entregou os líderes midianitas Orebe e Zeebe nas mãos de vocês. O que pude fazer não se compara com o que vocês fizeram!” Diante disso, acalmou-se a indignação deles contra Gideão.

4Gideão e seus trezentos homens, já exaustos, continuaram a perseguição, chegaram ao Jordão e o atravessaram.

5Em Sucote, disse ele aos homens dali: “Peço a vocês um pouco de pão para as minhas tropas; os homens estão cansados, e eu ainda estou perseguindo os reis de Midiã, Zeba e Zalmuna”.

6Os líderes de Sucote, porém, disseram: “Ainda não estão em seu poder Zeba e Zalmuna? Por que deveríamos dar pão às suas tropas?”

7“É assim?”, replicou Gideão. “Quando o Senhor entregar Zeba e Zalmuna em minhas mãos, rasgarei a carne de vocês com espinhos e espinheiros do deserto.”

8Dali subiu a Peniel e fez o mesmo pedido aos homens de Peniel, mas eles responderam como os de Sucote.

9Aos homens de Peniel ele disse: “Quando eu voltar triunfante, destruirei esta fortaleza”.

10Ora, Zeba e Zalmuna estavam em Carcor, e com eles cerca de quinze mil homens. Estes foram todos os que sobraram dos exércitos dos povos que vinham do leste, pois cento e vinte mil homens que portavam espada tinham sido mortos.

11Gideão subiu pela rota dos nômades, a leste de Noba e Jogbeá, e atacou de surpresa o exército.

12Zeba e Zalmuna, os dois reis de Midiã, fugiram, mas ele os perseguiu e os capturou, derrotando também o exército.

13Depois Gideão, filho de Joás, voltou da batalha, pela subida de Heres.

14Ele capturou um jovem de Sucote e o interrogou, e o jovem escreveu para Gideão os nomes dos setenta e sete líderes e autoridades da cidade.

15Gideão foi então a Sucote e disse aos homens de lá: “Aqui estão Zeba e Zalmuna, acerca dos quais vocês zombaram de mim, dizendo: ‘Ainda não estão em seu poder Zeba e Zalmuna? Por que deveríamos dar pão aos seus homens exaustos?’ “

16Gideão prendeu os líderes da cidade de Sucote, castigando-os com espinhos e espinheiros do deserto;

17depois derrubou a fortaleza de Peniel e matou os homens daquela cidade.

18Então perguntou a Zeba e a Zalmuna: “Como eram os homens que vocês mataram em Tabor?”
“Eram como você”, responderam, “cada um tinha o porte de um príncipe.”

19Gideão prosseguiu: “Aqueles homens eram meus irmãos, filhos de minha própria mãe. Juro pelo nome do Senhor que, se vocês tivessem poupado a vida deles, eu não mataria vocês”.

20E Gideão voltou-se para Jéter, seu filho mais velho, e lhe disse: “Mate-os!” Jéter, porém, teve medo e não desembainhou a espada, pois era muito jovem.

21Mas Zeba e Zalmuna disseram: “Venha, mate-nos você mesmo. Isso exige coragem de homem”. Então Gideão avançou e os matou, e tirou os enfeites do pescoço dos camelos deles.

O éfode de Gedeão

22Os israelitas disseram a Gideão: “Reine sobre nós, você, seu filho e seu neto, pois você nos libertou das mãos de Midiã”.

23“Não reinarei sobre vocês”, respondeu-lhes Gideão, “nem meu filho reinará sobre vocês. O Senhor reinará sobre vocês.”

24E prosseguiu: “Só faço a vocês um pedido: que cada um de vocês me dê um brinco da sua parte dos despojos”. (Os ismaelitas costumavam usar brincos de ouro.)

25Eles responderam: “De boa vontade os daremos a você!” Então estenderam uma capa, e cada homem jogou sobre ela um brinco tirado de seus despojos.

26O peso dos brincos de ouro chegou a vinte quilos e meio, sem contar os enfeites, os pendentes e as roupas de púrpura que os reis de Midiã usavam e os colares que estavam no pescoço de seus camelos.

27Gideão usou o ouro para fazer um manto sacerdotal, que ele colocou em sua cidade, em Ofra. Todo o Israel prostituiu-se, fazendo dele objeto de adoração; e veio a ser uma armadilha para Gideão e sua família.

A morte de Gedeão

28Assim Midiã foi subjugado pelos israelitas, e não tornou a erguer a cabeça. Durante a vida de Gideão a terra desfrutou paz quarenta anos.

29Jerubaal, filho de Joás, retirou-se e foi para casa, onde ficou morando.

30Teve setenta filhos, todos gerados por ele, pois tinha muitas mulheres.

31Sua concubina, que morava em Siquém, também lhe deu um filho, a quem ele deu o nome de Abimeleque.

32Gideão, filho de Joás, morreu em idade avançada e foi sepultado no túmulo de seu pai, Joás, em Ofra dos abiezritas.

33Logo depois que Gideão morreu, os israelitas voltaram a prostituir-se com os baalins, cultuando-os. Ergueram Baal-Berite como seu deus e

34não se lembraram do Senhor, o seu Deus, que os tinha livrado das mãos dos seus inimigos em redor.

35Também não foram bondosos com a família de Jerubaal, isto é, Gideão, pois não reconheceram todo o bem que ele tinha feito a Israel.

Juízes 9

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Versículos de Juízes 9 do livro de Juízes da Bíblia.

Abimeleque é feito rei

1Abimeleque, filho de Jerubaal, foi aos irmãos de sua mãe em Siquém e disse a eles e a todo o clã da família de sua mãe:

2“Perguntem a todos os cidadãos de Siquém o que é melhor para eles, ter todos os setenta filhos de Jerubaal governando sobre eles, ou somente um homem? Lembrem-se de que eu sou sangue do seu sangue”.

3Os irmãos de sua mãe repetiram tudo aos cidadãos de Siquém, e estes se mostraram propensos a seguir Abimeleque, pois disseram: “Ele é nosso irmão”.

4Deram-lhe setenta peças de prata tiradas do templo de Baal-Berite, as quais Abimeleque usou para contratar alguns desocupados e vadios, que se tornaram seus seguidores.

5Foi à casa de seu pai em Ofra e matou seus setenta irmãos, filhos de Jerubaal, sobre uma rocha. Mas Jotão, o filho mais novo de Jerubaal, escondeu-se e escapou.

6Então todos os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo reuniram-se ao lado do Carvalho, junto à coluna de Siquém, para coroar Abimeleque rei.

7Quando Jotão soube disso, subiu ao topo do monte Gerizim e gritou para eles: “Ouçam-me, cidadãos de Siquém, para que Deus os ouça.

8Certo dia as árvores saíram para ungir um rei para si. Disseram à oliveira: ‘Seja o nosso rei!’

9“A oliveira, porém, respondeu: ‘Deveria eu renunciar ao meu azeite, com o qual se presta honra aos deuses e aos homens, para dominar sobre as árvores?’

10“Então as árvores disseram à figueira: ‘Venha ser o nosso rei!’

11“A figueira, porém, respondeu: ‘Deveria eu renunciar ao meu fruto saboroso e doce, para dominar sobre as árvores?’

12“Depois as árvores disseram à videira: ‘Venha ser o nosso rei!’

13“A videira, porém, respondeu: ‘Deveria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para ter domínio sobre as árvores?’

14“Finalmente todas as árvores disseram ao espinheiro: ‘Venha ser o nosso rei!’

15“O espinheiro disse às árvores: ‘Se querem realmente ungir-me rei sobre vocês, venham abrigar-se à minha sombra; do contrário, sairá fogo do espinheiro e consumirá até os cedros do Líbano!’

16“Será que vocês agiram de fato com sinceridade quando fizeram Abimeleque rei? Foram justos com Jerubaal e sua família, como ele merecia?

17Meu pai lutou por vocês e arriscou a vida para livrá-los das mãos de Midiã.

18Hoje, porém, vocês se revoltaram contra a família de meu pai, mataram seus setenta filhos sobre a mesma rocha e proclamaram Abimeleque, o filho de sua escrava, rei sobre os cidadãos de Siquém pelo fato de ser irmão de vocês.

19Se hoje vocês de fato agiram com sinceridade para com Jerubaal e sua família, alegrem-se com Abimeleque, e alegre-se ele com vocês!

20Entretanto, se não foi assim, que saia fogo de Abimeleque e consuma os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e que saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e consuma Abimeleque!”

21Depois Jotão fugiu para Beer, onde ficou morando, longe de seu irmão Abimeleque.

22Fazia três anos que Abimeleque governava Israel,

23quando Deus enviou um espírito maligno entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém, e estes agiram traiçoeiramente contra Abimeleque.

24Isso aconteceu para que o crime contra os setenta filhos de Jerubaal, o derramamento do sangue deles, fosse vingado em seu irmão Abimeleque e nos cidadãos de Siquém que o ajudaram a assassinar os seus irmãos.

25Os cidadãos de Siquém enviaram homens para o alto das colinas para emboscarem os que passassem por ali, e Abimeleque foi informado disso.

26Nesse meio tempo, Gaal, filho de Ebede, mudou-se com seus parentes para Siquém, cujos cidadãos confiavam nele.

27Sucedeu que foram ao campo, colheram uvas, pisaram-nas e fizeram uma festa no templo do seu deus. Comendo e bebendo, amaldiçoaram Abimeleque.

28Então Gaal, filho de Ebede, disse: “Quem é Abimeleque para que o sirvamos? E quem é Siquém? Não é ele o filho de Jerubaal, e não é Zebul o seu representante? Sirvam aos homens de Hamor, o pai de Siquém! Por que servir a Abimeleque?

29Ah! Se eu tivesse esse povo sob o meu comando! Eu me livraria de Abimeleque e lhe diria: Mobilize o seu exército e venha!”

30Quando Zebul, o governante da cidade, ouviu o que dizia Gaal, filho de Ebede, ficou indignado.

31Secretamente enviou mensageiros a Abimeleque dizendo: “Gaal, filho de Ebede, e seus parentes vieram a Siquém e estão agitando a cidade contra você.

32Venha de noite, você e seus homens, e fiquem à espera no campo.

33De manhã, ao nascer do sol, avance contra a cidade. Quando Gaal e sua tropa atacarem, faça com eles o que achar melhor”.

34E assim Abimeleque e todas as suas tropas partiram de noite e prepararam emboscadas perto de Siquém, em quatro companhias.

35Ora, Gaal, filho de Ebede, tinha saído e estava à porta da cidade quando Abimeleque e seus homens saíram da sua emboscada.

36Quando Gaal os viu, disse a Zebul: “Veja, vem gente descendo do alto das colinas!”
Zebul, porém, respondeu: “Você está confundindo as sombras dos montes com homens”.

37Mas Gaal tornou a falar: “Veja, vem gente descendo da parte central do território, e uma companhia está vindo pelo caminho do carvalho dos Adivinhadores”.

38Disse-lhe Zebul: “Onde está toda aquela sua conversa? Você dizia: ‘Quem é Abimeleque, para que o sirvamos?’ Não são estes os homens que você ridicularizou? Saia e lute contra eles!”

39Então Gaal conduziu para fora os cidadãos de Siquém e lutou contra Abimeleque.

40Abimeleque o perseguiu, e ele fugiu. Muitos dos homens de Siquém caíram mortos ao longo de todo o caminho, até a porta da cidade.

41Abimeleque permaneceu em Arumá, e Zebul expulsou Gaal e os seus parentes de Siquém.

42No dia seguinte, o povo de Siquém saiu aos campos, e Abimeleque ficou sabendo disso.

43Então dividiu os seus homens em três companhias e armou emboscadas no campo. Quando viu o povo saindo da cidade, levantou-se contra ele e atacou-o.

44Abimeleque e as tropas que estavam com ele avançaram até a porta da cidade. Então duas companhias avançaram sobre os que estavam nos campos e os mataram.

45E Abimeleque atacou a cidade o dia todo, até conquistá-la e matar o seu povo. Depois destruiu a cidade e espalhou sal sobre ela.

46Ao saberem disso, os cidadãos que estavam na torre de Siquém entraram na fortaleza do templo de El-Berite.

47Quando Abimeleque soube que se haviam reunido lá,

48ele e todos os seus homens subiram o monte Zalmom. Ele apanhou um machado, cortou um galho de árvore e o pôs nos ombros. Então deu esta ordem aos homens que estavam com ele: “Rápido! Façam o que eu estou fazendo!”

49Todos os homens cortaram galhos e seguiram Abimeleque. Empilharam os galhos junto à fortaleza e a incendiaram. Assim morreu também o povo que estava na torre de Siquém, cerca de mil homens e mulheres.

50A seguir, Abimeleque foi a Tebes, sitiou-a e conquistou-a.

51Mas dentro da cidade havia uma torre bastante forte, para a qual fugiram todos os homens e mulheres, todo o povo da cidade. Trancaram-se por dentro e subiram para o telhado da torre.

52Abimeleque foi para a torre e atacou-a. E, quando se aproximava da entrada da torre para incendiá-la,

53uma mulher jogou uma pedra de moinho na cabeça dele, e lhe rachou o crânio.

54Imediatamente ele chamou seu escudeiro e lhe ordenou: “Tire a espada e mate-me, para que não digam que uma mulher me matou”. Então o jovem o atravessou, e ele morreu.

55Quando os israelitas viram que Abimeleque estava morto, voltaram para casa.

56Assim Deus retribuiu a maldade que Abimeleque praticara contra o seu pai, matando os seus setenta irmãos.

57Deus fez também os homens de Siquém pagarem por toda a sua maldade. A maldição de Jotão, filho de Jerubaal, caiu sobre eles.

Juízes 10

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Versículos de Juízes 10 do livro de Juízes da Bíblia.

Tola

1Depois de Abimeleque, um homem de Issacar chamado Tolá, filho de Puá, filho de Dodô, levantou-se para libertar Israel. Ele morava em Samir, nos montes de Efraim,

2e liderou Israel durante vinte e três anos; então morreu e foi sepultado em Samir.

Jair

3Depois dele veio Jair, de Gileade, que liderou Israel durante vinte e dois anos.

4Teve trinta filhos, que montavam trinta jumentos. Eles tinham autoridade sobre trinta cidades, as quais até hoje são chamadas “povoados de Jair” e ficam em Gileade.

5Quando Jair morreu, foi sepultado em Camom.

Jefta

6Mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova. Serviram aos baalins, às imagens de Astarote, aos deuses de Arã, aos deuses de Sidom, aos deuses de Moabe, aos deuses dos amonitas e aos deuses dos filisteus. E como os israelitas abandonaram o Senhor e não mais lhe prestaram culto,

7a ira do Senhor se acendeu contra eles. Ele os entregou nas mãos dos filisteus e dos amonitas,

8que naquele ano os humilharam e os oprimiram. Durante dezoito anos oprimiram todos os israelitas do lado leste do Jordão, em Gileade, terra dos amorreus.

9Os amonitas também atravessaram o Jordão para lutar contra Judá, contra Benjamim e contra a tribo de Efraim; e grande angústia dominou Israel.

10Então os israelitas clamaram ao Senhor, dizendo: “Temos pecado contra ti, pois abandonamos o nosso Deus e prestamos culto aos baalins!”

11O Senhor respondeu: “Quando os egípcios, os amorreus, os amonitas, os filisteus,

12os sidônios, os amalequitas e os maonitas os oprimiram, e vocês clamaram a mim, eu os libertei das mãos deles.

13Mas vocês me abandonaram e prestaram culto a outros deuses. Por isso não os livrarei mais.

14Clamem aos deuses que vocês escolheram. Que eles os livrem na hora do aperto!”

15Os israelitas, porém, disseram ao Senhor: “Nós pecamos. Faze conosco o que achares melhor, mas te rogamos, livra-nos agora”.

16Então eles se desfizeram dos deuses estrangeiros que havia no meio deles e prestaram culto ao Senhor. E ele não pôde mais suportar o sofrimento de Israel.

17Quando os amonitas foram convocados e acamparam em Gileade, os israelitas reuniram-se e acamparam em Mispá.

18Os líderes do povo de Gileade disseram uns aos outros: “Quem iniciar o ataque contra os amonitas será chefe dos que vivem em Gileade”.

Juízes 11

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Versículos de Juízes 11 do livro de Juízes da Bíblia.

1Jefté, o gileadita, era um guerreiro valente. Sua mãe era uma prostituta; seu pai chamava-se Gileade.

2A mulher de Gileade também lhe deu filhos, que, quando já estavam grandes, expulsaram Jefté, dizendo: “Você não vai receber nenhuma herança de nossa família, pois é filho de outra mulher”.

3Então Jefté fugiu dos seus irmãos e se estabeleceu em Tobe. Ali um bando de vadios uniu-se a ele e o seguia.

4Algum tempo depois, quando os amonitas entraram em guerra contra Israel,

5os líderes de Gileade foram buscar Jefté em Tobe.

6“Venha”, disseram. “Seja nosso comandante, para que possamos combater os amonitas.”

7Disse-lhes Jefté: “Vocês não me odiavam e não me expulsaram da casa de meu pai? Por que me procuram agora, quando estão em dificuldades?”

8“Apesar disso, agora estamos apelando para você”, responderam os líderes de Gileade. “Venha conosco combater os amonitas, e você será o chefe de todos os que vivem em Gileade.”

9Jefté respondeu: “Se vocês me levarem de volta para combater os amonitas e o Senhor os entregar a mim, serei o chefe de vocês?”

10Os líderes de Gileade responderam: “O Senhor é nossa testemunha; faremos conforme você diz”.

11Assim Jefté foi com os líderes de Gileade, e o povo o fez chefe e comandante sobre todos. E ele repetiu perante o Senhor, em Mispá, todas as palavras que tinha dito.

12Jefté enviou mensageiros ao rei amonita com a seguinte pergunta: “Que é que tens contra nós, para teres atacado a nossa terra?”

13O rei dos amonitas respondeu aos mensageiros de Jefté: “Quando Israel veio do Egito tomou as minhas terras, desde o Arnom até o Jaboque e até o Jordão. Agora, devolvam-me essas terras pacificamente”.

14Jefté mandou de novo mensageiros ao rei amonita,

15dizendo:
“Assim diz Jefté: Israel não tomou a terra de Moabe, e tampouco a terra dos amonitas.

16Quando veio do Egito, Israel foi pelo deserto até o mar Vermelho e daí para Cades.

17Então Israel enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: ‘Deixa-nos atravessar a tua terra’, mas o rei de Edom não quis ouvi-lo. Enviou o mesmo pedido ao rei de Moabe, e ele também não consentiu. Assim Israel permaneceu em Cades.

18“Em seguida, os israelitas viajaram pelo deserto e contornaram Edom e Moabe; passaram a leste de Moabe e acamparam do outro lado do Arnom. Não entraram no território de Moabe, pois o Arnom era a sua fronteira.

19“Depois Israel enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, em Hesbom, e lhe pediu: ‘Deixa-nos atravessar a tua terra para irmos ao lugar que nos pertence!’

20Seom, porém, não acreditou que Israel fosse apenas atravessar o seu território; assim convocou todos os seus homens, acampou em Jaza e lutou contra Israel.

21“Então o Senhor, o Deus de Israel, entregou Seom e todos os seus homens nas mãos de Israel, e este os derrotou. Israel tomou posse de todas as terras dos amorreus que viviam naquela região,

22conquistando-a por inteiro, desde o Arnom até o Jaboque, e desde o deserto até o Jordão.

23“Agora que o Senhor, o Deus de Israel, expulsou os amorreus da presença de Israel, seu povo, queres tu tomá-la?

24Acaso não tomas posse daquilo que o teu deus Camos te dá? Da mesma forma tomaremos posse do que o Senhor, o nosso Deus, nos deu.

25És tu melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe? Entrou ele alguma vez em conflito com Israel ou lutou com ele?

26Durante trezentos anos Israel ocupou Hesbom, Aroer, os povoados ao redor e todas as cidades às margens do Arnom. Por que não os reconquistaste todo esse tempo?

27Nada fiz contra ti, mas tu estás cometendo um erro, lutando contra mim. Que o Senhor, o Juiz, julgue hoje a disputa entre os israelitas e os amonitas”.

28Entretanto, o rei de Amom não deu atenção à mensagem de Jefté.

29Então o Espírito do Senhor se apossou de Jefté. Este atravessou Gileade e Manassés, passou por Mispá de Gileade, e daí avançou contra os amonitas.

30E Jefté fez este voto ao Senhor: “Se entregares os amonitas nas minhas mãos,

31aquele que estiver saindo da porta da minha casa ao meu encontro, quando eu retornar da vitória sobre os amonitas, será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto”.

32Então Jefté foi combater os amonitas, e o Senhor os entregou nas suas mãos.

33Ele conquistou vinte cidades, desde Aroer até as vizinhanças de Minite, chegando a Abel-Queramim. Assim os amonitas foram subjugados pelos israelitas.

34Quando Jefté chegou à sua casa em Mispá, sua filha saiu ao seu encontro, dançando ao som de tamborins. E ela era filha única. Ele não tinha outro filho ou filha.

35Quando a viu, rasgou suas vestes e gritou: “Ah, minha filha! Estou angustiado e desesperado por sua causa, pois fiz ao Senhor um voto que não posso quebrar”.

36“Meu pai”, respondeu ela, “sua palavra foi dada ao Senhor. Faça comigo o que prometeu, agora que o Senhor o vingou dos seus inimigos, os amonitas.”

37E prosseguiu: “Mas conceda-me dois meses para vagar pelas colinas e chorar com as minhas amigas, porque jamais me casarei”.

38“Vá!”, disse ele. E deixou que ela fosse por dois meses. Ela e suas amigas foram para as colinas e choraram porque ela jamais se casaria.
Daí vem o costume em Israel

39Passados os dois meses, ela voltou a seu pai, e ele fez com ela o que tinha prometido no voto. Assim, ela nunca deixou de ser virgem.

40de saírem as moças durante quatro dias, todos os anos, para celebrar a memória da filha de Jefté, o gileadita.

Juízes 12

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Versículos de Juízes 12 do livro de Juízes da Bíblia.

Efraim contra Jefta

1Os homens de Efraim foram convocados para a batalha; dirigiram-se para Zafom e disseram a Jefté: “Por que você foi lutar contra os amonitas sem nos chamar para irmos juntos? Vamos queimar a sua casa e você junto!”

2Jefté respondeu: “Eu e meu povo estávamos envolvidos numa grande contenda com os amonitas, e, embora eu os tenha chamado, vocês não me livraram das mãos deles.

3Quando vi que vocês não ajudariam, arrisquei a vida e fui lutar contra os amonitas, e o Senhor me deu a vitória sobre eles. E, por que vocês vieram para cá hoje? Para lutar contra mim?”

4Jefté reuniu então todos os homens de Gileade e lutou contra Efraim. Os gileaditas feriram os efraimitas porque estes tinham dito: “Vocês, gileaditas, são desertores de Efraim e de Manassés”.

5Os gileaditas tomaram as passagens do Jordão que conduziam a Efraim. Sempre que um fugitivo de Efraim dizia: “Deixem-me atravessar”, os homens de Gileade perguntavam: “Você é efraimita?” Se respondesse que não,

6diziam: “Então diga: Chibolete”. Se ele dissesse: “Sibolete”, sem conseguir pronunciar corretamente a palavra, prendiam-no e matavam-no no lugar de passagem do Jordão. Quarenta e dois mil efraimitas foram mortos naquela ocasião.

7Jefté liderou Israel durante seis anos. Então o gileadita Jefté morreu e foi sepultado numa cidade de Gileade.

Ibzã, Elom e Abdom

8Depois de Jefté, Ibsã, de Belém, liderou Israel.

9Teve trinta filhos e trinta filhas. Deu suas filhas em casamento a homens de fora do seu clã e trouxe para os seus filhos trinta mulheres de fora do seu clã. Ibsã liderou Israel durante sete anos.

10Então Ibsã morreu e foi sepultado em Belém.

11Depois dele, Elom, da tribo de Zebulom, liderou Israel durante dez anos.

12Elom morreu e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.

13Depois dele, Abdom, filho de Hilel, de Piratom, liderou Israel.

14Teve quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos. Abdom liderou Israel durante oito anos.

15En­tão Abdom, filho de Hilel, morreu e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na serra dos amalequitas.

Juízes 13

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Versículos de Juízes 13 do livro de Juízes da Bíblia.

O nascimento de Sansão

1Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor reprova, e por isso o Senhor os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos.

2Certo homem de Zorá, chamado Manoá, do clã da tribo de Dã, tinha mulher estéril.

3Certo dia o Anjo do Senhor apareceu a ela e lhe disse: “Você é estéril, não tem filhos, mas engravidará e dará à luz um filho.

4Todavia, tenha cuidado, não beba vinho nem outra bebida fermentada e não coma nada impuro;

5e não se passará navalha na cabeça do filho que você vai ter, porque o menino será nazireu, consagrado a Deus desde o nascimento; ele iniciará a libertação de Israel das mãos dos filisteus”.

6Então a mulher foi contar tudo ao seu marido: “Um homem de Deus veio falar comigo. Era como um anjo de Deus, de aparência impressionante. Não lhe perguntei de onde tinha vindo, e ele não me disse o seu nome,

7mas ele me assegurou: ‘Você engravidará e dará à luz um filho. Todavia, não beba vinho nem outra bebida fermentada, e não coma nada impuro, porque o menino será nazireu, consagrado a Deus, desde o nascimento até o dia da sua morte’ “.

8Então Manoá orou ao Senhor: “Senhor, eu te imploro que o homem de Deus que enviaste volte para nos instruir sobre o que fazer com o menino que vai nascer”.

9Deus ouviu a oração de Manoá, e o Anjo de Deus veio novamente falar com a mulher quando ela estava sentada no campo; Manoá, seu marido, não estava com ela.

10Mas ela foi correndo contar ao marido: “O homem que me apareceu outro dia está aqui!”

11Manoá levantou-se e seguiu a mulher. Quando se aproximou do homem, perguntou: “Foste tu que falaste com a minha mulher?”
“Sim”, disse ele.

12“Quando as tuas palavras se cumprirem”, Manoá perguntou, “como devemos criar o menino? O que ele deverá fazer?”

13O Anjo do Senhor respondeu: “Sua mulher terá que seguir tudo o que eu ordenei a você.

14Ela não poderá comer nenhum produto da videira, nem vinho ou bebida fermentada, nem comer nada impuro. Terá que obedecer a tudo o que ordenei a você”.

15Manoá disse ao Anjo do Senhor: “Gostaríamos que ficasses conosco; queremos oferecer-te um cabrito”.

16O Anjo do Senhor respondeu: “Se eu ficar, não comerei nada. Mas, se você preparar um holocausto, ofereça-o ao Senhor”. Manoá não sabia que ele era o Anjo do Senhor.

17Então Manoá perguntou ao Anjo do Senhor: “Qual é o teu nome, para que te prestemos homenagem quando se cumprir a tua palavra?”

18Ele respondeu: “Por que pergunta o meu nome? Meu nome está além do entendimento”.

19Então Manoá apanhou um cabrito e a oferta de cereal e os ofereceu ao Senhor sobre uma rocha. E o Senhor fez algo estranho enquanto Manoá e sua mulher observavam:

20quando a chama do altar subiu ao céu, o Anjo do Senhor subiu na chama. Vendo isso, Manoá e sua mulher prostraram-se com o rosto em terra.

21Como o Anjo do Senhor não voltou a manifestar-se a Manoá e à sua mulher, Manoá percebeu que era o Anjo do Senhor.

22“Sem dúvida vamos morrer!” disse ele à mulher, “pois vimos a Deus!”

23Mas a mulher respondeu: “Se o Senhor tivesse a intenção de nos matar, não teria aceitado o holocausto e a oferta de cereal das nossas mãos, não nos teria mostrado todas essas coisas e não nos teria revelado o que agora nos revelou”.

24A mulher deu à luz um menino e pôs-lhe o nome de Sansão. Ele cresceu, e o Senhor o abençoou,

25e o Espírito do Senhor começou a agir nele quando ele se achava em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.

Juízes 14

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Versículos de Juízes 14 do livro de Juízes da Bíblia.

O casamento de Sansão

1Sansão desceu a Timna e viu ali uma mulher do povo filisteu.

2Quando voltou para casa, disse a seu pai e a sua mãe: “Vi uma mulher filisteia em Timna; consigam essa mulher para ser minha esposa”.

3Seu pai e sua mãe lhe perguntaram: “Será que não há mulher entre os seus parentes ou entre todo o seu povo? Você tem que ir aos filisteus incircuncisos para conseguir esposa?”
Sansão, porém, disse ao pai: “Consiga-a para mim. É ela que me agrada”.

4Seus pais não sabiam que isso vinha do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus; pois naquela época eles dominavam Israel.

5Sansão foi para Timna com seu pai e sua mãe. Quando se aproximavam das vinhas de Timna, de repente um leão forte veio rugindo na direção dele.

6O Espírito do Senhor apossou-se de Sansão, e ele, sem nada nas mãos, rasgou o leão como se fosse um cabrito. Mas não contou nem ao pai nem à mãe o que fizera.

7Então foi conversar com a mulher de quem gostava.

8Algum tempo depois, quando voltou para casar-se com ela, Sansão saiu do caminho para olhar o cadáver do leão, e nele havia um enxame de abelhas e mel.

9Tirou o mel com as mãos e o foi comendo pelo caminho. Quando voltou aos seus pais, repartiu com eles o mel, e eles também comeram. Mas não lhes contou que tinha tirado o mel do cadáver do leão.

10Seu pai desceu à casa da mulher, e Sansão deu ali uma festa, como era costume dos noivos.

11Quando ele chegou, trouxeram-lhe trinta rapazes para o acompanharem na festa.

12“Vou propor um enigma para vocês”, disse-lhes Sansão. “Se vocês puderem dar-me a resposta certa durante os sete dias da festa, então eu darei a vocês trinta vestes de linho e trinta mudas de roupas.

13Se não conseguirem dar-me a resposta, vocês me darão trinta vestes de linho e trinta mudas de roupas.”
“Proponha-nos o seu enigma”, disseram. “Vamos ouvi-lo.”

14Disse ele então:
“Do que come saiu comida;
do que é forte saiu doçura”.
Durante três dias eles não conseguiram dar a resposta.

15No quarto dia disseram à mulher de Sansão: “Convença o seu marido a explicar o enigma. Caso contrário, poremos fogo em você e na família de seu pai, e vocês morrerão. Você nos convidou para nos roubar?”

16Então a mulher de Sansão implorou-lhe aos prantos: “Você me odeia! Você não me ama! Você deu ao meu povo um enigma, mas não me contou a resposta!”
“Nem a meu pai nem à minha mãe expliquei o enigma”, respondeu ele. “Por que deveria explicá-lo a você?”

17Ela chorou durante o restante da semana da festa. Por fim, no sétimo dia, ele lhe contou, pois ela continuava a perturbá-lo. Ela, por sua vez, revelou o enigma ao seu povo.

18Antes do pôr do sol do sétimo dia, os homens da cidade vieram lhe dizer:
“O que é mais doce que o mel?
O que é mais forte que o leão?”
Sansão lhes disse:
“Se vocês não tivessem arado
com a minha novilha,
não teriam solucionado o meu enigma”.

19Então o Espírito do Senhor apossou-se de Sansão. Ele desceu a Ascalom, matou trinta homens, pegou as suas roupas e as deu aos que tinham explicado o enigma. Depois, enfurecido, foi para a casa do seu pai.

20E a mulher de Sansão foi dada ao amigo que tinha sido o acompanhante dele no casamento.

Juízes 15

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Versículos de Juízes 15 do livro de Juízes da Bíblia.

A vingança de Sansão sobre os filisteus

1Algum tempo depois, na época da colheita do trigo, Sansão foi visitar a sua mulher e levou-lhe um cabrito. “Vou ao quarto da minha mulher”, disse ele. Mas o pai dela não quis deixá-lo entrar.

2“Eu estava tão certo de que você a odiava”, disse ele, “que a dei ao seu amigo. A sua irmã mais nova não é mais bonita? Fique com ela no lugar da irmã”.

3Sansão lhes disse: “Desta vez ninguém poderá me culpar quando eu acertar as contas com os filisteus!”

4Então saiu, capturou trezentas raposas e as amarrou aos pares pela cauda. Depois prendeu uma tocha em cada par de caudas,

5acendeu as tochas e soltou as raposas no meio das plantações dos filisteus. Assim ele queimou os feixes, o cereal que iam colher e também as vinhas e os olivais.

6Os filisteus perguntaram: “Quem fez isso?” Responderam-lhes: “Foi Sansão, o genro do timnita, porque a sua mulher foi dada ao seu amigo”. Então os filisteus foram e queimaram a mulher e seu pai.

7Sansão lhes disse: “Já que fizeram isso, não sossegarei enquanto não me vingar de vocês”.

8Ele os atacou sem dó nem piedade e fez terrível matança. Depois desceu e ficou numa caverna da rocha de Etã.

9Os filisteus foram para Judá e lá acamparam, espalhando-se pelas proximidades de Leí.

10Os homens de Judá perguntaram: “Por que vocês vieram lutar contra nós?”
Eles responderam: “Queremos levar Sansão amarrado, para tratá-lo como ele nos tratou”.

11Três mil homens de Judá desceram então à caverna da rocha de Etã e disseram a Sansão: “Você não sabe que os filisteus dominam sobre nós? Você viu o que nos fez?”
Ele respondeu: “Fiz a eles apenas o que eles me fizeram”.

12Disseram-lhe: “Viemos amarrá-lo para entregá-lo aos filisteus”.
Sansão disse: “Jurem-me que vocês mesmos não me matarão”.

13“Certamente que não!”, responderam. “Somente vamos amarrá-lo e entregá-lo nas mãos deles. Não o mataremos.” E o prenderam com duas cordas novas e o fizeram sair da rocha.

14Quando ia chegando a Leí, os filisteus foram ao encontro dele aos gritos. Mas o Espírito do Senhor apossou-se dele. As cordas em seus braços se tornaram como fibra de linho queimada, e os laços caíram das suas mãos.

15Encontrando a carcaça de um jumento, pegou a queixada e com ela matou mil homens.

16Disse ele então:
“Com uma queixada de jumento
fiz deles montões.
Com uma queixada de jumento
matei mil homens”.

17Quando acabou de falar, jogou fora a queixada; e o local foi chamado Ramate-Leí.

18Sansão estava com muita sede e clamou ao Senhor: “Deste pela mão de teu servo esta grande vitória. Morrerei eu agora de sede para cair nas mãos dos incircuncisos?”

19Deus então abriu a rocha que há em Leí, e dela saiu água. Sansão bebeu, suas forças voltaram, e ele recobrou o ânimo. Por esse motivo essa fonte foi chamada En-Hacoré, e ainda lá está, em Leí.

20Sansão liderou Israel durante vinte anos, no tempo do domínio dos filisteus.

Juízes 16

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Versículos de Juízes 16 do livro de Juízes da Bíblia.

Sansão e Dalila

1Certa vez Sansão foi a Gaza, viu ali uma prostituta e passou a noite com ela.

2Disseram ao povo de Gaza: “Sansão está aqui!” Então cercaram o local e ficaram à espera dele a noite toda, junto à porta da cidade. Não se moveram a noite inteira, dizendo: “Ao amanhecer o mataremos”.

3Sansão, porém, ficou deitado só até a meia-noite. Levantou-se, agarrou firme a porta da cidade, com os dois batentes, e os arrancou, com tranca e tudo. Pôs tudo nos ombros e o levou ao topo da colina que fica defronte de Hebrom.

4Depois dessas coisas, ele se apaixonou por uma mulher do vale de Soreque, chamada Dalila.

5Os líderes dos filisteus foram dizer a ela: “Veja se consegue induzi-lo a mostrar para você o segredo da sua grande força e como poderemos dominá-lo, para que o amarremos e o subjuguemos. Cada um de nós dará a você treze quilos de prata”.

6Disse, pois, Dalila a Sansão: “Conte-me, por favor, de onde vem a sua grande força e como você pode ser amarrado e subjugado”.

7Respondeu-lhe Sansão: “Se alguém me amarrar com sete tiras de couro ainda úmidas, ficarei tão fraco quanto qualquer outro homem”.

8Então os líderes dos filisteus trouxeram a ela sete tiras de couro ainda úmidas, e Dalila o amarrou com elas.

9Tendo homens escondidos no quarto, ela o chamou: “Sansão, os filisteus o estão atacando!” Mas ele arrebentou as tiras de couro como se fossem um fio de estopa posto perto do fogo. Assim, não se descobriu de onde vinha a sua força.

10Disse Dalila a Sansão: “Você me fez de boba; mentiu para mim! Agora conte-me, por favor, como você pode ser amarrado”.

11Ele disse: “Se me amarrarem firmemente com cordas que nunca tenham sido usadas, ficarei tão fraco quanto qualquer outro homem”.

12Dalila o amarrou com cordas novas. Depois, tendo homens escondidos no quarto, ela o chamou: “Sansão, os filisteus o estão atacando!” Mas ele arrebentou as cordas de seus braços como se fossem uma linha.

13Disse Dalila a Sansão: “Até agora você me fez de boba e mentiu para mim. Diga-me como pode ser amarrado”.

14Ele respondeu: “Se você tecer num pano as sete tranças da minha cabeça e o prender com uma lançadeira, ficarei tão fraco quanto qualquer outro homem”. Assim, enquanto ele dormia, Dalila teceu as sete tranças da sua cabeça num pano
e o prendeu com a lançadeira.
Novamente ela o chamou: “Sansão, os filisteus o estão atacando!” Ele despertou do sono e arrancou a lançadeira e o tear, com os fios.

15Então ela lhe disse: “Como você pode dizer que me ama se não confia em mim? Esta é a terceira vez que você me fez de boba e não contou o segredo da sua grande força”.

16Importunando-o o tempo todo, ela o cansava dia após dia, ficando ele a ponto de morrer.

17Por isso ele lhe contou o segredo: “Jamais se passou navalha em minha cabeça”, disse ele, “pois sou nazireu, desde o ventre materno. Se fosse rapado o cabelo da minha cabeça, a minha força se afastaria de mim, e eu ficaria tão fraco quanto qualquer outro ho­mem”.

18Quando Dalila viu que Sansão lhe tinha contado todo o segredo, enviou esta mensagem aos líderes dos filisteus: “Subam mais esta vez, pois ele me contou todo o segredo”. Os líderes dos filisteus voltaram a ela levando a prata.

19Fazendo-o dormir no seu colo, ela chamou um homem para cortar as sete tranças do cabelo dele, e assim começou a subjugá-lo. E a sua força o deixou.

20Então ela chamou: “Sansão, os filisteus o estão atacando!”
Ele acordou do sono e pensou: “Sairei como antes e me livrarei”. Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado.

21Os filisteus o prenderam, furaram os seus olhos e o levaram para Gaza. Prenderam-no com algemas de bronze, e o puseram a girar um moinho na prisão.

22Mas, logo o cabelo da sua cabeça começou a crescer de novo.

A morte de Sansão

23Os líderes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande sacrifício a seu deus Dagom e para festejar. Comemorando sua vitória, diziam: “O nosso deus entregou o nosso inimigo Sansão em nossas mãos”.

24Quando o povo o viu, louvou o seu deus:
“O nosso deus nos entregou
o nosso inimigo,
o devastador da nossa terra,
aquele que multiplicava
os nossos mortos”.

25Com o coração cheio de alegria, gritaram: “Tragam-nos Sansão para nos divertir!” E mandaram trazer Sansão da prisão, e ele os divertia.
Quando o puseram entre as colunas,

26Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: “Ponha-me onde eu possa apalpar as colunas que sustentam o templo, para que eu me apoie nelas”.

27Homens e mulheres lotavam o templo; todos os líderes dos filisteus estavam presentes e, no alto, na galeria, havia cerca de três mil homens e mulheres vendo Sansão, que os divertia.

28E Sansão orou ao Senhor: “Ó Soberano Senhor, lembra-te de mim! Ó Deus, eu te suplico, dá-me forças, mais uma vez, e faze com que eu me vingue dos filisteus por causa dos meus dois olhos!”

29Então Sansão forçou as duas colunas centrais sobre as quais o templo se firmava. Apoiando-se nelas, tendo a mão direita numa coluna e a esquerda na outra,

30disse: “Que eu morra com os filisteus!” Em seguida, ele as empurrou com toda a força, e o templo desabou sobre os líderes e sobre todo o povo que ali estava. Assim, na sua morte, Sansão matou mais homens do que em toda a sua vida.

31Foram, então, os seus irmãos e toda a família do seu pai para buscá-lo. Trouxeram-no e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no túmulo de Manoá, seu pai. Sansão liderou Israel durante vinte anos.

Juízes 17

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Versículos de Juízes 17 do livro de Juízes da Bíblia.

Os ídolos do Mica

1Havia um homem chamado Mica, dos montes de Efraim,

2que disse certa vez à sua mãe: “Os treze quilos de prata que foram roubados de você e pelos quais eu a ouvi pronunciar uma maldição, na verdade a prata está comigo; eu a peguei”.
Disse-lhe sua mãe: “O Senhor o abençoe, meu filho!”

3Quando ele devolveu os treze quilos de prata à mãe, ela disse: “Consagro solenemente a minha prata ao Senhor para que o meu filho faça uma imagem esculpida e um ídolo de metal. Eu a devolvo a você”.

4Mas ele devolveu a prata à sua mãe, e ela separou dois quilos e quatrocentos gramas, e os deu a um ourives, que deles fez a imagem e o ídolo. E estes foram postos na casa de Mica.

5Ora, esse homem, Mica, possuía um santuário, fez um manto sacerdotal e alguns ídolos da família e pôs um dos seus filhos como seu sacerdote.

6Naquela época, não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.

7Um jovem levita de Belém de Judá, procedente do clã de Judá,

8saiu daquela cidade em busca de outro lugar para morar. Em sua viagem, chegou à casa de Mica, nos montes de Efraim.

9Mica lhe perguntou: “De onde você vem?”
“Sou levita, de Belém de Judá”, respondeu ele. “Estou procurando um lugar para morar.”

10“Fique comigo”, disse-lhe Mica. “Seja meu pai e sacerdote, e eu darei a você cento e vinte gramas de prata por ano, roupas e comida.”

11O jovem levita concordou em ficar com Mica, e tornou-se como um dos seus filhos.

12Mica acolheu o levita, e o jovem se tornou seu sacerdote, e ficou morando em sua casa.

13E Mica disse: “Agora sei que o Senhor me tratará com bondade, pois esse levita se tornou meu sacerdote”.

Juízes 18

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Versículos de Juízes 18 do livro de Juízes da Bíblia.

A tribo de Dan estabelece-se em Laís

1Naquela época, não havia rei em Israel, e a tribo de Dã estava procurando um local onde se estabelecer, pois ainda não tinha recebido herança entre as tribos de Israel.

2Então enviaram cinco guerreiros de Zorá e de Estaol para espionarem a terra e explorá-la. Esses homens representavam todos os clãs da tribo. Disseram-lhes: “Vão, explorem a terra”.
Os homens chegaram aos montes de Efraim e foram à casa de Mica, onde passaram a noite.

3Quando estavam perto da casa de Mica, reconheceram a voz do jovem levita; aproximaram-se e lhe perguntaram: “Quem o trouxe para cá? O que você está fazendo neste lugar? Por que você está aqui?”

4O jovem lhes contou o que Mica fizera por ele, e disse: “Ele me contratou, e eu sou seu sacerdote”.

5Então eles lhe pediram: “Pergunte a Deus se a nossa viagem será bem-sucedida”.

6O sacerdote lhes respondeu: “Vão em paz. Sua viagem tem a aprovação do Senhor”.

7Os cinco homens partiram e chegaram a Laís, onde viram que o povo vivia em segurança, como os sidônios, despreocupado e tranquilo, e gozava prosperidade, pois a sua terra não lhe deixava faltar nada. Viram também que o povo vivia longe dos sidônios e não tinha relações com nenhum outro povo.

8Quando voltaram a Zorá e a Estaol, seus irmãos lhes perguntaram: “O que descobriram?”

9Eles responderam: “Vamos atacá-los! Vimos que a terra é muito boa. Vocês vão ficar aí sem fazer nada? Não hesitem em ir apossar-se dela.

10Chegando lá, vocês encontrarão um povo despreocupado e uma terra espaçosa que Deus pôs nas mãos de vocês, terra onde não falta coisa alguma!”

11Então seiscentos homens da tribo de Dã partiram de Zorá e de Estaol, armados para a guerra.

12Na viagem armaram acampamento perto de Quiriate-Jearim, em Judá. É por isso que até hoje o local, a oeste de Quiriate-Jearim, é chamado Maané-Dã.

13Dali foram para os montes de Efraim e chegaram à casa de Mica.

14Os cinco homens que haviam espionado a terra de Laís disseram a seus irmãos: “Vocês sabiam que numa dessas casas há um manto sacerdotal, ídolos da família, uma imagem esculpida e um ídolo de metal? Agora vocês sabem o que devem fazer”.

15Então eles se aproximaram e foram à casa do jovem levita, à casa de Mica, e o saudaram.

16Os seiscentos homens de Dã, armados para a guerra, ficaram junto à porta.

17Os cinco homens que haviam espionado a terra entraram e apanharam a imagem, o manto sacerdotal, os ídolos da família e o ídolo de metal, enquanto o sacerdote e os seiscentos homens armados permaneciam à porta.

18Quando os homens entraram na casa de Mica e apanharam a imagem, o manto sacerdotal, os ídolos da família e o ídolo de metal, o sacerdote lhes perguntou: “Que é que vocês estão fazendo?”

19Eles lhe responderam: “Silêncio! Não diga nada. Venha conosco, e seja nosso pai e sacerdote. Não será melhor para você servir como sacerdote uma tribo e um clã de Israel do que apenas a família de um só homem?”

20Então o sacerdote se alegrou, apanhou o manto sacerdotal, os ídolos da família e a imagem esculpida e se juntou à tropa.

21Pondo os seus filhos, os seus animais e os seus bens na frente deles, partiram de volta.

22Quando já estavam a certa distância da casa, os homens que moravam perto de Mica foram convocados e alcançaram os homens de Dã.

23Como vinham gritando atrás deles, estes se voltaram e perguntaram a Mica: “Qual é o seu problema? Por que convocou os seus homens para lutar?”

24Ele respondeu: “Vocês estão levando embora os deuses que fiz e o meu sacerdote. O que me sobrou? Como é que ainda podem perguntar: ‘Qual é o seu problema?’ “

25Os homens de Dã responderam: “Não discuta conosco, senão alguns homens de temperamento violento o atacarão, e você e a sua família perderão a vida”.

26E assim os homens de Dã seguiram seu caminho. Vendo que eles eram fortes demais para ele, Mica virou-se e voltou para casa.

27Os homens de Dã levaram o que Mica fizera e o seu sacerdote, e foram para Laís, lugar de um povo pacífico e despreocupado. Eles mataram todos ao fio da espada e queimaram a cidade.
Os homens de Dã reconstruíram a cidade e se estabeleceram nela.

28Não houve quem os livrasse, pois viviam longe de Sidom e não tinham relações com nenhum outro povo. A cidade ficava num vale que se estende até Bete-Reobe.

29Deram à cidade anteriormente chamada Laís o nome de Dã, em homenagem a seu antepassado Dã, filho de Israel.

30Eles levantaram para si o ídolo, e Jônatas, filho de Gérson, neto de Moisés, e os seus filhos foram sacerdotes da tribo de Dã até que o povo foi para o exílio.

31Ficaram com o ídolo feito por Mica durante todo o tempo em que o santuário de Deus esteve em Siló.

Juízes 19

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Versículos de Juízes 19 do livro de Juízes da Bíblia.

O levita e a sua concubina

1Naquela época, não havia rei em Israel. Aconteceu que um levita que vivia nos montes de Efraim, numa região afastada, tomou para si uma concubina, que era de Belém de Judá.

2Mas ela lhe foi infiel. Deixou-o e voltou para a casa do seu pai, em Belém de Judá. Quatro meses depois,

3seu marido foi convencê-la a voltar. Ele tinha levado o seu servo e dois jumentos. A mulher o levou para dentro da casa do seu pai, e quando seu pai o viu, alegrou-se.

4O sogro dele o convenceu a ficar ali; e ele permaneceu com eles três dias; todos comendo, bebendo e dormindo ali.

5No quarto dia, eles se levantaram cedo, e o levita se preparou para partir, mas o pai da moça disse ao genro: “Coma alguma coisa, e depois vocês poderão partir”.

6Os dois se assentaram para comer e beber juntos. Mas o pai da moça disse: “Eu peço a você que fique esta noite, e que se alegre”.

7E, quando o homem se levantou para partir, seu sogro o convenceu a ficar ainda aquela noite.

8Na manhã do quinto dia, quando ele se preparou para partir, o pai da moça disse: “Vamos comer! Espere até a tarde!” E os dois comeram juntos.

9Então, quando o homem, sua concubina e seu servo levantaram-se para partir, o pai da moça, disse outra vez: “Veja, o dia está quase acabando, é quase noite; passe a noite aqui. Fique e alegre-se. Amanhã de madrugada vocês poderão levantar-se e ir para casa”.

10Não desejando ficar outra noite, o homem partiu rumo a Jebus, isto é, Jerusalém, com dois jumentos selados e com a sua concubina.

11Quando estavam perto de Jebus e já se findava o dia, o servo disse a seu senhor: “Venha. Vamos parar nesta cidade dos jebuseus e passar a noite aqui”.

12O seu senhor respondeu: “Não. Não vamos entrar numa cidade estrangeira, cujo povo não é israelita. Iremos para Gibeá”.

13E acrescentou: “Ande! Vamos tentar chegar a Gibeá ou a Ramá e passar a noite num desses lugares”.

14Então prosseguiram, e o sol se pôs quando se aproximavam de Gibeá de Benjamim.

15Ali entraram para passar a noite. Foram sentar-se na praça da cidade. E ninguém os convidou para passarem a noite em sua casa.

16Naquela noite, um homem idoso procedente dos montes de Efraim e que estava morando em Gibeá (os homens do lugar eram benjamitas), voltava de seu trabalho no campo.

17Quando viu o viajante na praça da cidade, o homem idoso perguntou: “Para onde você está indo? De onde vem?”

18Ele respondeu: “Estamos de viagem, indo de Belém de Judá para uma região afastada, nos montes de Efraim, onde moro. Fui a Belém de Judá, e agora estou indo ao santuário do Senhor. Mas aqui ninguém me recebeu em casa.

19Temos palha e forragem para os nossos jumentos, e para nós mesmos, que somos seus servos, temos pão e vinho, para mim, para a sua serva e para o jovem que está conosco. Não temos falta de nada”.

20“Você é bem-vindo em minha casa”, disse o homem idoso. “Vou atendê-lo no que você precisar. Não passe a noite na praça.”

21E os levou para a sua casa e alimentou os jumentos. Depois de lavarem os pés, comeram e beberam alguma coisa.

22Quando estavam entretidos, alguns vadios da cidade cercaram a casa. Esmurrando a porta, gritaram para o homem idoso, dono da casa: “Traga para fora o homem que entrou em sua casa para que tenhamos relações com ele!”

23O dono da casa saiu e lhes disse: “Não sejam tão perversos, meus amigos. Já que esse homem é meu hóspede, não cometam essa loucura.

24Vejam, aqui está minha filha virgem e a concubina do meu hóspede. Eu as trarei para vocês, e vocês poderão usá-las e fazer com elas o que quiserem. Mas, nada façam com esse homem, não cometam tal loucura!”

25Mas os homens não quiseram ouvi-lo. Então o levita mandou a sua concubina para fora, e eles a violentaram e abusaram dela a noite toda. Ao alvorecer a deixaram.

26Ao romper do dia a mulher voltou para a casa onde o seu senhor estava hospedado, caiu junto à porta e ali ficou até o dia clarear.

27Quando o seu senhor se levantou de manhã, abriu a porta da casa e saiu para prosseguir viagem, lá estava a sua concubina, caída à entrada da casa, com as mãos na soleira da porta.

28Ele lhe disse: “Levante-se, vamos!” Não houve resposta. Então o homem a pôs em seu jumento e foi para casa.

29Quando chegou, apanhou uma faca e cortou o corpo da sua concubina em doze partes, e as enviou a todas as regiões de Israel.

30Todos os que viram isso disseram: “Nunca se viu nem se fez uma coisa dessas desde o dia em que os israelitas saíram do Egito. Pensem! Reflitam! Digam o que se deve fazer!”

Juízes 20

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Versículos de Juízes 20 do livro de Juízes da Bíblia.

Os israelitas lutam contra os benjamitas

1Então todos os israelitas, de Dã a Berseba, e de Gileade, saíram como um só homem e se reuniram em assembleia perante o Senhor, em Mispá.

2Os líderes de todo o povo das tribos de Israel tomaram seus lugares na assembleia do povo de Deus, quatrocentos mil soldados armados de espada.

3(Os benjamitas souberam que os israelitas haviam subido a Mispá.) Os israelitas perguntaram: “Como aconteceu essa perversidade?”

4Então o levita, marido da mulher assassinada, disse: “Eu e a minha concubina chegamos a Gibeá de Benjamim para passar a noite.

5Durante a noite os homens de Gibeá vieram para atacar-me e cercaram a casa, com a intenção de matar-me. Então violentaram minha concubina, e ela morreu.

6Peguei minha concubina, cortei-a em pedaços e enviei um pedaço a cada região da herança de Israel, pois eles cometeram essa perversidade e esse ato vergonhoso em Israel.

7Agora, todos vocês, israelitas, manifestem-se e deem o seu veredicto”.

8Todo o povo se levantou como se fosse um só homem, dizendo: “Nenhum de nós irá para casa. Nenhum de nós voltará para o seu lar.

9Mas é isto que faremos agora contra Gibeá: separaremos, por sorteio, de todas as tribos de Israel,

10de cada cem homens dez, de cada mil homens cem, de cada dez mil homens mil, para conseguirem provisões para o exército poder chegar a Gibeá de Benjamim e dar a eles o que merecem por esse ato vergonhoso cometido em Israel”.

11E todos os israelitas se ajuntaram e se uniram como um só homem contra a cidade.

12As tribos de Israel enviaram homens a toda a tribo de Benjamim, dizendo: “O que vocês dizem dessa maldade terrível que foi cometida no meio de vocês?
Mas os benjamitas não quiseram ouvir seus irmãos israelitas.

13Agora, entreguem esses canalhas de Gibeá, para que os matemos e eliminemos esse mal de Israel”.

14Vindos de suas cidades, reuniram-se em Gibeá para lutar contra os israelitas.

15Naquele dia, os benjamitas mobilizaram vinte e seis mil homens armados de espada que vieram das suas cidades, além dos setecentos melhores soldados que viviam em Gibeá.

16Dentre todos esses soldados havia setecentos canhotos, muito hábeis, e cada um deles podia atirar com a funda uma pedra num cabelo sem errar.

17Israel, sem os de Benjamim, convocou quatrocentos mil homens armados de espada, todos eles homens de guerra.

18Os israelitas subiram a Betel e consultaram a Deus. “Quem de nós irá lutar primeiro contra os benjamitas?”, perguntaram.
O Senhor respondeu: “Judá irá primeiro”.

19Na manhã seguinte, os israelitas se levantaram e armaram acampamento perto de Gibeá.

20Os homens de Israel saíram para lutar contra os benjamitas e tomaram posição de combate contra eles em Gibeá.

21Os benjamitas saíram de Gibeá e, naquele dia, mataram vinte e dois mil israelitas no campo de batalha.

22Mas os homens de Israel procuraram animar-se uns aos outros e novamente ocuparam as mesmas posições do primeiro dia.

23Os israelitas subiram, choraram perante o Senhor até a tarde e consultaram o Senhor: “Devemos atacar de novo os nossos irmãos benjamitas?”
O Senhor respondeu: “Vocês devem atacar”.

24Então os israelitas avançaram contra os benjamitas no segundo dia.

25Dessa vez, quando os benjamitas saíram de Gibeá para enfrentá-los, derrubaram outros dezoito mil israelitas, todos eles armados de espada.

26Então todos os israelitas subiram a Betel, e ali se assentaram, chorando perante o Senhor. Naquele dia, jejuaram até a tarde e apresentaram holocaustos e ofertas de comunhão ao Senhor.

27E os israelitas consultaram ao Senhor. (Naqueles dias, a arca da aliança estava ali,

28e Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, ministrava perante ela.) Perguntaram: “Sairemos de novo ou não, para lutar contra os nossos irmãos benjamitas?”
O Senhor respondeu: “Vão, pois amanhã eu os entregarei nas suas mãos”.

29Então os israelitas armaram uma emboscada em torno de Gibeá.

30Avançaram contra os benjamitas no terceiro dia e tomaram posição contra Gibeá, como tinham feito antes.

31Os benjamitas saíram para enfrentá-los e foram atraídos para longe da cidade. Começaram a ferir alguns dos israelitas como tinham feito antes, e uns trinta homens foram mortos em campo aberto e nas estradas, uma que vai para Betel e a outra que vai para Gibeá.

32Enquanto os benjamitas diziam: “Nós os derrotamos como antes”, os israelitas diziam: “Vamos retirar-nos e atraí-los para longe da cidade, para as estradas”.

33Todos os homens de Israel saíram dos seus lugares e ocuparam posições em Baal-Tamar, e a emboscada israelita atacou da sua posição a oeste de Gibeá.
Os israelitas bateram em retirada diante de Benjamim, pois confiavam na emboscada que tinham preparado perto de Gibeá.
Os benjamitas tinham começado a ferir os israelitas, matando cerca de trinta deles, e disseram: “Nós os derrotamos como na primeira batalha”.

34Então dez mil dos melhores soldados de Israel iniciaram um ataque frontal contra Gibeá. O combate foi duro, e os benjamitas não perceberam que a desgraça estava próxima deles.

35O Senhor derrotou Benjamim perante Israel, e naquele dia os israelitas feriram vinte e cinco mil e cem benjamitas, todos armados de espada.

36Então os benjamitas viram que estavam derrotados.

37Os da emboscada avançaram repentinamente para dentro de Gibeá, espalharam-se e mataram todos os habitantes da cidade à espada.

38Os israelitas tinham combinado com os da emboscada que estes fariam subir da cidade uma grande nuvem de fumaça,

39e então os israelitas voltariam a combater.

40Mas, quando a coluna de fumaça começou a se levantar da cidade, os benjamitas se viraram e viram a fumaça subindo ao céu.

41Então os israelitas se voltaram contra eles, e os homens de Benjamim ficaram apavorados, pois perceberam que a sua desgraça havia chegado.

42Assim, fugiram da presença dos israelitas tomando o caminho do deserto, mas não conseguiram escapar do combate. E os homens de Israel que saíram das cidades os mataram ali.

43Cercaram os benjamitas e os perseguiram, e facilmente os alcançaram nas proximidades de Gibeá, no lado leste.

44Dezoito mil benjamitas morreram, todos eles soldados valentes.

45Quando se viraram e fugiram rumo ao deserto, para a rocha de Rimom, os israelitas abateram cinco mil homens ao longo das estradas. Até Gidom eles pressionaram os benjamitas e mataram mais de dois mil homens.

46Naquele dia, vinte e cinco mil benjamitas que portavam espada morreram, todos eles soldados valentes.

47Seiscentos homens, porém, viraram as costas e fugiram para o deserto, para a rocha de Rimom, onde ficaram durante quatro meses.

48Os israelitas voltaram a Benjamim e passaram todas as cidades à espada, matando inclusive os animais e tudo o que encontraram nelas. E incendiaram todas as cidades por onde passaram.

Juízes 21

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Versículos de Juízes 21 do livro de Juízes da Bíblia.

Mulheres para os benjamitas

1Os homens de Israel tinham feito este juramento em Mispá: “Nenhum de nós dará sua filha em casamento a um benjamita”.

2O povo foi a Betel, onde esteve sentado perante Deus até a tarde, chorando alto e amargamente.

3“Ó Senhor Deus de Israel”, lamentaram, “por que aconteceu isso em Israel? Por que teria que faltar hoje uma tribo em Israel?”

4Na manhã do dia seguinte, o povo se levantou cedo, construiu um altar e apresentou holocaustos e ofertas de comunhão.

5Os israelitas perguntaram: “Quem dentre todas as tribos de Israel deixou de vir à assembleia perante o Senhor?” Pois tinham feito um juramento solene de que qualquer que deixasse de se reunir perante o Senhor em Mispá seria morto.

6Os israelitas prantearam pelos seus irmãos benjamitas. “Hoje uma tribo foi eliminada de Israel”, diziam.

7“Como poderemos conseguir mulheres para os sobreviventes, visto que juramos pelo Senhor não lhes dar em casamento nenhuma de nossas filhas?”

8Então perguntaram: “Qual das tribos de Israel deixou de reunir-se perante o Senhor em Mispá?” Descobriu-se então que ninguém de Jabes-Gileade tinha vindo ao acampamento para a assembleia.

9Quando contaram o povo, verificaram que ninguém do povo de Jabes-Gileade estava ali.

10Então a comunidade enviou doze mil homens de guerra com instruções para irem a Jabes-Gileade e matarem à espada todos os que viviam lá, inclusive mulheres e crianças.

11“É isto o que vocês deverão fazer”, disseram, “matem todos os homens e todas as mulheres que não forem virgens.”

12No meio de todo o povo que vivia em Jabes-Gileade encontraram quatrocentas moças virgens e as levaram para o acampamento de Siló, em Canaã.

13Depois a comunidade toda enviou uma oferta de comunhão aos benjamitas que estavam na rocha de Rimom.

14Os benjamitas voltaram naquela ocasião e receberam as mulheres de Jabes-Gileade que tinham sido poupadas. Mas não havia mulheres suficientes para todos eles.

15O povo pranteou Benjamim, pois o Senhor tinha aberto uma lacuna nas tribos de Israel.

16E os líderes da comunidade disseram: “Mortas as mulheres de Benjamim, como conseguiremos mulheres para os homens que restaram?

17Os benjamitas sobreviventes precisam ter herdeiros, para que uma tribo de Israel não seja destruída.

18Não podemos dar-lhes nossas filhas em casamento, pois nós, israelitas, fizemos este juramento: Maldito seja todo aquele que der mulher a um benjamita.

19Há, porém, a festa anual do Senhor em Siló, ao norte de Betel, a leste da estrada que vai de Betel a Siquém, e ao sul de Lebona”.

20Então mandaram para lá os benjamitas, dizendo: “Vão, escondam-se nas vinhas

21e fiquem observando. Quando as moças de Siló forem para as danças, saiam correndo das vinhas e cada um de vocês apodere-se de uma das moças de Siló e vá para a terra de Benjamim.

22Quando os pais ou irmãos delas se queixarem a nós, diremos: Tenham misericórdia deles, pois não conseguimos mulheres para eles durante a guerra, e vocês são inocentes, visto que não lhes deram suas filhas”.

23Foi o que os benjamitas fizeram. Quando as moças estavam dançando, cada homem tomou uma para fazer dela sua mulher. Depois voltaram para a sua herança, reconstruíram as cidades e se estabeleceram nelas.

24Na mesma ocasião os israelitas saíram daquele local e voltaram para as suas tribos e para os seus clãs, cada um para a sua própria herança.

25Naquela época, não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.

Por journey

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