bíblia espírita – A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS


EVANGELHO ETERNO (Apocalipse, 14, 6)

PRINCÍPIO OU DEUS – Essência Divina Onipresente, Onisciente e Onipotente,
que tudo origina, sustenta e destina, e cujo destino é a Reintegração
Total. O Espírito e a Matéria, os Mundos e as Humanidades, e as Leis Relativas,
retornarão à Unidade Essencial, ou Espírito e Verdade. Se deixasse de
Emanar, Manifestar ou Criar, nada haveria sem ser Ele, Princípio Onipresente.
Como o Princípio é Integral, não crescendo nem diminuindo, tudo gira
em torno de ser Manifestador e Manifestação, tudo Manifestando e tudo
Reintegrando. Eis o Divino Monismo.

ESPÍRITO FILHO – As centelhas emanadas, não criadas, contêm TODAS
AS VIRTUDES DIVINAS EM POTENCIAL, devendo desabrochá-las no seio dos
Mundos, das encarnações e desencarnações, até retornarem ao Seio Divino,
como Unas ou Espírito e Verdade. Ninguém será eternamente filho de
Deus, tudo voltará a ser Deus em Deus. Esta sabedoria foi ensinada por Hermes,
Crisna e Pitágoras. Jesus viveu o Personagem
Inconfundível de VERBO
EXEMPLAR, de tudo que deriva do UM ESSENCIAL
e a Ele retorna como UNO
TOTAL. O Túmulo Vazio é mais do que a Manjedoura. (Entendam bem).

CARRO DA ALMA OU PERISPÍRITO – Ele se forma para o espírito filho ter
meios de agir no Cosmos, ou Matéria. Com a autodivinização do espírito, ao
atingir a União Divina, ou
Reintegração, finda a tarefa do perispírito. Lentíssima
é a autodivinização, isto é, o desabrochamento das Latentes Virtudes
Divinas. Tudo vai aumentando em Luz e Glória, até vir a ser Divindade Total,
União Total, isto é, perdendo em RELATIVIDADE, para ganhar em DIVINDADE.

MATÉRIA OU COSMO – A Matéria é Essência Divina, Luz Divina, Energia,
Éter, Substância, Gás, Vapor, Líquido, Sólido. Em qualquer nível de apresentação
é
ferramenta do espírito filho de Deus. (É muito infeliz quem não procura
entender isso).

UNIÃO DIVINISTA

http://www.uniaodivinista.org


A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS

O ESPÍRITO DE
DUAS OBRAS

Este livro é a resultante
do apanhado textuário
de dois livros – a
Bíblia e Os Grandes Iniciados.
Os dois livros são,
por sua vez, obras de
teor codificado. Moisés,
começando a escrever
a Bíblia, fê-lo estribado
no Védico-Hermetismo,
em cujos
alicerces
fundamentava-se a Ciência
Secreta Egípcia. E

o autor de Os Grandes
Iniciados, Edouard Schuré,
estribou-se em todas
as obras iniciáticas fundamentais,
dando à sua
obra aquele teor essencial
que a tornou célebre.
Não iremos esmiuçar

o histórico das informações
ou dos escritores,
porquanto seria impossível
fazê-lo. E mesmo que
fôsse possível fazê-lo,
nenhum informe, de tal
ordem, faria descer um
ceitil o mérito doutrinário
dos textos transladados.
Porque, se a escalada
histórica é vastíssima
e variada, a alma dos
assuntos daí
deriva, com
a força probante das leisdeterminantes.
O profetismo ou mediunismo
salta, de tal
modo e forma, ao intelecto
do leitor, com o
poder estuante das verdades
simples, dos fenômenos
que refletem as
leis básicas e os princípios
imutáveis que lhes
deram causa. E uma vez
exposto o profetismo,
tudo o mais por si mesmo
se expõe, visto como
pelo fio se vai à meada.

Pedimos ao leitor
apenas um pouco de
raciocínio, uma dose regular
de memória, uma
pitadinha daquilo quechamaremos senso de
conexão, e o que ele puder
oferecer
em matéria
de honestidade mental.
Já se vê, portanto, quenada temos a dizer aos
sectaristas de qualquerordem, pois à mente
oclusa e ao caráter agrilhoado
nada se deve
pedir e nem querer dar.
Dirão, então, que a quase
totalidade dos religiosos
ficará de parte. E
nós responderemos, por
nossa vez, que preferimos
falar aos desejososda Verdade. Porque a
Verdade é a Religião.

Osvaldo Polidoro


D E U S

Eu Sou a Essência Absoluta, Sou Arquinatural,
Onisciente e Onipresente, Sou a Mente Universal,
Sou a Causa Originária, Sou o Pai Onipotente,
Sou Distinto e Sou o Todo, Eu Sou Ambivalente.

Estou Fora e Dentro, Estou em Cima e em Baixo,
Eu Sou o Todo e a Parte, Eu é que a tudo enfaixo,
Sendo a Divina Essência, Me Revelo também Criação,
E Respiro na Minha Obra, sendo o Todo e a Fração.

Estou em vossas profundezas, sempre a vos Manter,
Pois Sou a vossa Existência, a vossa Razão de Ser,
E Falo no vosso íntimo, e também no vosso exterior,
Estou no cérebro e no coração, porque Sou o Senhor.

Vinde pois a Meu Templo, retornai portanto a Mim,
Estou em vós e no Infinito, Sou Princípio e Sou Fim,
De Minha Mente sois filhos, vós sereis sempre deuses,
E, marchando para a Verdade, ruireis as vossas cruzes.

Não vos entregueis a mistérios, enigmas e rituais,
Eu quero Verdade e Virtude, nada de “ismos” que tais,
Que de Mim partem as Leis, e, quando nelas crescerdes,
Em Meus Fatos crescereis, para Minhas Glórias terdes.

Eu não Venho e não Vou, Eu sou o Eterno e o Presente,
Sempre Fui e Serei, em vós, a Essência Divina Patente,
A vossa presença é em Mim, e Quero-a plena e crescida,
Acima de simulacros, glorificando em Mim a Eterna Vida.

Abandonando os atrasados e mórbidos encaminhamentos,
Que lembram tempos idólatras e paganismos poeirentos,
Buscai a Mim no Templo Interior, em Virtude e Verdade,
E unidos a Mim tereis, em Mim, a Glória e a Liberdade.

Sempre Fui, Sou e Serei em vós a Fonte de Clemência,
Aguardando a vossa Santidade, na Integral Consciência,
Pois não quero formas e babugens, mas filhos conscientes,
Filhos colaboradores Meus, pela União de Nossas Mentes.


ÍNDICE

“O LIVRO DOS LIVROS” ………………………………………………………………..11
APOSTOLÁRIO LIBERTADOR ………………………………………………………. 15
A VERDADE VOS SALVARÁ …………………………………………………………. 17
A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS…………………………………………………………….. 21

  • 1 -………………………………………25
  • 2 -………………………………………25
  • 3 -………………………………………26
  • 4 -………………………………………26
  • 5 -………………………………………26
  • 6 -………………………………………27
  • 7 -………………………………………28
  • 8 -………………………………………28
  • 9 -………………………………………29
  • 10 -…………………………………….29
  • 11 -…………………………………….30
  • 12 -…………………………………….30
  • 13 -…………………………………….30
  • 14 -…………………………………….31
  • 15 -…………………………………….31
  • 16 -…………………………………….31
  • 17 -…………………………………….32
  • 18 -…………………………………….32
  • 19 -…………………………………….32
  • 20 -…………………………………….33
  • 21 -…………………………………….34
  • 22 -…………………………………….34
  • 23 -…………………………………….35
  • 24 -…………………………………….35
  • 25 -…………………………………….36
  • 26 -…………………………………….36
  • 27 -…………………………………….36
  • 28 -…………………………………….37
  • 29 -…………………………………….37
  • 30 -…………………………………….38
  • 31 -…………………………………….38
  • 32 -…………………………………….39
  • 33 -…………………………………….40
  • 34 -…………………………………….41
  • 35 -…………………………………….41
  • 36 -…………………………………….42
  • 37 -…………………………………….42
  • 38 -…………………………………….43
  • 39 -…………………………………….44
  • 40 -…………………………………….45
  • 41 -…………………………………….45
  • 42 -…………………………………….46
  • 43 -…………………………………….46
  • 44 -…………………………………….47
  • 45 -…………………………………….47
  • 46 -…………………………………….48
  • 47 -…………………………………….48
  • 48 -…………………………………….48
  • 49 -…………………………………….49
  • 50 -…………………………………….49
  • 51 -…………………………………….50
  • 52 -…………………………………….50
  • 53 -…………………………………….50
  • 54 -…………………………………….51
  • 55 -…………………………………….52
  • 56 -…………………………………….53
  • 57 -…………………………………….54
  • 58 -…………………………………….54
  • 59 -…………………………………….55
  • 60 -…………………………………….55
  • 61 -…………………………………….56
  • 62 -…………………………………….56
  • 63 -…………………………………….57
  • 64 -…………………………………….58
  • 65 -…………………………………….59
  • 66 -…………………………………….59
  • 67 -…………………………………….
  • 68 -…………………………………….
  • 69 -…………………………………….61
  • 70 -…………………………………….61
  • 71 -…………………………………….62
  • 72 -…………………………………….62
  • 73 -…………………………………….63
  • 74 -…………………………………….64
  • 75 -…………………………………….64
  • 76 -…………………………………….
  • 77 -…………………………………….
  • 78 -…………………………………….65
  • 79 -…………………………………….66
  • 80 -…………………………………….66
  • 81 -…………………………………….67
  • 82 -…………………………………….68
  • 83 -…………………………………….68
  • 84 -…………………………………….69
  • 85 -…………………………………….69
  • 86 -…………………………………….
  • 87 -…………………………………….
  • 88 -…………………………………….71
  • 89 -…………………………………….71
  • 90 -…………………………………….72
  • 91 -…………………………………….72
  • 92 -…………………………………….74
  • 93 -…………………………………….74
  • 94 -…………………………………….
  • 95 -…………………………………….
  • 96 -…………………………………….76
  • 97 -…………………………………….76
  • 98 -…………………………………….77
  • 99 -…………………………………….78
  • 100 -…………………………………..78
  • 101 -…………………………………..79
  • 102 -…………………………………..79
  • 103 -…………………………………..
  • 104 -…………………………………..
  • 105 -…………………………………..81
  • 106 -…………………………………..82
  • 107 -…………………………………..82
  • 108 -…………………………………..83
  • 109 -…………………………………..83
  • 110 -…………………………………..84
    -111 -……………………………………84
  • 112 -…………………………………..85
  • 113 -…………………………………..85
  • 114 -…………………………………..86
  • 115 -…………………………………..86
  • 116 -…………………………………..86
  • 117 -…………………………………..87
  • 118 -…………………………………..88
  • 119 -…………………………………..88
  • 120 -…………………………………..89
  • 121 -…………………………………..89
  • 122 -…………………………………..90
  • 123 -…………………………………..90
  • 124 -…………………………………..91
  • 125 -…………………………………..91
  • 126 -…………………………………..92
  • 127 -…………………………………..92
  • 128 -…………………………………..92
  • 129 -…………………………………..93
  • 130 -…………………………………..93
  • 131 -…………………………………..94
  • 132 -…………………………………..94
  • 133 -…………………………………..94
  • 134 -…………………………………..94
  • 135-……………………………………95
  • 136 -…………………………………..96
  • 137 -…………………………………..96
  • 138 -…………………………………..97
  • 139 -…………………………………..98
  • 140 -…………………………………..98
  • 141 -…………………………………..98
  • 142 -…………………………………..99
  • 143 -…………………………………..99
  • 144 -…………………………………100
  • 145 -…………………………………100
  • 146 -…………………………………101
  • 147 -…………………………………101
  • 148 -…………………………………101
  • 149 -…………………………………102
  • 150 -…………………………………103
  • 151 -…………………………………103
  • 152 -…………………………………104
  • 153 -…………………………………105
  • 154 -…………………………………105
  • 155 -…………………………………106
  • 156 -…………………………………106
  • 157 -…………………………………107
  • 158 -…………………………………107
  • 159 -…………………………………108
  • 160 -…………………………………108
  • 161 -…………………………………109
  • 162 -…………………………………110
  • 163 -…………………………………110
  • 164 -…………………………………110
  • 165 -………………………………… 111
  • 166 -………………………………… 111
  • 167 -…………………………………112
  • 168 -…………………………………113
  • 169 -…………………………………113
  • 170 -…………………………………114
  • 171 -…………………………………114
  • 172 -…………………………………115
  • 173 -…………………………………116
  • 174 -…………………………………116
  • 175 -…………………………………118
  • 176 -…………………………………119
  • 177 -…………………………………120
  • 178 -…………………………………120
  • 179 -…………………………………121
  • 180 -…………………………………121
  • 181 -…………………………………122
  • 182 -…………………………………122
  • 183 -…………………………………122
  • 184 -…………………………………122
  • 185 -…………………………………123
  • 186 -…………………………………123
  • 187 -…………………………………123
  • 188 -…………………………………124
  • 189 -…………………………………124
  • 190 -…………………………………124
  • 191 -…………………………………125
  • 192 -…………………………………126
  • 193 -…………………………………126
  • 194 -…………………………………126
  • 195 -…………………………………126
  • 196 -…………………………………127
  • 197 -…………………………………127
  • 198 -…………………………………128
  • 199 -…………………………………129
  • 200 -…………………………………129
  • 201 -…………………………………130
  • 202 -…………………………………132
  • 203 -…………………………………133
  • 204 -…………………………………133
  • 205 -…………………………………133
  • 206 -…………………………………134
  • 207 -…………………………………135
  • 208 -…………………………………136
  • 209 -…………………………………136
  • 210 -…………………………………137
  • 211 -…………………………………138
  • 212 -…………………………………138
  • 213 -…………………………………138
  • 214 -…………………………………139
  • 215 -…………………………………139
  • 216 -…………………………………140
  • 217 -…………………………………140
  • 218 -…………………………………142
  • 219 -…………………………………142
  • 220 -…………………………………142
  • 221 -…………………………………144
  • 222 -…………………………………144
  • 223 -…………………………………144
  • 224 -…………………………………145
  • 225 -…………………………………147
  • 226 -…………………………………147
  • 227 -………………………………..148
  • 228 -………………………………..148
  • 229 -………………………………..149
  • 230 -………………………………..150
  • 231 -………………………………..150
  • 232 -………………………………..150
  • 233 -………………………………..150
  • 234 -………………………………..151
  • 235 -………………………………..151
  • 236 -………………………………..152
  • 237 -………………………………..152
  • 238 -………………………………..152
  • 239 -………………………………..153
  • 240 -………………………………..153
  • 241 -………………………………..154
  • 242 -………………………………..154
  • 243 -………………………………..154
  • 244 -………………………………..155
  • 245 -………………………………..156
  • 246 -………………………………..156
  • 247 -………………………………..156
  • 248 -………………………………..157
  • 249 -………………………………..157
  • 250 -………………………………..158
  • 251 -………………………………..159
  • 252 -………………………………..159
  • 253 -………………………………..160
  • 254 -………………………………..161
  • 255 -………………………………..162
  • 256 -………………………………..162
  • 257 -………………………………..163
  • 258 -………………………………..164
  • 259 -………………………………..165
  • 260 -………………………………..166
  • 261 -………………………………..167
  • 262 -………………………………..167
  • 263 -………………………………..168
  • 264 -………………………………..169
  • 265 -………………………………..170
  • 266 -………………………………..171
  • 267 -………………………………..171
  • 268 -………………………………..172
  • 269 -………………………………..172
  • 270 -………………………………..174
  • 271 -………………………………..174
  • 272 -………………………………..175
  • 273 -………………………………..175
  • 274 -………………………………..177
  • 275 -………………………………..178
  • 276 -………………………………..179
  • 277 -………………………………..180
  • 278 -………………………………..181
  • 279 -………………………………..182
  • 280 -………………………………..182
  • 281 -………………………………..183
  • 282 -………………………………..184
  • 283 -………………………………..184
  • 284 -………………………………..185
  • 285 -………………………………..185
  • 286 -………………………………..186
  • 287 -………………………………..186
  • 288 -………………………………..187
  • 289 -………………………………..188
  • 290 -………………………………..188
  • 291 -………………………………..189
  • 292 -………………………………..190
  • 293 -………………………………..190
  • 294 -………………………………..191
  • 295 -………………………………..192
  • 296 -………………………………..192
  • 297 -………………………………..193
  • 298 -………………………………..193
  • 299 -………………………………..194
  • 300 -………………………………..194
  • 301 -………………………………..195
  • 302 -………………………………..195
  • 303 -………………………………..199
  • 304 -………………………………..200
  • 305 -………………………………..201
  • 306 -………………………………..202

COMO RESTAURAR A DOUTRINA DE DEUS?……………………………… 207
ORAÇÃO À VERDADE ……………………………………………………………….. 214
ORAÇÃO DIVINISTA…………………………………………………………………… 214
PRECE DE ABERTURA………………………………………………………………. 215
PRECE AO ANJO GUARDIÃO …………………………………………………….. 215
A ORAÇÃO DOS APÓSTOLOS……………………………………………………. 216
A ORAÇÃO DOS DIVINISTAS ……………………………………………………… 217
ORAÇÃO A MARIA……………………………………………………………………… 218
ORAÇÃO A MARIA MADALENA…………………………………………………… 219
COMO AGIR PARA OBTER ÁGUA. FLUID. OU ENERGETIZADA……. 220
ORAÇÃO PARA A FLUIDIFICAÇÃO DA ÁGUA ………………………………. 220
ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS……………………………………………….. 221
ORAÇÃO DA INFALIBILIDADE…………………………………………………….. 222
ORAÇÃO DOS MAIS CHEGADOS……………………………………………….. 223
LIVROS INDISPENSÁVEIS …………………………………………………………. 225


“O LIVRO DOS LIVROS”

Assim é a Bíblia considerada, por milhões de filhos de Deus e
tutelados de Jesus Cristo. Por quê? Pelo fato de ser, dentre as oito
Bíblias mais consideradas da Humanidade, aquele Livro Sagrado
que mais contém emolumentos doutrinários e histórico proféticos.

Não é o livro em si que vale, pois os Evangelhos dizem respeito
à conduta dos indivíduos, ensinam como proceder pessoal e coletivamente.
Importa, pois, em não fazer ou continuar a fazer a idolatria
da letra, erro em que muita gente há, infelizmente, incidido.

A letra jamais teve ou terá o valor eufêmico que muitos pretendem!

A libertação virá dos ensinos compreendidos e postos em prática!

Para bem aprender, nos Livros Sagrados em geral, cumpre separar
o que é de Deus, da Verdade, do Bem e do Bom, daquilo que é
incrustação humana!

Deus não é responsável pelos absurdos que as Bíblias contêm!

Importa, pois, um grande serviço de crítica livre, comparada,
feita por aqueles que conhecem e cultivam as chaves doutrinárias,
que são a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude!

Importa reconhecer, na Lei de Deus, a Trilha dos Cristos e a Matriz
dos Livros Sagrados; é necessário meditar na Lei, sobre o quecontém como essência doutrinária, como veio ter ou parar entre
os homens e a que confins de Sabedoria e de Virtude conduz os
filhos de Deus.

O homem de ontem, de hoje e de amanhã, como iria encarar
as lições do maior dos Livros Sagrados? Na hora do retumbar dos
tambores, com o Consolador em plena marcha esclarecedora, com
apenas um século de Restauração, como não se proceder a uma
análise dos eventos mediúnicos da História?

Quando o derrame de Espírito Santo sobre a carne se torna um
acontecimento dos mais veementes, como não separar o joio do
trigo, em matéria documentária, remota e moderna?

Na hora em que a Doutrina do Senhor, reposta no lugar com o
nome de Espiritismo, enche a Terra de Profetas ou Médiuns, como
não apresentar um livro que contenha o extrato das lições dos oito
maiores Profetas ou Médiuns da História?


Às portas da Nova Era, como não falar aos homens de modo
simples, lembrando as linhas mestras, demonstrando as mil e uma
incrustações humanas, para livrar as criaturas puras de intenção
dos perigos decorrentes das corrupções?

Quando Jesus Cristo de novo fala a Seus tutelados, através de
Suas legiões de anjos, espíritos ou almas, como não repetir diante
do mundo, que não pode haver adoração a Deus, em Espírito e
Verdade, sem ser fugindo a todas as formas de idolatria, para cultivar
com simplicidade a inteligência daquelas cinco palavras queacima foram lembradas?

No momento histórico em que o homem terrícola pensa e pretende
singrar o Espaço,
rumo a outros continentes siderais; na
hora, portanto, em que o homem terrícola se projeta na direção
dos ideais cósmicos, como não surgir um livro que se torne o manancial
dos informes essencialmente espirituais?

No curso do livro, o leitor encontrará elementos fartos de meditação;
porque A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS é um “livro de cabeceira”.
Transitam por ele, através da Bíblia e de OS GRANDES INICIADOS,
vultos como Rama, Crisna, Hermes, Moisés, Orfeu, Pitágoras, Platão,
o Cristo Inconfundível, os Patriarcas Hebreus, os Apóstolos e
os trabalhadores da reposição das coisas no lugar.

O leitor, com o mínimo de esforço, encontrará a Linha Profética
que vem sendo estendida, desde os mais remotos Instrutores da
Humanidade; encontrará e, se tiver desejo de cooperar no serviço
de soerguimento humano, com menos esforço ainda, formará na
cadeia de servidores da Verdade, do Bem e do Bom.

A começar do século quatorze, informam os Guias Espirituais,
começou o trabalho de reposição das coisas no lugar; desde esse
tempo começou a luta para que o Profetismo não desaparecesse
da Terra; uns
servidores vieram, após outros, e as coisas estão no
ponto em que este livro assinala no ponto justo em que o trabalho
de Consolidação devia se dar!

Após dezenas de livros, em que os fatores histórico-proféticos
se salientam estuantemente, Osvaldo Polidoro apresenta agora A
BÍBLIA DOS ESPÍRITAS, enfeixando a palavra dos milênios que se
foram, mas que se encontra viva na continuação doutrinária, na
seara profética ou mediúnica.

Lendo este livro, sentimo-nos entrosados na família dos que
souberam, pensaram, sentiram e viveram para a evolução da Humanidade;
vimos e vivemos o Eterno Presente,
porque vimos a
mesma Humanidade a se estender pelas Eras, suspirando por dias
melhores; sentimos a presença do Cristo Planetário, ordenando
meter sempre a mão no arado e nunca olhar para trás. Porque
este livro contém a alma de todos os ensinos que as Bíblias da Humanidade
encerram, além de lembrar eternamente as Chaves da
Verdade que livra.


APOSTOLÁRIO LIBERTADOR

Aquele que não nasceu para sabujo de clerezias, idolatrias, simulações
e sacramentismos fetichistas; aquele que sabe prezar a
Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, a fim de se libertar
de tudo quanto é contrário à Lei de Deus; aquele que confia
nas ações exemplares e dignificantes, porque deseja cooperar no
serviço de Redenção da Humanidade; esse que assim deseja saber,
pensar, sentir e viver, esse é apóstolo da Verdade que livra.

Se alguém, entretanto, depois de conhecer o conteúdo da Série
do Céu, que é a complementação da Codificação, constituída de
algumas dezenas de livros, onde os fatores histórico-proféticos são
expostos vastamente; se alguém, repetimos, não encontrar nesse
manancial informativo o Caminho do Cristo Interno, então convirá
a esse alguém que de fato procure sentir-se cabrito, cujo lugar certo
é afastado das Ovelhas do Senhor.

Porque o Espírito da Verdade ou Santo, nome global das Legiões
do
Senhor, oferece nas vésperas da Nova Era o roteiro seguro,
para que a Humanidade terrestre, assim equipada de informes
verdadeiros, tome parte no Ágape da Fraternidade Cósmica, que é
acima de religiosismos e
sectarismos, por ser acima de interesses
subalternos.

Outrossim, falando aos que formam na vanguarda dos movimentos
humanos, é com acendrado penhor que apontamos os
dois primeiros capítulos do Livro dos Atos dos Apóstolos, através
dos quais o Cristo Planetário continua a lembrar aos servidores fiéis,
que outro não é o veículo das extensões do Evangelho sobre a
Terra, senão o cultivo ponderado da Revelação.

Porque a Revelação, a Palavra do Senhor, tem por obrigação advertir,
ilustrar e consolar. Tal é a função do Consolador, que ora
começa a ser considerado na Terra, e que realmente é daquelas
verdades fundamentais, verdades que em Deus são Eternas, Perfeitas
e Imutáveis. Aprendei e vivei o Bem!

M. E. B.

A VERDADE VOS SALVARÁ

Um espírita,
verdadeiramente consciente, nunca deve afirmar
que todas as religiões são boas. Caso contrário, estará demonstrando
profundo desconhecimento do assunto.

Há que considerar, naturalmente, o conceito que se faz da palavra
religião. Do latim religio, de religere ou religare – tornar a ligar

– ela se refere etimologicamente ao processo usado pelo homem
para se recolocar no caminho mais adequado ao conhecimento da
verdade que promana das chamadas leis naturais. Todavia, se, se
quer nomear religiões a toda e qualquer congregação humana, só
porque aí se pronuncia o nome de Deus ou de Jesus, não levando
em conta, por outro lado, o artificialismo grotesco, ridículo e
inoperante, que caracteriza cada uma delas, de boa ou de má fé
pouco importa – então,
digamos sem rebuços, nenhuma dessas
instituições ou igrejas merece crédito ou aceitação. Todas, como
se verá mais adiante, são blasfemas porque insultam a Verdade
Fundamental.
Ninguém foi
tão profundo nem mais sintético quão positivo do
que o Cristo, que numa singela frase de quatro curtas palavras consubstanciou
o mais vasto e básico problema universal: “A Verdade
vos salvará”.

Logo, precisamos urgentemente saber: o que é a Verdade?

Falando de um modo fundamental ou absoluto Verdade é tudo
quanto existe. Neste conceito lógico e preciso, até a mentira é uma
verdade, pois realmente ela existe.

Mas o homem nunca deve se esquecer de que é relativo e está,
pelo determinismo, subjugado ao plano relativo. Consequentemente,
terá que considerar a verdade através de dois prismas: ou
a considera pelo lado absoluto e então a sua existência (da verdade)
não depende da vontade do homem, como p. ex.: o sol existe,
brilha no espaço e nos envia luz e calor; ou, então, ela existe e essa
existência depende da sua vontade, do seu livre arbítrio: um livro,
uma casa e assim todas as coisas, menos os seres. Esses objetos
existem porque o homem assim quer, como também não existiriam
se isso fosse do seu agrado. Estas são as verdades relativas.


Quando, porém, uma dessas verdades relativas vai chocar-se
com a Lei, contrariando
as verdades fundamentais, deve ela ser
imediatamente destruída, a fim de purificar o ambiente onde impera,
quer seja uma realidade objetiva ou puramente subjetiva.
Assim, se uma arma de fogo é uma inventiva que fere frontalmente
a Lei, dada a sua finalidade, é claro, essa arma deve ser destruída.
Fazer mau uso da potentíssima energia atômica, é contra os postulados
da Lei, e neste caso, devemos eliminar essa realidade o
quanto antes. Assim procedendo, estaremos trilhando a melhor
senda para chegarmos ao conhecimento seguro daquilo que nos
convém, dos
fundamentos verdadeiros que constituem a Lei, e só
nestes casos é que a verdade nos salvará. No caso contrário ela
passa a ser mentira, é o joio que deve ser extirpado.

Para isso é que Deus conferiu ao homem inteligência e livre arbítrio.
Dessa liberdade de pensar e de agir é que decorre o senso
de responsabilidade, que o acompanha em todos os momentos da
vida, funcionando no momento preciso.

Vejamos agora o que acontece com as chamadas religiões. Todas
elas estão fundamentadas total ou parcialmente em criações relativas
e
mentirosas, que ferem, como já disse, a pureza da Lei. São
mitos, lendas, totens, rituais inoperantes, idolatria antropomórfica,
fetichismo, sabeísmo
e um sem número de artificialidades que,
ao invés de encaminharem o homem para o culto da verdade e do
espiritualismo, ao contrário, escravizam-no cada vez mais à matéria,
da qual, entretanto, precisa libertar-se, uma vez que o ciclo
que ora atravessamos arrasta-o para essa desintegração somática.
Uma vez que ele não caminha pari-passu com a Lei, irremediavelmente
acarretará contra si a dor, que é a reação natural dessa Lei.

Ninguém certamente ficará satisfeito de ser colhido pelos tentáculos
da dor e o que tem a fazer, nesse caso, é não infringi-la. Essas
incrustações materialistas, falazes, por certo, como está profetizado,
cairão um dia totalmente, ainda que seja a golpes de sofrimentos,
o que já está acontecendo em grande escala e em intensidade
cada vez maior.

O homem inteligente foge desse clímax perigoso e fatal, não
permite que o seu descuido ou ignorância chegue a esse ponto
crucial, para não sofrer as suas terríveis consequências.

O Espiritismo é o movimento justo e certo da restauração dessa
pureza cristã de que está necessitando o mundo; ele reporá nos
seus devidos
lugares o culto do amor, da moral, do saber, da revelação,
que vem sendo sistematicamente sabotado no decurso
de milênios, principalmente do ano 325 para cá, quando o clericalismo
católico, de mãos dadas com o poder temporal, começou a
imperar no mundo, em função do bolso e do estômago.

Alguém está aí, vigilante e ativo, para que essa restauração suplante,
de uma vez por todas, o reino da mentira e da hipocrisia,
entronizando a hegemonia da verdade e da sinceridade.

Cerremos-lhe fileira, pois.

Heráclito Carneiro

“A VERDADE TOTAL, A QUE DIVINIZA SE ENCONTRA EXPOSTA NO
LIVRO – EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS, PROMETIDO
POR DEUS NO APOCALIPSE CAP. 14 VERSÍCULOS 1 A 6.”


A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS

“Ninguém, de bom senso, perguntaria à ignorância o que fazer
com a Sabedoria.”

As Verdades Divinas encontram-se expostas na Sua Obra, na
chamada Criação, no Cosmo; os efeitos é que demonstram as leis
causais, e, portanto, somente o Universo dito Criado contém os
elementos de Autoridade, para ser chamado o Livro Sagrado.

Aqueles leitores que se derem a confrontar as Bíblias da Humanidade,
certamente que se o fizerem com honestidade mental,
nelas encontrarão sentenças fundamentais, de par com elevada
quantia de material inútil, de verdadeira carga de verdadezinhas
transitórias ou já absolutamente obsoletas.

Como, por exemplo, a obrigação de cada espírito, de cada filho
de Deus, é ir se tornando Espírito e Verdade, assim como Ele é,
cumpre a cada um o dever de ir superando, em si mesmo, os grilhões
sectários, formalistas, idólatras e pagãos, aos quais se tem
sujeitado, no
curso dos milênios, por falta de melhor visão da Obra
de Deus, de que é parte e relação, queira ou não.

Uma das piores idolatrias é o culto da letra que mata; esta será
a última a ser vencida!

Para esta idolatria, talvez a pior, passar, cumpre
que a Revelação,
a Palavra de Deus, venha a ser respeitada pelos filhos de Deus.
Enquanto houver na Terra quem blasfeme do Instituto da Revelação,
do Batismo de Espírito Santo, não poderá a Terra, pela sua
Humanidade, entrar no cômputo dos mundos felizes.

E quando vier a fazê-lo, então a Bíblia de fato será o Cosmo, o
único Livro Sagrado que é compatível com o Ideal Supremo, porabarcar este, em letras de vida, os motivos fundamentais que são
a Origem, o Processo Evolutivo e a Sagrada Finalidade.

A Sagrada Finalidade é o Grau Crístico; é, através dos mundos,
das formas e das verdades transitivas, atingir o Reino do Céu, que
cada um tem
dentro de si, e que não virá com mostras exteriores,
Reino que é acima de mundos, formas e transições.


Se, portanto, tudo aquilo que é material e exterior deve ir sendo
posto de parte, muito mais ainda devem ser colocados à margem
os fanatismos que as letras têm causado, por causa das falsificações
e das falsas interpretações. Nenhum documento bíblico
atinge a pureza doutrinária dos Dez Mandamentos; e nenhuma
vida pôde jamais assemelhar-se à de Jesus Cristo, o Ungido que
afirmou, no pórtico de Sua função messiânica, que nasceu para
cumpri-la e não para derrogá-la!

Quem fala na Lei de Deus, por certo que fala em
Moral, Amor,
Revelação, Saber e Virtude; e quem faz questão de aprender com
Jesus, que para isso foi apresentado pelo Pai como Divino Modelo,
naturalmente observará que Ele foi a expressão viva daquelas cinco
palavras doutrinárias fundamentais.

A Lei teórica em si, como a Lei viva em si, que é Jesus Cristo,
jamais teve tendências sectárias! A Lei veio pela Revelação; e Jesus
Cristo não só foi o mais perfeito cultivador do profetismo, como foi

o Delegado de Deus, o encarregado de derramar do Espírito Santo
sobre toda a carne!
O espírito da Lei é a Verdade! E Jesus Cristo sentenciou, de uma
vez por todas, que a cada um cumpre viver a Verdade, depois de
procurá-la e conhecê-la, a fim de, por ela, tornar-se livre. De resto,
como pode ser representante da Verdade, aquele que é escravo
da mentira?

Dado o grau de cultura intelectual da Humanidade, é chegada a
hora de irem findando na Terra os fetichismos em geral, mormente
aqueles que parecem mais civilizados, que são os que passam por
religiões; isto é, que são praticados em nome de Deus, da Verdade
e do Cristo. Fanatismos que se estribam nas letras, homens fantasiados,
paus e pedras, rituais e simulacros; tudo isso que não pode
significar lucidez mental e doçura de coração deve ir findando, a
bem da verdadeira civilização, a bem da cristianização da Humanidade!

Tal é o espírito desta obrinha, que por ser livro ou forma, tudo
fica devendo
ao Infinito dito Criado, para onde faz questão de remeter
os seus leitores, para aí auscultarem a Sabedoria do Pai em
letras Eternas, Perfeitas e Imutáveis. Porque, aquele que venha a
assim proceder, simplesmente se tornará um bom filho de Deus,

e um bom irmão de seus irmãos, jamais pensando que Deus seja
especial para alguém, ou que alguém seja especial para Deus.

Resumindo, pois, diremos que a Bíblia dos Espíritas não pode
ser um livro, não podem ser mil ou um milhão de livros; ela é o Sagrado
Livro da Vida, de quem o Consolador é o Instrumento Informativo,
como se encontra expresso no capítulo dezesseis de João,

o Evangelista.
E para cultivá-lo, que os interessados na Verdade se voltem para

o capítulo quatorze, da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios,
aprendendo a fazer sessões como os Apóstolos. Isto é, aprendendo
a saber o que é o Espiritismo, o Consolador.
Osvaldo Polidoro

  • 1

Um só é Pai – Deus.
Uma só é a Casa – o Cosmo.
Uma só é a Família – a Humanidade Cósmica.
Deus é impessoal, é a Essência Divina que tudo em si engendra,

sustenta e determina. O antropomorfismo é idolatria e deve ser
combatido, porque ele é
produto da incapacidade conceptiva e é

o instrumento de valia dos clericalismos idólatras e mercenários.
Quem situa Deus fora de si e arranja manhas e artimanhas a fim de
se aproximar d’Ele, por certo pertence ao número dos que, ficando
nas portas do Templo da Verdade, nem entram nem permitem a
entrada aos que poderiam fazê-lo. Ou pertencem ao número dos
que, por boa
fé, mas ignorando leis e fatos, prestigiam àqueles. A
realidade dolorosa é esta entre os que em nome de Deus exploram
e os que em nome de Deus são explorados, forma-se a caudal de
errados que mantém a Terra na condição de um mundo inferior.
O Cosmo é o infinito dos mundos; e como é sabido que os mundos
físicos têm os seus duplos etéricos ou correspondentes astrais,
temos aqui a mesologia integral, a começar nos mundos físicos e
a finalizar nos mais elevados planos etéricos, onde a Humanidade
cósmica habita. Tudo é questão, em matéria de habitabilidade, de
teor evolutivo. Na casa do Pai há muitas moradas, precisamente
para que os filhos do Pai possam morar, segundo
a respectiva capacidade
evolutiva ou vibratória.

Quanto mais o ser evolui, tanto mais se torna Cósmico ou Universal.
Tudo é questão de conhecer mais ou conhecer menos, para
conceituar melhor ou pior, certo ou errado. A Humanidade terrícola
começa a despertar para as coisas da universalidade, graças aos
informes que o Consolador está ministrando. E subindo por essa
escala, bem depressa compreenderá a Lei de Unidade que rege a
chamada Criação.

  • 2

A chamada Criação é constituída de Espírito e Matéria. O Espírito
contém em si a capacidade evolutiva, ou de autocrescimento.
Superando a lei das reencarnações pelo abrilhantamento próprio
e, portanto, pela transformação do seu corpo astral em Luz Divina,
acima de toda e qualquer expressão de forma, passa a ser Luz,


Glória e Poder. É o grau crístico, aquele que lhe permite sintonizar
com o Pai, gozar da Divina Ubiquidade e, por essa e outras altitudes
atingidas, vir a ser Filtro da Suprema Vontade.

A Matéria é, dos profundos extratos ao máximo sólido, apenas
serva do Espírito. Dominá-la é dever primordial. Transformar o
corpo astral em Luz Divina, em Matéria retornada ao estado de
Luz, tal é a obrigação do Espírito. Por isso é que os dois primeiros
Mandamentos são absolutamente concisos, mandando conhecer
Deus e jamais apresentar a Matéria como objeto de culto ou de
adoração.

  • 3

As Verdades Fundamentais são estas – Essência, Existência, Movimento,
Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação,
Comunicação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade. Quem
for, pelos conhecimentos adquiridos, ao píncaro da interpretação
destas verdades, poderá dizer que conhece as coisas de Deus. Em
um mundo inferior como a Terra, bem poucos são os que encaram
tais questões de frente. O corpo ordena mais do que o Espírito. O
instinto ainda está longe de se transformar totalmente em plenitude
intuitiva. O homem-carne escraviza o homem-psíquico.

  • 4

O Saber e a Virtude resumem as trilhas que celestializam o
Espírito. Mas o homem ainda medíocre em evolução, não sabe
disso. Procura formalismos, idolatrias, mentiras, simulacros, exteriorismos
a valer. E não faltam aqueles que os fabricam, para
vender-lhes. O Pai quer filhos lúcidos e amorosos, conhecedores
de leis e executores de nobres ações. Ele quer que eles procurem

o Reino do Céu que trazem no imo, para exaltá-lo e gozá-lo; enquanto
isso, a involução faz com que uns se entreguem à idolatria
e outros neguem tudo. O pior feito é o daqueles
que, com inteiro
cinismo, montam quitandismos idólatras e vivem disso.

  • 5

Os três sentidos da Lei de Deus – Moral, Amor e Revelação. A
Moral harmoniza e dignifica, o Amor sublima e diviniza e a Revelação
adverte,
ilustra e consola. A Lei de Deus é Cósmica, é Universal,
é Eterna e Imutável. Nunca deixarão de existir os três sentidos da
Lei, enquanto houver a chamada Criação. A Lei é a Trilha dos Cristos
e a Matriz dos Livros Sagrados.

  • 6

Não é honesto falar em uma Bíblia, pois as Bíblias últimas derivam
das primeiras, dos
primeiros documentos que vieram ter às
mãos dos encarnados, por intermédio de alguns seres dotados de
faculdades, por efeito de espíritos, anjos ou almas comunicantes.

Se as Bíblias maiores ou mais famosas são oito, por milhares
de documentos se contam os escritos ditos Sagrados. Entretanto,
a Popol-Bug e o Livro dos Mortos formam na dianteira das Bíblias
todas, pois a primeira deriva da civilização atlante e a segunda vale
por sua continuação. A famosa civilização egípcia é apenas reflexo
da civilização atlante.

Manu fez uma sinopse deveras interessante, uma codificação
valiosa, pois fez um extrato daquilo que havia de melhor sido revelado,
até então. Seu espírito de síntese foi genial, como soem ser
todos os codificadores. Atrás deles funcionam as Legiões do Senhor,
o chamado Espírito da Verdade, e eles apresentam as linhas
mestras, as chaves doutrinárias.

O segundo grande codificador foi Moisés, que inclusive tornou
a transmitir o Código Divino, tendo sido também o primeiro batizador
coletivo de Revelação. Os Dez Mandamentos datam de mais
de duzentos mil anos. E o primeiro Batismo de Espírito Santo está
relatado no capítulo onze do Livro de Números.

Todos os ensinos contidos nas demais Bíblias, nos demais chamados
Livros Sagrados, partem daqueles dois. O Védico-Budismo
deu o primeiro, tendo a Raça Atlante contribuído fundamentalmente
para isso; os continentes eram ligados e os primeiros Grandes
Reveladores nela viveram, não sendo a Índia mais do que continuação,
assim também como o Egito de eras posteriores.

Os autores dos Livros Sagrados, portanto, foram milhares; e de
longe em longe surtia um grande codificador. Assim foi, assim é,
assim irá sendo, até a consumação evolutiva do Planeta. Pouco importa
o que venham a pensar certos homens, aqueles que sempre
se apresentam pensando que são os juízes e fiscais do próprio
Deus!…

De Moisés a Jesus Cristo muitas coisas aconteceram; e aquiloque realmente importa ser conhecido, neste livreco está relatado.
Quem o souber ler, ficará com o Espírito das Revelações e com as
Chaves da Verdade. O Verdadeiro Livro Sagrado é a Obra Divina, é
a chamada Criação! Está escrito desde a Eternidade e seus capítulos
e versículos são as leis do Senhor! Os mundos infindos e as
vidas é que lhe são as páginas gloriosas!


As Bíblias são a História do Mediunismo ou Profetismo; seus altos
e baixos derivam dos
altos e baixos daqueles
que as revelam;
importa saber discernir entre o que veio da Mensageiria Superior
e aquilo que houve de ingerência humana. Não é suficiente ler a
Bíblia ou as Bíblias; o mais importante é saber ler. De tal modo a
ignorância grassa no mundo, que os donos de religiões transformam
os Livros Proféticos ou Mediúnicos em elementos de blasfêmia
contra o Profetismo. Foram os anjos, almas ou espíritos comunicantes
que ensinaram os homens; mas aqueles que leem mal,
induzidos por aqueles que têm interesses materiais na adulteração
dos fatos, tudo procuram inverter e corromper.

De Ordem Superior, este livro representa uma Súmula das Revelações;
quem deu os informes anteriores, nas eras remotas, continua
em vigência; a Mensageiria Divina a Deus pertence.

  • 7

“E o Senhor lhe apareceu numa chama de fogo, que saía do
meio de uma sarça; e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir”
– Êxodo, cap. 3.

Todos os Grandes Iniciados, ou aqueles vultos assim qualificados
pelos seus feitos na ordem dos eventos espiritualistas de
elevada expressão, tiveram suas grandiosas manifestações mediúnicas.
Moisés fez o que fez, tirando o povo israelita do Egito, e
começando a escrever a Bíblia, a partir do fenômeno mediúnico
acima transcrito. Quanto a chamar Deus ao espírito que lhe falava,
isso deriva de chamarem
deuses aos espíritos. E bem se vê, pela
sequência dos fatos proféticos anunciados e pré-anunciados, que
o Espírito Tribal de Israel era realmente um Filtro Daquele que é o
Centro Gerador do Universo. Nisto importa acentuar as atenções –

o discernimento dos espíritos comunicantes.

  • 8

“E tendo Abrão levantado os olhos, apareceram três homens
que estavam em pé junto a ele” – Gênese, cap. 18.

“Sobre a tarde chegaram os dois anjos a Sodoma, e ao tempo
que Lot estava sentado às portas da cidade” – Gênese, cap. 19.

“Na verdade, na verdade vos digo que vereis o céu aberto, e
os anjos subindo e descendo sobre o Filho do homem” – João,
cap. 1.

Anjo, espírito e alma, são termos equivalentes na linguagem bíblica.
Nos textos acima transcritos não temos Deus falando e sim
espíritos. Entretanto, as expressões do Velho Testamento só dizem
Deus e
anjos, fazendo confusão, para aqueles que menos sabem
interpretar. E também beneficiando àqueles que se comprazem
em tirar proveito das confusões, como soem ser todos os clericalismos,
ou todos aqueles agrupamentos que fazem
de Deus e da Fé
meio de vida ou carreira político-religiosa.

  • 9

Filho da mulher – era assim chamado, nas iniciações antigas, ao
homem-natureza, sem a menor noção de verdades iniciáticas.

Filho do homem – este era o qualificativo do homem iniciado.

Filho de Deus – esse título, bem poucos homens o atingiram,
porque assim
eram chamados os Ungidos ou Cristos. A iniciação
facilitava o trânsito pela escala. Como, porém, os documentos passaram
por muitas mãos e compilações, fazem confusão a respeito.

  • 10

“Escutai pois, diz Crisna, um enorme e profundíssimo segredo,

o mistério soberano, sublime e puro. Para se chegar à perfeição
é mister conquistar a Ciência da Unidade, que está acima da Sabedoria;
é mister elevarmo-nos até ao Ser Divino, que está acima
da alma, mais alto mesmo que a inteligência. Ora, o Ser Divino,
o Amigo Sublime, existe em nós próprios, está dentro de cada
um de nós. Porque Deus reside no interior de cada homem, mas
poucos sabem encontrá-Lo” – Grandes Iniciados.
Deus é impessoal, o Centro Gerador, a Essência Divina que tudo
engendra, sustenta e determina. É íntimo e não próximo, não precisa
vir de fora, mas deve ser descoberto no imo, por evolução de
cada homem ou filho, em si mesmo. Bem disse
Jesus, que cada
um tem o Reino do Céu dentro de si mesmo. Enquanto, porém, os
homens acreditarem em
clerezias e formalismos,
dogmas e paus e
pedras, traindo a Lei, a Terra será um mundo inferior, de guerras,
pestes e fomes. Quando, entretanto, os homens se negarem a dobrar
os joelhos diante de homens fantasiados e de paus e pedras;
quando fizerem questão de cultivar a Virtude e a Sabedoria, então
as coisas mudarão na face do mundo. E convém lembrar, também,
que Crisna disse isso, quando isso já tinha sido dito há milhares de
anos, pois essa é a chave dos ensinos Védico-Búdicos.

  • 11

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas
foram feitas por ele, e nada do que foi feito, foi feito sem ele” –
João, cap. 1.

Aquele espírito que se eleva, que se ilumina, que por evolvimento
vem a fazer parte da Divina Ubiquidade; aquele filho de
Deus que se torna, por crescimento íntimo, sintônico com o Princípio
Sagrado, esse filho é um Filho de Deus, é um Cristo, é um
manipulador de mundos
e condutor de Humanidades. Ninguém
é filho especial de Deus, mas todos os filhos têm em si o Reino de
Deus a desabrochar no imo. As comunidades crísticas provam isso,
e elas mesmas constituem a Divina Providência, porque a Divina
Providência não é Deus, o impessoal, mas sim é constituída de falanges
crísticas.

  • 12

“O Ser Supremo imola-se a si mesmo para sair da Unidade” –

G. Iniciados.
A mais simples forma de explicar a chamada Criação, de dizer
que Deus em
si mesmo tudo engendra, sustenta e determina. Do
nada jamais poderá sair coisa alguma; é Deus Manifesto que se revela
como a dita Criação. Quem procura Deus através do Saber e da
Virtude, esse anda certo e presto atingirá o grau crístico. Os ignorantes
ficam comprando
simulacros e dobrando os joelhos diante
de homens apalhaçados, de fantoches que se acreditam ministros
de Deus, por isso mesmo que não confiam no Saber e na Virtude e
vivem inventando idolatrias para vender aos menos avisados.

  • 13

“Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o universo e os deuses”

– G. I.
Três sentenças havia, na Sabedoria Antiga, que filtravam toda
a Verdade Iniciática – Conhece-te a ti mesmo. Conhece-te e realiza-
te. Conhece-te e realiza-te, para conheceres o universo e os
deuses.

Estas expressões derivavam da afirmativa Védico-Hermética –
Vós sois deuses, porque sois centelhas emanadas do Ser Único,
que é Deus.

  • 14

“O que quer que seja que constitui a essência de qualquer homem,
deve ter evoluído durante milhões de anos, através duma
cadeia de planetas e dos reinos inferiores, conservando sempre,
ao longo de todas as suas diversas existências, um princípio individual
que nunca deixou de a seguir” – G. I.

Aquilo que Deus é, isso mesmo é o filho, em essência. Para a
razão do homem é indefinível, mas para os espíritos cristificados
não o é. De qualquer forma, a individualidade permanece, apenas
aumentando divinamente o seu esplendor e a sua glória. A Ciência
da Unidade, dos Grandes Iniciados, faz reportar a isso. Mas um tal
estado não pode ser adquirido exteriormente, porque é questão
de autofazimento. E os clericalismos e as idolatrias muito prejudicam
o evolvimento, porque as traições à Lei sempre embotam o
espírito. A chave do triunfo está no Saber e na Virtude.

  • 15

“Para que eles sejam todos um, como tu Pai o és em mim, e eu

em ti, para que também
eles sejam um em nós, e creia o mundo

que tu me enviaste” – João, cap 17.

Eis a palavra de um espírito cristificado, uno com o Pai ou Sagrado
Princípio, convidando a que seus irmãos menores aprendam a
lição e se façam também unos, por evolução ou
equidade vibratória.
A marca da evolução está no corpo astral, assim diremos,
porque ele deve tornar-se em Luz Divina, que é a primeira manifestação
de Deus como energia, ou o chamado Segundo Estado de
Deus: aquele espírito que se tenha assim elevado, a ponto de se
converter num sol espiritual, esse pode dar conselhos tais e dar
disso exemplo vivo.

  • 16

“O que é pois, a humilde Psiquê na sua origem? Um sopro que

passa, um gérmen que flutua, uma ave batida dos ventos, que

imigra de vida em vida. E, todavia, de naufrágio em naufrágio, ao
longo de milhões de anos ela torna-se a filha de Deus, não reconhecendo
outra pátria senão o céu” – G. I.

Todas as Grandes Revelações da antiguidade assim já sabiam e
ensinavam. Se nunca tivesse havido a corrupção romana, engendrada
por Constantino e seus comparsas, em trezentos e vinte e
cinco da nossa Era, a Humanidade não teria caído no tremedal de


ignorâncias e
de erros em
que caiu. E como os erros religiosos se
desdobram em outros erros, nada mais fez Roma do que entregar
a Humanidade às garras do materialismo brutal e sanguinário.

  • 17

“E conhecereis a verdade e a verdade vos livrará” – João, cap. 8.

A Verdade Absoluta é Deus, a Essência Divina. A Verdade Relativa
é a dita Criação, constituída de Espírito e Matéria. As trilhas que
levam ao Conhecimento da Verdade são os três sentidos da Lei de
Deus – Moral, Amor e Revelação.

Quem não for capaz de entender isto, por certo não entenderá
coisa alguma daquelas verdades que daí derivam, como consequência
lógica e irrefreável.

  • 18

“Em Deus está a minha salvação e a minha glória; de Deus é
que espero o meu socorro e a minha esperança em Deus está.

Esperai nele toda a congregação do povo; derramai ante ele os
vossos corações; Deus é nosso favorecedor eternamente.

Certamente vãos são os filhos dos homens, mentirosos os filhos
dos homens em balanças; eles conspiram concordemente
em vaidade para usar de enganos.

Não queirais
confiar na iniquidade, nem queiras cobiçar rapinas;
se abundardes em riquezas, não queirais por nelas o coração.

Uma vez falou Deus, estas duas coisas tenho ouvido: que o
poder é de Deus.

E a ti, Senhor, a misericórdia; porque tu retribuirás a cada um

segundo as suas obras” – Salmo 62.

A Sabedoria gera a Autoridade e a Virtude gera a Paz; as malícias
geram os infernos íntimos, produzem as trevas interiores. Deus é
Lei e Justiça, em Deus o problema é viver segundo a Lei. Entretanto,
os homens inventam engodos e simulacros, pensando com
isso burlar a Lei; querem, através de rituais e liturgias vendáveis,
encobrir as falhas tenebrosas do cérebro e do coração. E com isso
aumentam as falhas, pois a Lei é inderrogável, tendo fundamento
nas Verdades Imutáveis e Eternas, por isso mesmo que é acima de
religiões e estatutos humanos.

  • 19

“Não terás deuses estrangeiros diante de mim.”

“Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do
que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem de
coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem
lhes darás culto: porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte
e zeloso.”

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o
Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome
do Senhor seu Deus.”

“Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás seis dias,

e farás neles tudo o que tens para fazer.”

“Honrarás a teu pai e a tua mãe.”

“Não matarás.”

“Não cometerás adultério.”

“Não furtarás.”

“Não dirás falso testemunho.”

“Não cobiçarás o alheio.”

Estão aí os Mandamentos que, uma vez usados,
farão a felicidade
humana. Estão aí a Moral que harmoniza e dignifica, o Amor
que sublima e diviniza, e a Revelação que adverte, ilustra e consola.
Porque a Lei foi dada a Moisés através de ato mediúnico. No
início de sua função missionária, disse Jesus – “Não vim derrogar
a Lei e os Profetas, e sim dar-lhes cumprimento”.

Todos os clericalismos são contra a Lei e contra o Profetismo. No
Talmud, livro de lei dos rabinos, está escrito que Jesus foi crucificado
– pelo Sinédrio – por se entregar à magia e sortilégios.

O sábado equivale ao domingo, dia de cultivar especialmente as
coisas do espírito: dia de leituras boas, de meditações, de visitas
a doentes e a hospitais; dia de cultivar a Revelação ou Batismo de
Espírito Santo; dia de divertimentos sadios.

  • 20

“Vós que recebestes a Lei por ministério dos anjos e não a
guardastes” – Atos, cap. 7.

Anjo, espírito e alma, têm a mesma significação na linguagem
bíblica; mas os inimigos da Verdade, torcem tudo, para fazerem

o jogo dos interesses subalternos. Deuses, anjos e espíritos, forram
as páginas da Bíblia inteira; toda a Escritura foi feita através da
comunicabilidade dos espíritos. Jesus anunciou, de início, que os
homens veriam os anjos subindo e descendo sobre Ele.

  • 21

“Uma teologia verdadeira deverá fornecer os princípios de todas
as ciências. Ela não será a ciência de Deus, se não mostrar a
unidade e o encadeamento das ciências da natureza; ela não merece
o nome que tem, se não satisfizer a condição de constituir o
órgão e a síntese de todas as outras” – G. Iniciados.

As teologias não servem nem serviram ainda, porque sempre foram
arquitetadas para proteger interesses de grupos, verdadeiros
sindicatos idólatras, simples máquinas de fazer ignorantes, blasfemos
do Batismo de Espírito Santo, materialistas e
sanguinários. As
teologias nada mais são do que cartilhas de defesa do erro e do crime.
Fabricam os pançudos do mundo e os miseráveis do espírito.

  • 22

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra
de Deus e a põem por obra” – Lucas, cap. 8.

Palavra de Deus era o nome da Revelação, do anúncio pelos
profetas ou médiuns. A Lei veio pela comunicação dos espíritos,
veio pela palavra de Deus. E Jesus, vindo Batizar em Espírito Santo,
veio estender sobre toda
a carne a Graça da Revelação. Quanto ao
tema em si, a Lei não tem parentes, porque Deus não é particularista
e a Sua Justiça não sofre de injunções subalternas.

Pai só Deus o é, sendo o mais tudo mera questão de irmandade.
As funções variam através das encarnações, e o rigor da Lei, do
Poder Equilibrador, se impõe de dentro para fora, sem perguntar
quem seja isto ou aquilo. Quando todos os homens se julgarem
tudo, pais e filhos, filhos e pais, reconhecendo que todos são iguais
perante as leis que regem o Universo, então tudo irá bem. Se dizemos
bem ao dizer que a família é a Humanidade Cósmica, melhor

o faremos ao dizer que todos somos um perante
Deus e a Sua Soberana
Lei.
Não existe crime que seja dirimido, perante a Lei, pelo fato de
uma criatura pensar que o cometeu em benefício
de qualquer interesse
particular; porque perante Deus, todos são igualmente filhos,
ninguém sendo especial. Quem não respeita a sua razão na
razão do próximo, o direito de sua família na família do próximo,
certamente estará fora da Lei, e terá que responder por isso.

Pelo que repetimos, que os erros religiosos são aqueles que se
desdobram em todos os outros erros. A Lei, com os seus três sentidos
– Moral, Amor e Revelação – preenche todos os requisitos
religiosos. Quando ela for executada na Terra, todos os religiosismos
desaparecerão e os dois planos da vida, o carnal e o espiritual,
festejarão o dia glorioso
da celeste harmonização. Enquanto isso
não se der, clerezias e discursozinhos falazes, idolatrias e mercenarismos
religiosos irão cavando abismos para os terrícolas.

  • 23

“E falou o Senhor a Gad, vidente de Davi, dizendo…” – I Paralipômenos,
cap. 21.

“Porque aquele que hoje se chama profeta, se chamava então
vidente” – I Samuel, cap. 9.

O Velho Testamento repete, centenas de vezes,
que o Senhor
falou pelos videntes; outras vezes diz que eram anjos do Senhor;
Gabriel, anjo, espírito ou
alma, anunciou os dois nascimentos; Jesus
tinha os anjos subindo e descendo sobre Ele; e de tudo isso se
revela que profeta ou médium, ou vidente e homem de Deus, quer
tudo dizer a mesma coisa.

Diz o refrão que o maior cego é aquele que não quer ver… Consequentemente,
quem é honesto e lê o Velho Testamento, compreende
o que significam a Lei e os Profetas – o Código de Conduta
e os Arautos do Senhor.

Tomando em conta que Jesus veio para derramar do Espírito
Santo sobre
a carne, como estava prometido nos Profetas, isso
quer dizer que Deus, através de Jesus, tornou a Revelação, a Palavra
de Deus, de caráter universal. O Pentecostes prova isso cabalmente.

Entretanto, em trezentos e vinte e cinco, Roma inventou o catolicismo,
para blasfemar e
ensinar a blasfemar contra o Batismo de
Espírito Santo. E o resultado, em quase dezoito séculos de corrupção,
é estar a Humanidade entregue ao mais desenfreado materialismo,
cavando seus abismos à custa de tantos erros acumulados.

  • 24

“Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava” – Lucas,
cap. 22.

“Que zelos são estes que mostras por mim? Quem dera que

todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhe desse o Seu Espírito

Santo” – Números, cap. 11.


Na hora de enfrentar a prisão, o julgamento, as aflições e a crucificação,
Jesus teve um anjo ou espírito para o consolar; e o Seu
Batismo de Espírito Santo ficou sendo o Consolador. Moisés e os
Profetas ansiaram por isso longamente. A Mensageiria Divina, ou
comunicação dos santos espíritos, nunca faltou na Terra nem em
mundo algum. Mas nos mundos inferiores, como por exemplo a
Terra, os clericalismos tudo fazem para blasfemar contra a Revelação,
com o fito de sustentar o seu comercialismo idólatra. Em
um mundo como a Terra, onde homens fantasiados passam por
ministros de Deus, pelo simples fato de ensinarem simulações e
idolatrias, é certo que guerras, pestes e fomes, sejam a herança da
sua Humanidade.

  • 25

“A vida divina é uma série de mortes sucessivas, nas quais o
espírito rejeita as suas imperfeições e os seus símbolos e cede
à atração crescente do centro de gravitação inefável – do sol da
inteligência e do amor” – G. Iniciados.

Sempre os mesmos fundamentos emancipadores – o Saber e a
Virtude. Enquanto isso se passa na esfera dos discípulos da Verdade,
que acontece com os vendilhões dos templos? Como tratam
eles os três sentidos da Lei, que são a Moral, o Amor e a Revelação?

  • 26

“Nenhuma, porém ultrapassa, em elevação moral, em altura e
largueza intelectual, a de certos hinos védicos, em que palpita o
sentimento do Divino na
Natureza, do Invisível que a rodeia, e da
Grande Unidade que reside em tudo” – G. I.

O Védico-Budismo data de mais ou menos duzentos e quarenta
mil anos; e toda a sua grandeza deriva do Sagrado Monismo. O
século vinte deu alguns místicos ou pseudomísticos, muito maliciosos,
capazes de copiar da antiguidade certos conceitos, e empregando
uma terminologia pseudocientífica, para engodar as
criaturas menos cultas, quererem passar por seus fundadores. É
grande já, por esta altura, o número dos que vivem tomando aqui
e ali instruções e conceitos, fazendo muito mal feita obra de compilação,
mas querendo passar por criadores de conceitos.

  • 27

“Uma cabeça de homem sai dum corpo de touro com garras de
leão, fechando duas asas de águia sob os flancos. É a Ísis terrestre,
a Natureza na unidade viva dos três reinos” – G. I.

A Esfinge representa os reinos da Natureza, através dos quais o
espírito evolve e atinge a Sagrada Finalidade – o grau crístico. Uma
figura simbólica a filtrar a grande lei das migrações por entre mundos,
formas e
transições,
até a centelha se encontrar absolutamente
livre
das garras materiais. Porque a Esfinge representa o espírito
subindo até à espécie hominal; depois, a Doutrina Secreta o faz compreender
a caminhada, nas trilhas do Saber e da Virtude, para se
libertar de toda e qualquer inferioridade. A Esfinge demonstra-lhe
a escalada até à conquista da razão; a Doutrina fá-lo reconhecer a
intuição, a penetração gradativa na Consciência da Unidade.

  • 28

“Eu vos batizo em água para vos convidar à penitência, ao arrependimento
de vossos pecados; Ele vos batizará no Espírito
Santo e em fogo” – Evangelho.

Até Jesus, o Cristo, a Doutrina Secreta prevaleceu; a Doutrina
que assenta na Moral, no Amor e na Revelação, estava de portas
fechadas para o vulgo. Jesus veio abrir as portas dos Cenáculos
Iniciáticos, veio trazer o Pentecostes. Espírito Santo é o nome da
Mensageiria Divina, dos
Santos Espíritos que se comunicam e
guiam a Humanidade. Fogo era o nome da Verdade, nas Iniciações
Antigas. O maior crime da besta apocalíptica, do catolicismo romano,
foi blasfemar e ensinar a blasfemar contra o Instituto Divino da
Revelação, fundamento das Iniciações e alicerce
do Caminho do
Senhor, do Cristianismo Iniciático que viveu, até Constantino fazer
a corrupção.
Vide os Atos, capítulos um, dois, sete, dez e dezenove
e tereis o Consolador em
pleno andamento, cultivado pelos Apóstolos.

  • 29

“Assim que, exaltado pela destra de Deus, e havendo recebido
do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este,
a quem vós vedes e ouvis” – Atos, cap. 2.

O Velho Testamento diz, umas dezenove vezes, que seria derramado
o Espírito Bom ou de Deus sobre toda a carne; isto é, afirma
que a Humanidade inteira viria a constituir o Cenáculo Iniciático.
Jesus foi o batizador ou derramador da Revelação sobre a carne.
Roma, em trezentos e vinte e cinco, liquidou o derrame de Revelação
que Jesus pagou com a Sua Vida, implantando o regime da
besta apocalíptica, do mercenarismo idólatra, mercenário e inquisidor,
cometendo ainda o erro de fazê-lo em nome de Deus e do
Cristo.

  • 30

“Isto porém dizia Ele, falando do Espírito Santo que haviam de
receber os que cressem Nele; porque o Espírito Santo ainda não
fora dado, por não ter sido ainda glorificado Jesus” – João, 7, 39.

Eis aí a razão de ser do ponto anterior, de dizer Pedro que Jesus
herdou, com a crucificação, o direito de ser o derramador do
Espírito Santo ou da Revelação sobre a carne. Em vida, Ele apenas
prometia o Pentecostes;
mas quem ler os capítulos um e dois do
Livro dos Atos, sabe o que Ele deixou no mundo como Doutrina.

  • 31

“Quando porém vier o Consolador, aquele Espírito de Verdade,
que procede do Pai, que Eu vos enviarei da parte do Pai, Ele
dará testemunho de mim” – João, cap. 15.

“Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer, mas vós não as
podeis suportar agora.

Quando vier, porém aquele Espírito de Verdade, Ele vos ensinará
todas as Verdades…” – João, cap. 16.

Enquanto Jesus pagou com a vida o Batismo de Revelação, que
muito bem está expresso nos Atos, capítulos um, dois, sete, dez e
dezenove; enquanto Jesus deixou o Pentecostes em franco funcionamento,
como está expresso na Primeira Epístola de Paulo aos
Coríntios, capítulos doze, treze e quatorze; enquanto isso tudo
aconteceu, para que a Humanidade fosse conduzida pelo exercício
da Moral, do Amor e da Revelação, que são os três inderrogáveis
sentidos
da Lei de Deus, que fez Roma, depois de Constantino
vencer Maxêncio e ter fundado o catolicismo? Aonde foram parar
aquelas manifestações da Mensageiria Divina? Aonde foram parar
aquelas reuniões simples, sem clerezias, sem homens fantasiados
ou apalhaçados, sem dogmas, sem liturgias, sem
inquisições, sem
imperialismos despóticos e sanguinários?

Jesus deixou
o Consolador em funcionamento, para que, no curso
dos tempos fosse a Humanidade conhecendo aquelas verdades
que Ele jamais poderia ter ensinado naqueles dias. Estas verdades
são, em
síntese, as já expostas – Essência, Existência, Movimento,
Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação,
Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade.

Havendo Roma atraiçoado o Batismo de Revelação, o Instituto
Divino de Informações, voltou Elias, conforme as profecias,

na personalidade de Kardec, para encabeçar a reposição das coisas
no
lugar,
isto é, para restaurar o Cristianismo. E como não há
Evangelho sem Consolador, ou Cristianismo sem Batismo de Espírito
Santo, o nome dado à Restauração foi – Espiritismo.

Sendo normal que Cristianismo é sinônimo de Lei Exemplificada,
ao Espiritismo cumpre ser, fundamentalmente, Moral, Amor e
Revelação. Porque esses são os sentidos da Lei, que Jesus viveu,
para Se constituir o Divino Molde. Como Anunciador ou Revelador,
o Espiritismo salientará sempre o sentido Moral da vida, porque o
Amor, sem a Moral, pode não filtrar a Vontade de Deus. O Amor
Divino, diremos, é Moral Integral.

Quanto a Roma, ou quanto à besta apocalíptica, que em nome
de Deus, da Verdade e do Cristo, e também dos vultos cristãos,
se transformou em horrenda fábrica de blasfêmias, de idolatrias
e perseguições ao Batismo de Revelação, ela terminará como está
escrito no Apocalipse.

  • 32

“A tua nação e os pontífices são os que te entregaram nas minhas
mãos; que fizeste Tu?” – João, cap. 18.

A função missionária de Jesus fora cumprir a profecia, feita por
séculos consecutivos, do
derrame de Espírito Santo sobre toda a
carne. A palavra DERRAME foi traduzida por BATISMO, e isto deve
ser bem entendido. Entretanto, as palavras de Pilatos dizem sobre
como foi Jesus tratado pelos papas do tempo e os fariseus. Ele, que
tinha o Espírito Sem Medida, e veio para em Espírito Santo batizar,
fora condenado como feiticeiro ou fazedor de sortilégios. No Talmud
assim se encontra escrito.

Embora tendo vencido, porque aos cinquenta dias da crucificação
voltara e realizara o batismo, deixando o Consolador em pleno
funcionamento, o fato é que, no quarto século, tudo foi em Roma
adulterado. O Livro dos Atos está cheio das mais esplêndidas comunicações
de espíritos, anjos ou almas; isto é, de grandes consolações
daí advindas. Aquela Mensageiria anunciada por Jesus, no
capítulo dezesseis de João, ficou funcionando no mundo, entre os
do Caminho do Senhor.

Até trezentos e vinte e cinco não houve Cristianismo e sim Caminho
do Senhor; este era fundamentado na Revelação, na comunicação
dos anjos, espíritos ou almas. Vide as sessões, como eram
feitas pelos do Caminho do Senhor, ou como as faziam os Apóstolos
e aqueles que vinham engrossando as fileiras do Caminho.


Vide nota, em
OS GRANDES INICIADOS, sobre o que Roma fez, liquidando
a Revelação e mandando ainda destruir os Templos Iniciáticos
das voltas do Mediterrâneo, a fim de radicar a ferro e a fogo
a tremenda corrupção. Todos deviam curvar-se diante do poderio
romano, e, para começar, deveriam fazê-lo através da fé, que era

o meio seguro, porque a confissão auricular se impunha pela Inquisição.
O Pentecostes desapareceu. O Consolador sumiu do seio
de toda a carne. Em lugar de se espalhar pelo mundo a certeza da
imortalidade e da responsabilidade, espalhou-se
o mercantilismo
idólatra, o dogmatismo simulador, a fantocharia despótica e sanguinária.
Elias voltaria um dia, para repor as coisas no lugar, para fazer a
Revelação retornar ao seio da Humanidade. No século quatorze
Jesus ordenara o começo da trabalheira renovadora. E num curso
de quatro séculos e meio, vieram à carne antigos Profetas, Apóstolos
e demais servidores de Jesus, para a grandiosa obra de retorno
ao mundo da Excelsa Doutrina. Os cabeças do movimento foram
Wicliff, Huss, Lutero, Joana D’Arc, Giordano Bruno, Kardec, Denis,
Delanne, etc., etc. Para o Brasil foi indicado, assim
que deixaram a
França, o serviço de Consolidação. E foi assim que aconteceu no
Brasil do século vinte. Não queremos entrar em pormenores agora,
mas a realidade dos fatos prova o argumento.

Responda o leitor a Pilatos, pela pergunta que ele fez a Jesus,
querendo saber o motivo porque os papas e os fariseus queriam
matá-Lo, porque realmente O mataram. E respondam a si mesmos
os que tiverem inteligência de entender, se Roma, pouco depois,
não faria ainda coisa muito pior.

Anás e Caifás, cumprindo ordens do Sinédrio e dos fariseus, mataram
o corpo, de onde ressurgiu glorioso o Espírito, para deixar

o Pentecostes, a primeira sessão pública do Caminho do Senhor.
Roma procurou matar o Espírito, e o matou de certo modo, fazendo
desaparecer da Terra o Batismo de Revelação, que Lhe custara
a primeira morte. Eliminar a Revelação foi crucificar Jesus pela segunda
vez!
E a Humanidade chafurdou na idolatria, no materialismo e no
sensualismo, de onde surgiram as coisas tremendas que os séculos
dezenove e vinte hão de suportar, com tremendas consequências
para outros séculos adiante.

  • 33

“Que coisa é a Verdade?” – João, cap. 18.

A Revelação ensinaria, como sempre ensinou, sobre isto – Essência,
Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade,
Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Finalidade
Sagrada.

Eis as chaves do conhecimento da Verdade que livra. Eliminando
porém a Revelação, começaram a vingar ignorâncias e erros, simulacros
e fingimentos, vindo homens fantasiados ou apalhaçados a
se apresentarem como se fossem ministros de Deus. Como dissera
o humilde pescador, que jamais pensara em papismo algum, o
cão volvera ao vômito e
a porca, lavada, de novo se revolvera no
lodaçal. Jesus vira o Consolador desaparecer, engolido pela besta
apocalíptica, que se levantara na cidade dos sete montes.

E a Humanidade entrara para a ignorância e a treva.

E a pergunta de Pilatos ficara de pé, até Elias retornar, e, com o
nome de Espiritismo, restaurar o Caminho do Senhor.

  • 34

“Espírito Santo” – Bíblia.

Não seria Jesus o derramador sobre a carne do Espírito Imundo.
Mas sim do Espírito de Luz, Santo, Bom, de Verdade ou Consolador.
Todavia, o adjetivo SANTO serviu para os corruptores mentirem,
adulterarem, apresentando um Deus dividido em três, a fim
de poderem
liquidar a Revelação, a comunicação dos anjos, espíritos
ou almas. Nos textos originais o ADJETIVO não se encontra
quase, e jamais é encontrado para significar um Deus repartido, e
sim a comunicação do Espírito Mensageiro.

  • 35

“E havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Es

pírito Santo, e falavam em diversas línguas, e profetizavam” –

Atos, cap. 19.

Aquele Espírito Santo era imediato, prático, tangente, verdadeiro,
normal, consolador, cheio de graças e sempre pronto a servir,
a cumprir o seu dever, de acordo com a Promessa do Velho Testamento
e as palavras de Jesus, enquanto esteve com o Seu fardo de
carne entre os homens. Os Atos e as Epístolas repetem centenas
de vezes o acontecimento, pois em seguida ao Pentecostes, a comunicabilidade
dos espíritos, anjos ou almas, era o prato do dia…
Todavia, os adulteradores romanos inventaram um Espírito Santo
que não aparece, não fala línguas diversas, não profetiza, não cura,
nada sabe e aprecia idolatrias, simulações, contínuas e intensas
traições aos Mandamentos da Lei de Deus.

  • 36

“Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos
são de Deus…” – I Ep. de João, cap. 4.

Aqui está certíssimo, porque espírito de Deus reflete a perfeita
interpretação, no consenso popular. De Deus, Santo, Bom, de
Verdade, etc. Tudo aquilo
que signifique qualificação por discernimento.

Como os Atos e as Epístolas provam, o prato do dia, em seguida
ao Pentecostes, era a comunicabilidade dos espíritos, almas ou
anjos; e o Apóstolo João cuidou de alertar os cultivadores do Consolador,
para o devido discernimento dos espíritos comunicantes.

  • 37

“E sobre os dons espirituais, não quero, irmãos, que vivais em
ignorância. Sabeis que, quando éreis gentios, concorríeis aos simulacros
mudos, conforme éreis levados” – I Ep. Coríntios, cap.

  1. Paulo enumera, nesta parte da sua vastíssima obra epistolaria,
    as nove manifestações mediúnicas fundamentais, ou conhecidas
    naqueles dias: Sabedoria, Ciência, Fé, Curas, Milagres, Profecia,
    Discernimento dos Espíritos Comunicantes, Línguas Diversas, Interpretação
    ou Direção de Trabalhos.

Era o cumprimento da profecia, de que a Revelação se tornaria
ostensiva, e os sonhos, as visões, os sinais e os prodígios
tornar-se-iam comuns; era o Batismo de Espírito Santo, trazido por
Jesus, à custa de Sua vida, que transformaria a Humanidade pelo
Conhecimento; era, para todos os elementos do Caminho, o fim da
brutalidade, do materialismo, da negação de Deus, dos clericalismos
despóticos.

Essa esperança Roma frustrou, inventando o catolicismo no
quarto século, invadindo
a Humanidade com as suas simulações e
com a sua Inquisição, a arma terrível com que protegeria as suas
blasfêmias contra a Moral, o Amor e a Revelação.

Quem ler este capítulo, confronte-o com o dois do Livro dos
Atos e com os quatorze, quinze e dezesseis do Evangelho segundo
João, porque Paulo, aqui, nada mais faz do que explicar o que seja

o Consolador, o Mediunismo, a Revelação tornada pública através
de Jesus, o Cristo.

  • 38

“As coisas ocultas do seu coração se fazem manifestas, e, assim,
prostrado com a face em terra, adorará a Deus, declarando que
Deus verdadeiramente está entre vós” – I Ep. Coríntios, cap. 14.

Assim eram os Santos Espíritos que ensinavam naqueles dias,
dando provas do Batismo de Revelação, convencendo a todos através
de fatos mediúnicos. Neste capítulo, onde Paulo ensina a fazer
sessões mediúnicas, pode-se dizer que se concentra o Néctar do
Profetismo, porque este capítulo concretiza a Promessa feita através
dos Profetas, demonstra a Graça da Revelação trazida a toda
a carne por Jesus e ensina o Molde das Sessões, cópia exata do
Pentecostes.

A Igreja de Deus, como diz Paulo no capítulo quinze, de quem
fora ferrenho
perseguidor, era a expressão dos três sentidos da Lei
de Deus; era o cultivo simples da Moral, do Amor e da Revelação
totalmente anticlerical, totalmente anti-idólatra,
totalmente a favor
da Linha Mestra, feita à base do Saber e da Virtude.

Havendo Roma atraiçoado o Batismo de Espírito Santo, o Saber,
a Virtude e a Revelação desapareceram da Terra, chafurdando a
Humanidade na negação, no materialismo e na brutalidade.

O protestantismo, não sendo catolicismo nem a Igreja Restaurada,
é, entretanto, fábrica de discursozinhos falazes e de blasfêmias
contra o Batismo de Espírito Santo. Isto se explica muito facilmente,
pois tendo havido necessidade de preparar os alicerces da
Restauração, antes de vir Elias como Kardec, para trazer de novo

o Consolador, foi preciso que viessem Wicliff, Huss, Joana D’Arc,
Lutero e Giordano Bruno. E aqueles que não têm conhecimento
de causa, tomam os primeiros passos pela caminhada toda… Se
fosse para não haver a grande eclosão mediúnica do Pentecostes,
a grande sessão pública de Espiritismo, também não precisaria vir
Jesus à carne.
E, portanto, se não fosse para ser arrastado de novo o Consolador
para o seio da Humanidade, também não havia necessidade
de virem os Missionários da Restauração. Para ficar em letras e
discursozinhos falazes, que nada provam das verdades fundamentais
do Profetismo, poderia ficar sossegada a besta apocalíptica…
Saiba, quem tenha vontade de saber, que por PALAVRA DE DEUS
sempre foi tida a Revelação, o Instrumento Divino de Informação,
conforme disse Jesus no capítulo dezesseis de João: “E quando vier
aquele Espírito de Verdade, Ele vos ensinará todas as coisas…”


Os modernos Nicodemos, que querem ser Mestres quando nem
sequer servem para bons
discípulos, por isso mesmo fazem berreiros
sobre a pessoa de Jesus, enquanto blasfemam
contra o Espírito
de Verdade, nome das Falanges Mensageiras do Senhor.

A Humanidade terrícola ainda é apenas um capítulo da História
do Ridículo, pois não existe nela erro algum que se não queira impor
em
nome do Acerto, nem ignorância alguma que se não queira
impor em nome do Conhecimento. Seus arautos querem mais ensinar
a Deus do que aprender com Deus…

  • 39

“Voltou o cão ao que havia vomitado, e a porca lavada tornou
a revolver-se no lodaçal” – Segunda Ep. de Pedro, cap. 2.

O humilde pescador, que tantos testemunhos dera do Batismo
de Revelação, como se encontram registrados nos capítulos um,
dois, sete, dez e outros, dos Atos, bem fizera em dizer que isso
aconteceria. O Caminho do Senhor, nome da Doutrina Excelsa deixada
pelo Cristo, durou até trezentos e vinte e cinco, tendo a seguir
sofrido corrupção, até mesmo completa liquidação. Para cúmulo
da aberração, falsificaram os documentos e fizeram questão de impor
a blasfêmia contra a Revelação em nome de Pedro, ele que em
Atos, capítulo dois, fora o primeiro a proclamar Jesus como sendo

o derramador do Espírito Santo sobre toda a carne, como sendo
o Celeste Executor daquela Promessa feita em Joel, capítulo também
dois, e de outras dezenove afirmações do Velho Testamento.
Pobre Pedro! Há dezessete séculos que, montada a besta apocalíptica
sobre a cidade dos sete montes, conspurca a Excelsa Doutrina
do teu Amado Jesus, fundamentada nos três sentidos da Lei,
e o faz em teu nome.

Pobre Pedro! Tu que te fizeste crucificar de cabeça para baixo,
por te julgares indigno de o ser como Jesus, por quanto tempo ainda
verás que homens apalhaçados, vergados ao peso de mil e uma
idolatrias e blasfêmias, em teu nome cometem todos esses crimes,
induzindo a Humanidade a cometê-los também?

Humilde servidor de Jesus! Equipa as tuas legiões amigas e batalha
contra o monstro corruptor. Proclama à Humanidade que a
Doutrina do Mestre é um misto de Sabedoria, Virtude e Revelação.
Brada aos homens, teus irmãos, que a libertação das almas deriva
de uma inteligência lúcida e de um coração referto de bondade.

Exclama que jamais foste um traidor do Batismo de Espírito Santo,
um fabricante de paredes frias, paus e pedras surdos e mudos,
porque foste, no dia de Pentecostes, o primeiro a levantar a voz
como testemunha da Graça da Revelação, trazida a toda a carne
por Jesus Cristo.

  • 40

Para eliminar o Batismo de Revelação foi lançado
um Edito, afirmando
ser coisa de Belzebu a todos os fenômenos mediúnicos ou
proféticos. Vide o Livro: CONFISSÕES DE UM CORRUPTOR. Saiba
como corromperam a Doutrina do Caminho do Senhor.

  • 41

“Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às
igrejas…” – Apocalipse, cap. 2.

Igreja é palavra grega e quer dizer ajuntamento de pessoas; pessoas
reunidas são pessoas em igreja. Não confundir jamais igreja
com templo.

Lendo com inteligência o capítulo dezesseis de João; lendo com
inteligência o capítulo doze da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios;
lendo com inteligência o capítulo quatorze da mesma Carta,
qualquer pessoa saberá que o texto acima corresponde ao cultivo
do mediunismo ou das sessões espíritas.

Como a Lei concita à Moral, que harmoniza e dignifica; ao Amor,
que sublima
e diviniza; e
à Revelação, que adverte, ilustra e consola,
é muito fácil compreender o que dizem os Bons Espíritos.

Cometem grave erro aqueles que desprezam o Saber e a Virtude,
para irem
comprar simulacros aos homens apalhaçados que se
qualificam a si mesmos como se fossem ministros de Deus. Ministro
de Deus, em verdade, é todo aquele filho de Deus que cumpre
a Lei. E no caso do ministério exclusivamente espiritual, pelo fato
de estar o Espírito Santo repartido, porque só Jesus o teve Sem
Medida, é normal que o ministro das coisas espirituais seja o Profeta,
nunca porém o homem fantasiado e criado pela corrupção
romana do quarto século.

O Profeta, como era chamado antigamente, ou o Médium,
como agora se chama, estará sempre obrigado ao discernimento
dos espíritos; porque há guias que nada mais fazem do que desguiar…
Em verdade, onde
começa a faltar o Bom ou Santo espírito,
ali começam a aparecer os discursozinhos falazes, as idolatrias, os
fingimentos, os formalismos, etc., etc.


Fica aqui repetido, mais uma vez – o espírito é mais do que
mundos, formas e transições. Deverá usar tudo,
porém nunca se
subordinar a nada do que seja formal e transitório. Jesus foi posto
como Divino Modelo, pelo fato de a Lei de Deus carecer de Exemplo
Vivo; e se Ele, de início, disse que vinha para viver a Lei e não
para derrogá-la, que o Profeta ou Médium faça o mesmo.

  • 42

“Fora daqui os cães, e os que dão veneno, e os impudicos, e os

homicidas, e os idólatras, e todo o que ama e obra a mentira” –

Apocalipse, cap. 22.

Se os homens, mormente aqueles que pretendem ser arautos
da Verdade, tivessem sempre em mente que a Deus bem se respeita
vivendo o Saber e a Virtude, por certo que eles, por pouco
inteligentes que fossem,
compreenderiam bem o texto acima. E

o Profeta ou Médium, a quem cumpre bem discernir os espíritos
comunicantes, tanto mais é devido saber analisar sua conduta.
Se é certo que alguns homens se fantasiam e se revestem de
liturgias e de simulações, por isso mesmo querendo passar por ministros
de Deus, também é certo que muitos Profetas ou Médiuns
nada mais fazem do que executar a vontade dos espíritos menos
dignos, dos elementos da mais baixa condição astral.

  • 43

“Ora, Deus não o é de mortos, mas sim de vivos” – Mateus,
cap. 22.

Anjo, espírito e alma, tudo quer dizer a mesma coisa na linguagem
bíblica. Nesse mesmo capítulo, afirma Jesus, que depois da
morte do corpo as almas dos ditos mortos, serão como os anjosde Deus no céu. Gabriel, que anunciou o nascimento de João e de
Jesus, quem era senão um espírito desencarnado? Moisés e Elias,
que estiveram no alto do Tabor juntos com Jesus, Pedro, Tiago e
João, não eram apenas dois desencarnados?

Bem afirmou Jesus, que muitas coisas mais tinha a dizer, coisas
que o povo não poderia então suportar; e afirmou, ao mesmo tempo,
que o Consolador ou Batismo de Revelação o faria, no curso do
tempo. Vide João, cap. 16.

Quem mais dificulta a evolução do homem é o seu sectarismo.
Ele vai falando na Verdade e vai crucificando-a ao mesmo tempo.
Armado com as armas simples do Saber, da Virtude e da Revelação,

que não faria ele? Entretanto, prefere ser sectário em lugar de ser
simples e verdadeiro. Algum dia, porém, ele compreenderá que a
Verdade é a Religião e que ela não cheira a religiosismo algum.

  • 44

“As aves do céu têm seus ninhos, e as raposas suas tocas, mas

o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” – Evangelho.
Quando Jesus entrou no Templo a primeira vez, para pregar,
já O quiseram matar. Toda a Sua vida, viveu-a escorraçado pelos
sinedristas e fariseus. E por fim, estes O prenderam, judiaram e
crucificaram. Se a Verdade não estivesse com Jesus, por certo ficaria
no Templo e com os seus donos… O grandioso fenômeno do
Pentecostes, ou Batismo de Espírito Santo, também não se deu em
Templo algum…

Sem dúvida que, em questão de Verdade, de um lado ficam o
Saber, a Virtude e a Revelação, e do outro lado ficam as clerezias
em geral.

Até o presente, em bem poucos corações terá Jesus a oportunidade
de reclinar a cabeça; porém os clericalismos em geral, ainda
O vivem crucificando. Enquanto existirem blasfemos do Batismo
de Espírito Santo, ou clérigos de qualquer ordem ou matiz que pregam
ser a Revelação coisa de Belzebu, Jesus estará sendo crucificado.

  • 45

“Este não lança fora os demônios, senão em virtude de Belzebu,
príncipe dos demônios” – Mateus, cap. 12.

E Jesus respondeu-lhes que o pecado contra o Instituto Revelador
não terá perdão, mas terá que ser pago totalmente. Espírito
Santo, de Deus, de Verdade, Consolador ou Paracleto, tudo quer
dizer a mesma coisa. A Mensageiria Divina foi colocada por Jesus
no seu devido lugar: acima das blasfêmias humanas!

Os Atos e as Epístolas estão cheios de grandiosos fenômenos
mediúnicos.

Entretanto, depois que Roma chafurdou a Humanidade no seu
clericalismo idólatra, onde foi parar o Batismo de Jesus, o Espírito
Santo ou de Verdade, o Consolador ou Paracleto?

Do batismo de João, que era apenas dos homens, fizeram mercado;
e do Batismo de Jesus, que é do Céu porque é de Revelação,
que fizeram? Claro que fizeram, mais uma vez, coisa de Belzebu!

  • 46

“Homens de dura cerviz, e de corações e de ouvidos incircun

cisos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como obraram

vossos pais, assim o fazeis vós também.

A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? E mataram
eles aos que de antemão anunciavam a vinda do Justo, do qual
vós agora fostes traidores e homicidas;

Vós que recebestes a Lei por ministério dos anjos, e não a guardastes”
– Atos, cap. 7.

Três verdades consequentes ressaltam do texto acima – a Lei,
que veio por fenômeno mediúnico. Profeta, que é
Médium, ou por
quem os espíritos transmitem as mensagens. Espírito Santo, de
Deus, de Verdade, Consolador ou Paracleto, que é a Mensageiria
Divina, a comunicabilidade dos espíritos.

O Conhecimento da Verdade vem pelo Profetismo, pela Revelação;
mas os clericalismos sempre foram os assassinos dos Profetas,
assim como o foram de Jesus, e dos Apóstolos quase todos. E por
fim mataram o Batismo de Espírito Santo, liquidaram de vez com a
Revelação, forjando a Inquisição para melhor garantir o andamento
da blasfêmia.

Maravilhoso capítulo, o sete do Livro dos Atos!

  • 47

“E Saulo era consentidor na sua morte” – Atos, cap. 7.

Paulo era perseguidor, até alcançar o seu Pentecostes, o seu
Batismo de Espírito Santo. Na Estrada de Damasco, Jesus entregou-
lhe a parte que lhe tocava do Seu Batismo de Revelação, e
Paulo tornou-se o Arauto do Batismo de Espírito Santo. Nenhum
outro Apóstolo foi tão grande conhecedor dos fenômenos mediúnicos,
como o foi o Vaso Escolhido. Em três capítulos seus: doze,
treze e quatorze, da Primeira Carta aos Coríntios, a Excelsa Doutrina
tem perfeita evidência, porque ali o Saber e a Virtude, a Moral,

o Amor e a Revelação, se apresentam de modo estuante. Todo o
Profetismo está ali de corpo e alma, porque o Amor e a Revelação
ali se mostram infusamente.

  • 48

“E por estes dias vieram de Jerusalém a Antioquia uns profetas;
e levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender,
por Espírito, que havia de haver uma grande fome por todo o
globo da Terra; esta veio em tempo de Cláudio…” – Atos, cap. 11.

Onde há Profeta ou Médium há espírito, anjo ou alma, porque o
Profeta é o instrumento do espírito comunicante,
é o seu telefone.

No caso em curso, foi anunciada uma grande fome; e os Apóstolos
e seus acompanhantes fizeram caso e livraram-se tomando
providências. Quanto ao mais, no Velho Testamento há uma sentença
assim – “Porque o Senhor nada faz, sem avisar antes pelos
profetas seus servos”.

Mais uma vez deve-se dizer: a Verdade vem pelo Profetismo.

  • 49

“Deve ser o seu anjo” – Atos, cap. 12, versículo 15.

Chamava-se anjo da pessoa ao espírito da pessoa; e assim disseram
de Pedro, quando foi tirado da prisão por um anjo ou espírito,
indo bater à porta da casa onde estavam alguns companheiros.
Não falaram sua alma ou seu espírito, mas sim seu anjo, porque
tudo quer dizer a mesma coisa.

E como a Bíblia, de começo a fim é um repositório de comunicações
de anjos, concludente é que ela não passa de um Tratado
de Espiritismo.

As blasfêmias contra a Revelação, derivam do analfabetismo espiritual
daqueles que no
mundo se dizem cristãos, nada mais sendo
que idólatras e sectários da ignorância e do erro.

  • 50

“E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar
em várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem” – Atos, cap. 2.

Antes de Jesus Cristo, a Revelação estava enclausurada nos Cenáculos
Iniciáticos, nas Escolas Esotéricas. O essenismo era a Escola
de Profetas de Israel, a Ordem dos Nazireus, a mais profunda em
lastro histórico, pois derivava diretamente do Vedismo Iniciático,
onde a fora buscar Enoch, o Patriarca antediluviano.

Por milhares de anos fora esperado Aquele que traria a Revelação
a toda a carne, como Graça e como Verdade, isto é, Graça
que tem o condão de ser a portadora do Conhecimento. Por isso
repetimos – A Verdade vem pelo Profetismo.

É claro que Jesus não batizaria em espírito imundo, não é?

Entretanto, respondam: que fizeram os clericalismos do Batismo
de Espírito Santo? Onde meteram a Graça trazida
por Jesus Cristo?


Todavia, lembrem-se os Profetas ou Médiuns, que nem todo o
espírito é Santo, de Deus, Bom, Verdadeiro ou Superior. Há que
saber fazer a distinção.

E todos nós sabemos, que pelo mundo medram mediunismos
os mais degradantes; isto é, que existem pessoas que se comprazem
no
intercâmbio com os seres mais atrasados, mais ignorantes
do mundo espiritual.

  • 51

“Porque não lhe dá Deus o Espírito Santo por medida” – João,
cap. 3.

No Velho Testamento estava dito, que Jesus viria com o Espírito
Santo Sem Medida. Que teria todos os dons mediúnicos, como
agora se diz.
Quanto aos demais, como diz Paulo
no capítulo doze
da Primeira Epístola aos Coríntios, há repartição de graças ou dons
espirituais. Logo, há que considerar as relatividades mediúnicas e
as possibilidades dos espíritos comunicantes.

  • 52

“E todo aquele que vos matar, pensará estar prestando um
bom serviço a Deus” – Evangelho.

Como disse Jesus, os Profetas foram quase todos trucidados
pelo clérico-farisaísmo. João e Ele também o foram. E o clérico-farisaísmo
continua trucidando o Profetismo ou Mediunismo. No
Talmud, livro de leis dos
Rabinos israelitas, está escrito que Jesus
foi crucificado por se entregar à magia e sortilégios. Os filhos da
corrupção romana, continuam pensando do mesmo modo e fazendo
a mesma coisa. Entretanto, com maior crime, porque para
isso usam os nomes de Deus, da Verdade, do Cristo e dos vultos
cristãos.

  • 53

“Agora vemos que estás cheio de Belzebu” – Evangelho.

Se Jesus voltasse ao plano carnal e tornasse a fazer o que fez
naqueles dias, indo parar no meio das ruas e praças, a expelir maus
espíritos, a obrar os mesmos fenômenos mediúnicos ou proféticos,
a manter colóquio com Moisés e Elias, a ter os anjos, espíritos
ou almas subindo e descendo sobre a Sua cabeça, que fariam com
Ele os clericalismos católico e protestante? Fariam a mesma coisa
ou pior? Ou, por outra, que vivem fazendo eles com o Batismo de
Revelação?

Observem que Kardec foi a reencarnação de Elias, o Restaurador
predito no Evangelho; e perguntem o que esses clericalismos
pensam do Consolador que Elias restaurou. Se não foi Jesus, foi o
Seu Enviado, o que dá na mesma, não é isso?

  • 54

“…Nem quem consulte adivinhos, ou observe sonhos e agou

ros, nem quem seja feiticeiro, ou encantador, nem quem consulte

aos pitões, ou adivinhos, nem quem indague dos mortos a verdade”
– Deuteronômio, cap. 18.

“Ouvi as minhas palavras: Se entre vós se achar algum profeta
do Senhor, eu lhe aparecerei em visão, ou lhe falarei em sonhos”

– Números, cap. 12.
“Eu derramarei o meu Espírito Santo sobre toda a carne; e os
vossos filhos e as vossas
filhas profetizarão; os vossos velhos serão
instruídos por sonhos, e os vossos mancebos terão visões”

– Joel, cap. 2.
“E havida resposta em sonhos, que não tornassem a Herodes,
voltaram por outro caminho para sua terra” – Mateus, cap. 2.

“Partidos que eles foram, eis que apareceu um anjo do Senhor

em sonhos a José…” – Mateus, cap. 2.

Sobre as contradições da Bíblia, se fossem contadas, e comentadas,
dariam para escrever um livro trinta vezes maior que a mesma
Bíblia. Bem se vê que, não havendo contradição em Deus, correm
elas por conta dos clericalismos que foram tendo seus interesses
subalternos nas adulterações e interpolações.

Sobre anjos, espíritos e almas; sobre profetas, pitões e pitonisas;
sobre sonhos, visões e outras formas de manifestações do
mundo espiritual; sobre tudo há verdadeiros amontoados de contradições.

Aos conhecedores do assunto, basta dizer – a Bíblia foi composta
em mais de mil e quinhentos anos, tendo sido alterada segundo
conveniências humanas. No tempo de Saul foi queimada, quando
foram mortos os profetas e as profetisas; e no tempo de Esdra foi
reposta, naquela parte, segundo lendas e diz-que-diz-ques.

No que concerne a Jesus, Ele viveu a Lei e Batizou em Revelação,
para não ter que escrever, a fim de que menos pudessem adulterar
as letras tempos depois. Os escritos todos, sobre Jesus, somavam
quase trezentos e eram extremamente contraditórios quanto aos
pormenores. Os fatos foram contados de mil e um modos.


Jerônimo, o compilador da Vulgata, reduziu a quatro Evangelhos
dos últimos vinte e oito livros por ele separados; e a Vulgata contém
agora uns oito livros a menos, que o catolicismo mandou tirar.

Para não encontrar tremendas contradições na Bíblia inteira, só
mesmo fechando os olhos para a razão e o bom senso, abrindo-os
bem para a cegueira e o tacanhismo.

Quem, entretanto, quiser pensar no Saber e na Virtude, na Moral,
no
Amor
e na Revelação, por certo saberá como agir. O que é
de Deus é Eterno, Perfeito e Imutável, e não se escraviza a livros,
templos, formalismos, simulações, liturgias, clericalismos e idolatrias
quaisquer.

Elias ou Kardec, ao fazer a Codificação, segundo os ditames dos
espíritos, salientou bem a importância da Lógica e do Bom Senso,
para haver a melhor interpretação das comunicações. Isto porque,
saiba quem quiser saber, jamais cessará a Revelação.

O profetismo ou mediunismo, por mais que o desejem os blasfemos
das coisas de Deus, nunca deixará de existir. Quem quiser
cultivá-lo à base dos três sentidos da Lei de Deus, andará muito
bem.

O Evangelho foi a vida de Jesus, toda ela como Lei Viva, toda ela
Moral, Amor e Revelação.

Quem quiser fazer reuniões cristãs, procure repetir o Pentecostes
e o que se encontra nos capítulos doze, treze e quatorze da
Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. Porque esses capítulos ensinam
tudo em
matéria de Moral, de Amor e de Revelação. E assim
chegarão a outros profundos e necessários conhecimentos, visto
como tudo irá sendo ensinado aos poucos, conforme o permita a
evolução humana.

Aqueles que se enclausuram nas letras, com mais ou menos
fanatismo, estão profundamente errados, porque Deus não é escravo
de formas. Se Jesus voltasse de novo, e dissesse muitas verdades
a mais, muitas mais ficariam para serem
ditas em outros
tempos, quando pudessem ser assimiladas.

  • 55

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – Evangelho.

“Eu, que estou no mundo, sou a luz do mundo” – Evangelho.

“Eu sou o Princípio, o mesmo que vos falo” – Evangelho.

“Eu e o Pai somos um” – Evangelho.

“O Pai é maior do que eu” – Evangelho.

“Porque ainda não fui a meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso
Deus” – Evangelho.

“Por que me chamas tu bom? Bom só Deus o é” – Evangelho.

“A minha doutrina não é minha, mas é Daquele que me en

viou” – Evangelho.

Muita gente já fez; muita gente vive fazendo; muita gente ainda
fará mil e um saltos e cabriolas mentais, para explicar estas afirmativas
contraditórias. Todavia, para a interpretação iniciática, não
escrava de formas, de adulterações e de interpolações, um espírito
cristificado, unido vibratoriamente, conservando a individualidade
é parte integrante da Unidade Divina.

Um Cristo é um Uno, é um Divino Filtro do Sagrado Princípio.
Selado como Delegado, traz consigo poderes e direitos celestiais.
A Palavra certa é Ungido, é Emissário do Princípio. Elevado a tais
alturas hierárquicas, e no
desempenho de função crística, fala em
nome do Princípio, como Princípio e pelo Princípio.

Enquanto o Profetismo explica bem, o clericalismo faz cabriolas,
para se manter como fonte de erros e de comercialismos pagãos,
acrescendo o crime de fazê-lo em nome de Deus, da Verdade, do
Cristo e dos vultos cristãos.

  • 56

“…havendo sido enviado do céu o Espírito Santo, ao qual os
mesmos anjos desejam ver” – I Ep. de Pedro.

“E havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, e este
homem justo e timorato esperava a consolação de Israel, e o Espírito
Santo estava nele” – Lucas, cap. 2.

Entre os Apóstolos, por falta de melhor compreensão, havia
confusão entre Mediunidade e espírito comunicante. Anjo, espírito
e alma, tudo quer dizer a mesma coisa. E Pedro confundia entre

o dom mediúnico e o agente comunicante.
Antes do Pentecostes – ou Batismo de Espírito – o Espírito Santo,
Bom, de Verdade ou de Deus sempre esteve entre as gentes. A
tocha da Revelação jamais se apagou no mundo. Apenas, ela estava
entre os Cenáculos Iniciáticos, tendo sido Jesus o Portador
da Graça e da Verdade para toda a carne, como estava escrito nas
Profecias, que devia acontecer.


Ana e Simeão, os dois Profetas ou Pitões, que foram ao Templo
visitar Jesus e anunciar grandes coisas, faziam parte dos Essênios
ou Nazireus, isto é, da Escola de Profetas de Israel.

Está escrito, no Velho Testamento, que após a morte de Moisés,
os dirigentes do povo clamavam por aquele que trazia o Espírito
Santo ou de Deus para o meio do povo. Profeta é sinônimo de Médium
e ao lado dos santos espíritos ou verdadeiros espíritos, estão
os espíritos sofredores e também os ignorantes e mentirosos.

Assim sendo, a uns cumprirá aprenderem a se libertar da ignorância
e do erro, enquanto que a outros, aos cultivadores do Profetismo,
cumprirá sempre o dever do melhor discernimento dos
espíritos comunicantes.

  • 57

“Palavras do rei Lemuel. Visão pela qual o instruiu sua mãe” –
Provérbios, 31, versículo 1.

Mais uma mensagem mediúnica, a fazer parte das muitíssimas
outras que somam na Bíblia, esse Grande Tratado Mediúnico, que
muito poderia ter feito pela elevação humana, se não tivesse sofrido
a influência corruptora dos cleros mercenários e sanguinários.
Quem quiser ler a Bíblia com um pouco de senso
crítico, notará a
eterna contenda entre o clericalismo e o Profetismo. Como o clericalismo
sempre andou de braços dados com o dinheiro, a política
e o mundanismo em geral, sempre conseguiu esfolar os Profetas
e os Arautos do Profetismo em geral, tendo inclusive crucificado o
Cristo.

  • 58

“A que é semelhante o Reino de Deus? A que o compararei
eu?” – Evangelho.

O Reino de Deus, ou do Céu, que bem afirmou Jesus estar no
íntimo de cada filho de Deus, é como o grão da mostarda – germina,
cresce e tem serventias múltiplas. A centelha divina, o espírito,
anjo ou alma, atravessa mundos, formas e transições até atingir o
grau crístico ou a unidade com o Pai Divino.

Os clericalismos, entretanto, colocam os filhos longe do Pai Divino,
que eles impõem como sendo antropomórfico ou individual,
para poderem ficar no meio como beleguins, vendendo idolatrias,
simulacros e
fingimentos, e assim fazendo a Humanidade trilhar os
caminhos da ignorância e do erro.

No dia
em que a Humanidade souber cultivar o Saber, a Virtude
e a Revelação, nesse dia
os clericalismos desaparecerão e a Terra
deixará de ser um mundo
de guerras, pestes e fomes. Porque todo

o mal deriva das traições que são feitas aos Mandamentos da Lei
de Deus. Os clericalismos é que encabeçam os erros, fazendo a
Humanidade pecar.
O pior
é que usam os nomes de Deus, da Verdade e do Cristo,
para fazerem as suas terríveis traficâncias idólatras.

  • 59

“E Jesus lhes falava por parábolas” – Evangelho.

Quando se fala a conhecedores, usando termos técnicos, com
poucas palavras muito se diz; mas quando se fala com elementos
de pouca ou nenhuma cultura, são as alegorias, os paralelos, as
figurações, muito mais eficientes.

Nos Cenáculos Iniciáticos a Doutrina era ensinada através de
três sentidos – literal, simbólica e interpretativa. Jesus falava segundo
o entendimento do auditório, pois do contrário seria o mesmo
que não dizer coisa alguma.

Daqueles que se presumiam “mestres em Israel”, Ele exigia muito
mais. Vide
o caso de Nicodemos e a Sua tremenda luta com os
sinedristas e fariseus.

Os donos de religiões vivem a se curvar diante dos grandes e a
se erguer diante dos pequeninos… Jesus era humilde com os pequenos
e se erguia diante dos presumidos do mundo.

É bom pensar um pouco sobre a capacidade de dobras do espinhaço…

  • 60

“E lhes propôs esta parábola” – Evangelho.

Todas as parábolas fazem
entrar em cena algum ponto fundamental
de Doutrina; mas a Moral, o Amor e a Revelação, tomam na
boca de Jesus a dianteira, porque aí residem os três sentidos da Lei
de Deus, que Ele veio executar, para ficar sendo o Divino Molde.

Meditem nestas palavras – Essência, Existência, Movimento,
Evolução, Imortalidade, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação,
Habitação Cósmica, Finalidade Sagrada.

Compreendam estas – Saber, Virtude e Revelação.


Estas palavras dizem de verdades, leis ou virtudes, que pairam
acima das Bíblias, dos Evangelhos escritos, dos formalismos humanos.
Elas pertencem ao Sagrado Livro de Deus, da chamada Criação,
jamais sendo dadas à escravidão.

Aquele que cresceu, que desenvolveu até o grau crístico, esse
conheceu Deus em Espírito e Verdade e assim passou a amá-Lo;
antes disso, porém, idolatrias e simulações tomam o lugar da Verdade
e do Bem. É por isso que a Humanidade terrícola, atrasada
e bruta, não aceita o Saber, a Virtude e a Revelação, para aceitar

o que lhe vivem a vender os fabricantes de simulações e idolatrias,
eles mesmos já se apresentando apalhaçados, ou vestidos de
modo a influir sobre os ignaros.
É um crime muito grande dizer que todas as religiões conduzem
a Deus; decente é dizer que só a Verdade conduz a Deus, quando
se tem a devida hombridade para anunciá-la e vivê-la diante do
mundo.

  • 61

“A Lei e os Profetas duraram até a vinda de João; desde este
tempo é o reino de Deus anunciado, e cada um faz força para
nele entrar. É, porém, mais fácil passar o céu e a terra, do que
perder-se um til da Lei” – Evangelho.

A Lei, que era apenas teórica, foi apresentada viva por Jesus, o
Divino Molde; e os Profetas iriam ter continuidade na Humanidade
inteira, porque Jesus trouxe para toda a carne o batismo de Espírito
Santo ou Revelação. Um novo dia surgiria para a Humanidade,
como surgiu. E se Roma não tivesse liquidado o batismo de Revelação,
por certo a Humanidade estaria em outro nível de conhecimentos
e de civilização.

Jesus afirmou a universalidade da Lei e da Profecia; porque a
primeira teria Nele o Molde Vivo, enquanto que a segunda teria na
Humanidade a sua continuação. A Lei significa o Poder Equilibrador
do Universo, enquanto os Profetas significam a Mensageiria
Divina, que nunca jamais passará.

Ninguém ficará sem a devida punição, quer seja por pensar em
derrogar a Lei de Deus, quer seja por blasfemar contra o Instituto
Divino de Revelação.

  • 62

“Eu saí do Pai, e vim para o mundo; eis que de novo deixo o
mundo, e volto para o Pai” – Evangelho.

O espírito Uno com o Pai por cristificação, ao deixar o corpo
carnal de novo ingressa no Pai, na Sua Divina Ubiquidade. Porque

o Pai não é individual ou antropomórfico, não está num Céu exterior
ou
territorial, mas é o próprio Céu e está no imo de tudo e de
todos.

Tudo é
questão de vibração, de frequência vibratória; aquele
espírito, anjo ou alma, que se elevar pelo Saber e pela Virtude,
esse até mesmo em vida
poderá dizer que está no Pai e o Pai nele.

Jesus disse, várias vezes,
que veio do Céu, estava no Céu e voltaria
para o Céu. É mera questão de sintonia vibratória. Para além
da matéria densa, seja em
que mundo ou tempo for, está nos fundamentos
o Pai Divino. Por certas faculdades e exercícios, muitas
criaturas já conseguiram penetrar além dos umbrais da matéria,
vivendo o supremo êxtase, caindo em perfeita sintonia com o Sagrado
Princípio.

É por isso que diziam, todas as Escolas Iniciáticas, que o Reino
do Céu é questão de exaltação do Eu Interior, é simples questão de
Elevação de Consciência.

Jesus falou, muitas vezes, na Iluminação do Olho Interno; e se
no quarto século Roma não tivesse adulterado tudo, e corrompido
os escritos apostolares, o Evangelho daria imensas lições de Essenismo,
de Sabedoria Iniciática.

Vá cada qual fazendo, desde a encarnação, a sua união vibratória
com o Sagrado Princípio, que traz nos seus fundamentos.

  • 63

“Aquele que quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me”

– Evangelho.
Aqueles que quiseram fazer, e fizeram, de Jesus, o rótulo para
as suas mercancias e engodos, adulteraram os escritos. E querem
que Jesus, sendo o Mestre, o Modelo a ser seguido, se transforme
em Redentor gratuito.

Importa lembrar isto:

Jesus nunca Se disse Filho Unigênito do Pai.

Jesus nunca Se disse Primogênito do Pai.

Jesus nunca Se disse Redentor Gratuito de quem quer que seja.

Jesus afirmou a Lei de Carma, Causa e Efeito ou Recompensa.

Jesus Se afirmou Mestre ou Modelo, para ser seguido, apenas.


Jesus Se afirmou o derramador do Espírito Anunciador sobre a

carne.

Ficar com Jesus é ficar com a Lei de Deus; ficar com a Lei é ficar
com a Moral, o Amor e a Revelação; ficar com a Revelação é aprender
a importância do Saber e da Virtude; viver o Saber e a Virtude
é fazer a cristificação própria.

Ninguém jamais poderá fazer pelos outros a marcha evolutiva;
a iluminação de cada um depende do seu mesmo esforço interior;
todos os que mentem, por discursos, dogmas, simulações e sacra-
mentismos inventados por homens, duramente pagarão.

As leis de Deus são Eternas, Perfeitas e Imutáveis; os Cristos Planetários
são servos de Deus e não senhores de Deus; as leis de
Deus e os Cristos Planetários não são escravos de livros adulteráveis
e adulterados. No Sagrado Livro da Vida, cada filho de Deus
poderá aprender as leis regentes do Universo. Na Ordem Divina
tudo é simples. As profecias anunciam verdades, não as fabricam.

  • 64

“Se fôsseis bons, teríeis sempre convosco a Palavra de Deus”

– Evangelho.
Palavra de Deus, na Sabedoria Iniciática, era o nome da Revelação.
E se sabia que era sempre proporcional ao grau de assimilação
do tempo. Quem ler a Bíblia, fazendo acurada análise, encontrará
farta messe de altos e baixos, contradições e segundas interpretações
e
terá provas de que cada Médium ou Profeta, por ser espírito
mais ou menos evoluído, disse coisas mais ou menos sábias.

A Codificação de Kardec,
que foi feita do mesmo modo que a Bíblia,
reflete, nos seus detalhes, o adiantamento científico da época
e, no seu conjunto, demonstra ou comprova, por si mesma, a evolução
da Humanidade. As verdades anunciadas, ditas com simplicidade
e segundo o tempo, se não representam Toda a Sabedoria,
representam pelo menos muito mais evolução e num plano superior
de unidade interpretativa e direcional.

De qualquer forma, Palavra de Deus é a Revelação; que se busquem
os melhores Profetas ou Médiuns; que se use bastante o Discernimento;
que se aplique bastante a Lógica da Revelação, para
que se tenha cada vez mais Conhecimento da Verdade que livra.

A Lógica da Revelação, entendam bem, é o conhecimento das
verdades do outro plano; porque, no Universo, os Continentes Vibratórios
são muitíssimos, sendo exato que nem sempre a Lógica
Humana pode servir para os interpretar. Por falta de conhecimento
de causa, os Profetas foram esfolados, o Cristo foi crucificado e o
Batismo de Revelação ainda passa por coisa de Belzebu!

E aqueles que isso fizeram, como aqueles que ainda fazem, bem
como aqueles que ainda
o farão, sempre se julgaram, se julgam e
se julgarão “Mestres em Israel”, isto é, ministros de Deus.

Quanto a Médiuns, Profetas e Espíritos Comunicantes, convém
lembrar que o bom senso jamais será virtude a ser desprezada.
Quem, neste meado do século vinte, quiser verificar o que vai pelo
Consolador em curso, há de se aborrecer tremendamente com o
que terá de ver, em muitos casos, na maioria deles, porque aquilo
que não é ruim de tudo, é pelo menos muito medíocre. Pouca
coisa se salva, quando se trata de bom profetismo, de mediunismo
prático.

  • 65

“Se eles chamaram Belzebu ao Pai de família, quanto mais aos

seus domésticos” – Mateus, cap. 10.

Entre o Profetismo e o clericalismo, sempre houve guerra no
mundo. O Profetismo, ou a Revelação, sempre convidou a Humanidade
para as coisas de Deus, da Virtude e da Sabedoria, enquanto

o clericalismo sempre andou de parceria com o reino do mundo,
sempre se aliou à política e ao dinheiro, ao egoísmo e ao orgulho.
Portanto, os Profetas foram sempre esfolados. E o pretexto sórdido,
usado pelo clericalismo, sempre foi o mesmo, isto é, continua
sendo o mesmo – afirmar que a Revelação é coisa de Belzebu.

  • 66

“Misericórdia quero e não sacrifício” – Mateus, cap. 12.

Estas palavras definem toda a Excelsa Doutrina – Saber, Virtude,
Moral, Amor e Revelação.

Quando o homem falha para com elas, procura a idolatria como
derivativo e chafurda na inferioridade e na treva. Surgem então as
clerezias, os fingimentos e as simulações de toda
sorte e ordem. É
a ignorância a produzir o erro, vindo os dois a gerar as guerras, as
doenças, as fomes.


O Saber e a Virtude produzem a misericórdia, enquanto a Revelação
proclama a excelência de todo e qualquer trabalho analítico,
a fim de que os filhos de Deus venham a conhecer, em si mesmos,
a Origem, o Processo Evolutivo e a Sagrada Finalidade. E com isso
cresçam em Espírito e Verdade, abandonando todo e qualquer sistema
de culto exteriorista.

  • 67

“O que ama o pai, ou mãe, mais do que a mim, não é digno de

mim; e o que ama o filho, ou a filha, mais do que a mim, não é

digno de mim” – Mateus, cap. 11.

Deus não é particularista, a Lei não é sectária e a Justiça Divina
jamais sofrerá de injunções quaisquer. Como o Cristo é Modelo da
Lei Vivida, lembra que os crimes de corrupção, ou desequilíbrio,
nunca poderão ser dirimidos por segundos ou terceiros. Vide o capítulo
dezoito do Profeta Ezequiel.

Afinal, Pai somente Deus o é, sendo o mais tudo irmandade,
e irmandade
que troca de posto e de função, no
curso das vidas,
para facilitar a evolução geral.

  • 68

“Um grande profeta se levantou entre nós, e visitou Deus o seu
povo” – Lucas, cap. 7.

Profeta ou Intermediário, eis o conceito do povo para com tais
criaturas; e nem poderia
ser de menos. Portanto,
quando um Profeta
maior se levantava, todo o povo tinha nele gosto, embora o
clérico-farisaísmo tudo fizesse para liquidá-lo. Fica de pé, entretanto,
esta assertiva – Profeta é sinônimo de Visita Divina, enquanto
clérigo é sinônimo de visita infernal, de ignorância, erros e crimes.

Muita gente
se ilude com o clérigo que age HUMANAMENTE
bem; isto não significa coisa alguma, porque a bondade humana
não é especialidade alguma. Até os incrédulos podem ser humanamente
bons. Até os vilões do mundo podem fazer atos de bondade.
O que importa, neste caso, é ser digno servo da Moral, do
Amor e da Revelação para ser digno servo de Deus.

Aquele que realmente é Profeta, ou Médium Superior, ou Intermediário
Consciente, vive o Saber e a Virtude, é apóstolo da
Moral, do Amor e da Revelação. O seu credo não é a simulação, o
fingimento e a idolatria.

  • 69

SINGELA VERDADE

Recebemos a Iniciação com os Iniciados,
Que no Além-Cristo, por duzentos mil anos escalonados,
Foram Budas e Vedas, Hermes e Zoroastros,
Foram Moisés e Orfeu, Profetas e consequentes lastros.

Em portas fechadas a Verdade, em esoterismo,
Estando o vulgo emaranhado, preso ao triste fetichismo,
Eis porém que do Céu enviado, aparece Jesus,
Para Batizar em Revelação, pagando-a ao preço da cruz.

Roma, dragão político, blasfema do Batismo,
Reimplanta o fetichismo, impõe a abominável idolatria,
E ferindo a Revelação, apaga o Cristianismo.

E para revivescê-lo, Elias em Kardec voltara,
E dando à Restauração o nome, fora o de Espiritismo,
Para que a Verdade ficasse, assim como desejara.

  • 70

O MILAGRE MODERNO

Uma vez restaurada a Excelsa Doutrina de Deus,
Que o Cristo bem o disse, não ser d’Ele Doutrina,
Advogaram grandes almas, rogaram pois aos Céus,
Que milagres fossem feitos, como na Era prístina.

Frente à fulgurante assembleia, disse o Senhor,
O Medianeiro Divino, em palavras de sabedoria,
Que o milagre moderno, pela Vontade do Criador,
Em despertar o Cristo Interno, é que consistiria.

E por isso clamam as Legiões da Eterna Verdade,
Que bastam os fenômenos grosseiros da matéria,
Que foram grandes no tempo da real mediocridade,
Mas que ora devem ser cambiados pela coisa séria.

Vede pois, filhos de Deus, discípulos de Jesus,
Que o milagre já dito, fora a lição do inferior,
E que no presente, e para o futuro, deveis o jus,
O direito devido, de crescer como Nosso Senhor.

  • 71

“Não basta fazer o bem, é necessário ser bom” – Grandes Iniciados.

De tal modo isso era importante, na Sabedoria Antiga, que Jesus
nunca aceitou o título de Bom, querendo ser apenas Mestre.
Depois os homens, mormente os fabricantes de religiosismos idólatras,
inventaram estes títulos – Primogênito de Deus, Unigênito
de Deus, Redentor, etc.

Não é preciso repetir que viveu a Lei de Deus e Batizou em Revelação,
para constituir o Molde Divino.

Mandou tomar cada um a sua cruz, não tomar a d’Ele, como
medida de libertação. Ademais, a questão não é de salvação, é de
perfeito desabrochamento do Cristo Interno.

Todos devem
procurar desabrochar o Cristo Interno, pela Divina
Modelagem do Cristo Externo. Ele é Modelo a ser imitado e igualado
e não libertador gratuito de quem quer que seja. Muito menos
ainda, é Ele capacho dos vendilhões de mentiras, dos traficantes
de blasfêmias, daqueles que inventam sacramentismos blasfemos,
com os quais iludem as gentes, fazendo crer que perdoam faltas
ou que absolvem pecados na hora da morte, ensinando estes e outros
clamorosos erros, quando a realidade é outra, porque só Deus
pode julgar e Ele dá a cada um segundo as suas obras.

Ai daqueles que, ficando nas portas, nem entram nem deixam
entrar aos que poderiam fazê-lo, assim disse Jesus. Pois é necessário
acrescentar mais, uma vez que pior fazem aqueles que desvirtuam
a Excelsa Doutrina, mandando crer em atos delinquentes,
desviando os filhos de Deus do Conhecimento da Verdade, isto é,
afastando-os da Sabedoria, da Virtude e da Revelação que adverte,
ilustra e consola.

  • 72

“O Pai, o Filho, a Lei e o Espírito Santo” – Todas as Bíblias.

Significam o Criador, a Criação, o Poder Equilibrador e a Virtude.
Quando um filho se cristifica, por evolução, ele representa tudo
de uma só vez. Ele pode exclamar, porque tem
autoridade para
fazê-lo – “Eu e o Pai somos um”.

Os Cristos são Filtros da Divindade.

Os Cristos são os Seres Relativos que representam o Ser Total ou
Absoluto.

Os Cristos são os Filhos Sintônicos.

Os Cristos partilham da Divina Ubiquidade.

Os Cristos são como as gotas do Oceano, que se não o representam
na Totalidade, bem o fazem ao representar-lhe a Essência.

  • 73

“E quando orais não faleis muito como os gentios; pois cuidam
que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não queirais portanto
parecer-vos com eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário,
primeiro que vós lho peçais” – Mateus, cap. 6.

A grande oração é o dever cumprido. Na razão direta em quecumprirmos com os nossos deveres, teremos por Deus garantidos
os nossos direitos. Deus não é o Juiz iníquo que faz justiça para
não ser aborrecido; Ele é Absoluto em todos os sentidos e, assim
sendo, por ser Onipresente ou Fundamental, tudo vê e tudo sabe,
dando sempre a cada um segundo as suas obras.

A oração é comumente feita para louvar, pedir e agradecer.
Como é certo que a evolução leva à adoração em Espírito e Verdade,
convém pensar um pouco em como assim se possa adorar.
Porque a grande maioria, viciada pelas religiões formalistas ou
blasfemas da Revelação,
adorando seus próprios vícios idólatras
e formalistas, pensa que está adorando a Deus.
Acredita em seu
mesmo erro e julga estar acreditando no único modo de ter conhecimento
e fé.

Nas antigas iniciações, porque eram fundamentalistas, isto é,
porque tudo era feito com o objetivo de conhecer as leis regentes
e de agir em
harmonia com elas, o que mais havia era o exercício
de concentração, para entrar em comunhão com o chamado Criador
e as suas Leis.

Por causa dos vícios idólatras e das mais erradas concepções,
oriundas de religiosismos clericalistas e comercialistas, a grande
maioria vive em peditórios os mais besuntados de pieguismo malicioso,
enquanto nada entende daquilo que deveria entender, que
é proceder conforme a Lei de Deus e aprender a entrar em comunhão
com as Forças Anímicas e Cósmicas do Infinito.

  • 74

“E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas,
não se arrependeram das obras das suas mãos, para que não
adorassem os demônios, e os ídolos de ouro, de prata, de cobre,
de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir nem falar…” –
Apocalipse, cap. 9.

Em tão poucas palavras, tudo está dito em matéria de advertência
contra as idolatrias e os maus usos do mediunismo ou revelacionismo.
Porque, em verdade, é grande o número dos que
praticam o mediunismo, não para aprenderem e ensinarem as coisas
da Lei de Deus, segundo o Divino Exemplo do
Cristo, mas para
fazerem aquilo que pensam ser bom ou certo, chegando às raias
da feitiçaria, dos despachos e de outras práticas macabras. Das
idolatrias clericalistas já sabem todos o que são, em virtude dos
interesses subalternos de seus donos, sempre articulados com os
mundanismos em geral, mormente com os político-econômicos.

Sobre a comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, convém
lembrar as lições bíblicas:

a – Para Deus ninguém é morto, porque todos são vivos, encarnados
ou desencarnados;

b – Tanto encarnados como desencarnados, todos devem tomar
tento nos deveres para com a Lei de Deus, porque a vida no astral
não é de modo algum especial. Ela corresponde ao grau de evolução
do espírito e ao seu condicionamento intelecto-moral;

c – A Revelação, portanto, oferece campo a todos os colóquios,
dos mais baixos aos mais altos. Observem de quem os Profetas receberam
mensagens. Lembrem as anunciações de Gabriel. Considerem
o fenômeno mediúnico do Tabor, onde apareceram Moisés
e Elias. Acima de tudo, lembrem que Jesus veio Batizar em Espírito
Santo e não em Espírito Imundo.

  • 75

“Quando fordes mansos e humildes, increparei os insetos da

ninhos e retirarei da Terra o espírito imundo” – Bíblia.

No dia
em que a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a
Virtude estiverem perfeitamente alojados nas mentes e nos corações
humanos, nesse dia
a Terra será aquela Nova Terra que se encontra
prevista no Apocalipse. A Casa Cósmica é o correspondente
exato dos seus habitantes!

  • 76

O PERISPÍRITO

Prepara pois, filho de Deus, ao carro de tua estima,
Porque contra ou sem ele, ninguém a Glória sua colima;
Entretanto, cultivando a Moral, o Amor e a Revelação,
Tê-lo-ás luminoso, Luz Divina, testemunho de Redenção.

Passam os corpos todos, mas ele será eterno companheiro,
E nele registrando irá, seu dono, os fatos do sendeiro;
Porque nele todos semeiam e colhem, registram a sementeira,
Tanto seja a eterna Glória, como seja a negra inferneira.

Desde os passos iniciais, o perispírito vem se mudando,
Pois que nele vai, o agente vivo, a escalada proclamando,
E assim seja Bem ou Mal, ali vai o seu dono em exposição.

Porque ele não é como o físico, que é peregrino em ação,
Mas em si mesmo vai, da alma vivente, expondo a evolução,
Até vir a ser Luz Divina, o Estado Crístico anunciando.

  • 77

O METAPSIQUISMO

O Metapsiquismo, rendeiro infeliz do homem tardo,
A senha de Tomé, do materialismo arrastando o fardo,
Crendo na descrença, apalpando sempre para ser nada,
Também lambendo matéria, vai-se pela triste jornada.

Repete sempre a mesma coisa, flutuando na cegueira vã,
Sem do Cristo aprender a Lição, ao Tomé de visão chã,
Para ele a Sabedoria é ele mesmo, a Virtude ali está,
Achando que o Espiritismo, fora dele, desmanchar-se-á.

A Verdade entretanto marcha, acima de estultas ideias,
Se é que ideias são, as asneiras que não têm plateias,
Que alguns tardos apenas sustentam, cheios de parvoíces,
Que de tardos nunca descobrem, que vivem fazendo tolices.

  • 78

“E não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que elas

também tinham tido uma visão de anjos, os quais dizem que ele

vive” – Lucas, cap. 24.


Anjos, espíritos e almas, tudo é correspondente. O que varia
é o grau de evolução. No Velho Testamento, em
alguns casos, ao
termo anjo está anexado o termo mensageiro. Enfim, os santos espíritos
são mensageiros e os espíritos imundos não podem sê-lo. A
Bíblia, de ponta a ponta é um repositório de mensagens mediúnicas.
Examinem os originais hebreus, que dão apenas simples lições
de Espiritismo.

É preciso considerar a Seita dos Nazireus, por corruptela, Nazarenos,
que era a Escola de Profetas ou Médiuns, de Israel. Se tudo
tivesse continuado como Jesus deixou, isto é, se Roma não tivesse
fornecido ao mundo a corruptora da cidade dos sete montes, o
Cristianismo teria continuado a ser apenas o Essenismo de portas
abertas. Isto é, o profetismo universalizado, consoante os desejos
expressos na célebre frase de Moisés.

Repitamos – a corrupção surtiu no mundo, forçando a surtir
também a Restauração, com o nome de Espiritismo. Entretanto, a
Revelação é tão velha, quanto é velha a chamada Criação.

  • 79

“E eu vou mandar sobre vós o dom que vos está prometido por
meu Pai; entretanto ficai vós de assento na cidade, até que sejais
revestidos de virtude lá do alto” – Lucas, cap. 24.

No Velho Testamento são dezenove os textos que tratam do futuro
derrame de Espírito Santo sobre a carne. Os capítulos um,
dois, sete, dez e dezenove, dos Atos, estão plenos de citações sobre
a Promessa, que fora cumprida por Jesus, no Pentecostes. E
quem ler os capítulos doze, treze e quatorze, da Primeira Epístola
de Paulo aos Coríntios, encontrará o modo de estar com a Igreja
Viva de Jesus, o Cristo, porque ali estão explicados alguns dons
mediúnicos e suas aplicações.

  • 80

“Tende cuidado com o fermento dos fariseus” – Evangelho.

Papas, sacerdotes, escribas e fariseus; tais foram, desde todos os
tempos proféticos, os assassinos dos Profetas, tendo também crucificado
o Cristo. Todos os movimentos podem fornecer elementos
assim, sendo muito natural que o Espiritismo também venha
a tê-los. São
sempre falhos de espírito, fortes em mediocridade,
desejosos de autoridade
e vazios de boas faculdades. Apegam-se a
letras, a formalismos, a dogmas, a preceitos de homens; inventam
eles mesmos as suas autoridades e acham ser os donos de tudo,
os fiscais de todos, os proprietários até mesmo do próprio Deus!

Em um mundo em que os pretensos sábios não sabem desconfiar
da sua sabedoria, e os pretensos santos não sabem desconfiar
da sua santidade, tudo quanto é corrupção pode vingar e dar terríveis
frutos. Quem quiser
estudar a História das Revelações, verificará
presto que as corrupções as transformaram em religiosismos
clericalistas e mercenários. As Grandes Revelações ensinaram tudo
sobre Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude. E os clericalismos,
que fizeram a seguir? Não perseguiram tudo? Não blasfemaram
contra tudo? Não puseram os ídolos no lugar da Revelação?
Não forçaram as letras, vindas pela Revelação, a serem blasfemas
da própria Revelação?

  • 81

“Os maus pensamentos são a abominação do Senhor; e a palavra
pura, como muito agradável, será por ele aprovada” – Provérbios,
cap. 15.

Melhor convém tratar do Pensamento em si, como patrimônio
natural do espírito, como faculdade manipuladora. Nas iniciações
antigas era elementar dizer-se que o Segundo Estado de Deus é a
Luz Divina, sendo que ela saiu e sai de Sua Mente, de Sua Primeira
Ação.

Ensinavam, portanto, que Saber Pensar é o mesmo que Saber
Agir, para manipular ou acionar, ou mesmo criar, segundo outros.
O fato é que a centelha espiritual é envolvida de zonas energéticas;
que estas zonas ou coroas energéticas vão se adensando, materializando,
até virem a constituir o corpo astral ou perispírito, que já é
muito grosseiro. Somente por evolução é que o corpo astral volta
ao Estado de Luz Divina; isto é, um espírito cristificado tem porperispírito a Luz Divina, participando então da Divina Ubiquidade.

A centelha ou espírito, por conseguinte, através das energias
que a envolvem aciona sobre todo o corpo astral, e, enquanto for
encarnada, sobre todo o físico, produzindo o Bem ou o Mal para
si mesma. Pensar é comandar forças tremendas, é construir o Céu
ou o Inferno. Se a Primeira Ação de Deus, da Essência Divina, é
exercitar a Mente, como
não será o Pensamento, em Seus filhos,
também a suprema alavanca construtora?

Havendo a Grande Lei de Harmonia, ou Força Equilibradora, certo
é que pensar bem é agir conforme ela, é produzir a própria glorificação.
E quem pensar mal e mal produzir, para si o fará. A receita
é, a cada um segundo as obras.

  • 82

“É melhor encontrar uma ursa, à qual roubaram os seus filhinhos,
do que a um insensato, que se fia na sua loucura” – Provérbios,
cap. 17.

Isso mesmo pode-se dizer dos religiosistas, daqueles que acreditando
nos vícios idólatras que lhe meteram pela cabeça, pensam
estar observando a Soberana Vontade de Deus. Estes tais, saturados
de erros, assassinam
Profetas e crucificam Cristos, pensando
fazer coisa digna de Deus. Foi por causa destes que Jesus disse aos
Apóstolos – “E todo aquele que vos matar, pensará estar servindo
a Deus”.

A ursa ferida, pela morte de seus filhinhos, quando muito poderia
matar o corpo; mas a falsa doutrinação aleija o espírito, torna-
o grande pecador. É por esta razão que na Terra, tanto se fala
em Deus, quanto se blasfema das verdades de Deus. Cada errado,
ou fanatizado religiosista, pretende mais ensinar a Deus do que
aprender com Deus. Convém lembrar a conduta dos papas, sacerdotes,
escribas e fariseus, para com Jesus?

Nesta hora, quando a Moral, o Amor e a Revelação, o Saber e a
Virtude, se empenham no mundo pela reforma da Humanidade,
como agem os religiosistas? Como julgam ao Espiritismo, ao renovo
do Pentecostes?

  • 83

“Teme a Deus, e observa os seus mandamentos; porque isto é

o tudo do homem” – Eclesiastes, cap. 12.
A parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável; e os filhos de
Deus, por mais que possam e façam, somente
podem e fazem
bem, quando de acordo com os Princípios Eternos e Imutáveis de
Deus. No caso de Jesus, para focalizar uma vez mais o fanatismo
religiosista, como pensaram os papas e sacerdotes, escribas e fariseus?
Eles não se acreditavam certos, pregando o Cristo na cruz?
Logo, por medida de prudência, procuremos saber se estamos certos
ou não. Principalmente se formos prosélitos de religiosismos
clericalistas, daqueles que fazem da fé meio de vida ou negociatas.
Porque os anseios do bolso e do estômago, do sexo e do orgulho,
da vaidade e de outros defeitos, fazem com que o homem perca a
noção do respeito que deve ao que é de Deus.

Convém notar que a Lei de Deus não cai em contradição; ela é
Moral, Amor e Revelação, Sabedoria e Virtude, não tendo jamais
ensinado religião alguma. Ela é acima de convenções humanas,
muito acima de partidarismos clericalistas. Basta pensar que Jesus,
Aquele que veio viver a Lei, para servir de Divino Molde, foi
colocado pelo religiosismo num madeiro infamante.

  • 84

“Lavai-vos, purificai-vos, tirai de diante de meus olhos a malignidade
de vossos pensamentos; cessai de obrar perversamente;
aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; socorrei ao oprimido;
fazei justiça ao órfão; defendei a viúva” – Isaías, cap. 1.

Tal e qual a Lei de Deus ensina, ela que não tem
religião nem
sofre de preconceitos e injunções humanas; é a fraternidade a sua
divisa, é o amor ao próximo o seu ministério. O Saber e a Virtude
coroando as ações dos filhos de Deus, representando-os perante a
Justiça Divina, sem a purulenta ingerência das simulações religiosistas,
sem a putrefata manobra dos engodos clericalistas, cheios
de pompas e salamaleques por fora, mas vazios de Sabedoria e de
Virtude por dentro.

Assim falavam e falam os Médiuns ou Profetas; e por ser a linguagem
da Verdade sempre a mesma, que fizeram sempre os fabricantes
de religiosismos com eles? Não é certo que perseguiram
a uns, mataram a outros, e, pior ainda, continuaram e continuam a
blasfemar contra a Revelação?

  • 85

“Visão que teve Isaías, filho de Amós, sobre Judá
e Jerusalém”

– Isaías, cap. 2.
Isaías foi um grande vidente e auditivo; viu e ouviu, por essas
mediunidades, coisas sobre a sua época e a sua gente, tendo ouvido
e visto, também para a posteridade. Não é com idolatrias e
fanatismos religiosistas que se consegue tamanha capacidade em
dons espirituais ou mediunidades; é com o máximo de respeito à
Lei de Deus.

Com o passar dos dias, nomes novos vão sendo dados às leis
e aos fenômenos, causando isto muita confusão
e pronunciações
estultas nos cérebros vazios de entendimento. O Profeta é agora o
Médium, o Dom de Profecia é agora a Mediunidade, os Anjos são
agora os Espíritos, e assim por diante.


Os espíritas devem compreender a incapacidade intelecto-moral
dos fanáticos religiosistas, não fazendo conta ou caso de suas
vociferações. Muito antes de fazerem isso com os modernos Profetas,
fizeram eles coisas piores com os antigos, fazendo muito pior
ainda com o Cristo. Qual foi o progresso humano, espiritual ou material,
contra o qual as clerezias não levantaram armas assassinas?
Quem não sabe que os religiosismos sempre dividiram mais as
gentes do que as políticas?

Pelo menos, lembremos a parábola dos odres e dos panos velhos,
que não podem suportar vinho nem remendos novos. Quando
espontâneos, ou puros de intenção, merecem
pelo menos piedade.
São apenas do apostolado da santa ignorância, e, por mais
que se lhes explique a lei dos progressos, eles continuam a ser muito
coerentes com a própria morbidez dogmática. São os Caifás e os
Gamaliel de todos os tempos, que com a aprovação da carrada de
mediocridades de que são portadores, pensam que crucificando a
Verdade prestam bom serviço a Deus.

  • 86

“A Virtude da dor é a razão do gênio. Sim, sábios e santos, profetas
e criadores divinos, resplendem de uma beleza mais comovente,
para os que sabem que eles também saíram da evolução
universal. Quantas vidas, quantas vitórias têm sido necessárias,
para conquistar essa força que nos espanta? De que céus, já atravessados,
vem essa luz inata do gênio?” – G. I.

Exatamente assim, pois o progresso caracteriza a obra de Deus.
Entretanto, cumpre notar, a falta de evolução faz os papas e os
sacerdotes, os escribas e os fariseus, todos aqueles que, para eles
mesmos, porque se julgam detentores da Verdade, têm o direito
de trucidar os Profetas e crucificar os Cristos. A História dos Mundos
e das Humanidades está referta de tais lições.

  • 87

“Porque a eterna Verdade foi quem lhes impôs a sua missão;
porque os protegem legiões invisíveis, e porque o Verbo Vivo fala
neles” – G. I.

Em Deus não há favores nem desaforos para filho algum; todos
partem do mesmo modo, tendo em potencial as qualidades que os
farão, um dia, brilhar muito mais do que brilha qualquer Sol material.
A questão é reconhecer a lei de progresso, e, reconhecendo-a,
fazer tudo para atingir a Sagrada Finalidade, o grau crístico.

Enquanto, porém, os espíritos forem embrionários em evolução,
ou infantis de entendimento, para eles a mentira será a Verdade
e o vício idólatra será a Virtude. Com muita alegria soltarão
Barrabás e crucificarão o Cristo! Com muito engenho e com muita
arte, blasfemarão contra o Batismo de Espírito Santo e farão a Humanidade
errar, cultivando simulações pagãs!

  • 88

“Esses homens têm tido vários nomes na História – são os primordiais,
os adeptos, os grandes iniciados, gênios sublimes que
metamorfoseiam a Humanidade. São tão raros que a gente pode
contá-los na História; a Providência semeia-os no Tempo, com
largos intervalos, como os astros nos céus” – G. I.

Eles são, como afirma o Autor de OS GRANDES INICIADOS, o
produto de largas fermentações evolutivas. O Espiritismo, que é a
Súmula das Revelações, por ser a Restauração do
Batismo de Espírito
Santo, ensina isso perfeitamente. Caso não fosse assim, haveria
incoerência em Deus, falha na Sua Divina Justiça, pois enquanto
uns teriam tudo de favor, outros nada teriam por desaforo!

Aos que não
podiam e não podem entender as leis regentes,
Jesus respondeu e responde assim – “O que é impossível aos homens
é possível a Deus”.

E deixou o Consolador, a Revelação, para ir aos poucos ensinando
aquelas verdades que, naqueles dias, não pôde ensinar.

Todavia, o Espiritismo é a Restauração do Consolador. E os entendimentos
ainda continuam secos, encruados, tardos e rebeldes;
daquele mesmo modo que forçou Estêvão a dizer aquelas
sentenças que se encontram no capítulo sete do Livro dos Atos
dos Apóstolos. Isto é, por ignorância e maldade, lutando sempre
contra a Revelação Instrutora, matando os Profetas!

  • 89

“Para alcançar esse ideal, segundo Pitágoras, era preciso reunir
três perfeições – realizar a verdade na inteligência, a virtude
na alma e a pureza no corpo” – G. I.

Cumpre entender as palavras de Pitágoras, quando disse pelos
seus versos – “Tu verás que os males que devoram os homens,
são o fruto da sua escolha; e que os infelizes procuram longe deles,
o bem cuja fonte têm em si mesmos”.


Estas lições, de eterna realidade, vêm desde os primórdios védicos,
desde as primeiras manifestações mediúnicas da História.
Buda ensinou a mesma realidade e Jesus rematou a lição, proclamando
que cada um tem dentro de si mesmo o Reino do Céu.
Quanto ao Consolador, sua missão é ministrar o conhecimento das
particularidades. A Revelação contínua fará saber tudo sobre as
minúcias.

  • 90

É muito triste saber que os infelizes buscam longe de si a libertação,
o Reino do Céu que trazem em si mesmos;
muito mais triste
ainda é, entretanto, saber que existem religiosismos comercialistas,
cujo fito exclusivo é desviar as criaturas do Conhecimento da
Verdade; que inventam simulações e formalismos, com que se refestelam
em
vantagens mundanas, ao mesmo tempo que fazem
negar a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude. Isto é, que
ficam nas portas do Templo da Verdade, não entram e não deixam
entrar aqueles que poderiam fazê-lo.

O pior, em tudo quanto fazem de mal, é que o fazem em nome
de Deus, da Verdade, do
Cristo e do Bem! A Terra está cheia, por
causa disso, de criaturas que não acreditam nas boas obras, nos
atos de fraternidade, nas práticas virtuosas, para darem crédito
aos simulacros que compram aos vendilhões de idolatrias.

  • 91

“Se nos céus se acendesse ao mesmo tempo o esplendor de
mil sóis, disse Crisna, ele apenas se assemelharia ao esplendor do
Todo Poderoso Único” – G. I.

“Mestre, as tuas palavras enchem-nos de espanto, e nós não
podemos sustentar a vista do Grande Ser que tu evocas aos nossos
olhos. Ele fulmina-nos!” – G. I.

“Escutai o que ele vos diz pela minha boca: eu e vós, todos nós

havemos tido várias encarnações. As minhas só
de mim mesmo

são conhecidas; mas vós nem as vossas conheceis. Ainda que eu
não esteja, pela minha natureza, sujeito a renascer ou a morrer, e
que seja o Senhor de todas as criaturas, no entanto, como sou eu
que dirijo a minha natureza, torno-me visível pelo meu próprio
poder, e sempre que a virtude decline no mundo e que o vício e

a injustiça a vençam, eu me tornarei visível, e me mostrarei de

idade em idade, para a salvação do justo, destruição do malévolo
e restabelecimento da virtude” – G. I.

“E, entretanto, ide, ide pregar ao povo a via de salvação” – G. I.

“A ciência do homem não é mais que vaidade; todas as suas
boas ações são ilusórias, desde que ele não saiba referi-las a
Deus. Aquele que é humilde de coração e de espírito é amado de
Deus; e não tem necessidade doutra coisa. Só o infinito e o espaço
podem compreender
o infinito; só Deus pode compreender

Deus” – G. I.

A Doutrina do Filho Verbo ou do Verbo Luz vem de muitas dezenas
de milhares de anos; as tradições indianas perdem-se na
noite dos milênios remotíssimos; e, todavia, quer seja através do
Védico-Budismo, quer seja através de Rama e de Crisna, quer seja
através dos Hermes, dos Zoroastros, de Apolo, de Moisés, de Pitágoras,
etc., em todas as Doutrinas Reveladas esplende a Verdade
Crística, fulgura a Sabedoria, canta o Amor e tem marca fundamental
a evolução das almas, até atingir a união com o Sagrado
Princípio Criador.

De tal modo
a alma do Cristianismo viveu sempre em todos os
Grandes Reveladores do passado, que os estudiosos são obrigados
a afirmar a Encarnação do Verbo algumas vezes, ou a sentenciar
que o Cristo Planetário andou falando pela boca de alguns Seus
Enviados, também algumas vezes. Porque, afora a função missionária
de Jesus, que era Batizar em Revelação, e a Sua Ressurreição
em Espírito, a fim de revelar cabalmente a finalidade gloriosa do
Espírito, tudo
o mais que se queira, em Doutrina,
já estava revelado
desde muito antes de Jesus vir ao plano carnal.

Convém ressalvar aqui, com todo o respeito que a realidade exige,
o fato de vir Jesus para derramar do Espírito Santo sobre a carne,
e de dizer que só o faria depois de ser crucificado, ao retornar
em Espírito, como de fato aconteceu. Ninguém poderia, de modo
algum, tomar a Jesus este supremo galardão!

Lendo os capítulos quatorze, quinze e dezesseis de João, serão
encontrados os textos que se referem ao que iria acontecer depois
da crucificação; lendo os capítulos um, dois, sete, dez e dezenove
dos Atos, serão encontrados os textos que explicam o que realmente
aconteceu, sobre o Consolador, depois da crucificação e do
retorno do Espírito de Jesus.

Quanto ao corpo de Jesus, Daquele que tinha o Espírito de dons
e sinais fora de medidas terrestres; ou que fora Médium Completo;
ou Perfeito Intérprete da Vontade de Deus, nem precisava de ressurgir
como carne nem tão pouco de fazê-lo sumir de outro modo.


A ação mediúnica, como se diz agora dos dons espirituais, explica
isso. Ademais, tendo recorrido a possibilidades mediúnicas, e
lançado mão de recursos
psicométricos, tudo foi revivido perfeitamente
e várias vezes. Seria insensatez reproduzir tais fatos para o
vulgo, ou mesmo citá-los; quem for tendo possibilidades, que faça
experiências com a devida santidade de intenção, que a Verdade a
ninguém deixará órfão. A Verdade jamais se desmente!

  • 92

“Senhor, dar-se-á caso que restituas neste tempo o reino a Israel?”
– Atos, cap. 1.

Quando se diz que o Rei do Planeta veio convidar para o Reino
do Céu, estamos dizendo que o Espírito é o avesso da Matéria;
que cumpre
ao filho de Deus se ir libertando, por evolução, das
leis inferiores que o prendem ao mundo, que o trazem atado à lei
da reencarnação. Se a reencarnação de Jesus testemunha a lei de
reencarnação de todos os filhos de Deus, também a Sua ressurreição
testemunha a ressurreição de todos os filhos de Deus. Bem
sabemos que assim de fato o é.

Todavia, o espírito ainda inferior, embrionário em evolução, jamais
poderia conceber o Reino do Céu, sem ser
ligado totalmente
ao Reino do Mundo; é por isso que fizeram aquela pergunta a
Jesus, descabida ou absurda, precisamente na hora em que Ele,
triunfante e glorioso, vinha testemunhar o que seja a Sagrada Finalidade
da vida!

E os homens, infelizmente, continuam pretendendo que a função
do
Reino
do Céu é garantir valia aos engodos do Reino do Mundo.
Não querem fazer do
que é material, do que é mundo, forma e
transição, as ferramentas do triunfo celestial, assim como o Divino
Mestre dera exemplo; querem a todo custo o Reino do Mundo, relegando
a plano inferior o Reino do Céu. Esquecem que o Espírito
continuará e
que a Matéria passará; esquecem que o reflexo das
ações jamais
abandonará o Espírito, porque a cada um será dado
segundo as obras, isto é, chegará a ser assim como se fizer.

Quem se prende ao inferior, como virá a gozar o que é superior?

  • 93

“Entretanto, não se perderá um cabelo da vossa cabeça. Na
vossa paciência possuireis as vossas almas” – Lucas, cap. 21.

O capítulo vinte e um, de Lucas, é o capítulo das tremendas profecias.
Como
o século vinte, este em que ora vivemos, marca o
tempo de transição mais violenta, marca a passagem de uma para
outra Era, convém que haja muita prudência por parte de todos os
homens de boa vontade.

Para saber onde está a Doutrina do Senhor, basta procurar
aquela que seja acima de clerezias comercialistas, aquela que se
fundamenta na Moral, no Amor, na Revelação, no
Saber e na Virtude.
Não é questão de religião; é de Verdade!

  • 94

“Mas vós outros sois os que haveis permanecido comigo nas
minhas tentações” – Lucas, cap. 22.

E que ninguém se julgue acima de tentações; que aprenda, com

o Cristo, a ser simples como as pombas e prudente como as serpentes.
Lembramos que a hora da prudência, tanto pode ser aquela
em que se refestele a criatura nos galardões do mundo, como
pode ser aquela em que tenha de ser crucificado de um modo
qualquer, a bem da Verdade, do Bem e do Bom. Convém lembrar
que Jesus, pregado na cruz, por medida de prudência, perdoou os
Seus algozes.

  • 95

“Também eu vos farei uma pergunta” – Lucas, cap. 20.

Jesus era apenas um, enquanto que os papas, sacerdotes, escribas
e fariseus eram muitos; estava Ele com a Suprema Verdade,
mas os outros estavam com as verdadezinhas mundanas, mentirosas
e blasfemas. Ele perguntou do batismo de João, e poderia ter
perguntado sobre qualquer outra Verdade, que o resultado seria

o mesmo, que a crucificação Lhe dariam, pouco antes ou pouco
depois.

Não é a Terra, por enquanto, o mundo onde a Verdade possa
triunfar, pelo simples fato de ser Verdade; ela é o mundo onde a
Verdade vive em perene crucificação.

Apenas, como qualquer pessoa poderá observar,
a malícia mudou
de posição, para ludibriar melhor – começou a crucificar a
Verdade em nome de Deus, da Verdade, do Cristo e dos vultos do
Cristianismo! Tirou do lugar a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria
e a Virtude, colocando no mesmo lugar clerezias, simulações,
idolatrias e comercialismos pagãos!


O Batismo de Espírito Santo, que é o do Céu, continua sendo
crucificado; e
o batismo de água, que é do homem, continua sendo
comercializado. A Verdade, conseguintemente, está precisando de
servidores fiéis.

  • 96

“Porque não poderão jamais morrer; porquanto são iguais aos
anjos, e são
filhos de Deus, visto serem filhos da ressurreição” –
Lucas, cap. 20.

Confundiam os homens, como ainda confundem
as clerezias,
de propósito, por motivos subalternos, querendo que os anjos fossem
uma ordem de espíritos especiais e mensageiros; e Jesus lhes
dizia, sempre que podia, que anjos, espíritos ou almas, significam
a mesma coisa.

Não existe o que não seja filho de Deus; não existe espírito que
não tenha de evoluir e atingir a ressurreição final, o triunfo sobre
a lei das reencarnações obrigatórias. Os espíritos mensageiros
são com Batismo generalizado de Espírito o os anjos ou vice-versa,
para quem bem queira aprender com Jesus.

Mortos, como disse Jesus, para Deus não existem; todos vivem
para Deus, e a diferença é de ser encarnado ou desencarnado,
apenas. O Batismo generalizado de Espírito Santo, tem por fim
a infusão dos dois planos, o que em todos os mundos dá-se por
evolução. É apenas um capítulo da grande lei biológica, lei que as
Revelações sucessivas vêm ensinando, como não poderia ser de
menos.

  • 97

“E eu disse ao anjo que falava em mim: Para onde levam elas
a talha?” – Zacarias.

Se os anjos ou espíritos nunca tivessem falado aos anjos e espíritos
encarnados, nenhuma das Bíblias da Humanidade existiria;
porque os Grandes Iniciados, Profetas ou Cristos de mundos
quaisquer, sempre fazem
tudo por influência direta de mentores
espirituais. A mensageiria astral nunca jamais deixou de funcionar,
embora os donos de clerezias sempre fizeram questão de negar,
para fazerem das gentes e da fé um simples meio de vida. Os Mandamentos
sempre vieram através do mediunismo, como exclamou
e exclama Estevão, no capítulo sete dos Atos.

Quando a Escritura diz que a Palavra do Senhor foi dirigida a um
Profeta, ao mesmo tempo afirma que o foi por algum espírito; e

o espírito é um agente de fato, uma entidade viva e pessoal, não
é a imaginação do Profeta, não é sua invenção. É puro fenômeno
mediúnico, assim como bem o salienta o Profeta Zacarias, cujo capítulo
sete também vale por um caudal de advertências.

  • 98

“Ide; olhai que eu vos mando como cordeiros entre lobos” –

Lucas, cap. 10.

Não são lobos os materialistas, aqueles que simplesmente nada
acreditam, porque nada
sabem; os lobos são os fanáticos religiosistas,
os sectários, aqueles que se escravizaram ao seu próprio fanatismo
religiosista. Jesus nunca seria crucificado
exclusivamente
por Pilatos, porque Pilatos era um pagão espanhol, com o direito
de cidadania romana e em função do Império; ele não conhecia
a Escritura e nada sabia das profecias; ele não vivia segundo os
manobrismos sórdidos da clerezia levítica; ele nada entendia das
futricas que eram o pão diário dos escribas e fariseus. Jesus deveria
ser crucificado pelos papas, sacerdotes e escribas, tal e qual
como a Moral, o Amor e a Revelação, vivem ainda sendo por eles
mantidos em crucificação.

Onde quer que venha a faltar a Revelação, ali entrará o manobrismo
idólatra, a simulação, tudo quanto contraria a Lei de Deus.
Qualquer pessoa, por menos culta que seja, poderá notar que os
cleros vivem
de formalismos e discursozinhos falazes, de simulações
e aparências de culto. Enquanto falam em anjos e Profetas,
enquanto dizem que Jesus manteve colóquio com Moisés e Elias,
andam pelo mundo a negar aquilo mesmo que afirmam, andam
caindo em contradição, e
tudo porque apreciam mais o mundanismo,
o fanatismo religiosista, os interesses de bolso e estômago, do
que a Verdade que livra.

Como foram para com os Profetas e o Cristo, cheios de fingimento
e de rapina, assim serão até o tempo em
que as gentes,
compreendendo as burlas e os prejuízos sofridos, lançá-los-ão no
ostracismo. Então as gentes cultivarão a Moral, o Amor e a Revelação,
o Saber e a Virtude, e a Terra deixará de ser um mundo de
ignorâncias, guerras, pestes e fomes.

  • 99

“Aconteceu pois que passava pelo mesmo caminho um sacerdote;
e quando o viu, passou de largo. E assim mesmo um levita,
chegando perto daquele lugar, e vendo-o, passou também de largo”
– Lucas, cap. 10.

Grandiosa é a lição da Parábola do Samaritano! Nem poderia
ser de menos que Jesus assim o afirmasse, pois todos os Profetas
sabiam muito a respeito da hipocrisia e da falta de piedade dos
escravos de clerezias.

Para bem compreender as coisas de Deus, cumpre que a criatura
seja livre de empeçonhamentos e convencionalismos humanos.
Aquele que se escraviza a decretos humanos; aquele que confia
em vestes fingidas, rituais, simulações e cabriolas inventadas por
homens, com o fito de torná-los objetos de culto, estando em contradição
com a Lei de Deus, nunca poderá ter um cérebro lúcido e
um coração amoroso.

O ponto morto não existe; ou se adora a Deus em
Espírito e Verdade,
sendo acima de engodos humanos, ou se faz de tudo manobrismo
fetichista, puro comércio pagão, ainda que lançando mão
do nome de Deus, ainda que falando em Jesus, ainda que rotulando
todas as capciosidades com o rótulo da Verdade.

O bom filho de Deus é aquele que vive a Lei de Deus, a Moral,

o Amor e a Revelação, jamais inventando programas ridículos para
a eles se escravizar. Esta verdade terá que triunfar no seio da Humanidade,
custe mais ou custe menos, porque Deus quer que Seus
filhos se tornem também Espírito e Verdade.

  • 100

“Naquela hora exultou Jesus a impulsos do Espírito Santo…” –

Lucas, cap. 10.

Espírito Santo ou da Verdade, tal é o nome global da Mensageiria
Espiritual. Também ao dom espiritual, ou mediúnico, chamaram
alguns Apóstolos de Espírito Santo.

Não afirmou Jesus, que veriam os anjos subindo e
descendo sobre
a Sua cabeça?

Não foi ao Tabor, manter contato com Moisés e Elias?

Não afirmou, várias vezes, que expelia os maus espíritos à custa
do Espírito Santo, ou santos espíritos?

Por que, pois, devia ficar à margem da Mensageiria Espiritual,

Ele que foi o único portador da mediunidade sem
medida, de toda

a História das Revelações?

  • 101

A PALAVRA DO MESTRE

Vai, disse o Mestre, ao Anjo da Mensageiria,
Dizer aos homens, filhos de Deus, lá na Terra,
Que a Dor não foi bem interpretada, como eu queria,
E que a interpretação dos homens, por isso mesmo aberra.

Dize a eles, que a Dor não é lição bem feita,
Nem mal feita sequer, mas apenas a mera advertência,
A disciplinação, a punição, da Justiça que a eles espreita,
Para que, do Amor e da Ciência, tenham e vivam a boa consciência.

Dize que o Reino de Deus, que é deveras interior,
Deve ser descoberto e exposto, pelos trabalhos de Amor,
De verdadeira Sabedoria, participando assim do Divino Criador;

E que o dolorismo que medra pelo mundo, o infeliz,
É coisa inventada pelo homem, por ele que assim o quis,
Porque na Harmonia está a Felicidade, proclama o Divino Juiz.

  • 102

A CONSOLIDAÇÃO

Sobre a França do século quatorze, Jesus ordenara,
Que se restaurasse a Excelsa Doutrina, que deixara,
A Verdade que era e é, com nada de inventos já Seus,
Assim como será, eternamente, a Doutrina de Deus!

Vindo João Huss, o berço da restauração, o começo,
Morreu numa fogueira, porque o mundo foi-lhe o tropeço,
Mas deixou a chama do ideal renovador, e vindo o Lutero,
Conseguiu a liberdade de culto, espalhando o Livro Severo.

Logo mais veio Giordano Bruno, inteligência brilhante,
Que enfrentou a Besta, e pelo seu trabalho tão fulgurante,
Morreu queimado, preparando a Kardec o terreno da Codificação,
Dela que foi o berço, para que no Brasil se fizesse a Consolidação.

  • 103

“O corpo astral, ainda que mais sutil e mais perfeito que o terrestre,
não é imortal como a mônada que contém; transforma-se,
varia, conforme os meios que atravessa. O espírito modela-o,
modifica-o perpetuamente, à sua imagem e semelhança, não o
abandonando, porém, nunca, e se, pouco a pouco, o vai despindo,
é porque pouco a pouco se vai vestindo de novas substâncias,
mais etéreas” – G. I.

Sejam quais forem as concordâncias ou discordâncias, dos antigos
conceitos sobre o perispírito, a realidade é que ele acompanha
a centelha ou mônada espiritual, sempre e sempre, até se tornar
Luz Divina, que é o Segundo Estado de Deus.

Quem puder observar perfeitamente o perispírito de um homem,
encarnado ou desencarnado, terá do homem o justo retrato,
a justa medida; porque nele tudo se encontra registrado, seja o
favorável, seja o desfavorável. As experiências psicométricas, feitas
no plano carnal ou no espiritual, provam isso totalmente.

Quem, como encarnado, sabe procurar o melhor para o seu corpo
físico, também deve procurar o melhor para o seu perispírito,
ele que será sempre o seu verdadeiro corpo, até mesmo quandotenha atingido aquele grau supremo. Seria importante perguntar,
todos os dias – “Como estará o meu corpo astral?”

Porque ele transcende ao nascer e morrer, estando ligado ao
espírito de modo fundamental, sendo sempre o seu reflexo, a sua
exposição. Quem nasce o traz com o seu lastro e quem morre o
transporta com o que mais tenha feito, de bom ou de ruim.

  • 104

“Se pois o teu corpo for todo lúcido, sem ter parte alguma tenebrosa,
todo ele será luminoso, e iluminar-te-á, como uma luzerna
de brilhante luz” – Lucas, cap. 11.

Jesus figurou o olho interno como sendo a luz do espírito. Este
olho, nas iniciações antigas, era feito de Sabedoria
e de Virtude, ao
que conduzia
a Doutrina, a Iniciação. Realmente,
quem conhece e
age bem, nunca será portador de trevas. Cumpre ter muito cuidado
com as compras de simulacros religiosos, pois ninguém iludirá a
Lei de Deus e Sua Justiça, com os engodos inventados por homens
e postos em comércio.

  • 105

AMOR E NÃO DOR!

Prendei-vos ao Amor, tende paixão à Fraternidade,
Estendei a vossa dádiva, amparai ao pobre irmão;
Enxugai o amargo pranto, secai-o com a Bondade,
Para viverdes em Graça, e nela terdes libertação!

Caridade quero, diz a Escritura, e não sacrifício,
E Jesus confirmou, pedindo Amor, Saber e Ideal;
Porque a Dor é filha do erro e do vosso malefício,
Enquanto a Piedade vence, quebranta o grande mal!

Pensai a ferida, vesti o nu, amparai ao aleijão,
Que a Bondade encerra a Graça na sua estrutura;
Abraçai o órfão, dai-lhe carinho e celeste pão,
E de Deus tereis a Luz, a Paz e muita ventura!

Procurai saber, pensar e agir, no seio da Bondade,
Porque o Amor é a lei, que supera o formalismo;
E aquele que ao Bem se entrega, é feliz de Verdade,
Porque a Verdade liberta, como diz o Espiritismo!

Não causeis a Dor, sob qualquer pretexto, ó irmãos,
Procurando antes, pelo Amor, estender a Felicidade;
Deixai também, de adular a Dor, que os sonhos vãos,
São os que prendem o Homem, nas garras da inatividade!

Eis a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude,
As cinco armas de Deus, com as quais deveis combater;
Com elas entrareis na luta, e vencereis com amplitude,
Transformando o mundo, na batalha de ao Mal remover!

Abandonai as ladainhas doloristas, entregai-vos ao Bem,
Que Deus, para sofrer, a Seus filhos nunca os faria!…
A Dor é disciplinação, mas não edifica jamais alguém,
Porque a edificação, vem do Amor e da pura Sabedoria!

Abandonai aos falhos conceitos, vinde viver a Nobreza,
Que nos mundos felizes, ninguém louva aos sofrimentos;
E se a Dor vos atacar, combatei-a com muita justeza,
Pensando no Amor que deveis, como dizem os Testamentos!


Observai o Consolador, o fiel Instrumento de Ilustração,

Que o Cristo vos legou, pagando o preço daquela cruz…

Batalhai com as armas do Senhor, fazei a justa renovação,

Construí um mundo novo, sede na Terra os filhos da Luz!

  • 106

“Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis aqui estou eu, que
acrescentarei sobre os teus dias quinze anos…” – Isaías, cap. 38.

As leis, em que se desdobram a Grande Lei, são justas sem serem
implacáveis. Quem sabe, pensa e age conforme a Ordem Divina,
obtém por isso o concurso de recursos provindos do Soberano
Poder de Deus.

Muita gente há, que fala em derrogação da Lei, confundindo a
Lei do
Decálogo, os Dez Mandamentos, com as leis regentes dos
fenômenos anímicos e cósmicos. O que cumpre saber é o seguinte
– os Dez Mandamentos não mudam em sua essência, enquanto as
leis regentes de fenômenos, cósmicos ou anímicos, podem variar
na aplicação, consoante a conduta dos indivíduos ou das coletividades.
Porque as leis de menor expressão cedem
às de maior. Por
isso mesmo,
como a Moral e o Amor são leis superiores, aquele
que mais envergadura tiver nesses fatores, obterá do mundo espiritual
os recursos e sujeitará as leis menores do mundo físico.

  • 107

“Todos os artífices de ídolos são nada, e as suas imagens tão
prezadas não lhes aproveitarão; eles mesmos são testemunhas
para sua confusão, de que os seus ídolos não veem, nem entendem”
– Isaías, cap. 44.

Não é preciso repetir o que diz a Lei de Deus sobre os crimes da
idolatria. Para maior comprovação da assertiva da Lei, lembremos
que Jesus veio ao mundo para derramar do Espírito Santo sobre a
carne, como está escrito nesse mesmo capítulo, para aumentar a
Revelação e ir desaparecendo a idolatria.

Quanto à Lei de Deus, ela dá testemunho da Revelação, poisMoisés a recebeu de anjos ou espíritos, posto que Deus, o Ser Infinito,
não Se individualiza para falar pessoalmente a ninguém. Jesus,
o Emissário Máximo, falou com os anjos ou espíritos, não com
Deus. Foi ao Tabor falar com Moisés e Elias, não com Deus. Na hora
da crucificação teve o amparo de um anjo ou espírito, não de Deus
diretamente.

O manobrismo clerical, por isso mesmo, para Jesus não parecer
menos do que Moisés e muitos outros, fez com que Jesus fosse o
próprio Deus. Entretanto, para quem quiser pingar os “ii”, tudo é
muito simples. Para ser simples, basta respeitar a Revelação, a comunicabilidade
dos espíritos, anjos ou almas.

  • 108

SUPREMA TRAIÇÃO

Por trinta e seis séculos Jesus foi anunciado,
A vir, das gentes, constituir o Supremo Delegado;
Tendo o Espírito Sem Medida, Fermento de Glória,
A expor a Graça de Deus, ao conquistar a Vitória.

Como Divino Molde, foi dezenas de vezes cantado,
E o Derrame de Espírito, dezenove vezes somado;
Esta conta, irmãos, é parte do Velho Testamento,
Representando a missão do Cristo, no Seu advento.

Em João, capítulo dezesseis, tratou do Consolador,
Como anunciante de fato, mediúnico e são Informador;
Nada de clerezias, ídolos, vestes fingidas e aparatos,
Aparatos mundanos ou discursos falazes e sem fatos.

Nos Atos, um, dois, sete, dez e dezenove, a Verdade,
A grandeza da missão do Cristo, em tom de Liberdade;
Os espíritos comunicando, os Apóstolos em alegria;
A Revelação em pleno curso, o Consolador já esfuzia!

Depois, infelizmente, as trevas descem e cobrem tudo,
Porque Roma persegue a Revelação, o Consolador é mudo!
São mortos os profetas, a Legião da Verdade é batida,
O preço da cruz é atraiçoado, Roma se diz garantida.

Idolatrias, inquisições e trevas invadem a Humanidade!
A missão do Cristo cessa, já não caminha a sã Verdade!
Os séculos aguardam outros dias, quando Elias tornará,
Para se chamar Kardec, na Codificação que promulgará.

  • 109

“Porque eles cada dia me buscam, e querem saber os meus

caminhos, como se fora gente que tivesse praticado a justiça, e

não houvesse abandonado a Lei do seu Deus; eles me fazem suas

perguntas sobre os juízos da minha justiça; querem chegar-se a

Deus” – Isaías, cap. 58.


Sem dúvida que o bom filho medita sobre a Moral, o Amor, a
Revelação, o Saber e a Virtude, e procurando por em prática o que
elas significam, chega a obter o que deseja, porque chega a obter
merecimento. O capítulo é grandioso, é de fato estuante de sabedoria,
porque lembra aos cultivadores da Revelação, que se afastem
de formalismos idólatras, de fingimentos e de exteriorismos
pagãos, disso que enche o mundo e põe a perder muita gente.
Quem quiser saber bastante, ou mesmo tudo, sobre o jejum que
Deus aceita, o jejum que é celestial, que leia o capítulo todo.

  • 110

“O que imola um boi é como o que mata um homem; o que sa

crifica uma rês é como o que deita os miolos fora a um cão; o que

oferece oblação é como o que oferece sangue de porco; o quese lembra de queimar incenso é como o que bendiz a um ídolo.
Todas estas coisas gostaram eles de fazer, andando nos seus caminhos,
e a sua alma se deleitou nas suas abominações” – Isaías,
cap. 66.

Em Jesus Cristo subsistem duas verdades inconfundíveis – uma
é lembrar para sempre que Deus é Espírito e Verdade, querendo
que Seus filhos assim venham a ser; a outra é fazer saber que veio
ao mundo para batizar em Revelação, para dar cabo da idolatria,
para findar com tudo quanto é fingimento e paganismo.

  • 111

“O profeta que tem um sonho, conte o seu sonho; e o que tem
a minha palavra, anuncie a minha palavra verdadeiramente; que
comparação há entre a palha e o trigo?” – Jeremias, cap. 23.

O Profeta é um médium, um intermediário, seja lá qual for o
seu dom espiritual; e a sua conduta deverá ser, pelo menos, a mais
perfeita. Como fora da Virtude não pode haver grandeza real, se o
médium ou Profeta não puder ser portador de sabedoria do mundo,
seja pelo menos puro na interpretação da Lei de Deus, para
que os anjos
ou espíritos que por ele tenham de ensinar, sejamaqueles que de fato possam fazê-lo.

Caso contrário, será intermediário de anjos, espíritos ou almas
de menos elevação, vindo a dizer coisas que contrariam a Lei de
Deus. Convém lembrar que Jesus, o único portador do Espírito
Sem Medida
que a Terra já conheceu, começou dizendo que não
vinha derrogar a Lei de Deus e sim dar-lhe cumprimento.

Os Dez Mandamentos representam a Lei em teoria; Jesus Cristo
representa a Lei em prática! Quem for médium ou Profeta, que se
faça conforme a modelagem de Jesus, o Cristo.

Nenhum médium ou Profeta, perderá coisa alguma em ler frequentemente
o capítulo vinte e três de Jeremias; pelo contrário,
muito ganhará!

  • 112

“Ao rei porém de Judá, que vos enviou a consultar o Senhor,
assim respondereis:” – II de Reis, cap. 22.

Não importa aqui o rei de Judá, nem o que respondeu o Senhor
pela profetisa Hulda; o que importa é salientar o profetismo, o mediunismo,
o revelacionismo. Profeta não é um parlapatão, não é
um fazedor de discursozinhos estéreis, e muitas vezes apenas blasfemo
do Batismo de Revelação ou de Espírito Santo, como querem
hoje em dia os clericalistas em geral. Profeta é médium, aquele
por cujos dons espirituais os anjos, espíritos ou almas falam aos
encarnados. Por eles era o Senhor consultado, porque eles tinham
visões ou recebiam mensagens dos espíritos, por outras faculdades
ou dons, e disso a Escritura está cheia de provas.

  • 113

“As moscas que morrem no bálsamo fazem-lhe perder a suavidade
do cheiro. Uma parvoíce, ainda que pequena e de pouca
dura, dá ocasião a não se fazer caso da sabedoria nem da glória”

– Eclesiastes, cap. 10.
Em matéria doutrinária, onde quer que haja oposição à Moral,
ao Amor, à Revelação, ao Saber e à Virtude, por certo estará havendo
mosca no perfume. Quanto a parvoíces, é apenas repetição,
porque a alegoria da mosca é completa, não deixa dúvidas. Apenas,
se todos os Profetas antigos se levantassem de um jato, certamente
clamariam contra o que ocorre nisso que dizem ser Cristianismo,
porque de tudo pode haver nas religiões, menos, porém, o
devido respeito ao sentido, à inteligência daquelas cinco palavras.
Mais querendo ensinar a Deus, do que aprender com Deus, os donos
de clerezias e seus seguidores fanáticos, teimam em pensar
que estão certos. Confiam em seus preceitos, em
seus engodos, e
negam a Lei de Deus.

  • 114

“E o pó se torne na sua terra de onde era, e o espírito volte
para Deus que o deu” – Eclesiastes, cap. 12.

Como ninguém vive eternamente sobre a Terra, mas terá que
deixá-la, o corpo, que chamavam pó, a ela retornará, sendo que o
espírito irá receber segundo as obras que tenha praticado. O Consolador
deixado por Jesus, de quem o Espiritismo é a reposição
no lugar, informa tudo muito bem a tais respeitos. Salientamos,
entretanto, que o Eclesiastes sabia bem de onde vinha e para onde
voltaria; a lei da reencarnação sempre fora um ponto fundamental
da Sabedoria Antiga, do Profetismo em geral.

  • 115

“Os teus mortos viverão, os meus, a quem tiraram a vida, ressuscitarão;
despertai e cantai louvores, vós os que habitais no
pó…” – Isaías, cap. 26.

Que ninguém morre para Deus, Jesus o disse e muito bem, embora
não Lhe dessem crédito os Seus algozes. Ele mesmo teve os
anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça.
Esteve no Tabor, falando com Moisés e Elias, e estes não estavam
mortos. Quanto ao termo anjo, cumpre lembrar Davi, que algumas
vezes diz que as pragas do Egito, obrou-as Deus, através dos
anjos ruins. Anjo é apenas espírito, na linguagem
bíblica, não significando
outro valor; tanto quer dizer bom como ruim. O conceito
moderno é apenas moderno, ao querer que anjo
seja sinônimo de
hierarquia espiritual.

  • 116

“A Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus,
e a comunicação do Espírito Santo, seja com todos vós” – II Ep.
Coríntios, cap. 13.

E havia mesmo a comunicação do Espírito Santo, depois do Pentecostes,
e era isso a Graça trazida por Jesus para toda a carne.
Quem ler os capítulos doze e quatorze, da Primeira Epístola aos
Coríntios, saberá como os Apóstolos faziam as suas sessões espíritas.

Até o quarto século foi assim o Caminho do Senhor, pois ninguém
sabia de Cristianismo algum. Foi Roma que, atraiçoando o
Batismo de Revelação, forjou a sua clerezia e esse nome. Tomou

o nome de Deus, da Verdade e do Cristo, e também dos vultos do
Caminho do Senhor, e colocou-os no frontispício da corrupção.

Em matéria de Batismo de Espírito Santo, de quem o Espiritismo
é a Restauração, tudo será questão de retornar aos ditos modos
apostolares de culto; porque havendo o cultivo do Profetismo, o
mais tudo redundará nos
informes que se encontram na Codificação,
que é o A B C da reposição das coisas no lugar.

Convém lembrar aqui Wicliff, Huss, Lutero, Giordano Bruno e
outros, eles mesmos que vieram no século dezenove, para fazer
a Codificação e seus desdobramentos. Aquilo que chamam de Reforma,
e que não tem o renovo do Pentecostes,
por certo não é
ainda a Reforma; porque a Reforma completa é aquela que conta
com a Restauração do Batismo de Espírito Santo, com a volta ao
Profetismo.

Depois de tudo feito, assim falamos, para que ouçam aquelesque desejem
de fato ouvir. Porque a Restauração agora está feita,
e ninguém mais a deterá, porque os homens não poderão deter as
comunicações dos anjos
ou espíritos. A Restauração está figurada
no Apocalipse, é o Cavalo
Branco, cujo cavaleiro saiu vitorioso para
vencer. Se lhe não quiserem aceitar, sairão os Cavalos Vermelho,
Preto e Amarelo, que farão terríveis estragos, como jamais a Terra
de tempo algum os viu, nem mais os verá.

  • 117

“Chegai-vos para Deus, e Ele se chegará para vós” – Tiago,
cap. 4.

Um documento há, dialético em si mesmo, que se constitui o
Caminho que a Deus conduz – é a Lei de Deus! Por isso mesmo que
Jesus, ao iniciar a Sua missão, salientou que vinha para executar e
não para derrogar a Lei de Deus. Ela é teórica em
Moisés e é prática
em Jesus Cristo!

Seus três sentidos são a Moral, o Amor e a Revelação. Pela Moral,
reclama Equilíbrio; pelo Amor, concita à Renúncia de cada um
a bem do seu irmão; e pela Revelação, fornece advertências, ilustrações
e consolações. Jesus foi o mais equilibrado, o mais amoroso
e o mais assistido pelas legiões espirituais. Entre Ele e o planoespiritual não havia distância, porque tinha os céus abertos diante
de Si. E assim
como foi o Divino Molde, apresentado pelo Senhor
Único, que é Deus, é assim mesmo que os seguidores do Caminho
devem procurar ser.


Quem é sem
Lei, é sem Cristo, e não se achega a Deus. A Verdade
é uma cruz, sendo que cada um deve levar a sua, segundo o Divino
Exemplificador; é livre, porém, para fazê-lo, pelo que receberá,
sejam luzes ou trevas. Convém ler com atenção o capítulo final
do Apocalipse, porque o seu Espírito Relator, Emissário do Cristo,
bem sabia que ele ficaria, até um dia ser feita a Restauração, ela
que deveria, então, dar os ensinos minuciosos da Verdade.

Como a Restauração está feita, o Consolador sendo o Programa
do Senhor, é bom ler os documentos finais da Escritura, para saber
que o Espiritismo é a resultante do trabalho dos mesmos Profetas.
Porque retornaram à carne os mesmos, para, sob a égide do Senhor,
levarem
a termo a reentrega do Batismo de Revelação, que
fora em Roma eliminado, do quarto século em diante.

Convém ler bem o capítulo sete, dos Atos, para aprender a não
resistir ao Espírito Santo ou de Deus; porque aquele que nega a
Mensageiria Divina, certamente nega a Deus e a Jesus. Pelos anjos
ou espíritos é que Deus sempre advertiu e instruiu a Seus filhos,
quando a Revelação era de portas fechadas ou esotérica; e se Jesus
pagou com a vida o fato de trazer a Graça da Revelação para toda
a carne, certamente não é do Cristo aquele que blasfema contra a
mesma Graça.

  • 118

“Confessai pois os vossos pecados uns aos outros…” – Tiago,
cap. 5.

A exclamação de João Batista era a mesma dos Nazireus – “Que
os vossos atos, confessados em público, vos não envergonhem! Fazei
obras que possam ser confessadas em público!”

Roma eliminou o Batismo de Revelação, a Graça trazida por Jesus
para toda a carne, e inventou essa imundície que é a confissão
auricular, que tantos serviços já prestou à imoralidade e aos sanguinários
manejos da politicalha.

  • 119

“Espírito surdo e mudo, eu te mando, sai desse moço, e não
tornes a entrar nele” – Marcos, cap. 9.

Jesus passou
pelo mundo a expelir maus espíritos e a confabular
com os bons ou santos espíritos; é ridículo que os clericalistas,
por causa de seus interesses mundanos, queiram negar tais fatos.

O que é bom pensar, também, é que havendo contato entre as
gentes encarnadas e os espíritos, anjos ou almas, dos melhores
aos piores, tudo isso vem provar a falência dos territórios chamados
Céu, Inferno e Purgatório. Vejamos bem que Gabriel falou a
Zacarias e à Maria; notemos que Jesus, no Tabor, fez Pedro, Tiago
e João, verem Moisés e Elias; consideremos que Jesus prometeu
fazer ver os anjos ou espíritos, subindo e descendo sobre a Sua
cabeça; e, por fim, que o Seu Batismo seria de Espírito Santo.

Portanto, da mesma maneira que é blasfêmia falar contra a Revelação,
também o é sustentar a tese de Céu, Inferno e Purgatório,
como sendo lugares feitos por Deus, propositalmente, para lá
atirar Seus filhos. As condições e situações são de consciência, de
intimidade, e os lugares trevosos o são, em vista de se juntarem ali
os indivíduos trevosos. Onde quer que se agrupem indivíduos iluminados
ou trevosos, os ambientes se tornarão,
por sua vez, gloriosos
ou infernais.

  • 120

“Porque é necessário que sucedam escândalos; mas ai daquele
homem por quem vem o escândalo” – Mateus, cap. 18.

Os grandes escândalos espiritualistas sempre vieram dos que
se acreditam donos da Verdade, pelo fato de terem um fanatismo
sectário ao qual se entregam de corpo e alma. Quem trucidou os
Profetas? Quem crucificou o Cristo? Quem vive a blasfemar contra

o Batismo de Revelação?

  • 121

“Aos homens é isto impossível, mas a Deus tudo é possível” –
Mateus, cap. 19.

“Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer, mas vós não as
podeis suportar agora. Quando vier porém aquele Espírito da
Verdade, Ele vos ensinará todas as verdades…” – João, cap. 16.

Os religiosismos, entretanto, nada querem com a Revelação,
porque esta os acusa de errados, corrompidos e corruptores. A
Deus tudo é possível por leis, e a reencarnação é uma das primordiais.
E para fazê-la conhecida, o Consolador daria, como está de
fato dando, os informes. Quem é que, em lugar de procurar conhecer
o Consolador Anunciante, pelo contrário, só procura negá-lo
ou blasfemá-lo?

  • 122

Vindo ao Mundo Jesus Cristo, cuja glória se perdia,
Além dos tempos do Mundo, como só Deus o conhecia,
Encarnou para exemplificar a Lei, e bem viva deixá-la,
E em termos de Moral, de Amor e de Revelação, fixá-la!

A Moral viveu-a Ele, não inventando a tabus humanos,
Pois viveu a Verdade e não recorreu a vícios profanos,
Porquanto, abandonando a clérigos e fariseus, os fingidos,
Nas ruas e praças ensinou, curou, e teve bons dias foragidos!

Em Amor executou-a, tão bem que renunciou à vida,
Por fazer o Bem, justo à clerezia a mais fementida,
Fementida sim, cheia de fingimentos e mil hipocrisias,
Como foram e são, todos os comerciantes de sacristias!

A Revelação viveu-a Ele, com o máximo dos fulgores,
Pois a começar de Gabriel, fulgiram espíritos anunciadores,
E toda a vida tendo, sobre si, os espíritos subindo e descendo,
Ao Mundo mais tarde brindaria, com o Pentecostes assim crescendo!

Antes de porém fazê-lo, porque a morte enfrentaria,
E a ressurreição do espírito, em grande ensino deixaria,
Eis que apanha três apóstolos, e no Tabor se transfigurou,
Revelando aquela glória, que antes tivera, assim como falou!

E o grandioso feito encerra, duas imortais lições,
De ser o espírito anterior ao corpo, vir das encarnações,
E por terem vindo Moisés e Elias, confirmar o mediunismo,
Afirmando que Deus não é de mortos, como diz o Cristianismo!

Vede pois o Espiritismo, que é Moral, Amor e Revelação,
E recomenda o Saber e a Virtude, as fontes de libertação,
Que tais palavras definem a Doutrina, que será impassável,
Por ser tudo em Deus, divinamente Eterno, Perfeito e Imutável!

Não há Cristianismo sem Moral, sem Amor e sem Revelação,
Porque fora da tríade, o que há, é do Homem, é a inversão,
E por isso está longe do Saber e da Virtude, é idolatria,
Coisas que bem caro custarão, porque a Dor vem da porcaria!

  • 123

“Entretanto fez o pontífice perguntas a Jesus, sobre que discípulos
tinha, e qual era a sua doutrina” – João, cap. 18.

Por que dizia
Jesus, que a doutrina era do Pai e não d’Ele mesmo?
Simplesmente porque a doutrina tem fundamento nos três
sentidos da Lei de Deus, que são a Moral, o Amor e a Revelação.
Vinte séculos depois, a mesma doutrina é desconhecida e blasfemada,
por aqueles mesmos que seguem os seus pontífices, porque
não conseguiram ainda pôr em prática a Lei de Deus.

E se Jesus viesse outra vez, tendo os anjos ou espíritos descendo
sobre Ele, ou
mantendo contato com Moisés e Elias, ou expelindo
maus espíritos, não é certo que diriam de tudo isso o que dizem do
Espiritismo? E por que o fazem?

Apenas porque o Espiritismo é a Restauração do Caminho, da
Doutrina do Senhor.

  • 124

“Tudo está cumprido. E abaixando a cabeça, rendeu o espírito”

– João, cap. 19.
Quem nasceu, já o fez hipotecado à morte. Poderá ser antes ou
depois, em melhor ou pior condição, mas o fato é que terá de se ir
da carne.

A imensa maioria não sabe para o quê nasce, a não ser que a Lei
de Deus lhe indique a linha a seguir; porque ela é o Código Geral
de Conduta, sendo que aquele que a conhece, nunca poderá alegar
ignorância, em matéria de obrigação fundamental.

Alguns vultos da História Religiosa, alguns dos Grandes Iniciados,
tiveram conhecimento de suas vidas e deveres a cumprir no
mundo. Jesus, o Grande Iniciador do Planeta, foi
o mais consciente
que jamais passou pela carne, sendo que o preço de tamanha
consciência foi o martírio na cruz!

Morrer, pois, é banal; o que importa é fazê-lo com dignidade,
coisa que se consegue, somente quando se o faz para testemunhar
a Verdade, exaltar a Justiça, reverenciar o Amor e honrar a Virtude!

  • 125

“Mulher, eis aí o teu filho” – João, cap. 19.

Do alto da cruz, apontando para o discípulo João, assim determinou
Jesus, que ele a tomaria por mãe. E o discípulo, vivendo até aos
noventa e quatro anos, cuidou do Vaso Carnal, por onde o Cristo se
fizera presente, porque esse Vaso Cheio de Graça, também atingiu
a idade de setenta e quatro anos. Tudo foi preparado no mundo
espiritual, pois enquanto os demais discípulos, que eram dezenas,
foram massacrados, João, que tinha de zelar pela Senhora Eleita,
pois que assim a chamavam eles, viveu até aquela idade.


João Batista e Jesus saíram da Escola de Profetas de Israel, ou
do Cenáculo
de Nazireus, também chamado de Essênio; ambos
saíram com setenta discípulos, regularmente preparados. Quando
Jesus, por fim, triunfou na cruz, os Essênios ou
Nazireus deram
por terminada a tarefa, ingressando no Caminho do Senhor, vindo
quase todos a morrer martirizados.

Dentre os setenta foi que Jesus escolheu doze, para honrar as
doze tribos de Israel.

  • 126

“Que vou para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso

Deus” – João, cap. 20.

Os planetas têm seus Cristos, bem assim como os grupos deles
e as galáxias; mas Deus, o Pai Divino, é Único! Os Cristos são espíritos,
anjos ou
almas, que se elevaram por evolução a esse grau, ao
qual todos os filhos de Deus terão que chegar. Por isso são apresentados
como Modelos Divinos.

  • 127

“Apascenta os meus cordeiros” – João, cap. 21.

Jesus a ninguém mandou ser papa; como, porém, Pedro era o
mais idoso, recomendou-lhe zelar pelos outros dentro da Excelsa
Doutrina,
a dar testemunho do Seu Batismo de Espírito Santo,
como Pedro o fez no dia
de Pentecostes, assim como está assinalado
nos Atos, capítulos dois, dez e onze e nas Epístolas. Foi Pedro
quem deu o primeiro testemunho público, de ter
sido Jesus o Portador
do Derrame de Espírito Santo; mas Roma eliminou o Batismo
de Revelação, forjou uma clerezia idólatra e colocou o nome, apenas
o nome, de Pedro como responsável por tamanha blasfêmia.

Se ninguém tivesse feito adulteração, o Caminho do Senhor seria
apenas o Essenismo de portas escancaradas, assim como o Espiritismo
o é, por lhe ser
a Restauração. O Consolador é acima de
clerezias e de religiosismos.

  • 128

Os Cristos, ao afirmarem
que são unos com o Pai, e ao dizerem
que o Pai é Maior ou Total, afirmam-se centelhas-reflexas,
exposições particularizadas do Sagrado Princípio. As Escolas Iniciáticas,
de fundo profético, ensinavam certo sobre os filhos de
Deus ou espíritos cristificados. Quanto ao clericalismo, isto é,

a tudo quanto sabe e cheira a comercialismo formal, com profundas
penetrações na máquina mundana, isso foi, quem fez a perversão
da Excelsa Doutrina. Uma vez liquidada a Essência Doutrinária,

o mais tudo descambou para o erro e o crime, para o materialismo
e para a degradação em todos os sentidos.

  • 129

Lembra-te irmão, do que nos é devido,
Fazer a nossa parte, nos domínios evolutivos,
Crescer em Amor e Sabedoria, no sentido,
Porque a parte de Deus, são temas resolvidos.

Nada temos de inventar, do que é essencial,
Porque isso a Deus cumpre, e a mais ninguém diz,
Sendo exato que devemos, como é natural,
Subir em Amor e Sabedoria, e fazer tudo bem feliz.

Deixa-te, pois, de tantas maquinações,
De tantas manobras, de tudo quanto é religiosismo,
Entregando-te ao trabalho, às ações;

Mas faze tudo pela Verdade, pelo Amor,
Acima de sectarismos, como te ensina o Cristianismo,
Ouvindo, portanto, a voz do Consolador.

  • 130

O CELESTE BATISMO

O Celeste Batismo, trouxe-o Jesus,
De modo generalizado, a ser da Humanidade;
E no Pentecostes, jorrou a luz,
Que devia partir, encher o mundo de Verdade.

Dois capítulos existem, formidáveis,
Dos Atos um e dois, que aguardam inteligência;
Contêm ensinos justos, impassáveis,
De quem os homens olvidaram, de pura negligência.

O Cristo redivivo, marcando na História,
Batizou em Revelação, para findar as clerezias;
Mas da Humanidade alguns homens, a escória,
Blasfemaram do Excelso Batismo, impondo idolatrias.

  • 131

“Porém o Excelso não habita em feitura de mãos, como diz o
profeta” – Atos, cap. 7.

O sétimo capítulo do Livro dos Atos é valioso repositório de excelência
doutrinária. Ele sozinho vale por uma Bíblia inteira.

  • 132

“Senhor, que queres tu que eu faça?” – Atos, cap. 8.

A pergunta que todos deveriam fazer, porque todos são pecadores
ou espíritos em processo evolutivo.

E o Senhor responderia a todos – “Cultivai os três sentidos da
Lei, que foi como Eu fiz”.

Porque, sendo Ele o Divino Molde, deve ser seguido. Ademais,
ninguém poderá vir a seguir a Trilha Certa, constituída de Sabedoria
e de Virtude nos atos em geral, sem respeitar nas obras a
Moral, o Amor e a Revelação.

A casa sem alicerce poderá ficar de pé? Consultai a parábola.

E se alguém conhecer alguma associação humana com o título
de religião, mas que esteja fora dos três sentidos da Lei de Deus,
pode afirmar que religião não é, e que ruirá por terra, quando as
coisas forem
repostas nos devidos lugares e a Verdade triunfar sobre
a mentira.

  • 133

“João na verdade batizou em água, mas vós sereis batizados
no Espírito Santo” – Atos, cap. 10 e 11.

João fez do batismo de água o pretexto para atrair as gentes, a
fim de anunciar a Jesus, que vinha sendo esperado há trinta e seis
séculos; valeu-se do mesmo pretexto para convidar à purificação.
O batismo de água é humano e formal, tendo Roma feito dele um
meio de vida e o pretexto para blasfemar contra o Batismo de Revelação,
que é do Céu.

  • 134

“E vós, quem dizeis que Eu sou?” – Evangelho.

Primeiro procurou saber Jesus o que dizia o povo.
Depois, o que
pensavam os discípulos sobre Ele. E Pedro respondeu, inspirado
por um santo espírito – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”.

E como Jesus vinha cumprir a Promessa do derrame de Espírito
Santo sobre toda a carne, respondeu:

“Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne
nem o sangue quem te isso revelou, mas sim o Espírito de
Deus. E sobre esta pedra edificarei a minha Doutrina, e as portas
da inferioridade não poderão contra Ela.”

Entendam isto:
Filho da mulher – Homem-natureza.
Filho do homem – Homem apenas iniciado.
Filho de Deus – Espírito cristificado.
Jesus foi reconhecido como o Cristo que devia vir, Cristo que es

tava sendo esperado há trinta e seis séculos. E afirmou que vinha
cumprir a Promessa feita umas vinte vezes no Velho Testamento.
Mais tarde, no dia do Batismo de Espírito Santo, no Pentecostes,
Pedro reafirmou o Cristo como sendo o Portador da Promessa. O
capítulo dois dos Atos é inconfundível.

  • 135

“Consultai as escrituras” – Jesus.

O Velho Testamento foi queimado por Saul, e foi restaurado no
tempo de Esdra, sobre lendas e ditos do povo. Só de Davi para
diante é que os livros do
Velho Testamento são de próprio punho,
nos originais hebreus.

O Novo Testamento se compunha de duzentos e cinquenta e
sete manuscritos. A primeira seleção reduziu-os a oitenta e sete, a
segunda a vinte e oito e a Vulgata constitui o resumo, segundo os
interesses do
imperialismo despótico e sanguinário de Roma. No
quarto século foram feitas coisas escabrosas com os escritos apostolares;
foram cometidas adulterações tremendas, além de terem
sido mortos os cultivadores do Batismo de Espírito Santo, e de terem
sido destruídos os Cenáculos Iniciáticos de todos os recantos
do Império Romano.

Jesus foi crucificado duas vezes – uma vez em nome de Moisés,
pelo Sinédrio e pela súcia farisáico-saduceia, e outra vez por ordem
de Constantino ou do Império Romano.

O Batismo de Espírito Santo voltou através de Elias, com o nome
de Espiritismo, precisamente por ser a restauração do Batismo de
Espírito Santo, que a Jesus custou a vida.

A verdadeira Escritura é a Revelação, é a Palavra de Deus, sempre
viva e servindo assim – advertindo, ilustrando e consolando.


E o Profeta ou Médium é muito responsável, porque ele é o intermediário,
o servo da Mensageiria Divina. Quando o Médium ou
Profeta se desequilibra, os santos espíritos afastam-se e os espíritos
ignorantes e capciosos interferem, ensinando a trair a Lei de
Deus.

Para quem quiser atender, isto é fundamental:

O Documento Fundamental é a Lei de Deus.

O Evangelho foi a vida que Jesus viveu.

Jesus é a Lei Viva, é Moral, é Amor e é Revelação.

  • 136

“E havendo entrado em casa do fariseu, se sentou à mesa” –
Evangelho.

Jesus sentou
à mesa e conheceu mais um capítulo
da hipocrisia.
Porque o fariseu tudo observava por fora, e nada
podia considerar
do que havia por dentro. Para o fariseu, a Madalena devia ser expulsa,
enquanto que ele, todo formalista e exterior, devia ser glorificado.
Jesus, entretanto, repetiu muitas vezes que uma tal mulher
pode valer mais do que uma multidão de fariseus…

O ignorante simples é digno de toda consideração.

O ignorante presunçoso é digno de admoestação.

Nenhum erro deve ser justificado, mas ao pecador penitente
sempre se deverá a obrigação de tolerância e de ajuda na redenção.

Observai isto: enquanto,
logo mais, Jesus era crucificado pelos
sinedristas e
fariseus, Maria Madalena chorava ao pé da cruz e viria
a ser a primeira pessoa a ter contato com o Cristo-Redivivo.

O Espiritismo é a Restauração do Batismo de Espírito Santo; que
ninguém o transforme num cenário farisáico.

  • 137

“Marcos, cap. 10.”

Este livro foi feito para servir de “ponto-de-partida” a meditações.
Como a Lei de Deus foi ordenada como Centro de Gravidade
– porque em torno dela é que gravitaram e gravitam Moisés e
Jesus Cristo – este livro é todo à base da Lei de Deus, o documento
inderrogável.

O capítulo dez, do Evangelho segundo Marcos, contém três pontos
principais de Doutrina: o Divórcio, a Riqueza e o Céu Exterior.

Sobre o divórcio – Quando duas almas se tenham divorciado,

o que é pior, melhor seria o divórcio de corpos, para evitar erros
maiores. Porque o adultério será sempre desequilíbrio, infração
para com a Lei de Harmonia. Se puderem viver
os dois em boa
amizade, tanto melhor; caso contrário, convém divorciar. Porque
é bom evitar males eventualmente maiores. Porque o casamento
é ato de muita responsabilidade, sendo a sua destruição, ou da
Família, ação altamente comprometedora.
Sobre a riqueza – Como só Deus é Senhor, não havendo César algum
que tenha sido recomendado, porque todos
passarão e prestarão
contas, convém fazer da riqueza a Árvore Frondosa, que dê
madeiras, sombras, flores e frutos. Desde que o Cristo falou isso,
muitos ricos puseram as barbas de molho e muitos pobres começaram
a caluniar… Ninguém desabrochará o Céu Interior, mais ou
menos, pelo
simples fato de ser rico ou pobre, mas sim pela conduta,
como pobre ou rico. Porque tudo são experiências e provas.

Sobre o Céu Exterior – Convém dizer que ninguém o herdará e
gozará, a menos que desabroche o Céu Interior. O Pedido de Tiago
e de João, portanto, foi um pedido absurdo. Nunca haverá um
Redentor Gratuito. Nunca o Reino do Céu será dado por um terceiro.
Ninguém nasceu jamais para ser um fazedor mágico de santos
ou perfeitos. Cada um, filho de Deus, deverá desabrochar normalmente,
cursando os mundos, as vidas, as condições e situações.

  • 138

“E que amá-lo cada um de todo o seu coração, e de todo o seu
entendimento, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e

o amar ao próximo como a si mesmo, é uma coisa que excede a
todos os holocaustos e sacrifícios” – Marcos, cap. 12.

O coração cheio de Amor é cheio de paz.

O entendimento farto de Conhecimento é farto de Autoridade.

Toda a alma unida a Deus é alma situada no Trabalho.

Tudo isso está contido em duas palavras – o Saber e a Virtude.

Holocaustos e sacrifícios
são idolatrias pecaminosas, que só se
desculpam em povos primitivos, embrionários em evolução. Nos
povos superiores acentua-se a adoração em Espírito e Verdade,
sendo que nos Mundos Perfeitos cessa a adoração, para haver a
compenetração cooperadora. Por isso disse Jesus, que Deus é Espírito
e Verdade, assim querendo que Suas centelhas manifestadas,
ou filhos, venham a ser.


A quem assim respondeu
a Jesus – o tal escriba – afirmou o Divino
Molde:

  • 139

“Não estás longe do Reino de Deus.”

Compreendendo assim as coisas do Reino de Deus e cultivando
a Revelação, o Batismo de Espírito Santo, aonde não teria chegado
a humanidade, em espiritualidade? Se Roma não
tivesse liquidado

o Consolador, em dezenove séculos, a que grau de civilização realmente
cristã não teria atingido a Humanidade?
Infelizmente, neste meado do século vinte, os que se dizem cristãos
vivem mergulhados
em holocaustos, sacrifícios, dogmas, simulações,
mercancias ditas religiosas.

Através de Constantino, o cão volveu ao vômito; a porca lavada,
de novo se revolveu no lodaçal e a Humanidade atrasou-se muito,
caindo na incredulidade,
na materialidade e no sensualismo. Preparou-
se para guerras, pestes, fomes e o dilúvio
de fogo, ateado
pelo próprio homem, que presto virá.

Na Era Nova, o sistema de culto será aquele relatado por Paulo
no capítulo quatorze da Primeira Epístola aos Coríntios. A Revelação
que adverte, ilustra e consola, lembrará ao homem a necessidade
de fugir de toda e qualquer idolatria.

  • 140

“Passarão o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras”
– Marcos, cap. 13.

Sem considerar a relatividade dos eventos humanos, ou cíclico-
históricos, pois Jesus Se referia ao primeiro ciclo do Cristianismo,
a findar aos dois mil anos de Sua passagem
pela carne, devemos
encarecer que tudo em Jesus, por ser Ele o Cristo ou Molde,
era a vivência do Saber e da Virtude, da Moral, do Amor e da Revelação.

Jamais isso tudo passará, pois o chamado Criador e a chamada
Criação nunca passarão. Como a Humanidade irá entrar agora na
Era Cósmica, irá também entender as palavras de Jesus.

  • 141

“Então, desamparando-o, os seus discípulos fugiram todos” –
Marcos, cap. 14.

Se Jesus tivesse que edificar a Doutrina do Pai sobre um homem,
faria sobre ele mesmo, que nunca fora em
vida ignorante,
covarde e fujão.

A ordem do Pai era fazê-lo sobre a Revelação, sobre o Batismo
de Espírito Santo, que foi o que se deu no Pentecostes. Dali em
diante é que houve uma Doutrina Edificada. Vide Atos, capítulos
um, dois, sete, dez e dezenove. Tereis a Revelação, em pleno curso,
convencendo a todos, constituindo o testemunho do Cristo.

Convém colocar os devidos pingos nos “ii”… Colocá-los sempre
que necessário, custe o que custar. Porque os impérios sanguinários
passam, passam também os homens, sejam lá quais forem,
Apóstolos ou
antiapóstolos, mas a Ordem Divina
continuará, porque
a parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável.

  • 142

“E levaram Jesus à casa do sumo sacerdote; e se juntaram todos
os sacerdotes, e os escribas, e os anciãos” – Marcos, cap. 14.

Aqueles mesmos que foram os esfoladores dos Profetas, foram
os crucificadores do Cristo e estão sendo os inimigos da Moral, do
Amor e da Revelação. Não é que sejam eles ignorantes das Verdades
de Deus, mas é que neles o bolso e o estômago, o mundanismo
e as vaidades, podem mais do que a Virtude e o Saber.

Contando já um século o trabalho de Reposição das Coisas no
Lugar, encabeçado por Elias e feito pelas Legiões do Senhor com o
nome de Espiritismo, todos os clericalismos ditos cristãos sabem
que estão fora da Lei de Deus. Sabem que o Espiritismo é a Doutrina
do Pai deixada por Jesus e reposta no lugar. Mas não fazem
caso, porque seus donos têm a consciência cauterizada.

  • 143

“A doutrina esotérica não é só uma ciência, uma filosofia, uma
moral, uma religião. Ela é a ciência, a filosofia, a moral e a religião,
das quais todas as outras não passam de preliminares ou
degenerescências, expressões parciais ou falsas, segundo para
elas se encaminham ou delas se afastam” – G. I.

Exatamente como diz o Autor de OS GRANDES INICIADOS. Porque
a Ciência Secreta – como era chamada a Sabedoria de Portas
Fechadas que o Cristo, a preço de Sua vida, veio transformar em
Verdade para toda a carne – era, é e será sempre o fundamento de
toda a Ciência. Ela começa com o Princípio Criador, daí derivando
tudo, Nele tudo se movimentando e Nele mesmo tudo tendo a sua
finalidade.


A Excelsa Doutrina, como é melhor chamá-la, contém tudo em
si mesma. Ao Espiritismo
cumpre fazê-la conhecida na Terra inteira,
porque sendo ele a Restauração do Cristianismo, que por sua
vez é a Síntese das Revelações, tudo contém das antigas iniciações,
dos antigos esoterismos.

  • 144

“Nesta série, Rama não nos revela senão os aspectos do templo.
Crisna e Hermes fornecem-nos a sua chave. Moisés, Orfeu e
Pitágoras, revelam-nos o seu interior. Jesus Cristo representa o
santuário” – G. I.

Do Templo da Verdade o Cristo é a Consumação Final; é o espírito
elevado ao ponto de Uno com o Pai, e é a matéria do Seu
perispírito elevada ao grau de Luz Divina, que os antigos iniciados
sabiam ser a primeira manifestação de Deus ou o segundo estado
de Deus.

Esta realidade não caberá jamais na mente da imensa maioria
dos crentes em geral, como não ficará bem posta na mente dos
que se julgam “mestres em Israel”, nada mais sabendo, entretanto,
do que o coscorão da Excelsa Doutrina. Para penetrar estas realidades,
cumpre que o santo desconfie de sua santidade e que o
sábio desconfie de sua sabedoria.

Caso contrário, por sectarismo ou vaidades de posição, mais
preferirão ensinar a Deus do que aprender com Deus. Quem quiser
ver
muito disto, poderá observar, sem esforço algum, em todos
os credos da Terra. Porque aqueles que, sendo míopes, mal conseguem
ver um mosquito, em consequência da própria miopia, para
si mesmos pretendem estar vendo o Infinito.

E Deus livre os seus contraditores.

  • 145

“Quando a Ciência souber e a Religião puder, o homem acionará
com uma energia nova” – G. I.

A Verdade é
a Religião, sendo que a Verdade Espiritual contém
a Verdade Integral, porque do Espírito Total é que tudo deriva. No
dia em que a Ciência das coisas materiais, por evolução, encontrar
a Ciência Espiritual, fazendo junção e se apresentando como
UNIDADE, a Humanidade
terrícola estará às portas da cristificação.
Cristificação é união com a Verdade, não é mistifório religiosista,
como soi parecer a muitos.

  • 146

“Três coisas há que são primitivamente contemporâneas –

Deus, a Luz e a Liberdade” – G. I.

Quem quiser estudar as tradições esotéricas, a Sabedoria de
Portas Fechadas, encontrará o Ideal acima indicado a reger o pensamento
humano. Depois vieram as clerezias idólatras, marchando
passo a passo com os politiquismos sanguinários, tendo a Chama
da Verdade sumido, para tomarem o seu lugar as mais grosseiras
e repugnantes simulações. Estas, entretanto, sempre tiveram um
condão – manter o bolso, o estômago e a vaidade
dos senhores de
clerezia.

  • 147

“Ele aparece-nos na pitonisa escandinava, na voluspa do Eda,
nas druidisas célticas, nas adivinhas que acompanhavam os exércitos
germânicos e decidiam o dia das batalhas, e até nas bacantes
trácias que sobrenadam na lenda de Orfeu. A vidente pré-histórica
continua-se na pitonisa de Delfos” – G. I.

O profetismo é a Palavra de Deus. O Velho Testamento, continuação,
através de Manu, de Moisés e dos Profetas, das tradições
esotéricas pré-históricas, bem demonstra esta assertiva, pois centenas
de vezes ele repete
a ação dos videntes ou Homens de Deus.

E o Cristo veio para derramar sobre a carne o Espírito Profético.

Só resta, portanto, cultivar a Revelação nos quadros da Moral e
do Amor. Feito isso, todos os engodos exteriorísticos irão passando,
entrando a Humanidade para a Era da adoração de Deus em
Espírito e Verdade, até atingir o grau crístico, o estado de sintonia,
tendo por altar o Saber e a Virtude.

  • 148

“A corrente semítica e a corrente ariana são como dois rios

pelos quais nos vêm todas as nossas ideias, mitologias e religiões,

artes, ciências e filosofias. Cada uma dessas correntes é como que

a portadora duma concepção oposta da vida, cuja reconciliação e
equilíbrio formariam a verdade” – G. I.

A centelha saiu da Unidade Divina e mergulhou na Diversidade,
na Manifestação Infinita. Somente por evolução retornará
ao conceito de Unidade e depois à condição de Unidade
Vibratória. Portanto, durante a caminhada através de reinos, espécies
e famílias, através de contendas psicológicas e conceptivas,


irá galgando a unicidade
consciente. E assim sendo, quem começou
sabendo
e fazendo coisas muito erradas, terminará sabendo,
fazendo e ensinando a saber e a fazer, tal e qual como o Cristo fez.

A Terra já mudou cinco vezes de configuração geográfica, e muitíssimas
vezes mais de características demográficas, morais e psicológicas
em
geral. É fermento em processo de levedação segundo
a parábola de Jesus.

Como em Deus tudo é Eterno, Perfeito e Imutável, cumpre a
cada filho Seu o dever de marchar para o seu mesmo Centro Originário.
Por ali começou a se movimentar e por ali
mesmo se reencontrará
religado em Espírito e Verdade. O olho
interno, quando
se converte em luz esplendente, significa o filho a se reencontrar
com o Pai Divino.

Feita esta Celeste Conexão, penetrado o Santuário da Divina
Ubiquidade, os conceitos de Espaço e de Tempo desaparecem,
tudo é Onipresença Viva entre o Pai e o filho.

Não são duas raças a fazer união conceptiva; é cada centelha
em particular a fazer a Celeste Conexão, para que a Terra inteira se
torne aquela Jerusalém de todo sem fronteiras.

  • 149

“A Índia e o Egito foram duas fecundas mães de religiões. Possuíram
o segredo da alta iniciação” – G. I.

A alma da iniciação sempre esteve representada nestas palavras

– Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude.
Os efeitos dessa cultura desdobravam-se nestas palavras – Essência,
Existência, Movimento, Evolução, Imortalidade, Responsabilidade,
Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada

Finalidade.

Clericalismos e salamaleques idólatras foram aparecendo depois,
fazendo a Humanidade chafurdar em ignorâncias, erros e crimes.

Pela sua elevação em conhecimentos gerais, cada centelha irá
sabendo mais sobre cada palavra; irá invadindo a essência de cada
uma e tornar-se-á um filho de Deus cada vez mais Uno.

Os informes podem ser dados por terceiros, como eram dados
e continuam
a ser dados; mas a realização interior cumpre a cada
um. A Luz de Deus não pode ser adquirida de terceiros. Quem não
a consegue por si mesmo, nunca a terá.

A Luz de Deus cada qual a tem nos seus fundamentos; por isso
mesmo que cada um tem obrigação de iluminar o olho interno, de
pô-lo a esplender. Quem pelo Saber e pela Virtude não o fizer, de
outro modo não o fará.

Cada centelha espiritual em processo evolutivo é um Cristo em
desabrochamento, é um sol espiritual em expansão.

  • 150

“Tal como os raios duma mesma circunferência, todas essas
tradições partem dum centro comum, a que se pode chegar seguindo
a sua direção. Então, para lá da Índia dos Vedas, para lá do
Irã de Zoroastro, na alvorada crepuscular da raça branca, se verá
surgir das florestas da antiga Cítia o primeiro criador da religião
ariana, cingido pela sua dupla tiara de conquistador e de iniciado,
e ostentando na mão o fogo místico, o fogo sagrado, que iluminará
todas as raças” – G. I.

Aos espíritas de boa vontade advertimos, concitando ao estudo
da História das Revelações, reagindo contra um certo número
de elementos que, pretendendo mestria, embora incapazes de ir
além da mediocridade, desaconselham tais estudos porque veem
os discípulos lhes passando à frente. Cada qual deve estudar quanto
possa, e sem dar atenção a pretensos “mestres em Israel”, gente
escrava de um “teto” limitador, gente que pensa ser o Espiritismo

– a Ciência da Vida Integral – apenas a mediocridade de que são
portadores.

O centro Comum da Iniciação era o conhecimento daquelas palavras
transcritas no ponto anterior. Deus era Imanifesto em Sua
Infinita Profundidade e Manifesto como a chamada Criação. A partir
desta Matriz Originária, tudo o mais eram questões de minúcias
e pormenores.

O Espiritismo, como Súmula das Revelações, não é e nunca será
escravo de concepções confinadas.

Haja respeito por estas palavras – Moral, Amor, Revelação, Saber
e Virtude. Respeito significa vivência, ação social, tudo transformado
em trabalho fiel. E títulos exteriores e bazófias, em Espiritismo,
nada representam.

  • 151

“Os citas e os celtas encontraram os deuses, os espíritos múltiplos,
no fundo dos seus bosques. Foi ali que eles ouviram as
vozes reveladoras, que sentiram os primeiros arrepios do Invisível,
as primeiras visões do Além” – G. I.


E da Revelação, da comunhão com o mundo espiritual, nasceram
os primeiros documentos, as primeiras lições bíblicas. A verdade
espiritual era a Religião.

É por isso que, muitíssimo mais tarde, ainda chamando “deuses”
aos espíritos, vemos o Velho Testamento apresentando o Sagrado
Princípio de modo individual, pessoal e a falar com os homens.
Deuses eram chamados os espíritos, fica bem acentuado, e o Ser
Infinito, Deus, jamais falou humanamente com homem algum. As
manifestações do Ser Impessoal dão-se por meio dos Cristos, dos
espíritos que se tornaram sintônicos, vibratoriamente em paridade
com Ele.

Fenômeno estranho deu-se com o Cristo, cujo maior lance foi
a Transfiguração, o contato com Moisés e Elias,
todos brilhando
divinamente, e não com Deus, com o Ser Divino e Impessoal, total
em infinidade. Por isso, para não diminuir o Cristo diante de outros
Grandes Reveladores, fizeram Jesus passar pelo próprio Deus. Assim,
um golpe de estratégia foi aplicado, para resolver uma situação
delicada.

Jesus, como Cristo, não precisava e não precisa disso, pois a Sua
conduta missionária fora batizar em Revelação, generalizar a comunicação
dos espíritos, e deixar o molde da ressurreição final em
Luz, Glória e Poder, sem pretender ser o Espírito Infinito, a Divina
Essência do Universo.

Ser uno com o Pai é uma coisa, ser o Pai é outra. Para uma gota
do Oceano evidenciar a Essência do Oceano, isso é comum e normal;
mas para uma gota do Oceano passar pelo Oceano inteiro,
isso está muito errado. Quem cometeu o erro não foi Jesus, foram
os homens, nem sempre
com felizes intenções, pois desejaram ficar
no
meio como vendilhões de idolatrias e fabricantes de muitos
outros erros.

  • 152

O DESPERTAR DA ALMA

Centelha Divina, de Deus emanada, feita para a Luz,

Que inconsciente partes, rumo da Glória,

Trabalha e progride, caminha e avança, porque de flux,

Não é que serás Poder, expondo a Vitória.

Trabalho não é Dor, Ciência não é praga ou maldição,
Virtude não é lamento, não é tormenta,
E aquele que a Lei de Deus vive, de Deus tem bendição,
Porque o Amor é a arma que o Mal afugenta.

Se nos rincões embrionários o automatismo te dominava,
E nos intermediários o instinto te regia,
Agora que és consciente, inteligente e culta, sai da lava.

Honra a Divina Paternidade, a Sacra Essência que é Pia,
Que desde remotíssimos tempos profetizava,
A Palavra de Deus, a Revelação que bem assim te queria.

  • 153

O SOL ESPIRITUAL

Não descambes, alma andante, aos feios vícios,
Antes foge, o quanto antes, dos atos imundos;
Fora do Amor e da Virtude, forjam-se malefícios,
Cavam-se abismos, encontram-se infernos profundos.

Teu Pai é Deus, o Senhor dos Espaços Infinitos,
És d’Ele filho, e tens em ti as marcas do Amor;
Desperta pois, irmão, para os interiores benditos,
Seguindo os ensinos do Cristo, do Amigo e Senhor.

Afasta de ti a toda idolatria, vem e caminha,
Segundo os Mandamentos da Lei, do Código Divino;
E se a quiseres viva, exemplo da fé já minha,
Então vive o Evangelho, doutrina-te, ó menino!

  • 154

“Ao mesmo tempo, o templo alarga-se; as suas colunas sobem

até ao
céu; a sua abóbada perde-se no firmamento. Então, Rama,

arrebatado pelo seu sonho, viu-se transportado ao cimo de uma
montanha, sob o céu todo estrelado. De pé, junto a si, o seu Gênio
explicava-lhe as constelações e fazia-o ler, nos sinais acesos

do Zodíaco, os destinos da humanidade” – G. I.

Rama foi o fundador da Astrologia. Seja qual for o grau de influência
do magnetismo cósmico sobre as criaturas, o certo, quetemos obrigação de respeitar, é que todas as grandes verdades de
caráter espiritualista, que foram transmitidas aos homens comuns,


vieram por meio de alguns homens excepcionais. Neste caso temos,
uma vez mais, o fenômeno mediúnico ou espírita a servir de
alicerce. Rama fora arrebatado em espírito e instruído pelo seu
Guia ou Gênio.

  • 155

“Na sua guerra contra os povos e os reis djambus, como então
se chamavam, Ram, ou Rama segundo os orientais, emprega
meios aparentemente miraculosos, porque estão fora do alcance
das faculdades ordinárias da humanidade, mas que os grandes
iniciados devem ao conhecimento e aperfeiçoamento das forças
ocultas na natureza” – G. I.

Em primeiro lugar, entre fenômenos mediúnicos e milagres há
uma só diferença – é que os fenômenos mediúnicos sempre existiram
e os milagres jamais. Ao que os ignaros chamam milagre,
fenômeno sem causa própria, a Verdade proclama como ação de
espíritos, através de criaturas dotadas de certas faculdades.

Estas certas faculdades são da natureza do espírito, em combinação
com certas influências fisioenergéticas dessas pessoas. Entre
os desencarnados, os encarnados, as faculdades mediúnicas e
as influências fisioenergéticas é que se processam os fenômenos.

Os grandes iniciados não se fizeram na carne, em uma vida; eles
vieram de outras vidas, de realizações antanhas. Os Cristos não se
fazem na Terra, de uma feita. No Espaço e no Tempo, nos Mundos
e nas Formas, enfrentando Condições e Situações é que eles se
forjam. É o destino de todos os filhos de Deus.

  • 156

“Os reis e os enviados dos povos ofereceram-lhe o poder su

premo: ele pede um ano
para refletir, e de novo tem um sonho. O

Gênio que o inspirava fala-lhe durante o sono” – G. I.

Na grande visão de última hora, ao contrário de Jesus e de outros
que a tiveram nas primeiras horas, Rama foi advertido sobre
os perigos do Reino do Mundo. É muito bom recomendar tais leituras
aos espíritas em geral, mormente aos dirigentes de Casas Espíritas,
pois reina entre eles o gosto pelo Espiritismo Tabelado, tipo
engarrafado ou feito em
pílulas, comportando apenas meia dúzia
de sentenças doutrinárias. O que passar disso, dizem que não é
Espiritismo.

Entretanto, os textos todos, de todas as Bíblias da Humanidade,
provam o fenômeno mediúnico como base de todas as Grandes

Revelações. E quem mais sabe, sobre a Restauração do Cristianismo,
pode afirmar que atrás de Elias, ou Kardec, o Codificador, estiveram
as Legiões do Senhor, os Grandes Iniciados em ação, para
que o Espiritismo viesse a constituir a Síntese das Revelações.

Se uma lei tem o direito de reivindicar o Alicerce da Verdade,
essa lei é o Mediunismo ou Profetismo. E se alguém quiser apelar
para o mesmo Alicerce, ele se mostrará vivo e presente, pronto a
dar sempre o seu eterno testemunho.

  • 157

“O meu reino não é deste mundo” – Jesus.

O Diretor Planetário assim afirmou, depois de todos os Grandes
Reveladores terem dito e feito, pouco mais ou menos, a mesma
coisa. O Reino da Plenitude Espiritual é o Avesso do Mundo.

Todas as Escolas Iniciáticas ensinavam assim, fazendo ver que

o curso das vidas devia normalmente conduzir as almas à Sagrada
Finalidade. Esta implicava e implica na vitória sobre a lei dos renascimentos
e das mortes.
Consequentemente, quem ganha num Reino perde no outro e
vice-versa. Logo, é de bom alvitre fazer da matéria bom uso, nunca
porém adorando-a. Quem se curva diante da matéria ou do mundo,
ao invés de apenas usá-los bem, a si mesmo se desmerece.
Lede e comparai Rama com Jesus, na Grande Visão da Tentação.

  • 158

“Ora, sabei-o, a alma que encontrou Deus libertou-se do renascimento
e da morte; da velhice e da dor, e bebe a água da
imortalidade” – G. I.

Quando Crisna assim disse, o Védico-Budismo já o dizia de muitos
milhares de anos. Era a alma encarada por três aspectos – Origem,
Processo Evolutivo e Sagrada Finalidade.

E assim foi o antiquíssimo ensino seguindo o seu curso, até
encontrar em Cristo a sua homologação final. Cabe aqui repetir
aquelas palavras fundamentais, a Chave da Sabedoria – Essência,
Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade,
Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade.
Em Doutrina Organizada, temos a Moral, o Amor e a Revelação.

Quem melhor souber discernir e vivê-las, tanto mais estará
perto da libertação final. Simulacros, sacramentismos e idolatrias
nada resolvem.

  • 159

“Porque aquele que encontra em si mesmo a sua felicidade, a

sua alegria e, em si mesmo também a sua luz, identifica-se com

Deus” – G. I.

Eis a Celeste Conexão levada a termo, o fim da escalada biológica,
a cristificação, a unidade consumada, com a individualidade
permanente. E para atingir essa colimação, naqueles antiquíssimos
tempos, o conceito era este:

“Donde nasceu a alma? Ela existe nos que vêm para nós, ela
regressa nos que se vão e tornam a voltar” – G. I.

A reencarnação, como outras leis básicas, explica fatos da vida
e testemunha a inteireza da Justiça Divina. O homem que se eleva
em conhecimentos fundamentais, esse nunca será um clérigo,
porque aprendeu a respeitar a Vontade de Deus. Através do conhecimento,
ele procurará amar a Deus em Espírito e Verdade,
dando assim
dignos frutos pelo exemplo, conforme a advertência
de Jesus. Quanto aos espíritos inferiores, homens medíocres, eles
darão para clérigos, idólatras, simuladores, assassinos de Profetas
e crucificadores de Cristos.

  • 160

“Desde tempos imemoráveis, que esses ascetas habitavam em
ermidas, no fundo de florestas, à borda dos rios,
ou pelas montanhas,
perto dos lagos sagrados. Viviam sós, ou reunidos em confrarias,
mas sempre unidos no mesmo espírito. Reconheciam-se
neles os reis espirituais, os senhores verdadeiros da Índia. Herdeiros
de velhos sábios, dos ríxis, só eles possuíam a interpretação
secreta dos Vedas. Neles vivia o gênio do ascetismo, da ciência
oculta, dos poderes transcendentais” – G. I.

A Raiz do Profetismo está nos Vedas, pois foi lá que o foi buscar
Enoch, o Grande Patriarca de antes do dilúvio, antes do desaparecimento
da Atlântida. O que chamavam de poderes ocultos e
transcendentais, nada mais era do que o Mediunismo ou culto das
faculdades mediúnicas.

Ainda que fosse por mero respeito às nossas mesmas encarnações
remotíssimas, muitos dos que ora se julgam espíritas, pelo
simples fato de conhecerem quatro ou cinco sentenças de última
hora, deviam lembrar o Profetismo Histórico, e deixar na mente
atacanhada um lugarzinho para esse preito de gratidão.

No vértice dos Eventos Reveladores, considerar a função missionária
de Jesus, o Derramador do Espírito Santo,
Aquele que veio
transferir para toda a carne o direito de conhecer e cultivar a Revelação,
a Fonte da Verdade.

Mais aquém, considerar a obra de Elias, ou Kardec, repondo as
coisas no devido lugar, tendo atrás de si aquelas mesmas Legiõesdo Senhor, o Espírito da Verdade.

Com ou sem o apoio dos mal informados, aqui fica o nosso preito
de gratidão. A Trilha Profética sempre esteve nas mãos do Cristo
Planetário e das Legiões da Verdade. Esta realidade, nenhum tacanhismo
ignaro e sectário poderá jamais destruir.

  • 161

No mundo iluminavam as gentes,
Nos antigos tempos, nas eras milenares;
Ensinos esotéricos, frementes,
Até virem novos dias, outros luminares.

Ide ver Manu, conhecer o penhor,
Escutai-lhe o Código, a farta iluminação;
Observai Pitágoras, o Concatenador,
Que foi buscar nos Mestres, toda amplidão.

Ouví Moisés, o Verbo do Monoteísmo,
E mais ainda, com outros erguendo a Verdade;
Proclamando alto o Divino Monismo,
A Excelsa Doutrina que jamais terá idade!

Alertai a vós próprios, cuidado,
Porque o Cristo veio fazer Súmula Divina;
Veio deixar para sempre exclamado,
Que sem Consolador não há Excelsa Doutrina.

De bom alvitre é ler o quatorze,
Da Primeira aos Coríntios, a grande Carta;
Que o Consolador já ali estruge,
Porque Jesus o deixou, como vera mesa farta!

E se a feição primitiva não servir,
Porque Roma criou a Humanidade-ignorância;
Que as religiões fazem tanto eclodir,
Então vinde ao Espiritismo, que é a reentrância.


E reentrando na Verdade, sede alegria,
Vinde ser a Luz do Mundo, o vero sal da Terra;
Porque o sacerdócio é a pura profecia,
E não o clericalismo, que contra Deus aberra!

  • 162

“Compreender Crisna é começar a conhecer Jesus Cristo” – Um
historiador.

Diremos nós: sem conhecer os Grandes Iniciados, as Grandes
Revelações anteriores, difícil se torna penetrar a Excelsa Doutrina,
vivida e plasmada com o Sangue inocente de Jesus. Porque Jesus
resumiu tudo em Sua
Vida, em Sua Obra, ao executar a Lei de
Deus, ao Batizar em Revelação e ao não escrever.

Pedimos um favor, se não é muito: vivam a Moral, o Amor, a
Revelação, o Saber e a Virtude. E depois respondam se Aquele que
foi o Divino Molde de tudo isso, por acaso, precisaria de escrever.

  • 163

“Durante muitos séculos, dizem os antigos sábios, Ágni, o fogo
celeste, que forma o corpo glorioso dos devas, e que purifica a
alma dos homens, espalhou pela Terra os seus eflúvios etéreos”

– G. I.
A Luz Divina sempre foi tida, pela Sabedoria Antiga, ou Ciência
Iniciática, como sendo o Segundo Estado de Deus, a Sua Primeira
Manifestação. Ali começa a Matéria a se adensar, ali começam as
centelhas espirituais a se movimentar no seio do Tempo, do Espaço,
dos Mundos, das Formas, das Vidas, das Condições e das Situações.
Faz a descida inconsciente, para fazer a subida consciente.

Ágni, Fogo Celeste ou Luz Divina, saibam, é tudo a mesma coisa.
Quem puder conhecer esta realidade, conheceu uma grande, uma
gloriosa realidade.

  • 164

“Aquela será a mãe de todos nós, porquanto dela nascerá o
espírito que nos deve regenerar” – G. I.

Assim diriam
mais tarde os Profetas Hebreus, assim aconteceria
para nascer Jesus, quando viria para Batizar em Espírito Santo e ficar
como Divino Molde. Deus enviou sempre, aos filhos lotados na
Terra, bem como aos lotados em outros Planetas, os Seus Divinos
Mensageiros. Quem dera que os homens pudessem, de uma vez
para sempre, compreender a Linha Mestra das Revelações, concebendo
a Moral, o Amor e a Revelação como alicerce da mesma.

Crisna quer dizer Cristo ou Verbo Divino. Considerando o texto
acima, que versa sobre a mãe de Crisna, e lembrando o nascimento
de Jesus, com aquilo tudo que disseram os Profetas e aquilo que
na hora disse o Mensageiro Gabriel, dá muito bem para se saber o
que tem sido
Jesus na Direção Planetária, na tutela deste Planeta
ou de sua Humanidade.

  • 165

“Da mesma forma que a terra suporta os que a calcam aos pés,
e lhe dilaceram o seio, lavrando-a, da mesma maneira nós devemos
retribuir o mal com o bem. O homem honesto deve tombar
sob os golpes dos maus, como a árvore do sândalo, que, ao abater-
se, perfuma o machado que a destruiu…” – G. I.

Muita gente pensa, lendo ao pé da letra, que Crisna foi um matador
de gentes e de feras. Tudo ali é simbólico, é figurado, tendo
sido ele um matador de vícios e de erros…

Como o fito desta obrinha é estimular o estudo do Profetismo
Histórico, a fim de o Espiritismo surtir como Extrato do Profetismo,
diremos apenas que foi e é glorioso, o Excelso Espírito que soube
e pôde repetir o Sermão da Montanha, de modos diferentes. Sempre,
porém, com o mesmo celestial sentido de Renúncia.

  • 166

“E não será dele que brota igualmente a ideia messiânica?
Seja porém como for, o que é certo, é que por Crisna essa ideia

atravessa e penetra o mundo antigo, assim como é por Jesus que

ela irradiará mais tarde ao longo do mundo inteiro” – G. I.

Jesus deixou
a Doutrina do Pentecostes, isto é, fundamentada
na Revelação. Uma vez exercitada em base de Moral e de Amor,
levaria aos confins da Terra o Conhecimento da Verdade que livra.
Vide isto:

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre
vós, e me sereis testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judeia e
Samaria, e até às extremidades da Terra” – Atos, cap. 1.

Tendo surgido em Roma Constantino, o corruptor, a liquidação
do Batismo de Espírito Santo de novo mergulhou a Humanidade na
ignorância, na idolatria, no materialismo e na degradação. Somente
mais tarde, no século dezenove, depois dos preparativos de Wicliff,
Huss, Lutero, Giordano Bruno e poucos outros, é que seria de
novo revivescido o Pentecostes, tendo sido à custa da Revelação,
do Profetismo, organizada a Codificação Doutrinária.


Outra verdade a considerar é esta – quando o Espiritismo, ou
Profetismo Moderno e de portas abertas, deixar de ter o caráter
de coisa feita no escuro, com o sabor de sarcófago ou de defuntismo
que tem; quando for cultivado no claro e à base de faculdades
superiores, como sejam a vidência, a clarividência, a psicometria,

o desdobramento; quando a incorporação for usada para contatos
superiores, sendo as doutrinações feitas no astral; quando o mediunismo
for, portanto, crescido em sua aplicação prática, muito
mais fácil será o seu desenvolvimento pela Terra inteira.
Quanto ao mais, afirmam aqueles mesmos que sempre estiveram
nos fundamentos das Grandes Revelações, atuando sob a Divina
Tutela do Cristo Planetário, que a Essência Doutrinária é uma,
exclusivamente uma, estando representada naquelas palavras que
constituem a Chave das Revelações, como temos transmitido.

  • 167

“Ó alma cega! Arma-te com o facho dos Mistérios e tu descobrirás,
na noite terrena o teu Duplo Luminoso, a tua Alma Celeste.
Segue esse Guia Divino e que ele seja o teu Gênio – Porque ele
contém a chave das tuas existências passadas e futuras” – G. I.

Hermes fala, no Livro dos Mortos, à inteligência bruta do homem
neófito, para que reconheça em si mesmo, no seu fundamento,
uma Centelha Divina. Esta Centelha, avisa o Instrutor, é a
mesma de sempre; é aquela que, um dia, por evolução, brilhará
como jamais sol algum poderá brilhar.

Guia Celeste, Alma Divina, Centelha Divina, tudo é a mesma coisa.

Facho dos Mistérios é o mesmo que Excelsa Doutrina.

No Caminho do Senhor, nome da Doutrina do Senhor até Constantino
corrompê-la, para inventar o catolicismo, a Ciência dos
Mistérios passou a se chamar Doutrina da Verdade.

Quando Kardec foi fazer a Codificação, a Restauração Doutrinária,
por ter sido a função missionária de Jesus o Batismo de Espírito
Santo, disseram os Espíritos Reveladores que o nome devia ser
ESPIRITISMO.

Isto fica bem saliente, para ser antisectário, apenas verdadeiro,
acima de religiosismos ou conchavismos de homens.

O Espiritismo é Escola de Espiritualidade, nada tendo que ver
com sectarismos quaisquer. Ensinará a amar a Deus em Espírito e
Verdade, porque isso Deus é e deseja que Seus filhos venham a ser.

Ensinará a usar tudo quanto seja mundos, formas e transições,
sem os adorar, porque tudo quanto é matéria é apenas ferramenta
de uso, nada mais. De modo geral e definitivo, a Doutrina que se
fundamenta na Moral, no Amor e na Revelação, aponta ao filho de
Deus o seu Templo Interior, onde as luzes do Amor e da Sabedoria,
somente elas, realmente poderão iluminar para a eternidade.

Hermes também quer dizer Cristo ou Verbo Divino. Foram quatro
os Hermes.

  • 168

“Que fazem os Astros? Que dizem os Números? Que rolam as
Esferas?

Ó almas perdidas ou salvas, eles dizem, eles cantam, elas ro

lam os vossos destinos” – G. I.

No Espaço e no Tempo, através dos mundos e das vidas, as almas
crescem no Reino do Céu Interior, desabrocham o Cristo Interno.

Jesus bem que salientou, em palavras e fatos, as Três Medidas
de Fermento e a Iluminação do Olho Interno.

O homem que crescia na Ciência dos Iniciados, deixava de ser
Egocentrista e Geocentrista. Tornava-se Universal, Cósmico, Sublime.

  • 169

“Moisés e Orfeu criaram duas religiões opostas e prodigiosas,
uma pelo seu monoteísmo árido, a outra pelo seu politeísmo
deslumbrante. Mas em que molde é que o seu gênio se forma?
Onde é que um encontra a força, a energia, a audácia de refundir
um povo semiselvagem, como o bronze numa fornalha, e o outro
a magia de fazer falar os deuses, como uma lira afinada, à alma
desses bárbaros encantados?

Nos Templos de Osíris, na antiga Tebas, que os iniciados chamavam
a Cidade do Sol, ou a Arca Solar, porque ela continha a

síntese da Ciência Divina e todos os segredos da iniciação” – G. I.

Quando se fala em Ciência Divina, deve-se traduzir pelo conhecimento
das leis regentes do Cosmo, através do cultivo da Revelação,
das instruções vindas pela comunicabilidade
dos anjos, almas
ou espíritos. Lembremos que Moisés foi o primeiro batizador coletivo
em Revelação, tendo dito ainda:

“Quem dera que o Senhor desse o seu Espírito Santo, e que

todo o povo profetizasse” – Números, cap. 11.


Saiba quem tenha vontade de saber, que onde quer que houvesse
iniciação, ou conhecimento da Ciência dos
Mistérios, havia
comunicabilidade com o mundo espiritual. Apenas, antes de Jesus,
tudo era de portas fechadas ou secreto. Jesus pagou com a vida o
direito de ser a chave com que se abriram as portas dos Cenáculos
Iniciáticos.

  • 170

“É nesses templos, nessas criptas e nessas pirâmides que se
elabora a famosa doutrina do Verbo-Luz, da Palavra Universal
que Moisés concentrará, mais tarde, na sua arca de ouro e da
qual o Cristo será, por assim dizer, a chama viva” – G. I.

Podemos afirmar que todas as Escolas Iniciáticas vieram a ter o
seu fulcro na ordem dos Nazireus, no Essenismo, também chamada
Escola de Profetas de Israel. Jesus ali ficou aguardando o Seu
tempo, tendo dali saído com setenta homens mediunicamente
preparados, dentre eles escolhendo a seguir doze, para honrar e
pretender harmonizar as Tribos de Israel.

Estas realidades devem ser conhecidas:

a – Jesus Cristo foi a expressão viva da ressurreição final do espírito;
foi o batizador em
Revelação; foi o Modelo
de todos os Reveladores,
porque foi Aquele que tornou a Revelação de caráter
universal;

b – O Essenismo, a Ordem dos Nazireus, com o triunfo de Jesus,
fechou suas portas e incorporou-se ao Caminho do Senhor;

c – Se o Povo Hebreu tivesse compreendido o Cristo, e tomado
por base a Revelação Universalizada por Ele, nenhuma Roma
jamais conseguiria corromper ou liquidar o Caminho do Senhor,
estando, por estas alturas da História, a Humanidade inteira muito
espiritualizada.

  • 171

“O livro grego, conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto,
encerra certamente os restos alterados, mas infinitamente
precisos, da antiga teogonia, que é como que o Fiat Lux de
que Moisés e Orfeu receberam os primeiros raios. A Doutrina do
Princípio-Fogo e do Verbo-Luz, encerrada na Visão de Hermes, é
como o vértice e o centro da iniciação egípcia” – G. I.

Cumpre notar que Deus, através Daquele que é conhecido como
Jesus, o Cristo Planetário, semeou no curso dos milênios, pelas Humanidades
remotíssimas, em Continentes que desapareceram por

via de cataclismos, criaturas altamente dotadas de faculdades e
lastros potentes de espiritualidade, com o fito de fazer concatenações
ou codificações. Eles apanharam o que já havia, acrescentaram
o que puderam obter de informes e deixaram marcas de
sua passagem missionária pela Terra. Manu, Moisés, Pitágoras e
Kardec foram os maiores concatenadores da História Planetária.

Agora lembramos que, afora a parte concernente ao Profetismo
Histórico, que é o veículo das Instruções Doutrinárias, o que importa
é conhecer a Essência Doutrinária, que umas vinte palavras,
bem conhecidas e praticadas em sua inteligência, fazem verter. Ao
longo de muita análise, tudo retorna ao Centro Gerador e às leis
regentes que d’Ele emanam.

  • 172

“Em uma palavra – a história de uma religião será sempre es

treita, supersticiosa e falsa; só é verdadeira a história religiosa da

humanidade” – G. I.

Sem dúvida que todo fenômeno tende a intelectualizar-se; sem
dúvida que, em um mundo tão embrionário em evolução, onde
faltam os Grandes Vultos e onde sobra uma tremenda maioria de
isentos de Verdade, as Grandes Revelações, as chamadas Verdades
Centrais, ao cabo de pouco ficam reduzidas a dogmas, formalismos,
idolatrias, comercialismos clericais, amancebismos político-
clericais, etc.

E quando são feitas as restaurações, quando retornam à carne
elementos competentes, o que visam é o Centro de Gravidade da
Religião, o extrato doutrinário, aquele néctar que os clericalismos
fizeram desaparecer. O Autor de OS GRANDES INICIADOS não devia
ter
dito como disse, mas sim isto – “A história de uma religião
é a história de uma corrupção; o que paira acima de religiões, o
que é acima de injunções humanas, o Saber e a Virtude, a Moral,

o Amor e a Revelação, jamais ficarão sob os tacões da iniquidade
por tempo indeterminado. Porque na hora precisa, debaixo das
convulsões em geral, surgem os vultos e os movimentos de restauração
e de progresso”.
Jamais se falaria em história religiosa da humanidade se não
fosse a Essência Doutrinária, o Profetismo, o Mediunismo que adverte,
ilustra e consola. Esta parte pertence ao chamado Criador,
que através dos Cristos Planetários vai enviando missionários e
restauradores, para neutralizar a ação nefanda dos conchavismos
clericais e idólatras.

  • 173

CUIDADO COM A MEDIOCRIDADE

Espírita, guarda-te contra a mediocridade,
Estuda, conhece, pensa e vive com sabedoria;
Espiritismo não é praça de fátua vaidade,
Reclamando de todos o máximo, em cada dia.

Procura ler, ouvir, mas pensa com vigor,
Porque o Supremo Livro, é a Infinita Criação;
Dos homens que muito falam, evita o bolor;
Porque os Mestres em Israel, vivem aqui no chão.

A Doutrina é de todos, não quer a prisão,
Não aceita proprietários, é de toda carne…
E se alguém se lhe diz o papa, dize não,
Até que ele o prove, depois do desencarne…

Vide a Moral, o Amor e a vera Revelação,
Vide também o Saber e a Virtude, a grandeza;
E se alguém se disser dono, brada que não,
Porque o vivedor, não diz tamanha baixeza!

Os medíocres enxergam por fora de tudo,
Julgam pelas aparências, fazem simulação;
Ninguém para eles serve, eles são o tudo,
E com muita bazófia, espargem a confusão.

Entretanto, vê, a Verdade vem do Senhor,
Vem do Nosso Pai Divino, que é Impessoal;
Que dá por Lei a todos, Justiça e Amor;
Porque em Deus não há favor, é Universal.

Ama o teu semelhante, mas o erro dele, não;
Separa o joio do trigo, sem fazer restrição!

  • 174

“Inventaram-se as provas morais, exigiu-se o juramento do silêncio,
e a pena de morte foi rigorosamente aplicada aos iniciados
que divulgaram o menor detalhe dos Mistérios. Graças a essa
organização severa, a iniciação egípcia tornou-se não só o refúgio
da Doutrina Esotérica, mas, ainda, o crisol duma ressurreição nacional
e a escola das religiões futuras” – G. I.

Mais de dois
mil anos antes da vinda de Jesus, dera-se tudo isso,

por ter sido o Egito invadido por reis e povos corruptos.

Doutrina Esotérica ou Ciência dos Mistérios é a mesma coisa;
mais tarde, Jesus chamaria a isso o “Conhecimento da Verdade
que Livra”.

Moisés encontrou aquele rigorismo iniciático, tendo feito o curso
normal da iniciação. Quando teve que fugir, pela morte do egípcio,
foi encontrar a parte prática em Jetro, o chefe
religioso madianita,
que se torna seu sogro. Depois, contando com maravilhosas
faculdades, forçou a saída do Povo de Israel e no
curso da jornada
determinou a redação dos livros, segundo as ordens do Guia Espiritual
de Israel.

Mais tarde os livros foram queimados e, muito mais tarde ainda,
foram restaurados. A História de Israel é a mais perfeita concatenação
da História do Profetismo. Jesus sairia de sua essência, para
ser Aquele que viria abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos. Pagaria
com a vida o feito de libertar o cultivo da Revelação. Morreria
numa cruz, para deixar o Pentecostes.

E Roma, aos trezentos e vinte e cinco, crucificaria o Cristo de
novo, pelas costas, liquidando a Excelsa Doutrina, fazendo sumir
do mundo a Moral, o Amor e a Revelação.

Entretanto, no século quatorze, sobre a Europa, realizar-se-ia
um grande conclave – Jesus ordenaria o movimento de reposição
das coisas no lugar. Viriam à carne Wicliff, Huss, Joana D’Arc, Lutero,
Giordano Bruno, Kardec, Denis, Delanne, etc. Iriam, aos poucos,
repondo
o Pentecostes no lugar… O Instrumento Revelador, o
Consolador, de novo começaria o seu serviço de advertir, ilustrar e
consolar os filhos de Deus lotados na Terra.

Até a França do século dezenove foi feita a Restauração; ordenou
o Brasil como local de fazer a Consolidação; e a Extensão sobre
a Terra será trabalho de mais tempo e de muita gente.

Fizemos este breve resumo, para realçar o sentido progressivo
do Profetismo Histórico.
Porque Cristianismo é, na parte exclusivamente
espiritual, apenas Profetismo prático. A seguir ou conjuntamente
é Sociologia Cósmica, é a Visão do Todo, onde cada
centelha movimenta e participa da Eternidade.

  • 175

“O homem contemporâneo busca o prazer sem a felicidade, a
felicidade sem a ciência e a ciência sem a sabedoria. A antiguidade
não admitia que essas coisas se pudessem separar, tomando
em conta, em todos os domínios, a tríplice natureza do homem.
A iniciação era uma elevação gradual de todo o ser humano para
as cumeadas vertiginosas do espírito, donde se pode dominar a
vida” – G. I.

A antiguidade esotérica, o Profetismo, fica bem entendido. Porque
os conchavismos clérico-políticos, sempre que encontraram
brecha, tudo fizeram para o domínio materialista das gentes, lançando
mãos de todos os recursos, de todas as formas de Inquisição.
Cumpre lembrar que, ao se falar no clérico-farisaísmo dos
judeus, se está falando em todos os cléricos-farisaísmos, desde os
mais remotos dias até ao presente.

A nota mais ridícula que poderia ser dada, sem dúvida que foi
esta: tendo o Profetismo ensinado as coisas da Moral, do Amor e
da Revelação, foi por isso
mesmo que, em todos os tempos, o clérico-
farisaísmo contra ele se levantou. Ao estar de posse do nome
da Verdade, deste se valeu para atraiçoá-la. Arremeteu contra a
Essência da Verdade, para em seu nome fazer tudo quanto quis de
erros. Vede a sabedoria destas palavras imortais:

“Para atingir o mestrado, diziam os sábios de então, o homem
precisa de refundir totalmente a seu ser físico, moral e intelectual”
– G. I.

Essa divisa celestial cedeu lugar ao imperialismo clérico-idólatra,
tendo a ele se aliado sempre o despotismo dos governos temporais.
A ignorância espiritual dos governos, aliada à corrupção
doutrinária, por parte daqueles que falando na Verdade só sabem
atraiçoá-la, fez com que a Humanidade fosse cavando um abismo
materialista debaixo de seus pés. Agrupamentos idólatras e imperialismos
despóticos são duas asas negras que se atraem e ligam,
para sustentar as desgraças humanas, tendo por base a conservação
da ignorância e a imposição do trabalho explorado vilmente.

A antiguidade profética, repitamos, tinha por ponto de partida

o respeito espiritual da criatura. Sabendo muito ou quase tudo em
matéria de escalada biológica, sabia que uns eram mais e outros
menos evoluídos; mas daí partiam, sabendo que o mais dotado de
evolução é sempre o mais responsável. Tem que ser o pai ou tutor
dos menos evoluídos, nunca porém o escravizador e explorador.

Jesus, o Fulcro Vivo do Profetismo, passou a vida lembrando a
todos essa condição essencial de conduta. O maior que se torne o
servo, porque mais será exigido àquele que mais tenha.

  • 176

“Existem na alma sentidos dormentes – a iniciação acorda-os”

– G. I.
O Pai, o Filho, a Lei e o Espírito Santo, formam os quatro pontos
cardeais da Sabedoria Bíblica; significam o chamado Criador, a
chamada Criação Consciente, as Leis Regentes e as Virtudes Dispersas
na Criação. Ninguém jamais separará essas verdades entre
si, porque Deus é Essência Onipresente, tudo engendra, sustenta
e determina em Si Mesmo. Os sentidos ditos dormentes na alma,
são as Virtudes Divinas, são as qualidades de filho
de Deus que neles
se encontram. A iniciação era a ciência do desabrochamento, o
processo de floridura celestial.

“Com um estudo profundo, uma aplicação constante, o homem
consegue pôr-se em relação consciente com as forças ocultas
do universo” – G. I.

A Mediunidade é a Lei Fundamental de Relações; é uma Virtude
Divina que se encontra em tudo quanto é CRIAÇÃO, espírito ou
matéria, funcionando em paridade com o elemento e o meio em
que se encontre. A manifestação daquilo que chamamos Mediunidade
varia ao infinito. Não é apenas que o homem evolvido se põe
em relação consciente com as forças do Cosmo; é que toma parte
natural nos movimentos em geral, porque Deus quer que Seus filhos
evoluam e se tornem Seus cooperadores normais.

“Só então, de iniciado pode tornar-se iniciador, profeta e teurgo,
quer dizer, vidente e criador de almas. Porque só aquele que
governa a si próprio, pode governar os outros; só aquele que é
livre pode libertar” – G. I.

Eis a chave da Verdade tornada Iniciação. Eis o Cristo, o Espírito
Integral. Eis a Sagrada Finalidade, que os Grandes Reveladores,
agindo atrás de Kardec, fizeram salientar no Livro dos Espíritos, de
modo simples e com todos os pontos de partida aos melhores ou
necessários avançamentos no Espaço e no Tempo.


Entretanto, confrontem essa imensidão iniciática com certos
homens apalhaçados, ditos por si mesmos ministros de Deus, fabricantes
de paredes frias e de paus e pedras mudos. Pensem bem
e considerem
o que tais homens fizeram da Moral, do Amor e da
Revelação. Vejam em que lugar puseram o Saber e a Virtude, obrigando
a Humanidade, sob o guante da Inquisição, a adorar simulações
e idolatrias.

  • 177

“A verdadeira iniciação era, pois, alguma coisa bem diferente

de um sonho vazio, e bem mais que um simples
ensino científico

– era a criação de uma alma por si mesma, a sua eclosão em um
plano superior, a sua eflorescência em um mundo divino” – G. I.

Jesus, o Iniciador Terrestre, afirmou eternamente
perante a Humanidade,
o fato de cada filho de Deus ter dentro de si mesmo o
Reino do Céu. Esta verdade, proclamada pelo Senhor Planetário, é
a Síntese de todas as Revelações.

E se bem quisermos saber, ninguém jamais atingirá os Céus Exteriores,
que se encontram distantes dos Mundos Físicos, sem ser
pelo desabrochar do Reino do Céu Interior. Este vale como ficha de
entrada, porque a Lei de Equidade Vibratória rege a vida dos espíritos.
É o mesmo que a Lei do Peso Específico, aquela que traslada

o ser para o seu justo lugar, sem lhe perguntar coisa alguma.
Convém lembrar mais uma vez – “Ninguém jamais poderá discutir
com a Justiça Divina”. E a libertação virá, portanto, como consequência
da harmonização.

  • 178

“… finalmente, a sua entrada e a sua transfiguração na Luz de

Osíris” – G. I.

O Hermes, ou Tote, ou Cristo, ensinava desde remotos tempos,
portanto, porque foram quatro segundo as afirmações legendárias,
a caminhada evolutiva da alma através dos
reinos e das espécies,
dos tempos e das vidas, até penetrar no grau crístico, até
transformar o perispírito em Luz Divina.

A Transfiguração do Cristo, diante de Pedro, Tiago e João, além
de referendar o Profetismo Vivo, a Mensageiria Celestial, através
das almas evolvidas, serviu para provar a antiquíssima assertiva –
demonstrar que o espírito deve tornar-se livre das peias grosseiras
do corpo astral. A Luz Divina, ou para ele, ou eles, a Luz de Osíris,
deve vir a ser o Carro Glorioso do Espírito.

  • 179

“Os vinte e dois símbolos representavam os vinte e dois pri

meiros mistérios e constituíam o alfabeto da ciência oculta, quer

dizer, os princípios absolutos, as chaves universais, que aplicadas
pela vontade, se transformam na fonte de toda a sabedoria e de
todo o poder” – G. I.

Repitamos, para facilitar a assimilação:

O chamado Criador é a Essência Divina; o Espírito é centelha
emanada e deve fazer a escalada através dos reinos e das espécies;
e a Matéria vem das energias mais intensas e se apresenta nos

sólidos mais densos;

A Doutrina fundamenta-se em Moral, Amor e Revelação;

O Caminho do Progresso constitui-se do Saber e da Virtude, que
devem ser atingidos e realizados, cada vez mais, no curso das vidas;

Em lugar dos
Símbolos Iniciáticos, usados então, meditem nestas
palavras, que símbolos não deixam de ser, vazando a inteligência
que encerram e as ações a que concitam – Essência, Existência,
Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação,
Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade;

O Espírito é o avesso da Matéria;

Tudo é UM, variando as formas de manifestação;

O Interior é como o Exterior e vice-versa;

És o timoneiro do teu Barco; não o deixes afundar.

  • 180

Daí partia o iniciado, a fim de saber aplicar três fatores básicos
– o Conhecimento, a Vontade e a Ação.

Quando duvidava, perguntavam-lhe o que representa a Mente
Negativa, o Poder Acional reduzido a escombros.

A Regra de Conduta era, pois, Discernir Sempre, Duvidar Jamais.

O mais tudo eram detalhes, minúcias, ciências, artes e filosofias.
A Matriz Iniciática estando em seu devido lugar, no Conhecimento,
na Vontade e na Ação, tudo devia vir normalmente, o Reino de
Osíris aos poucos iria surtindo e a libertação sobre os nascimentos
e as mortes seria de tudo a consequência lógica.

  • 181

“Amai-vos uns aos outros” – Jesus.

Aquele que veio derramar do Espírito Santo sobre a carne, que
veio abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos, transferiu os graus
da Iniciação para a conduta nobre, para o sentimento de fraternidade.
Quem quiser reconhecer esta vantagem, que cultive a Revelação
à base de Moral e de Amor. Os efeitos comprovam a assertiva
do Cristo.

Jesus facilitou a Iniciação, batizando em Revelação e apelandopara os dotes do coração. Menos formalidades e mais ações amorosas,
tal é a lei.

  • 182

“Mundo Divino, mundo Intelectual e mundo Físico” – G. I.

Como o filho
de Deus é, em essência, semelhante a Deus, a partir
da condição essencial, deve manifestar a Mente, para, através
da Inteligência, tudo o mais acionar e realizar o Cristo Interno, a
Perfeição, a Unidade com o Todo. O mundo Físico é o avesso do
Espírito, é apenas ferramenta a ser usada, nada mais.

  • 183

“Pressentia, pela primeira vez, o interior do mundo, pela cadeia
misteriosa das causas” – G. I.

A manifestação dá-se a começar do Centro Criador, da Essência
Divina, enquanto que o Retorno Consciente dá-se pela ordem inversa,
desvendando o Reino do Céu através do mundo Físico. De
qualquer modo ou forma, a centelha espiritual é obrigada a transitar
pelos reinos e espécies, para libertar-se dos reinos e das espécies,
para vencer a lei das reencarnações.

Entretanto, não existem
mistérios nem milagres na Ordem Divina;
convém
falar em poderes e leis, e quem for desconhecedor
que procure conhecer, para não andar dizendo asneiras ao acreditar
que é sábio…

Diga-se que os fenômenos conduzem às Causas Iniciais, sendo
que estas conduzem ao Sagrado Princípio, à Causa Total.

  • 184

“E aprende bem, dizia o pastóforo, o que quer dizer esta coroa:
toda a vontade que se une a Deus, para manifestar a verdade e
realizar a justiça, entra desde esta vida em participação do Poder

Divino sobre os seres e sobre as coisas, recompensa eterna dos
espíritos libertos” – G. I.

Por isso, nas iniciações dizia-se que Deus não precisa de adoradores
e sim de filhos conscientes e cooperadores. A Iniciação
ensinava a conhecer e respeitar a Origem Divina, para dela vir a
participar em
Luz, Glória
e Poder. Depois apareceram os clericalismos
idólatras e mercenários, quase sempre beleguins da politicalha
despótica e sanguinária, separando a criatura do Criador,
para ficarem
no meio, deturpando o Ideal Divino e explorando a
ignorância humana.

  • 185

“A Verdade não se dá. Ou nós a encontramos em nós mesmos,
ou nunca a encontramos. Nós não podemos fazer de ti um adepto;
é necessário que tu o consigas por ti mesmo” – G. I.

A suprema verdade iniciática reside aqui. Porque do exterior podem
vir os informes doutrinários, mas somente
o interior é que
pode transformá-los em obra feita, em saberes e virtudes postos
a funcionar no íntimo. Por isso mesmo que os mestres repetiam
sempre – Trabalha e Espera.

  • 186

“Elas tornam-se luminosas porque possuem em si mesmas a

divindade e a refletem luminosamente em suas obras” – G. I.

Aqui se trata das almas cristificadas, cujo corpo astral se elevou,
pelo processo evolutivo, atingindo o estado de Luz
Divina ou Luz de
Osíris. Como
essa Luz Divina era considerada o Segundo Estado de
Deus, tais almas penetravam assim na Divina Ubiquidade. Suas faculdades
se estendiam quase que ao infinito. Assim diziam e assim
podemos dizer, porque tudo isso vimos e vivemos nós mesmos.
Deus não é questão de conversas e discursos, ou
de formalismos
e simulações; Deus deve ser desabrochado no imo, para que haja
com Ele perene, eterno contato.

  • 187

“Estático e dinâmico” – G. I.

Deus, como IMANIFESTO é estático, e como Emanação ou MANIFESTO
é dinâmico. Tudo porém é UM. Do UM tudo parte, no UM
tudo movimenta e no UM tudo realiza o seu propósito. Quem não
conhece e, portanto, não vive na Consciência da Unidade, certamente
é ainda muito embrionário em evolução.

  • 188

“E o Espírito e a Esposa dizem – Vem” – Apocalipse.

A Essência Fundamental – Deus – e a Sua Primeira Manifestação,
que é a Luz Divina, convidam a centelha a evolver e a se expressar
como Luz, Glória e Poder. Afinal de contas, é sempre a mesma a
base iniciática que demonstra a saída simples da centelha espiritual,
e
a sua volta consciente, religada pela evolução, participando
da Divina Ubiquidade, daquelas extensões de sentido que a um
encarnado é difícil conceber.

  • 189

“Porque Deus sabe que em qualquer dia que comais desse fruto,
se abrirão os vossos olhos; e vós sereis como uns deuses, conhecendo
o bem e o mal” – Gênese.

Antes da Iniciação há ignorância e simplicidade; depois há o conhecimento
e a consciência do Vós Sois Deuses. A Árvore do Bem e
do Mal é o Conhecimento da Verdade, pela Iniciação, pela Ciência
dos Mistérios, como a chamavam. Uma vez o Conhecimento feito,
da Sagrada Origem, do Processo Evolutivo e da Sagrada Finalidade,
não há como desviar a responsabilidade.

Por isso a Árvore do Bem
e do Mal está no Centro do Paraíso,
no Vértice da Consciência Humana. Tal é o conhecimento das Verdades
Eternas, Perfeitas e Imutáveis de Deus, das quais os filhos
participam, ficando porém tanto mais responsáveis, quanto mais
avancem em conhecimento.

  • 190

“A Água da Vida” – Apocalipse.

No Apocalipse e em outros Livros Simbólicos, bem assim como
nas muito costumeiras visões mediúnicas, o Rio de Água Viva, ou
da Água da Vida, significa sempre a Virtude Divina que emana da
Essência Divina ou Deus, estando nos filhos. É o que todos devem
fazer questão de encontrar em si mesmos, para ter e fruir.

Ter Deus no imo, ou ter no imo o Reino de Deus, tudo corresponde
ao Rio de Água Viva de que cada filho de Deus é portador
por natureza. Desabrochar o Cristo Interno, por exemplo, é ir ao
encontro total do Rio de Água Viva, porque Ele, o Cristo, significa o
espírito que transformou, por evolução, tudo que era opaco, tudo
que era treva, em Luz, Glória e Poder.

Quem souber o que querem dizer estas palavras – Saber, Virtude,
Moral, Amor e Revelação, por certo sabe como se vai à Fonte
Divina.

E nenhum espírito cósmico, universalizado por evolução, deixará
de saber e de respeitar estes fatores básicos – Essência, Existência,
Movimento, Evolução, Imortalidade, Responsabilidade, Reencarnação,
Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade.

Quanto à Matéria, fica dito, das energias aos sólidos, singela ou
conjuntamente, é apenas serva do Espírito. A parte mais interessante
a ponderar é a que tange ao corpo astral, ao perispírito, porque
ninguém entrará no
grau crístico sem elevá-lo, por evolução,
ao estado de Luz Divina. Porque um tal grau significa penetrar, pela
Luz Divina, na Divina Ubiquidade.

Como a Verdade não pode ser dada, porque cada um deve encontrá-
la e desabrochá-la em si mesmo, para gozá-la, aqui ficam
apenas as informações. O que nos mandaram fazer foi apenas Restaurar
e Consolidar o Programa Doutrinário…

  • 191

“Adão e Eva” – Bíblia.

Primeiro Eva, a Primeira Raça Primitiva. Depois Adão, a Falange

Advinda.

Desde a Primeira Raça Primitiva, ou Mãe das Raças, que viveu
em muitas partes da Terra ao mesmo tempo, até o Advento de
Adão, várias outras Raças perambularam pela Terra. Como o Gênese
foi escrito em três sentidos, Literal, Simbólico e Iniciático; e,
acima de tudo, como foi queimado e refeito através de lendas e
ditos do povo, tudo ficou alterado, embrulhado, contraditório.

Por dois motivos convém abandonar discussões:

1 – O primeiro é que ninguém jamais poderia provar coisa alguma
de prático, ficando tudo em plena discussão, do começo ao fim
das discussões;

2 – O segundo é que a Humanidade continua, tendo cada elemento
em si a obrigação de se tornar Puro e Sábio. Porquanto,
na Terra ou no Cosmo, com Evas ou sem Evas, com Adãos ou sem
Adãos, a questão fundamental reside no despertar do Reino de
Deus, na autocristificação.

  • 192

“Quando eu era menino, pensava como menino; mas agora
que sou adulto…” – Paulo.

Vão bem tais palavras de Paulo, porquanto a Terra é o mundo
onde mais gente olha para trás do que para a frente. E por pouco
que não se põem, aqui,
os meninos analfabetos nas Cátedras e
os encanecidos professores nos bancos do Jardim
da Infância. As
religiões não
têm Moral, não têm Amor e blasfemam contra a Revelação!

  • 193

“Hermes fez-te conhecer o céu invisível, a Luz de Osíris, o Deus
Oculto do Universo, que respira por milhões de almas e anima os
globos errantes e os corpos em trabalho” – G. I.

O Cosmo sempre foi a Casa Infinita onde os espíritos sempre
tiveram que se realizar em Pureza e Sabedoria. A Unidade do Todo
sempre foi ensinada pela Doutrina Iniciática. Basta procurar conhecer,
para chegar a saber perfeitamente.

  • 194

“Doravante compete a ti o dirigires-te, e o escolher o caminho
para ascender ao Espírito Puro, porque tu pertences, desde agora,
aos ressuscitados vivos” – G. I.

Qualquer pessoa de mediana cultura pode encontrar no texto
acima a seiva da iniciação perfeita. Conhecer a Essência Divina, trabalhar
pelo desenvolvimento das virtudes intrínsecas e atingir a
paridade vibratória com a mesma Divina Origem.

Observem o esplendor da frase – “…porque tu pertences, desde
agora, aos ressuscitados vivos”. Cursar a iniciação era como
que ressuscitar em vida.

  • 195

“Os homens são deuses mortais e os deuses são homens imortais”
– G. I.

Para o vulgo, na antiguidade, deuses eram todos os espíritos;
mas para os iniciados, os conhecedores da Ciência dos Mistérios,
somente os santos espíritos eram chamados deuses. Jesus, a Primícia
dos Essênios ou Seita dos Nazireus, falando a respeito dos
espíritos libertos, disse que – “serão como anjos no céu”.

Realmente, se Deus tivesse feito deuses especiais, seria Ele menos
respeitável do que os homens honestos. Para um Deus Vivo
e Integral em Lei e Justiça, há apenas uma mesma determinação
para todos os filhos.

  • 196

“É necessário medir a verdade segundo as inteligências, velá-
la aos fracos que ela tornaria loucos, ocultá-la aos maus quedela não poderiam aprender senão fragmentos, dos quais se serviriam
como armas de destruição. Encerra-a no teu coração e que
ela fale por tua obra. O conhecimento será a tua força, a lei a tua
espada e o silêncio a tua armadura invencível” – G. I.

Aí está o que era encoberto, oculto, esotérico; aí está o que o
Cristo transformou em universal ou de portas abertas, pagando
com a vida Seu glorioso trabalho – derramar do Espírito Santo sobre
a carne, Batizar em Revelação, passar às mãos do povo em
geral, através de Israel, o direito de conhecer e cultivar a Doutrina
que se fundamenta na Moral, no Amor e na Revelação.

Dado como era o mundo, ignaro da parte do povo e dominado
pelos cleros formalistas, simuladores e comercialistas, os Cenáculos
Esotéricos impunham
uma tal conduta, rigorosamente. Um dia,
porém, alguém teria de arcar com o tremendo sacrifício. Foi Jesus,

o Diretor Planetário, que para isso encarnou. O grandioso Pentecostes,
a eclosão mediúnica de que trata o capítulo dois do Livro
dos Atos, prova a Doutrina da Revelação que Ele deixou, com o
nome de Consolador.

  • 197

“Atingi o país da Verdade e da Justiça. Ressuscito como um
deus vivo e brilho no coro dos deuses que habitam o céu, porque
sou da sua raça” – G. I.

Eis o frenesi do iniciado, daquele que transpunha
os umbrais da
iniciação, ao festejar em si o que aprendera e ao sentir-se ligado às
Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis.

Lembremos que chamavam deuses aos espíritos, na antiguidade,
para não pensar que o Ser Infinito viesse a falar como indivíduo
com alguém. No Velho Testamento, onde
lerem que Deus
falou, convém mudar para algum espírito, anjo ou alma que tenha
falado. Ademais, as contradições são tantas e tão profundas, de
espírito para espírito, que só isso prova a comunicação de muitos
deles no curso de muitos séculos. E através de muitos Médiuns ou
Profetas.


Perguntareis a vós próprios, lendo o texto acima, de profundo
sentido iniciático, em que aquilo se poderia parecer com os engodos
que o comercialismo clerical inventou e vive a vender aos
incautos.

E para resumir a importância da iniciação, saibamos que era de
todo mediúnica e importava, dali em diante, na atividade harmoniosa
da criatura para com as leis regentes do Todo: Conhecimento,
Vontade e Ação. Fora disso não haverá o Cristo Interno desabrochado.

O Espiritismo, como Súmula das Revelações, por ser a Restauração
do Caminho do Senhor, ou do Consolador que fora corrompido
em Roma, tudo facilita para os aprendizados. Porque atrás de Kardec
estiveram, com os seus nomes modernos, os mesmos Grandes
Iniciados, Patriarcas e Profetas de todos os tempos.

  • 198

“Sem dúvida
que eles não faziam, como os teólogos primitivos,
nascer o mundo dum ato instantâneo, dum capricho da Divindade,
mas, ao contrário, era sabiamente, gradualmente, por
via de emanação e de evolução, que tiraram o visível do invisível,

o universo das profundezas insondáveis de Deus” – G. I.
Só poderemos falar em Criação, se tomarmos como tal o ato de
Deus ao Manifestar em Si próprio e de Si próprio. Aqui já estamos
no Capítulo de Moisés, da Obra de Edouard Schuré; mas em Hermes
já vimos que os conceitos eram de Manifestação e não propriamente
de Criação. Os grifos do texto são do compilador.

Segundo as tradições, os Hermes foram quatro. Muitos milênios
antes deles, o Védico-Budismo ensinava o mesmo, e hoje em dia,
com a desintegração da Matéria, qualquer menino de grupo pode
saber que a Matéria é Energia concentrada e que Energia concentrada
logo mais será a Essência Divina assim disposta. E teremos o
UM sendo tudo, o Insondável Imanifesto e o Sondável Manifesto.

Deus em si mesmo tudo
engendra, sustenta e determina. Não
façamos tanto caso da Matéria, que por si mesma está obrigada a
seguir suas leis intrínsecas, mas façamos muito caso dos espíritos,
que devem a si mesmos o dever de se cristificarem.

Quanto ao mais, o ato de Manifestação não é tão insondável assim.
Sabemos de quem viu serem emanados do Supremo Espírito,
do Ser Total, a Matéria ainda em estado de profundíssima Energia

e o Espírito como infinitesimais pontículos de Luz, de Inteligências
Adormecidas. Viu os mundos e os seres em manifestação, em movimentação
e em glorioso crescimento. De baixo para cima e de
cima para baixo, viu a Escalada Biológica, as almas fazendo o curso
crístico e multidões de almas divinizadas, já cristificadas, constituindo
os Respiros da Divindade, como dizem os documentos do
vedismo iniciático e alguns outros menos remotos.

  • 199

“Mas, enquanto os teólogos tiverem de Deus uma ideia infantil,
e que os homens de ciência o ignorem, ou pura e simplesmente
o neguem, a unidade moral, social e religiosa do nosso planeta
não passará duma aspiração piedosa, ou dum postulado da religião
e da ciência, impotentes para a realizar” – G. I.

O Profetismo Histórico, surgido normalmente do Profetismo
Prático, do cultivo da Revelação, nunca andou conforme o teologismo
clerical, por ser este mera capa dos engodos comercialistas
e políticos do clericalismo em geral.

Duas premissas provam uma mesma verdade realmente considerável:
Que o Profetismo sempre afirmou um Deus Essência,
Informe, cujas manifestações sempre foram através de anjos, espíritos
ou almas, havendo os clericalismos dado a morte a todos,
tendo ainda crucificado o Cristo; que com o advento da Restauração
do
Caminho do Senhor, com o nome de Espiritismo, encontrou
este nos cientistas a maior força de contribuição que se poderia
supor.

Portanto, sendo a Revelação experimentável e tendo os cientistas
dado a sua contribuição, como a está dando com inteireza
de propósitos, resta apenas o teologismo clerical como o perfeito
adversário da Verdade, do Bem e da Harmonia.

  • 200

“Enfim, o Cristianismo, isto é, a religião do Cristo, não surge
em toda a sua potência e universalidade, senão quando nos revela
a sua reserva esotérica” – G. I.

O Cristianismo é a Seita dos Nazireus elevada ao grau de generalidade.

Esta Seita dos Nazireus resumia o Profetismo, a Iniciação, tendo
suas raízes no vedismo, onde as fora buscar Enoch, o Patriarca de
antes do dilúvio.


Jesus nunca teve religião e sim Conhecimento e culto da Verdade.

Nunca chamou Sua a Doutrina e sim afirmou sempre que era
do Pai.

A Doutrina Esotérica firmava-se na Moral, no Amor, na Revelação,
no
Saber e na Virtude, sendo exato que isso tudo não pode ser
de fabricação humana.

Até trezentos e vinte e cinco de nossa Era, nada se chamou Cristianismo,
e sim Caminho do Senhor.

Moral, Amor e Revelação, Saber e Virtude, são fatores de tal
modo transcendentes, que julgá-los do ponto de vista terrícola,
apenas, é
cometer crime de lesa-cosmicidade. Mais ainda, de

lesa-Divindade.

  • 201

“Porém o monoteísmo esotérico do Egito não saíra nunca para

fora dos santuários, e a ciência sagrada dos egípcios constituíra

sempre o privilégio duma reduzida minoria” – G. I.

“Dois povos de um gênio oposto vieram aos seus santuários
acender os seus fachos, fachos de raios diversos, com os quais
um ilumina as profundezas dos céus, o outro esclarece e transfigura
a Terra. Esses povos são Israel e a Grécia” – G. I.

Em tudo isso há muito que discernir e, discernindo, conceituar,
porque os mais remotos conceitos sempre foram estabelecidos por
efeito do Profetismo Prático, da Revelação, da comunicabilidade
dos anjos, espíritos ou almas. Como depois do desaparecimento
da Atlântida, o Mundo Antigo ficou reduzido, na parte conhecida,
aos países do Oriente Médio, ali fazem questão os historiadores,
de fundamentar os alicerces do Conhecimento Esotérico.

E o Egito passa como sendo o país tradicional do Esoterismo.

Entretanto, para além dos Hermes e dos Zoroastros, mesmo de
Apolo e do consequente Orfeu, os povos Hicsos, a Raiz de Israel,
já eram povos que apresentavam criaturas dotadas de faculdades
proféticas ou
medianímicas. E isto é muito fácil de ser constatado,
pelo menos documentariamente, porque o Patriarcado Hebreu começou
com as ordens dadas pelos anjos, espíritos ou almas.

E quando falamos em Patriarcado Hebreu, não estamos falando
em Abrão, Isac e Jacó, mas naqueles que se estenderam muito
para além do dilúvio, como a História Bíblica e outros documentos
arqueológicos o demonstram.

Enfim, a Ciência Esotérica começou com o aparecimento dos
primeiros enviados e com a comunicação dos primeiros anjos, espíritos
ou almas. Qualquer pessoa poderá fazer ideia de quando
tenham aparecido os primeiros enviados, considerando que a Falange
Adâmica veio para a Terra a uns quatrocentos e oitenta mil
anos antes de Cristo. Ali
foi que os Filhos de Eva, da Raça Primitiva,
começaram apresentando caracteres marcados por um certo
cunho de melhoria em geral, tendo dentre eles nascido os primeiros
servidores mediúnicos de mais importância.

De mais importância, porque de menos importância já os havia
na Raça Mãe ou Mãe das Raças, que assim Eva quer dizer. A comunicabilidade
dos espíritos é o que há de mais elementar, e, saiba
quem quiser, se os animais inferiores tivessem como provar, eles
provariam a vidência dos espíritos similares e outros.

É inteiramente problemático dizer tal coisa do Egito ou de sua
Ciência Secreta; mas é verdade ordinária dizer que a Ciência Secreta
egípcia teve uma origem, e que essa origem nunca foi menos do
que Profética ou Mediúnica.

A prova disso reside aqui, estando ao dispor do estudo de quem
bem queira estudar – todas as Iniciações Esotéricas foram de cunho
mediúnico, tiveram base no contato com o mundo astral. E como

o mundo astral não se rege pelos conchavismos humanos, eis a
razão de serem certas verdades gloriosas escondidas aos que se
acreditam grandes, para serem reveladas aos pequeninos, como
afirmou o Cristo.
Cumpre aqui, pelas mesmas razões histórico-proféticas, assinalar
o Espiritismo como Súmula das Revelações, tendo suas raízes
multimilenárias fincadas no Profetismo Histórico,
devendo este ser
considerado quase que insondável, por falta de registros materiais,
de documentação. Se houver entendimento, então será fácil conceber
que a Revelação é documento por si mesmo vivo, acima de
Bíblias e de documentos quaisquer.

Tanto assim que, na antiguidade, por Palavra de Deus se entendia
a Revelação e não livros adulteráveis e de fato adulterados.

Se fossem queimados todos os livros da Terra, poderia alguém
fazer com que não nascessem médiuns e proibir
que os espíritos
se comunicassem?

Por acaso o Sagrado Livro da Vida, ou de Deus, é menor do que

o dos homens? Porque o Seu Livro é o Cosmo.

Ou conhece alguém, no século vinte da Era Cristã, com todos
os seus sábios materiais, que tenha mais certeza e fé do que o remotíssimo
Patriarcado? É ou não certo, que falando muita gente,
agora, nos Patriarcas e Profetas, nada mais, essa muita gente sabe
fazer, do que blasfemar contra o Sagrado Instituto da Revelação,
chamado por Jesus o Ministério do Espírito Santo?

Nunca será demais, portanto, recomendar menos formalismos
e um pouco mais de ESSÊNCIA.

E também cuidar muito mais das coisas do espírito, porque o
reino da matéria ou do mundo forçosamente passará, com a evolução
do
espírito. Os dois reinos contrapõem-se, sendo normal que o
reinado da plenitude espiritual é o que vigorará na Esfera Crística.
Ninguém se iluda, portanto, com a matéria, porque a sua existência
é móvel, assim como a sua função, assim como a sua utilização.

  • 202

“A ciência dos sacerdotes caldeus era profunda, mas menos

pura, menos elevada e menos eficaz do que a dos sacerdotes

egípcios” – G. I.

Não querendo discutir aqui as tendências, pois os caldeus tenderam
mais para outros ramos, enquanto os egípcios tenderam
sempre muito mais para as coisas do espírito. Os caldeus ligaram-se
mais às coisas astrológicas e astronômicas, havendo da parte dos
egípcios mais afeição à espiritualidade. Os primeiros devotados a
formas e números; os segundos à fenomenologia agora dita mediúnica.

Entretanto, de modo genérico, com mais ou com menos caldeus
e egípcios, a espiritualidade é sempre mais, muito mais, razão por
que os egípcios tinham uma ciência esotérica bastante mais avançada
do que os caldeus. E cumpre assinalar a importância da coisa
em si, da Verdade Essencial, que reside em cada filho de Deus, na
Terra ou no Infinito, agora ou na Eternidade. Porque são muitos os
que se acreditam espiritualistas, pelo fato de andarem repetindo
palavras, acreditando em
cabalismos, depositando confiança nos
outros e vivendo como se fossem duendes ou meros reflexos de
segundos e terceiros.

O Reino do Céu cada qual o tem em si.

O Saber e a Virtude não foram e nunca serão propriedade privada
de quem quer que seja.

A Moral, o Amor e a Revelação, bases da Excelsa Doutrina, nunca
ficarão velhas ou novas, nacionais ou estrangeiras, porque pertencem
ao Infinito e à Eternidade. Tais fatores são intrínsecos ao
chamado Criador e à chamada Criação.

O dever de autocristificação pertence a cada filho de Deus, sem
acepção de tempo e de local.

  • 203

“Sacerdotes caldeus e egípcios” – G. I.

Pedimos ao leitor o favor de não fazer confusão; porque aqueles
antigos sacerdotes não eram como os padres dogmáticos, idólatras
e mercenários de agora; aqueles eram iniciados na Ciência dos
Mistérios, sabiam das verdades mediúnicas e usavam-nas, embora
de modo oculto. Os padres modernos falam em Deus, na Verdade
e no Cristo, a fim de poderem mercadejar e blasfemar contra o
Profetismo, contra a Alma da Verdade, que vive em processo de
Revelação.

É estultícia falar em Verdade Revelada, porquanto a Revelação
ficou sendo o fundamento da Excelsa Doutrina. Importa voltar ao
Pentecostes. Importa cultivar a Revelação, assim como o faziam os
Apóstolos. Vide o capítulo quatorze da Primeira Epístola de Paulo
aos Coríntios.

A Verdade não foi Revelada; Ela continua em ativa Revelação.

  • 204

“A religião universal da Humanidade, eis a verdadeira missão
de Israel, que poucos judeus, exceto os seus maiores profetas,
compreenderam” – G. I.

Dentre o Profetismo Total ou Histórico, o Profetismo Hebreu devia
servir de alicerce ao Profetismo Cósmico de Jesus Cristo. Mas
Israel não soube compreender o seu mais dileto rebento. Foi uma
glória receber o Cristo Planetário em seu seio, mas foi uma desgraça
não saber compreendê-Lo. Se Israel O tivesse compreendido,
nenhuma Roma teria atraiçoado a Doutrina Excelsa.

  • 205

“O Senhor Deus levantará dentre vós um profeta igual a mim;
e todo aquele que lhe não der crédito, será riscado do livro da
vida” – Moisés.

Moisés foi o primeiro a realizar um batismo coletivo de Espírito
Santo ou Revelação, como se acha contido no Livro de Números.


Moisés iniciou a crença no Monoteísmo, no Deus que é Espírito
e Verdade, e que em Espírito e Verdade quer ser adorado, porque
assim quer que venham seus filhos a ser.

Os Dez Mandamentos valem pelo Cristo Vivo, porque o Cristo
Vivo, ou Divino Molde, veio para executar e não para derrogar a
Lei. De sorte que os dois
documentos valem, em realidade, um só
documento, porque a Lei é intelectual ou teórica e o Cristo é a Lei
Viva ou tornada Exemplo.

O Profeta que devia vir, anunciado por Moisés, foi Jesus, o Cristo;
como o Cristo é Modelo de Lei Vivida, fora do Cristo ninguémserá harmônico ou sintônico com a Ordem Divina.

Os clericalismos mercantilistas e corruptores não aceitam a profecia
de Moisés sobre Jesus, porque pretendem transformar Jesus
em Deus, contrariando a Verdade, para se fingirem de intermediários
e continuarem a gozar de privilégios, ao se entregarem à
idolatria e à blasfêmia contra a Revelação.

Idolatria é tudo quanto está fora dos três sentidos da Lei de
Deus, que são a Moral que harmoniza e dignifica, o Amor que sublima
e diviniza e a Revelação que adverte, ilustra e consola.

Porque dos três sentidos
da Lei é que derivam respeito ao Saber
e à Virtude, para que o filho ame ao Pai com toda a inteligência e
com toda a força do coração. Fora disto tudo são fingimentos, superstições
e mercantilismos idólatras.

  • 206

“Nisto, o profeta do Sinai manifestou uma largueza de vistas

que ultrapassa de muito os destinos do seu povo” – G. I.

Convém jamais esquecer
o fato de haver o povo encarnado e o
povo desencarnado; de todos os povos terem seus elementos de
vanguarda, centro e retaguarda; e de, no curso dos tempos, como
nos dias dos
Profetas, do
Cristo e nos dias pósteros, terem os elementos
de vanguarda voltado ao plano carnal, para irem somando,
na Trilha Profética, os acontecimentos cíclico-históricos.

Assim sendo, quem foram os Profetas? Quem foram os Apóstolos?
Quem foram os vultos que andaram morrendo queimados nas
fogueiras da Inquisição, pelo fato de pretenderem
evidenciar a Revelação?
Quem foram Wicliff, Huss, Joana D’Arc, Lutero, Giordano
Bruno e tantos outros soldados da Verdade? Quem foram Kardec,
Denis, Delanne e o grande número de acompanhantes, para que a
Restauração Doutrinária surgisse no seio da Humanidade?

Nunca se deve julgar um povo pelos seus elementos fracassados.
Nunca se deve julgar uma causa pelos seus passos embrionários.
Nunca se deve negar a Verdade, porque tenha Ela de apresentar,
nos primórdios, apenas o seu exterior.

Israel simboliza a Humanidade inteira, simboliza cada filho de
Deus, vindo das camadas inferiores da Vida, da inconsciência espiritual,
caindo e levantando, porém, lutando sempre por força de
um Supremo Determinismo, para se erguer nos cimos gloriosos da
autocristificação.

  • 207

“Alma de aço, vontade de ferro, zombou das provas. Espírito

matemático e universal, desenvolveu uma força de gigante na

compreensão e no manejo dos números sagrados, cujo simbolis

mo fecundo e cujas aplicações eram então quase infinitas.

O seu espírito, desdenhoso das coisas que não passam de aparência,
e dos homens que passam como sombras, não respirava à
vontade senão dentro dos princípios imutáveis. Lá do alto, tranquila
e seguramente dominava tudo, sem manifestar nem desejo,
nem revolta, nem curiosidade” – G. I.

A realidade é
que, para aquele que cresce no interior de si mesmo,
que se desabrocha para as Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis,
uma só termina sendo a razão de ser da vida – é viver para
as Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis.

Moisés tinha de ser assim, para colocar o Povo de Israel naquele
local onde Jesus teria, mais tarde, de se apresentar à Humanidade.
Marcaria o Povo com a marca do Monoteísmo, do Deus Único e
Onipotente, em torno de cuja realidade viva, os Profetas iriam sustentando
a tocha da Revelação, até que Jesus viesse para torná-la
universal ou pública.

Quase três mil e quinhentos anos depois, podemos dizer que os
altos e baixos do Povo não fizeram fracassar os santos desígniosdo Senhor. Basta que tenhamos o direito de assinalar o seguinte:
“A Moral, o Amor e a Revelação marcaram a obra de Moisés; isso
mesmo Jesus Cristo viveu, tornando público no grandioso fenômeno
do Pentecostes, longe de simulações, clerezias e comercialismos
pagãos; e isso mesmo revive no Espiritismo, na Restauração
encabeçada por Elias, que foi Kardec, agindo sob o comando das
Falanges da Verdade”.


Existem verdades, sobre
isso tudo e em torno disso tudo, quefeliz ou infelizmente, não podemos, por ora, cogitar em público.

  • 208

“Como todos os fortes marcados para uma grande obra, Hosarsife
não se submetia ao cego Destino, sentindo que uma Providência
velava por ele e o conduzia à realização dos seus fins”

– G. I.
Os homens são semideuses, por serem filhos de Deus, devendo
comandar o Destino, não
pensando jamais que o Destino lhes seja
imposto. Uma coisa é o Supremo Determinismo, a Ordem Divina, a
Lei Geral e outra coisa o Destino, a Trilha que pode sofrer alternativas,
segundo a conduta de cada um.

O Supremo Determinismo, ou Ordem Divina, é igual para todos,
enquanto que o Destino
é específico, é móvel, diz respeito à conduta
de cada um. No seio do Todo as partes movimentam e criam,
para si
mesmas, as mais variantes condições e situações, conforme
sejam boas ou ruins as suas obras.

Entre o chamado Criador
e a chamada criatura pairam a Lei Geral
e a Justiça Geral; mas a criatura é que tem, por natureza, o direito
de acioná-las contra ou a favor de si, pelas obras que praticar.
E como o espírito ou criatura, deve vir a ser acima de Mundos,
Formas e Transições, importa que vá aprendendo a comandar o
seu Destino ou Carma.

Os mais medíocres iniciados compreendiam isso;
não precisava
ser um Moisés, para saber que o Carma ou Destino deve ser comandado,
e que, para comandá-lo, somente procurando viver os
três sentidos
da Lei de Deus. Não afirmou o Divino Molde, de início,
que veio para executar a Lei de Deus e não para derrogá-la? E
poderia alguém derrogar a Lei de Deus, eliminar da Ordem Divina
a Moral, o Amor e a Revelação?

  • 209

“Havia séculos que o Sinai e o Horebe eram desta forma o cen

tro místico dum culto monoteísta…” – G. I.

Primeiro devemos dizer que a Ciência dos Mistérios era sumamente
monoteísta, ou conhecedora de um Deus Único e Essencial,
Iévé ou Informe, ou Impessoal, que Se revelava pelos Seus Altos
Mensageiros. Afirmavam que os Santos Espíritos, ou Espíritos Santos,
eram os filtros de Deus.

A seguir diremos que nos altos montes, longe das cidades buliçosas
e das vibrações grosseiras da generalidade, faziam eles os
seus exercícios máximos, as suas grandes experiências agora ditas
mediúnicas.

Jesus perfilhou em tudo e de tudo, pois foi entre os Nazireus
que aguardou o tempo devido, para o desempenho do Seu Divino
Messianato; o maior feito, de caráter teofânico, foi a Transfiguração,
tendo-a levado a termo no alto do monte Tabor. O Sermão
da Montanha, ou o Poema da Renúncia, foi proclamado no monte
dito das Oliveiras.

O levitismo, clericalismo como outros ou talvez o pior de todos,
porque foi aquele que crucificou o Cristo e deu origem ao clericalismo
romano que veio a ser o blasfemo do Batismo de Revelação,
tudo faria para fazer crer
no aparecimento de Deus no alto desértico
do Sinai, com o fito criminoso de eliminar o conhecimento da
Iniciação Esotérica, do mediunismo de portas fechadas, ao qualJesus, mais tarde, veio universalizar ou tornar de toda a carne.

Vide nos Profetas, muitas vezes assinalado, que nos altos montes
estavam os ajuntamentos deles. Todavia, em construções e comunidades,
como havia nas margens do Mar Morto, ou em grutas
onde se reuniam em épocas certas, para entrarem em comunhão
com os Altos Mensageiros do Senhor.

  • 210

“O poço do Vidente que vê” – G. I.

Ninguém daria com o Conhecimento da Ciência dos Mistérios,
transformada por Jesus no Conhecimento da Verdade que Livra,
sem passar pelas provas e sob o máximo rigor. “O poço do Vidente
que vê” era a gruta onde teria que passar algumas horas, em letargia
física, sob
o controle dos mestres encarnados e
desencarnados,
a fim de conhecer o mundo astral.

Cada um, conforme o seu grau de evolução, teria do mundo espiritual
a sua dosagem de provas e certezas. Após essa prova, os
mestres encarnados aquilatavam as possibilidades do iniciando.

Depois de Jesus tudo isso foi abolido, porque a Revelação
torna-se então de portas abertas, e a Moral e o Amor passam a ser
a exclusiva ficha de merecimento. Aumentou, portanto, a responsabilidade,
pela maior facilidade.

  • 211

“O Sepher Bereshit” – G. I.

Nunca mais ninguém saberá, na Terra, o que foi o Livro dos Princípios,
o Tratado de Ciência Divina, escrito em três sentidos – Literal,
Simbólico e Iniciático ou Interpretativo.

Fizeram do Gênese uma monstruosidade. Isso basta que seja
dito, para se compreender as palavras do Autor de OS GRANDES
INICIADOS:

“Ah! Por certo que para o futuro condutor do povo de Deus, o
Gênese irradiava uma luz diferente e mais forte, abraçava mundos
bem mais vastos do que o mundo infantil e a pequenina Terra
que a tradução grega dos Setenta ou a tradução
latina de S. Jerônimo
nos mostram” – G. I.

  • 212

“…Uma lei única rege o mundo natural, o mundo humano e o
mundo divino” – G. I.

Moisés foi o Profeta-Concatenador, ou Codificador do tempo,
a fim de preparar ao Senhor Planetário o ambiente propício. A
concatenação ou codificação de Moisés foi de sentido Védico-Hermético.
O Védico-Hermetismo ensinava assim que o Um, ou Deus,
também em
leis regentes como ÚNICA LEI começava, desdobrando-
se a seguir em infinitas leis ou leis menores.

Queiram ou não aqueles mestres em Israel, que de mestria nada
possuem, mas a realidade é que a Ciência da Unidade sempre regeu
as Escolas Iniciáticas. Também é certo que ninguém a destronará,
porque o UM, Deus, nunca será escravo das mediocridades
de quem quer que seja, embora cada medíocre deste mundo possa
pintar como queira a sua própria mediocridade.

  • 213

“Israel gravita em torno de Moisés tão seguramente, tão fatalmente,
como a Terra gira em torno do Sol” – G. I.

Para ficarmos com o Eterno, Perfeito e Imutável, diremos quetodos, desde o Cristo Planetário até o último cidadão terrícola, e
todas as Potestades e Humanidades do Cosmo Infinito, gravitam
em torno da Lei de Deus, da Moral, do Amor e da Revelação, pontos
de partida para atingir a plenitude em Sabedoria e Virtude.

Um filho de Deus, um homem, por si só, não poderá jamais se
impor às movimentações humanas; é imperioso que esse homem
tenha em si as marcas do messianato. E o messianato representa
as marcas de Deus, mais ou menos, em matéria de Sabedoria e de
Virtude.

Mais ou menos, em quantidade, mas sempre aquela dosagem
mínima necessária, para que possa dar conta da Mensagem quelhe pese nos ombros. Já se vê, portanto, que, perante Deus, o homem
vale pelo essencial e não pelo formal.

Convém, conseguintemente, ter um cérebro lúcido e um coração
deveras amoroso, para estar bem na presença do Pai Divino.
Para estar e ficar bem.

  • 214

“Porque o Senhor Deus não reside em templos feitos por mãos
de homens” – Bíblia.

E muito menos a Divina Sabedoria é escrava de letras adulteráveis
e deveras adulteradas.

Palavra de Deus era o nome da Revelação, da comunicação dos
Altos Mensageiros que guiavam o povo. Aos tais Mensageiros chamavam
anjos, espíritos ou almas.

Basta um pouco de honestidade mental, para saber o que foram
Gabriel, Moisés e Elias, que intervieram no nascimento e na vida
messiânica de Jesus. Ou sobre o que afirmava Jesus, que teriam de
ver os anjos subindo e descendo sobre a Sua cabeça. E sobre o Batismo
de Espírito Santo (não de Pedro nem dos homens falhos em
fé), porquanto a Sua tarefa era generalizar a Revelação, derramá-la
sobre a carne toda, como dizem Joel e outros Profetas.

  • 215

“Para a ciência antiga o universo sem limites não
era uma matéria
morta, regida por leis mecânicas, mas um todo vivo, dotado
duma inteligência, duma alma e duma vontade” – G. I.

Cumpre saber que a Teoria do Divino Monismo é
antiquíssima,
remonta ao vedismo iniciático. Certos autores modernos, indo buscar
lá para trás os informes, nada mais têm feito que saturá-los de
teorias e termos técnicos em profusão, e até em profusão de confusão,
querendo passar por inovadores. Quem quiser saber disto
pelas fontes primitivas, procure conhecer Crisna, Moisés (fora da
Bíblia) e Pitágoras.

  • 216

“Ao contrário da ciência moderna, que não considera senão o
exterior, a casca do universo, a ciência dos tempos antigos tinha
por fim revelar o seu interior, descobrir o seu maquinismo oculto.
Ela não tirava a inteligência da matéria, mas a matéria da inteligência”
– G. I.

Por isso que se chamava Ocultismo ao cultivo das coisas do espírito,
nunca sendo este cultivo de caráter idólatra ou mercenário.
Tudo se resumia no sagrado ministério de CONHECER O AVESSO
DO COSMO. E este AVESSO era Deus, e por Deus os filhos de Deus,
as centelhas espirituais, que começando inconscientes, deviam fazer
a escalada biológica, o serviço interno de cristificação.

Ao Espiritismo, Súmula das Revelações que é, ou Instrumento
Revelador, que de novo é entregue de maneira generalizada à
Humanidade, cumpre facilitar estes ensinamentos. Não sabemos
de quem conheça, ou tenha tido conhecimento dos bastidores da
Codificação de Kardec; mas sabemos nós, e muito bem, que atrás
dela estiveram os mesmos Grandes Reveladores de todos os tempos,
agindo sob a tutela do Divino Mestre.

Sendo a Codificação as Primeiras Letras da Renovação da Terra,
cumpre estar alerta, para subir em linha reta, isto é, no seio
do Senso Profético. Estas palavras definem a Trilha Certa – Moral,
Amor e Revelação, Saber e Virtude.

Ademais, quem se desviar, ou fizer desviar, pagará por tudo até

o último ceitil e retornará à Trilha Certa; porque não será Deus a
obedecer o homem e sim o homem a obedecer a Deus.

  • 217

“A ordem descendente das encarnações é simultânea com a
ordem ascendente das vidas e só por ela se faz compreender. A
involução produz a evolução e explica-a” – G. I.

Isto é mergulhar a mônada espiritual na matéria; sujeitar-se à
lei das reencarnações; usar a matéria como instrumento de ascensão.
Depois de se tornar consciente de si e do Sagrado Princípio
Criador, começa a mônada ou alma a reencarnar com plenitude de
propósitos, o que antes não poderia fazê-lo.

Primeiro pertence ao chamado Espírito Bloco, quando é vida e
movimento e nada sabe de si, agindo em multidões, habitando nebulosas
e planos fluídicos densos, em mundos embrionários em

evolução. É e não sabe o que é, nem sonhar poderia, porque nenhum
recurso íntimo está desperto para lhe assegurar esse direito.

Vem atravessando escalas de que a Ciência humana está longe
de conceber, trilhando a estrada evolutiva no
seio da Terra, da
Água, das Florestas e do Ar, sempre caminhando para a separação,
para a individuação.

Nessa Mesologia é que evolui, forçando sem querer, movida por
forças intrínsecas e Inteligências Vigilantes, e, aos poucos, nos milhões
de anos, penetra os primeiros seres filamentosos e as larvas,
subindo lentamente nas espécies, invadindo as famílias de répteis
em geral.

Dos anfíbios
vem surtindo, lentamente, para habitar corpos rudes,
perambulando as matas e os campos, lutando pela subsistência,
pelo sexo e pela cria. E atinge, muito lentamente as espéciessuperiores do reino animal, marcando, passo a passo, vinco a vinco,
as diferenças no corpo astral, no perispírito.

Ao atingir a espécie hominal, depois de viver longas jornadas
como elemental ou habitador do plano etérico, dos duplos etéricos
do mundo sólido, muito lentamente sobe e vem sendo cada
vez mais um homem civilizado.

O termo civilizado, aqui, pertence ainda aos violentos, negadores
de Deus ou idólatras, tanto podendo ser os trucidadores de
Profetas ou crucificadores de Cristos, como aqueles que deles se
aproveitam e falam, para corromper a Verdade a bem de seus interesses
imediatos. A civilização, neles, é apenas de fachada.

Entretanto, cair e levantar é de lei comum, e a mônada aproveita
mais dos embates agora, porque as ações forçam as reações,
obrigando a mente a funcionar, exigindo concentrações do intelecto,
impondo a obrigação de discernir e de classificar.

Na multimilenária jornada, um tremendo movimento se operou
no corpo astral ou perispirital, pela evolução da mônada em geral
e do cérebro em particular. Tudo, pode-se dizer, deu-se em função
da marcha para o homem, a fim de que, do homem venha surtindo,
lentamente, o Cristo Interno Manifesto.

Cada centelha, lá para os confins da Origem, já era um Cristo
em fazimento; cada homem dito civilizado, por mais errado que

o seja, está milhões de anos mais perto da Sagrada Finalidade, do
Grau Crístico.

  • 218

“Todas as grandes iniciações da Índia, do Egito, da Judeia e da
Grécia; as de Crisna, de Hermes e de Moisés, de Orfeu, conheceram
sob formas diversas esta ordem dos princípios, das potências,
das almas, das gerações, que descendem da Causa Primária,
do Pai Inefável” – G. I.

Nada criado por milagre.

Tudo emanado da Essência Divina.

Tudo sujeito à lei da evolução normal e necessária.

Como Deus não falha em
Seus Desígnios, todas as almas atingirão
a Sagrada Finalidade, o Grau Crístico.

  • 219

“O que nasceu primeiro foi a luz” – G. I.

Muito bem pensado, sem
dúvida, pois é na Luz Divina, no Segundo
Estado de Deus que tudo começa a existir – parte da Luz
Divina se vai adensando, convertendo em matéria, e as mônadas
vão mergulhando nela, para a seguir movimentar mais e descrever
na sua história as marcas da evolução.

A volta da centelha ou mônada, em estado de gloriosa expansão,
corresponde ao corpo astral ou perispírito elevado ao grau
de Luz Divina, mas agora estando, esta Luz Divina, por assim dizer
psiquizada. É o corpo astral dos Cristos.

  • 220

“Eu sou aquele que sou” – G. I.

E tendo o Emanador assim falado, através de Seu Mensageiro,
disse para sempre ou eternamente, que Seus filhos são de Sua Essência,
ou Semelhança, por evolução vindo a ser Luz Inteligente,
Glória e Poder, sem necessidade de saber explicar a Origem de
Deus e a Sua Essência.

Porque a parte de Deus é
Eterna, Perfeita e Imutável, enquanto
que a parte de cada filho, à custa de suas atividades é que será levada
a termo. Em lugar de discutir a Origem, digamos assim, muito
mais rende saber usar o Processo Evolutivo, para mais depressa
atingir a Sagrada Finalidade.

Infelizmente, porém, muitos mais vivem querendoensinar a Deus
do que aprender com Deus. As religiões, então, fabricam pílulas e
engarrafam coisas ridículas, querendo que tais chicanismos valham
por Deus. E o pior de tudo é que havendo quem fabrique tais erros

e monstruosidades, não faltam os que os comprem. É por isso que
a Terra ainda é um mundo, onde o Cristo Externo, ou Divino Molde,
permanece na cruz.

Quem vive a crucificar o Cristo Externo, como poderá desabrochar
o Cristo Interno?

Entretanto, o Cristo Externo é a Lei de Deus apresentada Viva,
sendo que cinco palavras o revelam perfeitamente – Moral, Amor,
Revelação, Saber e Virtude. Estas palavras definem o que é acima
de Mundos, Formas e Transições. Elas ensinam a usar tudo quanto
é menos do que o espírito, para que nenhum filho de Deus faça
traição aos Dez Mandamentos.

O Primeiro Mandamento, somente ele, contém a chave da Verdade;
porque ninguém virá a amar a Deus em Espírito e Verdade,
a menos que tenha feito toda a escalada evolutiva ou biológica, a
menos que se tenha elevado à condição de Espírito e Verdade.

Eis a razão, para quem possa entender, de ser o Cristo, o Molde,
a Mensagem
Integral, a Revelação Total, Eterna, Perfeita e Imutável.
Com o evolvimento íntimo, com a subida de cada um aos Altos
Planos da Vida, o Cristo irá sendo conhecido. Somente ao que for
em si mesmo realizando o Cristo Interno, será dado de fato conhecer
o Divino Modelo Externo.

Muitos raros serão aqueles que, ainda encarnados, poderão
sintonizar com o Cristo ou Modelo Integral. A carne é barreira tremenda,
limitando a criatura de modo terrível. Entretanto, assim o
é por força da Soberana Vontade, para que cada um tenha na encarnação
o seu caminho purificador. Cumpre saber usar a matéria
em geral, porém, muito mais aquela que é ligada, que é o corpo
carnal.

Sintonizar com a Essência Divina, por atingir o Grau Crístico, somente
conhecendo e aplicando as leis regentes do Universo. As
religiões clericais fabricam ignorantes e errados, porque pretendem
substituir o Processo Divino pelas suas manobras simiescas e
idólatras. Outros há que, viciando-se no contemplativismo, ou nos
discursozinhos falazes, acreditam com isso estar obtendo a GRAÇA
DA SALVAÇÃO.

A Graça trazida por Jesus não foi a SALVAÇÃO DE FAVOR; leiam
nos Atos, capítulo dois, que a Graça trazida por Ele foi o Batismo
de Revelação, foi tornar generalizada a comunicabilidade dos espíritos
instrutores.

  • 221

“O Deuteronômio fala de uma visão colossal, de milhares de
santos aparecidos no meio da tempestade, sobre o Sinai e à Luz
de Iévé. Os sábios do ciclo antigo, os antigos iniciados dos árias,
da Índia, da
Pérsia, do Egito e todos os nobres filhos da Ásia, a
terra de Deus, teriam vindo auxiliar Moisés na sua obra e exercer
uma pressão decisiva sobre a consciência dos seus associados?”

– G. I.
Quem viria à carne, para fazer uma obra tamanha, sem contar
com as Potestades Espirituais?

Jesus não disse que teriam de ver os anjos subindo e descendo
sobre a cabeça do Filho do homem?

Atrás de Elias, ou Kardec, não estiveram e estão as Falanges da
Verdade, ou a Mensageiria do Senhor?

  • 222

“Como quer que seja, Moisés contagiou aos setenta o fogo

divino, a energia da sua própria vontade. Eles constituíram o

primeiro templo antes de Salomão, o templo vivo, o templo em
marcha, o coração de Israel, luz real de Deus” – G. I.

Importa conhecer o seguinte:

1 – Não foi o fogo da sua vontade e sim o primeiro Batismo Coletivo
de Revelação ou Espírito Santo, da História Humana;

2 – A Igreja de Jesus é viva, porque foi um novo Batismo de Espírito
Santo, de Revelação, como o provam os capítulos um, dois,
sete, dez e dezenove dos Atos, bem assim como os doze, treze e
quatorze da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios;

3 – Ninguém sabe, melhor do que nós, que à Restauração foi
dado o nome de Espiritismo, por ser o revivescimento do Batismo
de Espírito Santo, levado a termo por Jesus.

  • 223

“O canto místico da sacerdotisa de Delfos aludia a um dos numerosos
segredos guardados pelos sacerdotes de Apolo, e que
eram ignorados pela multidão. Orfeu foi o gênio vivificador da
Grécia sagrada, o despertador da alma divina, cuja lira de sete
cordas, cada uma das quais correspondia a uma feição da alma
humana e continha a lei de uma ciência e de uma arte, abraçava

o universo” – G. I.
Há que considerar o seguinte: desde que a Raça Adâmica veio
para a Terra, reencarnando no seio de Eva ou Raça Primitiva, constituída
de diferentes nações e estendida sobre os vários Continentes,
foram vindo Profetas ou Missionários.

O caráter de cada Missionário era compatível com os caracteres
psicológicos do povo no seio do qual devia desempenhar a sua
tarefa.

A Sabedoria Antiga, ou assim chamada, ou era totalmente Ocultista
ou revelava-se de modo ultra-alegórico ou simbólico.

Este livreco não foi feito para liquidar o assunto, mas para fazer
pensar, para fazer cada um de seus leitores meditar sobre a sua
própria trajetória. Porque a Humanidade é a mesma, caminhando
muito lentamente na Estrada Crística, de sorte que ignorar ou negar
corresponde a ser muito ridículo.

Um milhão de vezes melhor, portanto, é sondar os esoterismos
antigos, com os seus alegorismos e simbolismos,
do que essa porcaria
que foi surgindo no mundo, a partir do quarto século, quando
na cidade dos sete montes, que é Roma, foi a besta apocalítica se
erguendo, para adulterar o Caminho do Senhor, a Excelsa Doutrina,
cujos fundamentos são a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber
e a Virtude.

“Chamava-se agora Orfeu, que significa – Aquele que cura pela

luz” – G. I.

Sempre as mesmas bases iniciáticas, sempre os Emissários do
Senhor, sempre o encaminhamento aos Sagrados Páramos da Essência
Divina.

Sem dúvida que os gregos estavam preparados para receber as
Epístolas de Paulo, sobre como cultivar a Revelação; e se de Roma
não tivesse saído a traição contra o Batismo de Revelação, quanto
não teria feito a Grécia pelo desenvolvimento da espiritualidade
no seio da Humanidade?

Orfeu foi, na Grécia, o assessor do Cristo.

  • 224

“Os amores do Céu e da Terra não são conhecidos pelos profanos.
Os mistérios do Esposo e da Esposa só aos homens divinos
são revelados” – G. I.


O Esposo e a Esposa significam Deus e a Luz Divina, como é facílimo
conhecer, penetrando as Altas Esferas da Vida. Os chamados
homens-divinos são aqueles cujo perispírito tenha se elevado à
Luz Divina ou suas aproximações. Eles encarnam e cumprem missões
elevadíssimas no seio dos povos.

Importa saber que as gradações variam ao infinito, em matéria
de luzes e vibrações, variando assim as diferentes possibilidadesmissionárias. Nas sessões espíritas medíocres, feitas em escuridão
e para a doutrinação de espíritos sofredores através de médiuns, a
expressão Espírito de Luz toma a feição de generalidade.

Entretanto, encarnados ou desencarnados, cada um tem lá o
seu grau ótimo, ou matiz de grau, pois a variação é muito mais
extensa do que parece, sendo certo que os poderes decorrerão do
grau de luz, que corresponde ao grau de intensidade vibratória.

Nos ambientes melhores, onde as faculdades superiores se evidenciem,
como por exemplo a vidência, a psicometria, o desdobramento
consciente, etc., todo o trabalho pode ser feito no plano
astral e com as luzes acesas, o que muito recomendará. As práticas
mediúnicas terão que evolver, pois, no porvir, ninguém irá importar
sofredores de outros Planetas, para agradar aos medíocres que
pensam a isso se reduzir o Espiritismo.

Muitos já são os que fazem sessões a plena luz, sessões de estudos
e de radiações, curas e operações no perispírito, tudo à base
de vidência e psicometria; e, de fato, estas sessões fazem muito
mais e
melhor, para os sofredores e necessitados do mundo espiritual,
do que as acanhadas sessões comuns, cheirando a sarcófagos
e defuntismos, levadas a termo em ambientes que desgostam pela
escuridão.

Sob todos os pontos de vista, importa que se faça tudo a bem
da iluminação, da elevação em geral. Até mesmo as sessões de
efeitos físicos, quando todos os presentes são conscientes, mentalizam
fortemente, e os médiuns são de fato suficientes e eficientes,
com muita luz, verde ou azul, as materializações se podem dar e se
dão realmente.

O mal é que bem poucos terrícolas sabem o que valem o Conhecimento,
a Vontade e o Pensamento postos a funcionar conforme
a Soberana Vontade de Deus.

  • 225

“A Unidade é a lei de Deus. O Número é a lei do Universo. A
Evolução é a lei da Vida” – G. I.

Entrando em
Pitágoras, seria possível deixar de entrar na mística
dos números? Sendo
certo que em Deus tudo é Lei e Justiça,
logo se conclui que em Deus tudo começa no UM, desdobrando-se
ao Infinito.

O UM é Deus Imanifesto e o Múltiplo é Deus Manifesto. Entre a
Unidade e a Multiplicidade está tudo, porque essas palavras querem
dizer Emanador e Emanação, o Todo e a Sua Manifestação.

Como todas as Iniciações tinham uma mesma Chave, temos aí o
Estático e o Dinâmico, o Pai e os Filhos.

  • 226

“Todos esses mestres lhe tinham revelado horizontes novos,
mas nenhum
o satisfazia. O que ele procurava interiormente, no
labirinto dos ensinos contraditórios, era o laço, a síntese, a unidade
do grande Todo” – G. I.

Os grandes espíritos sempre revelam apego ao que é Eterno,
Perfeito e Imutável. Os maiores ensinos do Cristo estão nas sentenças
curtas e concisas. Somente aquele que está deveras alicerçado,
fundamentado, pode movimentar-se à vontade e sem o perigo de
sofrer abalos e quedas.

O mal dos religiosismos é este – chafurdar as criaturas no exteriorismo,
fazê-las mergulhar nas simulações, afastá-las do conhecimento
das leis que regem os fenômenos.

O sentido Moral da Vida é mais do que a mesma vida, porque é
a Vida elevada em Dignidade.

Só poderá encarar a Vida por um ângulo, pelo menos por um
ângulo superior, aquele que se tenha elevado em Moral.

Nenhum espírito elevar-se-ia ao grau de Cristo Cósmico, antes
de se realizar como Cristo Anímico; e sem Moral, como seria isso
tudo possível?

Nas Altas Esferas da Vida
é que se sabe o que representa a Moral,
como Hierarquia e como Autoridade. Estas realidades, entretanto,
não poderão jamais ser vazadas através das palavras. Aquele
que subir mais, de cima poderá ver tudo muito melhor. Transferir
palavras, portanto, será sempre transferir palavras.

Todavia, cada filho de Deus tem a Verdade dentro de si mesmo.

  • 227

A CIÊNCIA DA UNIDADE

As tradições esotéricas ensinavam a Verdade,
Uma chave tendo elas, uma linha fundamental;
Essa linha era a grande e pura lei de Unidade,
O Manifesto e o Imanifesto, a síntese geral.

Não sendo a Sabedoria Antiga uma idolatria,
Mandava procurar Deus na intimidade em geral;
Sabia que, por evolução, a isso se chegaria,
Descobrindo o homem, em si mesmo o Pai Divinal.

Partindo de si, marcharia rumo ao Infinito,
A conhecer Deus, na presença do Cosmo glorioso;
Ele sentia a Deus, no grande e no pequenito,
Reconhecendo em tudo, Aquele Gerador Majestoso!

Após, vieram as corrupções, surgiram religiões,
Inventaram-se formalismos, puseram Deus distante;
Aviltaram a Verdade, vendendo tantas simulações,
Que em lugar de adulto, o homem deu para infante.

Agora, na estrada que o mundo em si representa,
Guerras, pestes e fomes vigiam a pobre gentalha;
A idolatria pensou, criou, sustentou a tormenta,
E assim fazendo, entregou-lhe a negra mortalha!

  • 228

“Era na síntese dos três mundos que estava o segredo do Cosmo”
– G. I.

Material, Humano e Divino, para encarar o problema da Verdade
a começar da Terra; e Divino, Humano e Material, para começar

de Deus.

Repetimos estas palavras – Essência, Existência, Movimento,
Evolução, Imortalidade, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação,
Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade.

Qual a Essência de Deus, do homem e da matéria?
Qual a extensão da Existência, de Deus, do homem e da matéria?
Qual a intensidade do Movimento, de Deus, do
homem e da

matéria?

Qual o sentido total da Evolução, da matéria e das mônadas espirituais?

Por que tudo é Imortal, a matéria e o espírito?

Quantos são os graus de Responsabilidade?

A Reencarnação só existe no reino animal?

Até onde se eleva a Revelação?

Qual a extensão da Habitabilidade Cósmica?

Conhece perfeitamente a Sagrada Finalidade?

Responder isso totalmente é o mesmo que ser Infinito como
Deus; é possível uma tal realidade, para os filhos de Deus? Por que
sim ou por que não?

  • 229

“Foi no Egito, portanto, que Pitágoras adquiriu essa vista de
alto que permite aperceber as esferas da vida e as ciências numa
ordem concêntrica; compreender a involução do espírito na matéria
pela criação universal; e a sua evolução, ou ascensão para a
Unidade, por essa criação individual que se chama o desenvolvimento
de uma consciência” – G. I.

Tal e qual a lição do Cristo, cuja essência é a ascensão do espírito,
até ser vibratoriamente Uno com o Pai. Tudo, desde os mais
remotos tempos, em matéria de Iniciação, resumiu-se na Sagrada
Finalidade do
espírito. Tudo quanto diz respeito a Mundos, Formas
e Transições, ainda que nos planos erráticos ou etéricos, tem porexclusiva finalidade a libertação total da alma.

Filha do AMOR, em AMOR terá que se converter, custe mais ou
custe menos; e as contingências dos planos erráticos, suas imensas
alternativas, segundo o grau de merecimento de cada uma, bem
prova a Unidade da Lei de Harmonia.

Os mundos materiais, que se estendem dos sólidos aos etéreos,
nada mais representam do que ambientes, onde segundo a lei do
peso específico as almas sejam obrigadas a movimentar, para atingir
o píncaro da Liberdade.

Durante a romagem evolutiva, no Cosmo, tanto pode ser queandem mais depressa ou menos depressa, mas o certo é que um
dia se terão feito livres, a cavaleiro de tudo quanto é transitório.

E Jesus, o Molde Divino,
o Homem-Amor, no Amor fez residir a
Chave da Liberdade. E, afinal, sem Amor, em que dariam as Artes,
as Ciências e as Filosofias?

  • 230

“Buscai o Reino de Deus e Sua Justiça, e tudo o mais tereis por

acréscimo” – Jesus.

Assim como o peixe não poderia viver fora d’água, assim mesmo

o espírito filho não poderá viver apartado do Espírito Pai. E quanto
mais se infusar com o Pai Divino, tanto melhor. O Pai, entretanto,
significa Lei e Justiça. Fora do Equilíbrio não poderá haver felicidade
real, essa felicidade que é a espiritual.

  • 231

“Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está no céu” –
Jesus.

O Pai não é Pessoal e sim Impessoal.
O Céu não é restritamente local, e sim divinamente universal ou

onipresente.

A perfeição significa sintonia vibratória, unicidade levada a termo
na intimidade profunda de cada filho de Deus.

Sendo a Evolução a lei da Vida, por ela é que se atinge a Unidade
ou Paridade Vibratória.

Quando é que o filho sabe que tem o Reino do Céu dentro de si
mesmo?

  • 232

“É esse o povo misterioso das almas luminosas e transparentes,
que vivem na eterna aurora duma felicidade perfeita. Ali estão
os seus verdadeiros sacerdotes e as suas sacerdotisas amadas.
Vive com eles numa comunidade íntima e profunda, e sempre
que quer conceder aos homens um dom real, arranca a esse país
dos Hiperbóreos uma das suas grandes almas luminosas e fá-la
nascer sobre a Terra, para que ensine e encante os mortais” – G. I.

E temos aí afirmadas, uma vez mais, três verdades simples e
fundamentais: a evolução lenta e gradativa; a reencarnação como
válvula redentora e evolutiva; e o mecanismo do messianato, das
almas de escol que reencarnam para fazer a Humanidade evoluir.

  • 233

“O Apolo Hiperbóreo significa, pois, a descida do céu sobre a

Terra, a encarnação da beleza espiritual no sangue e na carne, o

fluxo da verdade transcendente pela inspiração
e pela vidência”

– G. I.
Todas as Escolas Iniciáticas, ou aquele Espiritismo
de portas fechadas
ao vulgo, repousavam no conhecimento da Verdade Profética;
e por isso viviam em
comunhão com as grandes leis, sabendo
perfeitamente as coisas da reencarnação e a função dos espíritos
artistas, cientistas e videntes ou profetas no mundo. Jamais um iniciado
poderia ser um bruto ou animalizado, porque ele era na Terra
um representante das excelsas verdades do mundo espiritual.

  • 234

“Conforme as almas que reveste, conforme os mundos que en

volve, esse fluido transforma-se, afina-se ou condensa-se” – G. I.

Toda a Sabedoria Antiga ensinava muito sobre os fluidos. Da Luz
Divina ao Éter, e do Éter aos estados de Vapor, Líquido e Sólido, ela
sabia dizer que havia um elo, uma linha de trânsito, uma lei que
favorecia a mutação dos estados.

E afirmava que o corpo astral ou carro da alma, tinha tudo relacionado
com essa lei e esses fenômenos, tanto assim que começava
opaco e grosseiro, devendo tornar-se todo Luz e Glória por
evolução.

Pitágoras foi
grande na observação de tais leis e fatos, naqueles
dias recuados, longe da desintegração atômica, que prova as marchas
de ida e volta da matéria, desses fenômenos de integração
e desintegração que são comuns e contínuos na Ordem Cósmica.

  • 235

“E corpos há celestiais, e corpos terrestres, mas uma é, por
certo, a glória dos celestiais, e outra a dos terrestres” – Paulo.

Nunca os videntes viram mais do que os corpos perispiritais
dos anjos, espíritos ou almas; e é assim que os conceitos variam,
segundo a forma exterior, a característica da última encarnação
ou qualquer
outra que o espírito queira tomar, para se apresentar.
Como se apresentaram os anjos, espíritos ou
almas do Velho
Testamento? Como se apresentou Gabriel? Como
se apresentaram
Moisés e Elias, no Tabor?
Como passou a se apresentar Jesus, depois
da crucificação e da ressurreição?

Essa matéria já é velhíssima nos anais doutrinários, nada importando
considerá-la mais. O que importa saber é que o corpo
perispirital, esse que não deixa o espírito, porque o acompanha
desde a origem, terá que se diafanizar, tornar como Luz Divina, que
é o Segundo
Estado de Deus. Tal é o perispírito dos Cristos, o corpo
astral dos
espíritos que ultrapassaram a lei das reencarnações
obrigatórias.


Não é
o mais importante, portanto, perguntar pelo corpo somático,
que é transitório; importa é cuidar divinamente do corpo
astral, porque esse é aquele que representa o espírito. Quemquiser conhecer de fato um espírito, que olhe deveras para o seu
perispírito, porque ali tudo está registrado, os bens e os males. As
observações psicométricas que o digam!

  • 236

“Não vos deixeis enganar; as más conversações corrompem os
bons costumes” – Paulo.

De modo geral e particular. De modo geral, ao se tratar de todo
e qualquer cometimento humano. E de modo particular, ao se tratar
de Doutrina; porque todas as corrupções, sempre começaram
com as más concepções e conversações. As pagodeiras católicas
e os discursozinhos falazes do protestantismo, ambos empreiteiros
da blasfêmia contra o Batismo de Espírito Santo ou Revelação,
como começaram?

  • 237

“E se neste tempo for feita qualquer revelação a algum outro,
dos que se acham sentados, cale-se o que falava primeiro” – Paulo.

As reuniões dos Apóstolos eram o cultivo do Consolador, do
Batismo de Espírito Santo, não de simulações litúrgicas ou de discursozinhos
falazes, apenas. Depois do Pentecostes a mediunidade
era o motivo de atenção de todos os do Caminho. E é por isso que
Paulo, no capítulo quatorze da Primeira Carta aos Coríntios, afirma

o que acima foi transcrito.
O Espírito Santo, Consolador, de Deus ou do Senhor, ou Parácleto,
era um fato, era o instrumento de advertência, ilustração e
consolo. De modo algum era essa fantocharia que católicos e protestantes
pretendem que tenha sido ou seja.
E o Espiritismo, restauração que é do Caminho do Senhor, ou do
Seu Batismo de Revelação, bem prova sobre as diferentes categorias
de espíritos comunicantes. E o discernimento que cumpre aos

encarnados.

  • 238

“Ou que dará o homem em troco, pela sua alma?” – Evangelho.

O pensamento fiel, que decorre do conhecimento perfeito, é não
querer ganhar o mundo epôr a alma em aflição; mas os homens ainda
acham que o bolso, o estômago, o sexo, o egoísmo e o orgulho,

muitas vezes representam tudo, muito mais do que a alma, que até
mesmo soem negá-la.

Se pensassem bem, e tivessem gosto pelo cultivo do Consolador
ou da Revelação, por certo que teriam sempre à vontade o conhecimento
de tais verdades. E os erros religiosos, piores do que os
outros, porque idólatras e fetichistas, apenas com ares superficiais
de religião, seriam os primeiros a serem repelidos.

  • 239

“Depois de mim vem um homem que me foi preferido, porque

era antes de mim” – João Batista.

João afirma,
com isso, que ambos eram de antes dos corpos,
sendo que Jesus lhe era anterior e superior. Bastaria isso, para que
os inteligentes compreendessem a lei de encarnação, cuja reincidência
é a reencarnação. João e Jesus vieram ao mundo por uma
lei comum a todos os espíritos, pois a encarnação é a válvula redentora
e evolutiva. Reencarnar é apenas tornar a encarnar; e uma
vez que encarnar é lei simples, reencarnar é a sua lógica, o seu motivo,
para que o espírito pague pelas faltas e continue a evolução.

  • 240

“Ora, o Senhor é Espírito; e onde há o Espírito do Senhor, aí há
liberdade” – Paulo.

Em primeiro lugar, Paulo
foi, depois do seu encontro mediúnico
com Jesus, o Cavaleiro Andante do Consolador, do Batismo de Espírito
Santo ou Revelação.

Em segundo
lugar, Jesus afirmou que onde estivessem dois ou
três reunidos em Seu nome, Ele ali estaria. Ele não disse clérigos,
nem disse que seria em
templos de pedra, de pau ou coisa que
pareça. Porque Ele batizou em Espírito Santo, sendo que os dons
mediúnicos e os espíritos não são de controle das clerezias.

Também não
disse, Jesus, que para Ele estar presente, em si ou
através dos espíritos mensageiros, deveriam os homens arranjar
fantasias e fabricar ídolos, tudo isso que já é crime contra os Dez
Mandamentos. Ele veio derramar do Espírito Santo sobre toda a
carne, precisamente para dar fim à pior praga de todos os tempos,
que sempre foi o clericalismo, a fábrica de ignorantes e criminosos.

E ainda outro quesito em favor da Verdade, pois o quetira a orfandade é o Consolador ou Espírito da Verdade, isto
é, a Revelação. Para que ninguém ficasse órfão da Verdade,


afirmou Jesus que enviaria o Consolador; e basta ler os capítulos
um, dois, sete e dezenove dos Atos, para saber como Jesus agiu,
em cumprimento de Sua palavra.

Em síntese, tudo é questão de retornar ao modo
de reunir dos
Apóstolos, que é como se encontra no capítulo quatorze da Primeira
Carta aos Coríntios; e fazendo assim o resultado é – Espiritismo!

  • 241

“Porque o Filho do homem é Senhor até do sábado mesmo” –
Jesus.

O maior crime é tirar o mérito da Virtude e da Sabedoria para
dá-lo ao formalismo, aos sacramentismos, às liturgias. Sábados,
templos materiais, vestes e todo o aluvião de engodos inventados
pelos homens mercenários da fé, representam crimes contra a Lei
de Deus, que manda adorar em Espírito e Verdade, assim como o é
Deus, querendo que assim venham a ser os Seus filhos.

Jesus foi parar na cruz pelo fato de se levantar contra as idolatrias;
e se alguém quiser saber como agem agora os homens, saberá
que agem do mesmo modo, embora em nome d’Ele. O erro
tomou rótulo
novo, para se justificar. E atrás dos erros ditos religiosos,
continua
a procissão
de outros erros, vindo a ser a sociologia
terrícola um verdadeiro mistifório. Faltam o Saber e a Virtude, e
sobram os engodos, as superficialidades, os rótulos e os fingimentos.

  • 242

“Misericórdia quero e não sacrifício” – Mateus, cap. 12.

Para compreender essa advertência do Cristo, preciso se torna
conhecer e viver estas cinco palavras: Moral, Amor, Revelação, Saber
e Virtude. Nenhum fetiche, nenhuma formalidade, coisa alguma
poderá jamais igualar
à prática de tais verdades fundamentais.
Contra elas não prevalecem argumentos, e sem elas todos os argumentos
são ridículos.

Todavia, como aquelas palavras não servem aos homens, e muito
menos aos homens que fazem das coisas do espírito um simples
comércio ou meio de vida, eis que temos o mundo como ele é –
falho de virtudes e referto de hipocrisias!

  • 243

“Porei o meu Espírito Santo sobre ele, e ele anunciará às gen

tes a justiça” – Isaías, cap. 2.

Eram chamados, no Velho Testamento, Homens de Deus, os
Médiuns, ou Profetas; porque eles tinham contato com os anjos,
espíritos ou almas, que lhes falavam, para que eles anunciassem.
Por isso mesmo que disse Jesus, no Seu tempo, aquilo que está
assim redigido:

“Na verdade, na verdade vos digo, que vereis o céu aberto, e
os anjos subindo e descendo sobre a cabeça do Filho do homem”

– João, cap. 1.
Por isso perguntam muitos, e com muita razão, se Jesus não foi
um Médium
ou Profeta. Ele mesmo disse que um Profeta não deveria
morrer
fora de Jerusalém, para que a culpa de mais um crime
ficasse ali. E na hora de ser preso, lembrou aos discípulos que, se
não fosse para ser assim, teria a Seu favor doze legiões de anjos.
No Horto, afirma Lucas, teve um anjo para consolá-lo. E como anjo,
espírito e alma quer tudo dizer o mesmo, na linguagem bíblica, no
Tabor apareceram Moisés e Elias. Quem tem inteligência não faz
confusões; mas quem não a tem, procura a confusão, para defender
sua ignorância, isto é, o seu sectarismo.

  • 244

“Onde o bicho que os rói nunca morre, e onde o fogo nunca se
apaga” – Jesus.

A Justiça Divina, que em todos os tempos deu, dá e dará a cada
um segundo as obras que praticar, teve e tem, na Escritura, várias
designações alegóricas ou simbólicas. Fogo eterno, bicho que rói,
etc. De qualquer forma é instrumento eterno de justiçamento, o
que não significa que um filho de Deus fique eternamente sem sair
dali.

O fogo eterno, que é a Justiça Divina, faz pagar até o último ceitil;
e o espírito culpado, uma vez ressarcido, continua a marcha em
demanda à Pureza e à Sabedoria. Ninguém deve confundir entre a
perenidade da Justiça Divina e a perenidade de estadia ali. O fogo
eterno fica e o espírito transita apenas.

Quanto aos religiosismos, ou dogmatismos clericais, que afirmam
a eternidade da culpa, isso é próprio de seus erros ou dogmas;
eles não procuram ficar com Deus, mas sim com os seus absurdos,
porque fazem da fé meio de vida e de outras maquinações
mundanas. Quem se sentir livre pela graça de Deus, que abandone
aos poucos as chicanas clericais; assim é necessário, para que a
Terra deixe de ser um mundo de guerras, pestes e fomes.

  • 245

“Espírito surdo e mudo, eu te mando, sai desse moço, e não
tornes a entrar nele” – Jesus.

Jesus passou
a vida a expelir espíritos maus e a confabular com
espíritos bons ou da Verdade. Que é preciso dizer mais, depois de
se saber que foi falar com Moisés e Elias, no Tabor? Que é preciso
saber mais, depois de se saber que tinha os anjos, espíritos ou almas,
subindo e descendo sobre a sua cabeça?

Todavia, os chicanismos
clericais pretendem o contrário, para
conservar a Humanidade em estado de ignorância e blasfêmia.

  • 246

“Se alguém quiser ser o primeiro, será o último de todos, e o

servo de todos” – Jesus.

Para que toda a casa fosse um receptáculo da Palavra de Deus,
que é a Revelação, Jesus veio batizar em Espírito Santo ou Revelação;
mas os homens perversos inventaram clerezias, idolatrias
e ensinaram a blasfemar contra o Instituto da Revelação, que é

o Consolador. E até se pretendem santidades infalíveis, quando o
Divino Molde nem de Bom quis ser chamado!

  • 247

“Com quanta dificuldade entrarão no reino de Deus os que

têm riquezas” – Jesus.

O reino de Deus, para Jesus, era o Plano Crístico, aquele dito
Oitavo Céu, de onde viera Ele, para cumprir Sua função missionária
na Terra. É o Céu dos libertos, daqueles que se tornaram acima de
mundos, formas e transições; daqueles que reencarnam por vontade
própria.

Aqueles que se apegam aos bens do mundo em geral, não apenas
às riquezas, naturalmente retardam a entrada no Plano Crístico.
Convém notar, para efeito de respeito à Verdade, que enquanto
se tratar de espíritos embrionários em evolução, haverá muitos
ricos caridosos e simples, e muito mais pobres empanturrados de
inveja, despeito e outros defeitos.

Como de experiências e provas se fazem os libertos, convém
pensar no dever de saber ter e não ter, como de saber conhecer
e saber ignorar. Porque uns nunca responderão pelos outros,
mas cada um por si ou pelas suas obras. Se houver erro, isso basta
a cada um, sem ser necessário que um irmão ponha o dedo
a pesar sobre o outro. A Lei acionará a Justiça no devido tempo,

sem a interferência humana; e como ninguém está acima de falhas,
mais convém ajudar a consertar com a Lei, do que apontar e
desejar o mal ao semelhante, seja lá pelo motivo que for.

  • 248

“E o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes,
e aos escribas, e aos anciãos, e sentenciá-lo-ão
à morte, e o entregarão aos gentios” – Jesus.

Enquanto a Terra contiver clerezias; enquanto a Humanidade
sustentar mercenários das coisas de Deus; enquanto homens fantasiados,
idólatras e dogmatistas passarem por ministros de Deus,
a Verdade viverá crucificada e a Humanidade terá que responder
por isso.

Quando Deus e Suas verdades forem cultivadas em Espírito e
Verdade, pelo fato de ter a Humanidade se compenetrado destas
cinco palavras: Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude, então todas
essas porcarias desaparecerão, vindo a reinar a Paz e a Ventura
entre as gentes. Aquele que tiver a inteligência lúcida e o coração
puro, entenderá isto. Os outros pensarão, como pensaram os sacerdotes,
os escribas e os anciãos, sobre Jesus, motivo por que

o crucificaram. Porque o trabalho de Restauração e Consolidação,
está sendo feito entre gentes do mesmo teor, da mesma insuficiência
espiritual.

  • 249

“Este povo honra-me com a boca, mas o seu coração está longe
de mim” – Marcos, cap. 7.

Jesus recorreu muitas vezes, ou todas as vezes, aos Profetas,
para fundamentar os Seus temas de caráter doutrinário; este que
ora transcrevemos pode ser procurado no imortal capítulo sete do
Profeta Zacarias. Porque os exteriorismos sempre foram os argumentos
usados pelos mercenários da fé. Com isso
sempre fizeram
subverter a ordem das coisas, encaminhando a Humanidade para
a ignorância e para o erro.

Aos espíritas cumpre cuidar da Verdade Profética, pois é certo
que já são em
demasia os agrupamentos farisaicos da Terra. Tendo
um coração limpo e um cérebro lúcido, por certo que haverá uma
conduta amorosa para com os irmãos, sendo isso que a Deus agrada.
Não convém tapar o buraco por onde passa o mosquito, para
deixar aberto aquele por onde passa o camelo…

  • 250

“Então Jesus, tirando-o do meio do povo, e tomando-o de parte,
meteu-lhe os seus dedos nos ouvidos; e cuspindo, pôs-lhe da
sua saliva sobre a língua” – Marcos, cap. 7.

Jesus usou de muitos recursos para realizar Suas curas; de recursos
que foram tirados, propositalmente, dos documentos deixados
pelos Apóstolos. E como tivesse Ele os anjos, espíritos ou
almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça, que quer dizer ao
Seu redor, qualquer um pode compreender de onde Lhe vinham os
ensinamentos e os conselhos.

Paulo diz, numa das Epístolas, que enquanto encarnado, Jesus
era um pouco inferior aos anjos; isto é, aos espíritos bons e livres
ou de Deus. É uma verdade simples, muito simples, que qualquer
de nós, que conheça suas vidas e função no mundo, compreende
com toda simplicidade.

Quanto aos meios de cura, cumpre dizer o seguinte: A Escola de
Profetas de Israel, ou de Nazireus, ou também chamada de Escola
Essênica, tinha elementos pertencentes a três categorias:

a – Os filiados em geral, solteiros e casados, que viviam a vida
simples da agricultura, sem outros deveres que não fossem observar
a conduta que a Lei determina, e de estar a par dos movimentos
da Escola ou Ordem;

b – Os Nazireus, ou Médiuns, que se versavam no exercício profético
ou mediúnico. Tudo dependia dos anúncios vindos antes de
nascerem, ou da vontade do indivíduo, por causa de faculdades
que se lhe manifestavam. A Bíblia contém muitos informes, sobre
filhos que foram oferecidos, pelas mães, ao serviço profético, etc.;

c – Os Terapeutas, que muitas vezes eram também Nazireus, e
que faziam aprofundados estudos de medicina, começando pelo
espírito, observando o perispírito e considerando os reflexos no
corpo somático.

Não é preciso lembrar que Jesus, o Messias, o Ungido, o Divino
Delegado, o que tinha o Espírito de Profecia Sem Medida, tinha
tudo aquilo, e mais aquilo que por ora é difícil fazer entender.
Quando os leitores se fizerem elementos do Grau Crístico, e receberem
um tal Divino Encargo, hão de saber o que é. Enquanto
isso não ocorrer, por sim e por não, terão que movimentar a pedra
contraditória…

  • 251

“Sobre o que Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-
lo” – Marcos, cap. 8.

Nunca teria sido com má intenção o propósito de Pedro; experimentado
da vida, achou que devia encurtar o entusiasmo do jovem
Jesus. É que lhe seria difícil considerar certas diferenças de
ordem vibratória ou dimensionais; porque Jesus via a Terra pelosvisos do Céu, enquanto ele, Pedro, pretendia medir o Céu pelos
visos da Terra. A diferença é tremenda!

Deixemos porém o velho pescador, que não foi achado à beira
da água, porque já havia sido discípulo de João Batista, visto ser
filiado à Escola de Profetas, e vamos dizer que depois dele, muitos
milhares de outros têm feito pior, porque em lugar de pretenderem
apenas aconselhar, tudo quanto fazem é perverter, é corromper
a Excelsa Doutrina deixada por Jesus. Subvertem, corrompem,
induzem a tremendos erros e se acreditam ministros de Deus!…

  • 252

“Se a lei de Cristo penetrou nas consciências individuais e até
uma certa medida na vida social, é ainda a lei pagã e bárbara que
governa as nossas instituições políticas. ” – G. I.

O feliz Autor de OS GRANDES INICIADOS faz, no final de sua
Obra, considerações bastante ponderosas sobre os reflexos que a
lei de Cristo, como ele qualifica, não teve ainda sobre a vida social
das gentes. Como, perguntamos nós, poderia ter
acontecido isso,
se as religiões sempre foram as adversárias das Grandes Revelações?

Porque as Grandes Revelações sempre tiveram por base a Moral,
o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude. Isto, para que as verdades
fundamentais que se encontram expressas nestas palavras

– Essência, Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade,
Reencarnação, Comunicação, Habitação Cósmica e
Sagrada Finalidade – pudessem ter franca penetração por parte
das gentes.

Que fez, entretanto, a clerezia organizada em caracteres político-
mercenários? Não arranjou dogmas os mais absurdos, para
contrariar as verdades fundamentais? Não andou
trucidando Profetas
e crucificando Cristos? Não vive ainda de mancebia com os
governos temporais, pagãos e bárbaros, a vender
fetiches, a fabricar
ignorantes e blasfemos, e tudo em nome de Deus, da Verdade,
do Cristo e do Bem?


Se, repetimos, os que falam em Deus, tudo fazem para destruir
as verdades de Deus e implantar as suas maquinações idólatras,
traindo francamente os ideais de Sabedoria e Virtude, porque renegando
a Moral, o Amor e a Revelação instrutiva; se, afirmamos,
em nome de Deus fazem
descrer das nobres ações e do conhecimento
das leis simples da chamada Criação, como poderia ser
que os governos temporais, pagãos e bárbaros, tivessem melhores
propósitos?

Ademais, a lei de Cristo é apenas um modo de falar, e modo
muito insuficiente, porque o Cristo foi apenas o Transmissor da Excelsa
Doutrina. Ele sempre disse que a Doutrina é do Pai. E como
assenta Ela nos três sentidos da Lei de Deus, que são a Moral, o
Amor e a Revelação, tudo está, no Cristo, absolutamente exato.

Não aceitamos, de modo algum, o conceito de que as igrejas em
geral sejam filhas do Cristo; porque o Cristo transmitiu a Excelsa
Doutrina, cujas bases são as verdades de Deus e não os engodos
inventados pelos homens idólatras e blasfemos dessas mesmas
verdades. Nada de igrejas e tudo de conhecimento e culto da Excelsa
Doutrina. A unidade depende da Lei de Deus, cujos três sentidos
o Cristo viveu, porque devia ficar, como ficou sendo, o Divino
Modelo!

Com um pouco de honestidade mental, tudo voltaria ao Caminho
do Senhor, que era o nome do Cristianismo Primitivo. Ali não
havia clerezias, dogmas, rituais, liturgias, salamaleques comerciáveis
e outros engodos pagãos.

  • 253

“Quem te fez a ti príncipe e juiz?” – Atos, cap. 7.

Esta transcrição, feita do capítulo sete dos Atos, poderia ter sido
feita do Velho Testamento, porque a pergunta foi dirigida a Moisés.
Entretanto, convém repisar a grandeza deste capítulo, pelos motivos
que contém. Por isso é que nos convidaram, Isaías, Jeremias
e Amós, e João Evangelista, para usá-lo, a fim de que suas lições
fiquem bastante lembradas a todos.

O tema é o seguinte, no momento – Tudo aquilo que vem de
Deus, começa por ser desprezado pelos homens. Assim foi com
Moisés, que fez o que fez; que transmitiu uma vez mais a Lei de
Deus e que foi o primeiro batizador em Revelação ou Espírito Santo.

E Jesus, quando pela primeira vez entrou no Templo, para ensinar,
quiseram atirá-Lo de um monte. Por fim, pregaram-No em
uma cruz, pouco tempo depois.

Ninguém, todavia, conseguiu destruir a Moisés; nem tampouco
existiu quem fizesse o Cristo fracassar. Moisés tirou o povo do Egito,
transmitiu a Lei e foi o primeiro batizador coletivo de Espírito
Santo; e Jesus, que veio derramar do Espírito Santo sobre a carne
toda, ainda acrescentou duas outras vitórias impassáveis, pois voltou
como espírito para fazer isso e deixou o mais frisante exemplo
da ressurreição final do espírito.

Que adiantou a repulsa dos homens?

E assim
mesmo irá acontecendo, pelos tempos afora, porque
Deus não discute com os homens os Seus desígnios. Nem mesmo
os homens, sendo prudentes, iriam perguntar à ignorância o que
fazer com a Sabedoria!

O Espiritismo, tendo por base a Moral, o Amor, a Revelação, o
Saber e a Virtude, jamais irá perguntar ao mundo sobre os seus
fundamentos e finalidades; porque ainda que lhe déssemos outro
nome, em essência seria sempre o mesmo. Quem é que pode contra
as verdades de Deus, Eternas, Perfeitas e Imutáveis que são?

  • 254

“Então punham as mãos sobre eles, e recebiam o Espírito Santo”
– Atos, cap. 8.

A Graça deixada por Jesus, a Revelação ou comunicação dos espíritos,
aquela que tiraria a orfandade, não era uma pagodeira à
maneira da corrupção romana nem tampouco uma alegoria, um
vazio, um misticismo destituído de qualquer positividade, como
querem os protestantes;
era, como o é para o Espiritismo, a comunicação
dos anjos, espíritos ou almas, de maneira variada, ostensiva,
simples e acima de enigmas. Quanto aos protestantes, que
fazem a idolatria da letra e se acomodam ao desprezo pelo Consolador,
isto acontece pelo fato de terem ficado num degrau da escada.
Se compreendessem que o trabalho de reposição das coisas
no lugar começou com João Huss, tendo que passar por Lutero,
para chegar ao trabalho de Kardec, tudo estaria perfeitamente em
ordem.


Acresce que Elias começou o trabalho como João Huss, tendo
feito a Codificação como Kardec, nem assim tendo terminado a
obra, que saltou para o Brasil do século vinte. Lutero é apenas um
passo transitivo, nada mais. E no dia em que se derem a reunir,
daquele modo que está escrito no capítulo quatorze da Primeira
Epístola de Paulo aos Coríntios, descobrirão que o Espiritismo foi
a consequência lógica dos trabalhos precedentes de João Huss e
Lutero.

A grandiosa eclosão mediúnica do século dezenove, de modo
algum poderia ou deveria dar-se, antes de o Evangelho estar espalhado
pelo mundo. A evolução planetária faz, em todos os mundos,
com que haja a infusão entre os dois planos da vida; e para
que esta infusão seja cultivada em base de Lei, cumpre não esquecer
os ensinos evangélicos.

Como a evolução planetária é um fato, e nenhum homem poderia
determinar coisa alguma contra as leis de Deus, melhor fora
que se entregassem ao santo trabalho de procurar o melhor conhecimento,
para virem a ensinar o que podem, do que ficarem,
por simples caprichos sectários, na triste situação de blasfemos do
Batismo de Espírito Santo.

  • 255

“Então disse o Espírito a Filipe: Chega, e junta-te a este coche”

– Atos, cap. 8.
Nada de intuição, inspiração, fantocharia romana ou morbidez
protestante: o Batismo de Jesus, que é do Céu, estabelecimento
concreto da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, para
advertir, ilustrar e consolar!

Discernir sobre os espíritos comunicantes, isso é dever dos cultivadores
do
Batismo de Espírito Santo. Querer anular os desígnios
de Deus é tolice muito grande; o melhor é ser honesto, é procurar

o bom conhecimento, para de fato respeitar a Vontade de Deus,
respeitando assim o sacrifício de Jesus, que pagou com a vida a
Graça que derramou sobre a carne.

  • 256

“Tomai exemplo de mim, que sou manso e humilde de coração”
– Jesus.

Tomaram os homens a Jesus, mas como objeto de maquinações
idólatras, de comercialismos pagãos, de manobrismos políticos os
mais degradantes. Ele nasceu para exemplificar a Lei, que concita à
Moral, ao Amor, à Revelação, ao Saber e à Virtude. Onde estão os
governos e as religiões oficiais que procuram dar conta de semelhante
obrigação?

  • 257

“Ele salvou aos outros, a si mesmo não se pôde salvar” – Marcos,
cap. 15.

De encarar o Céu pelos visos da Terra, muita gente é capaz; mas
de encarar a Terra pelos visos do Céu, isso já é muito diferente.
Aquele que veio para ser
o Modelo Crístico, ou de já ser acima de
mundos, formas e transições, não estava ali, pregado numa cruz,
pelo fato de não poder contra ela ou contra o mundo; estava, isto
sim, para ensinar o caminho da Renúncia, do Perdão e dar ao mundo
o grande ensino da Imortalidade e da Comunicabilidade dos
espíritos.

Primeiro Jesus atraiu a opinião do mundo sobre si, pelas profecias
que a Seu respeito se fizeram, em trinta e seis séculos, e pelo
fato de dizer Ele que era o Cristo ou Messias; depois pela Sua Vida
cheia de portentosos fenômenos mediúnicos, erradamente tidos
como milagrosos; a seguir, pela tremenda perseguição do clero
contra Ele, envolvendo as autoridades romanas; logo mais, pela
ruidosa crucificação, que abalou Israel; em seguida, a ressurreição
espiritual, com a desagregação do corpo físico, por ação espiritual;
e finalmente o comparecimento por onze anos a fio, depois de haver
derramado o Espírito Santo sobre a carne, que foi a Sua função
missionária.

Morrer em uma cruz, diante daquele povo, cuja história foi traçada
sob o profetismo ou
mediunismo, e mediunismo que sempre
foi perseguido e trucidado pelos clérigos, era tão importante como

o nascimento, a ressurreição e o grandioso acontecimento do Pentecostes.
A cruz foi o berço do Seu retorno como espírito, foi o
preâmbulo do Batismo de Revelação, que teria feito a espiritualização
da Humanidade em dezenove séculos, se em
Roma, no quarto
século, não tivesse sido erguida a besta apocalíptica, para eliminar
o mesmo Batismo de Espírito Santo.

Os homens fingidos e hipócritas passaram diante da cruz, lançando
ao Divino Molde as suas blasfêmias; o Pai Divino, entretanto,
fê-los conhecer mais tarde a significação da cruz, colocando o
Seu Messias no píncaro da História. E nós sabemos que tudo em
Cristo irá aumentando, com o aumento da evolução dos terrícolas,
com a integração de cada um no Grau Crístico, fato que não poderá
falhar, custe mais ou custe menos, seja feito na Terra ou em qualquer
Planeta.

A cruz não foi o fim, foi o começo! Não é a Luz que desaparece
no regaço das trevas; as trevas é que desaparecem no regaço da
Luz! Pelos séculos afora, Seus algozes foram reencarnando, ressarcindo
as culpas, aprendendo a amar o Caminho, a Luz e a Vida; e
a Vida, a Luz e o Caminho, jamais afastaram um milímetro a Sua
posição, mas ficou inamovível, perene e glorioso, aguardando o
reconhecimento de cada arrependido. Seus braços, abertos na
cruz, continuaram e continuarão abertos, para todos aqueles que
se fizerem penitentes, simples e humildes. A feliz
diferença, é que
a tortura se converteu em Glória, porque a morte se transformou
em Vida!

  • 258

“Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também teus discípulos
vejam as obras que fazes. Porque ninguém que deseja ser
conhecido em público obra coisa alguma em secreto; já que fazes
estas coisas, descobre-te ao mundo” – João, cap. 7.

Primeiro: Quando José desposou Maria, era viúvo e pai de sete
filhos. Como
Jesus fosse concebido por mediunismo ou inseminação
mediúnica, José a não conheceu, antes que Jesus nascesse.
Depois Maria teve mais quatro filhos, sendo que Tiago, o Menor,
era irmão de Jesus.

Segundo: Que Jesus, por esse tempo, já tinha estado no Cenáculo
do Mar Morto, estando com os Seus dons Sem Medida expostos;
obrava sinais mediúnicos maravilhosos, o que motivava os
comentários dos irmãos. Cumpre saber que Jesus deixou o Cenáculo
com um acompanhamento de setenta discípulos, dentre os
quais escolheu doze, para honrar as doze tribos de Israel. Desejou,
com isso, reunir as tribos e prepará-las para o ministério do Consolador,
o que infelizmente não aconteceu, por causa da guerra
que lhes moveu o clero.
Se Israel tivesse compreendido o Cristo,

o derramador do Espírito Santo, anunciado por todos os Profetas,
nenhuma Roma jamais poderia ter eliminado a Doutrina da Moral,
do Amor, da Revelação, do Saber e da Virtude, para implantar o
seu imperialismo idólatra e blasfemo.

Terceiro: Nenhum dos irmãos de Jesus poderia saber em que pé
as coisas iriam ficar; porque no devido tempo tudo iria acontecer,
como aconteceu, para com Aquele que tinha o Espírito de dons e
sinais Sem Medida, tendo portanto os anjos, espíritos ou almas,
subindo e descendo sobre a Sua cabeça. Para um acontecimento
ser bem reconhecido, preciso se torna que tenha tradição, que
seja conhecido pelos que observam o acontecimento. Como poderiam
eles saber dos poderes de Jesus, e dos feitos de que viria a ser
motivador, e das marcas que deixaria no mundo, se o Cristo lhes
estava completamente fora de órbita? Como julgar integralmente
a um homem que, pela primeira vez, produziria diante do mundo
tais coisas? Porque é indiscutível que através de Jesus, obrou Deus
fenômenos ainda desconhecidos na Terra. Sua delegação missionária
abrangia extensões que o mundo, que a Humanidade ainda
não pode compreender. E, portanto, aqueles que quiserem analisar
o Cristo, hão de Lhe ficar devendo muitas insuficiências.

  • 259

LEVANTA-TE ISRAEL!

Chegada a hora, beira o rio Jordão,
O Florão Celeste, a luz dos milênios;
Jesus palmilha a Terra, é todo Unção,
E traz a Graça, o Iniciador dos Essênios.

A Doutrina é Lei, Graça e Verdade,
É Moral, é Amor, é a Fiel Revelação;
Pertence à carne, gera a Liberdade,
Não tem proprietários, é consolação.

Ouví Raças, Povos, toda a Humanidade!
Joel freme na promessa, o profetismo!
Falarão almas de Verdade, em comunicação,
Fazendo do Consolador a Voz do Cristianismo!

Israel, entretanto, nega e trai Jesus,
Vendo Nele o homem cheio de feitiçaria…
E diz o Talmud, por isso foi Ele à cruz,
E em Roma, o Consolador o fim encontraria.

  • 260

A BESTA E A RESTAURAÇÃO

Sofre a Terra, choram as almas, há luto,
Invadem o mundo, cobrem-na as inquietações!
Roma profana a Revelação, age a seu muto,
Blasfema do Espírito Santo, urde suas maquinações!

Prostrado o Cristo, em Seu Augusto Batismo,
Vicejam idolatrias, animalismos, podridões;
Roma alarga o crime, é centro de vandalismo,
Elimina e quebranta, a Luz das Revelações.

No Céu em tempo, Jesus ordena restaurar,
E descem à carne, as almas de eleição;
Trazem o celeste encargo, de começar,
De cavar alicerces, para a Codificação.

Wicliff na Inglaterra, estuda e brada,
Enquanto João Huss, pensa na renovação;
A Checoslováquia freme, gente revoltada,
E o Consolador começa, ali a ter brandão.

Marcham os ideais da Verdade, Lutero vem,
E conseguindo o livre culto, traz alegria;
Traduz a Bíblia, expande-a mundo além,
E o Novo Pentecostes, dentro em breve seria.

João Huss volta à carne, em prosseguimento,
Para fazer o trabalho, de ensinos codificar;
A Codificação é o extrato do Novo Testamento,
Feito à Luz do Consolador, Instrumento de Informar!

A Luz que no Pentecostes Jesus fizera jorrar,
O sistema de reunir, que Paulo tanto expandira,
Elias em Kardec, fizera estuante retornar,
E vigorar triunfante, como jamais o mundo vira.

A perversidade humana, cópia da crucificação,
Tudo fez e tudo faz, para crucificar a renovação;
Mas quem a defende é Jesus Cristo, o Seu fautor,
Porque Ele morreu na cruz, para legar o Consolador!

Quem por despeito, não quiser aceitar a Codificação,
Que fique com o Livro dos Atos, em fiel interpretação;
Como na Primeira de Coríntios, quatorze, faça reunir,
E daquele modo, os espíritos de Deus se farão ouvir.

O que importa é não blasfemar do Batismo de Jesus,
Que foi e é do Céu, por ser a própria Revelação;
Porque a ela chamavam – Palavra de Deus, e na cruzJesus lhe deu, para todo o sempre, Sua homologação.

  • 261

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu” – João, cap. 6.

Cristo não é nome, é grau. Jesus, o Cristo Planetário, veio representar
na Terra o próprio
Deus, o Pai Divino. É a Síntese das Verdades,
que por sua vez é a Verdade Absoluta em expressão humana,
para servir de Modelo, para significar a Sagrada Finalidade a quetodos estão por Deus destinados.

Em Jesus, portanto, a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a
Virtude, tinham toda a expressão; mas destas verdades cada um
irá sabendo perfeitamente, quando nelas for penetrando, por evolução.
O intelecto não basta para conhecer perfeitamente; para
isso é preciso viver. E viver, saiba quem quiser, só mesmo por evolução,
pela integração em um tal estado.

  • 262

“Eu sou quem o conheço; porque dele sou, e ele me enviou” –
João, cap. 7.

Era preciso ter uma coragem de Cristo, para afirmar diante da
gente pagã e bárbara, apesar de se acreditar religiosa, que era

o Cristo, que era o Messias, esperado desde Abrão, o primeiro a
profetizá-lo. Porque só veem o corpo e não o espírito, observam o
exterior e não o interior.
Restariam os fenômenos
maravilhosos obrados, não é isso? Mas
para eles arranjaram o diabo, designaram Belzebu!… No Talmud,
livro de leis dos Rabinos, está escrito que Jesus foi condenado na
véspera da Páscoa dos Judeus, por Se ter entregue às magias e
sortilégios.

Observação: Na hora da Restauração da Excelsa Doutrina, cujo
fundamento é o Batismo de Espírito Santo ou Revelação, que dizem
os clérigos? Não dizem a mesma coisa da obra de Elias, o Kardec
Restaurador?

  • 263

“Eis aqui o homem” – Pilatos.

Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, era de antes
de haver o mundo terráqueo, provando com isso as leis de evolução,
de hierarquia e de reencarnação?

Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, nascera por
inseminação mediúnica e se fizera homem adulto entre os Nazireus,
às margens do Mar Morto, e que dali saíra com ordens do
mundo espiritual, para desempenhar a maior função jamais levada
a termo por homem sobre a Terra?

Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, passara a
vida expelindo maus espíritos, confabulando com os bons, e quepor fim batizaria em Revelação, para não deixar órfã a Humanidade?

Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, foi o único
que morreu primeiro, venceu a morte e retornou, para cumprir a
Sua missão de derramador do Espírito Santo sobre a carne?

Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, viria a ser o
Exemplo da Ressurreição final do espírito?

Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, deixaria uma
Excelsa Doutrina, fundamentada na Moral, no Amor, na Revelação,
no Saber e na Virtude, e que por isso mesmo, jamais poderiam
contra ela as portas da inferioridade?

Saberia Pilatos, que a Doutrina deixada por Jesus,
viria a ser corrompida
pela Roma pagã e bárbara; que em seu nome fariam jogo
político, maquinações infernais, fingimentos e blasfêmias, simulações
e comercialismos pagãos, com os quais inundariam a Humanidade
de ignorâncias e de erros clamorosos?

Saberia Pilatos, que mais tarde as coisas seriam repostas no lugar,
com a volta de Elias,
e que a Doutrina reposta no lugar viria a
ter o nome de Espiritismo, tendo os mesmos fundamentos, a Moral,
o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude?

E saberia Pilatos, enfim, que as clerezias corruptas, ainda uma
vez mais fariam guerra à Excelsa Doutrina, chamando-a coisa de
Belzebu, assim mesmo como fizeram com Jesus?

Claro que Pilatos jamais poderia saber isso, daquele homem
que estava apresentando, pois ele era apenas um espanhol, tido
como pagão, contando com o direito de cidadania romana e

ali desempenhando a função de procônsul. Se os sacerdotes, escribas
ou teólogos, e os fariseus, que deviam saber das Escrituras,
se portaram do modo que se portaram, como iria ele, um pagão,
saber fazer coisa melhor?

E hoje em dia, dezenove e meio séculos depois, como agem
aqueles que se dizem cristãos? Não vivem a fazer coisas muito piores,
e em nome de Deus, da Verdade e do Cristo, que é o Divino
Representante? Sabem fazer outra coisa, que não sejam longos
discursos, simulações e idolatrias, rituais pagãos e blasfêmias contra
o Batismo de Revelação?

  • 264

“E Ele, quando vier, arguirá o mundo do pecado, e da justiça, e

do juízo…” – João, cap. 16.

“Assim que, exaltado pela destra de Deus, e havendo recebido
do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este,
a quem vós vedes e ouvis” – Atos, cap. 2.

“As coisas ocultas do seu coração se fazem manifestas, e, assim,
prostrado com a face em terra, adorará a Deus, declarando

que Deus verdadeiramente está entre vós” – I. Ep. aos Coríntios,

cap. 14.

Primeiro texto: O que faria o Batismo de Espírito Santo ou Revelação,
uma vez que sua função é advertir, ilustrar e consolar. O
Consolador ou Espírito Santo, prometido pelo Pai e trazido por Jesus,
para toda a carne, jamais foi uma figura imaginária, ou a terça
parte de Deus, como querem os corruptores da Excelsa Doutrina.
É a Revelação, a comunicação dos anjos, espíritos ou almas, com o
fim de informar diretamente e de fato.

Segundo texto: A promessa cumprida, o Consolador em plenafunção, fazendo a parte que lhe competia e competirá. Se os homens
corruptos perverteram a Doutrina, no tempo devido foi reposta
no lugar e se chama Espiritismo. Todavia, quem ler o capítulo
dois do Livro dos Atos, verá que Jesus não prometeu o Consolador
para vinte séculos depois; porque o Consolador foi o Seu Batismo,
a Graça que devia deixar e deixou no mundo. O Espiritismo é apenas
a sua Restauração.

Terceiro texto: Paulo, o Cavaleiro Andante do Consolador, da
Revelação que adverte,
ilustra e consola, escreveu muito bem
como se faz o seu cultivo; isto é, como se faz uma sessão espírita,


onde os santos espíritos não são apenas a palhaçada, assim como

querem os clericalistas romanos e outros, ao tratarem do Consola

dor ou Espírito Santo.
Quando os religiosismos tiverem fim, a Verdade triunfará!

  • 265

O ETERNO PRESENTE

Em Deus tudo é Eterno, Perfeito e Imutável,
Enquanto na Sua Manifestação, tudo é mutável;
A centelha espiritual é em si toda evolutível,
Devendo vir a ser, de Deus, expressão visível.

No movimentar do Cosmo sempre esteve, sabemos,
Fervilhando os mundos e as centelhas, lembremos;
Tudo é em Deus Eterno, sem Passado e sem Futuro,
E viver no Eterno Presente, já é do ser maduro.

Convém lembrar as Tradições Iniciáticas, e bem,
Para efeito de experiências acumuladas além…
Mas é necessário lembrar, que o Céu de Verdade,
Cada um o tem em si, e que nisso há simplicidade.

A Tradição que faz a Sabedoria, cuidado com ela,
Porque ensina o Bem e o Bom, mas cria a procela;
Faz o homem ferrujado, inventa o tardo e piegas,

Escravo de gestos e palavras, pensando ser o degas.

Ensinos e Templos, Tradições e Iniciações grassam,
Mas a Divindade Interior, elas nunca ultrapassam!
Viva o homem o Saber e a Virtude, e seja Harmonia,
Que Eterno e Presente é, no seio da Divina Sabedoria!

Busque o Programa que bem queira, segundo a Verdade,
Conforme as suas posses de assimilação, de capacidade;
Mas não olvide que a Divindade está no seu interior,
E que ali está o Templo Sagrado, para oficiar o Amor!

Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude, entendei,
Não datam de tempos e de eras, bem que vos lembrei;
Não foram e não são apenas agora, respiram Eternidade,
Estão dentro de vós, e em vós clamam para a Liberdade!

Desperta, portanto, ao Cristo Interno que aí jaz,

Que no Eterno Presente é, fazendo bem quem o faz;

Construa, homem, a sua Catedral Interna, com Amor,

Deixando que Deus viva em si, como fez Nosso Senhor!

  • 266

“A tradição” – Humanidade.

Em Moisés temos a Lei de Deus e o primeiro batismo coletivo
de Espírito Santo ou Revelação; e disse que o Senhor Deus suscitaria
um Profeta, como ele, do meio do povo, e que aquele que o
não ouvisse, seria tirado do Livro da Vida; deixou, pois, o caminho
aberto à evolução doutrinária…

Jesus afirmou que tinha
mais para dizer, e que não o fazia na
hora, em virtude da falta de entendimento dos Seus contemporâneos…
O Consolador ou Espírito Santo, que quer dizer a Revelação,
iria fazendo, no curso do Tempo, as anunciações necessárias…

O Espiritismo ensina que a evolução é um fato; e nós bem sabemos
que não é possível dizer, ainda, certas verdades. Porque
a semente lançada na terra fora de tempo, além de ser perdida,
demonstra a falta de prudência do agricultor…

Entretanto, e infelizmente, não faltam os que fazem da tradição

o instrumento de assassínio da evolução. Estes tais se apoderam
de alguns conceitos, deles fazem dogmas e rituais, e depois tocam
a blasfemar contra tudo quanto seja evolução!
Tomaram o nome de Moisés, para crucificarem
o Cristo; agora
tomam o nome do Cristo, para terem como querer crucificar a
Restauração do Caminho
do Senhor, cujas bases são as mesmas!
Quando aprenderão a ser prudentes?

  • 267

“Porque do que está cheio o coração, disso fala a boca” – Jesus.

Logo, é
muito fácil saber porque falam contra a Moral, o Amor,
a Revelação, o Saber e a Virtude!

E ainda há coisas mais dificultosas, contra as quais falarão com
tanto mais ardor, e tudo
por ignorância. Estas coisas são: Essência,
Existência, Movimento, Evolução, Imortalidade, Responsabilidade,
Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade.
Porque estas dez verdades básicas, para serem de fato
respondidas, reclamam a consciência de um espírito cristificado!
Cristificado e que fale de fora da carne, porque a encarnação é um
verdadeiro embotamento!

  • 268

“Não é o discípulo mais do que o mestre; mas o discípulo será
perfeito, se o for como o mestre” – Jesus.

Os cristãos não podem ser ainda discípulos fiéis, porque mais
pretendem ensinar ao Cristo, com os seus dogmas e rituais, do que
aprender com o Cristo, pelo conhecimento da Excelsa Doutrina.
Não querem Doutrina, querem religiosismos!

  • 269

“Foi ali que Jesus ministrou aos seus discípulos as últimas instruções
sobre o futuro da religião que acabara de fundar…” – G. I.

Já dissemos que o célebre Autor de OS GRANDES INICIADOS,
ao tratar de Jesus, cometeu erros enormes por desconhecer o que
seja um Profeta portador do Espírito Sem Medida, ou Médium Integral
de Deus. Soubesse ele alguma coisa do esperado derrame
de Espírito Santo sobre a carne; lesse com atenção os capítulos
um, dois, sete, dez e dezenove dos Atos; e também os doze e quatorze
da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, e nunca diria que
Jesus fundou religião, ou que tivesse feito ainda em vida!

Jesus retornaria como espírito, para testemunhar a imortalidade
e a comunicabilidade dos espíritos, e em seguida lavrar o glorioso
tento que foi o Pentecostes, como se encontra perfeitamente
exposto no capítulo dois dos Atos. Se em Jesus alguém quiser
encontrar religião, esta será a Verdade conhecida e vivida, sem a
ingerência de clerezias, idolatrias, simulações e comercialismos
pagãos.

Resta saber, ainda, que nenhum dos Grandes Iniciados fundou
religião alguma, sendo que estas surgiram depois deles, usando
indevidamente seus nomes. Porque os Grandes Iniciados cultivaram
faculdades e virtudes, ensinando a cultivá-las, com o fito de ir
libertando as gentes das garras do fetichismo.

Em Cristo, por ser Cristo, Deus é Espírito e Verdade, sendo que
os filhos de Deus devem procurar ser isso, também, abandonando,
pois, a tudo quanto sejam engodos, simulações,
fingimentos, nobiliarquias,
etc. O Reino de Deus, que cada um tem dentro de si, e
que não virá com mostras exteriores, como afirmou tantas vezes,
virá como obra de trabalho íntimo, ao trilhar os caminhos do Saber
e da Virtude.

Os instrumentos doutrinários, por sua vez, são a Moral, o Amor
e a Revelação. Esta tríade nunca será escrava de manobrismos sectários!
Esta rocha é totalmente acima de engodos humanos! Porque
as eras passarão, as raças e os povos, mas esta rocha ficará
para sempre, uma vez que é parte integrante das Verdades Divinas,
que são Eternas, Perfeitas e Imutáveis!

Pela Moral, ninguém falsifica a Lei de Deus, que em si mesma
não sofre de lesão alguma; pelo Amor, um irmão irá à Renúncia a
bem de outro irmão, e isto é acima de simulações e ritualismos
quaisquer; pela Revelação, conhecerá as verdades fundamentais
da chamada Criação, suas leis e fenômenos, fato que supera a toda
e qualquer ideia de manobrismos sectários; pelo Saber em geral,
espiritual e temporal, os filhos de Deus saberão que ninguém vive
de mistérios, milagres, fingimentos e aparências, sendo exato que
tudo tem explicação, seres, coisas e fenômenos, mesmo que os
mesmos filhos de Deus possam não saber explicá-los; e pela Virtude,
cada um procurará dar dignos frutos pelo exemplo, procurando
conhecer e ensinar bem, procurando fazer trabalho útil, edificante,
jamais desejando ser o parasita dos semelhantes, pelo fato de
saber que Deus não é especial para ninguém, e
que ninguém é
especial para Deus, porque Suas leis são integralmente universais.

Cada qual, portanto, dará mais ou menos contribuição aos semelhantes,
consoante suas possibilidades evolutivas, considerando
que nisto não vai favor ou esmola alguma, por ser a lógica do
Supremo Determinismo e Supremo Determinismo que se revela
no fato de provar que ninguém pode viver exclusivamente de seus
exclusivos recursos individuais. O Supremo Determinismo prova
que uns dependem dos outros, sendo que todos dependem de um
Sagrado Princípio, que é Deus.

Aqui reside a multimilenária Consciência da Unidade, pregada
por todos os Grandes Iniciados e vivida exemplarmente pelo Cristo;
quem isto de fato vier a experimentar, ou conceber, jamais pretenderá
que o Cristo andou pela Terra para fundar
religião ou seita.
A Verdade que demonstrou é cósmica! O Caminho que indicou é
cósmico! A Vida que revelou é cósmica! A Ressurreição que demonstrou,
por isso mesmo demonstrou-a em Luz, Glória e Poder,
pelo fato de ser no Seio de Deus, que é a Divina Essência, Onipresente,
Onisciente e Onipotente.

  • 270

“Espiritismo” – Codificação.

Elias devia vir, consoante as palavras do Cristo, no devido tempo,
para restabelecer tudo. Pelo fato de ser a reposição do Batismo
de Espírito Santo, ou Graça consoladora que Jesus deixaria a toda a
Humanidade, começando a sua disseminação pelo Povo de Israel,
Kardec foi aconselhado a pôr-lhe o nome de Espiritismo.

Em linhas gerais, portanto, Espiritismo é sinônimo de Caminho
do Senhor ou Doutrina Excelsa, que Jesus nunca disse ser Sua, porém
do
Pai ou da Verdade. Suas bases são a Moral, o Amor, a Revelação,
o Saber e a Virtude. Quem procurar saber e viver assim, terá
bebido na Fonte Crística, superando a lei das encarnações obrigatórias,
vindo a ser acima de mundos, formas e transições. E se
em algum tempo quiser reencarnar, será por vontade própria, em
benefício de seus irmãos menores, como Jesus o fez.

No Espiritismo louvamos todos quantos trabalharam e estão
trabalhando pela Humanidade; os Grandes Iniciados não viveram,
não foram; eles vivem e são aqueles que auxiliaram a fazer a Restauração,
assim como auxiliam a fazer a Consolidação.

  • 271

“O passado dos mundos estremece, assim, na luz astral, em
miragens incertas, e o futuro existe nele com as almas vivas que

o destino fatal força a descerem à carne. Eis o sentido do Véu de
Ísis e do Manto de Cibele, no qual se urdem todos os seres” – G. I.

Vejamos aí os mundos, a começar das nebulosas, carreando as
mônadas espirituais, forçando-as ao trabalho evolutivo. E forçando
de modo dialético, com a devida incidência de um sobre o outro,
do espírito sobre a matéria e vice-versa.

Primeiro é a matéria que arrasta o espírito, que o mergulha no
turbilhão das movimentações telúricas, obrigando-o a se desenvolver;
e mais tarde, quando relativamente desenvolvido, começa
ele a sua ação, procurando neutralizar as influências da matéria.

No Cristo, Modelo de Emancipação, a palavra de ordem é abandonar
o Reino do Mundo
e marchar para o Reino do Céu, do Puro
Espírito. Deus é Espírito e Verdade e assim quer que Seus filhos
venham a ser.

Não é fácil compreender?

Não foram grandes, em Verdadeira Sabedoria, os Grandes Iniciados?

  • 272

“Uma vez transportado a esse elemento, o espírito do vidente
sai das condições corporais” – G. I.

É notável o que diz Pitágoras sobre a Luz Astral ou Éter Cósmico,
como agente de ligação entre os mundos e as almas, entre os encarnados
e os desencarnados.

Entretanto, como a série das gradações é para nós quase infinita,
cumpre
saber que a Luz Astral ou Éter Cósmico representa
vastíssima gama. Cada espírito, em conformidade com o seu grau
evolutivo ou
vibratório, penetra uma escala da gama total. Para
atingir a Luz
Divina, ou coloração opalina cristal e brilhante, ou
aquela que define o Grau Crístico, não é tão fácil assim.

Todavia, essa lei, a do Éter Cósmico, é, de fato, a que conduz ao
que denominamos Divina Ubiquidade. Aquele cujo corpo astral se
for tornando
mais opalino e mais brilhante, tanto mais irá sintonizando
com o Centro Gerador, com o Pai Divino, participando de
Sua Glória Infinita.

  • 273

“Acrescentamos que esta teoria da clarividência e do êxtase

se harmoniza maravilhosamente com as experiências científicas,

realizadas por médicos e sábios deste século, sobre sonâmbulos
lúcidos e clarividentes de todo gênero” – G. I.

Notificamos que transcrevemos textos de modo geral, tanto dos
Grandes Iniciados como os comentários de Edouard Schuré, para
facilitar o trabalho e para recomendar a citada Obra. Como a ignorância
e o erro não podem honrar o filho de Deus, tudo fazemos
para ensejar aos espíritas os melhores conhecimentos. Muito ao
contrário de alguns pretensos espíritas, reduzidos e medíocres de
entendimento, e que por isso pretendem que o Espiritismo seja a
mediocridade que eles representam, nós sabemos que o Espiritismo
é a Súmula das Revelações, o trabalho feito por aqueles mesmos
Grandes Iniciados, que estiveram atrás de Elias ou Kardec, sob
a tutela do Cristo Planetário. E assim o fizeram, porque o Espiritismo
é a entrega à Humanidade do próprio Instrumento Revelador,
a Última Revelação, portanto.


Com o passar dos dias, consequentemente as faculdades evoluirão,
vindo
as superiores a substituir as inferiores, as ativas a
suplantar as passivas. E a vidência, a audição, a psicometria, o
desdobramento e outras mais, hão de ser aquelas faculdades que
nortearão os trabalhos mediúnicos. A chamada mediunidade falante
será para a comunicação dos Guias Instrutores e não para as
doutrinações de sofredores, quer seja porque os mesmos terão de
rarear e desaparecer, quer seja porque, havendo a doutrinação no
astral, não ficarão, nos profetas ou médiuns, os resíduos fluídicos
doentios.

Com dois bons videntes e uma assembleia de elementos conhecedores
e fortes de pensamento, pode-se fazer muito mais do que
com cinquenta profetas ou médiuns inferiores, que só conseguem
sintonizar com as camadas inferiores do mundo espiritual.

Também a escuridão ambiental terá que desaparecer, pois ela
favorece mais aos inferiores do que aos superiores. Para efeitos de
assistência médica astral, de curas e passes espirituais; para trabalhos
psicômetras, em pessoas e objetos, presentes ou distantes, a
boa iluminação sempre foi melhor do que a escuridão ou semiescuridão.

Nos agrupamentos que contem com Guias Médicos, durante as
concentrações, os videntes e clarividentes podem observar o trabalho
dos mesmos, sendo os efeitos notáveis. Operam no perispírito,
injetam remédios astrais, doutrinam espíritos inconscientes e
malfazejos, mostram e demonstram o trabalho eficiente.

Atendendo ao convite de alguns grandes e antiquíssimos amigos
do espaço, organizamos um programa e escrevemos, a instâncias
deles, uma oração invocativa; e com as imediatas sessões feitas,
tudo resultou em maravilhosos efeitos. A faculdade falante foi
usada apenas para os Guias se comunicarem; e tudo o mais ficou
adstrito à vidência e à psicometria.

Acima de tudo, cumpre salientar, faculdades superiores foram
eclodindo e alguns médiuns que não passavam de bem inferiores
ou bisonhos, passaram a ver e a relatar as maravilhosas movimentações
do mundo espiritual. O desdobramento, a vista à distância,
a bilocação; tudo foi eclodindo, causando alegria e oferecendo novas
oportunidades de trabalho, aprendizados e satisfações espirituais.

Eis o programa e a oração. Ela, a oração, faz parte do livro:
BEZERRA DE MENEZES E NARRATIVA INICIÁTICA:

  • 274

ROTEIRO DAS SESSÕES DE IRRADIAÇÃO

Esta norma diz respeito ao que se acha contido no livro: BEZERRA
DE MENEZES E NARRATIVA INICIÁTICA. Responde a perguntas
que nos foram dirigidas,
em virtude da grande repercussão que o
livro teve e está tendo, pelos efeitos maravilhosos que as sessões
de curas e assistência vêm prodigalizando aos cultivadores sérios.

1º – Oração de abertura. Poesia “DEUS” ou a Crística. Estas sãos
ideais, porque não expõem um Deus exterior ou antropomórfico,
e sim o Deus que é Princípio Sagrado, Essência Divina Onipresente;

2º – Leitura ou pregação de caráter evangélico, por vinte minutos,
pois estas sessões devem ser curtas e intensas ao máximo. Os
Princípios Eternos e Imutáveis devem ser preferidos: Emanador,
Emanação, Espírito, Virtude; e afirmação das leis fundamentais de
Existência, Movimento, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação,
Comunicação e Habitação Cósmica do Espírito; porque estas
Verdades são eternas e universais, enquanto o mais tudo é questão
de minúcias e pormenores;

3º – Um minuto ou dois, para cada médium receber seu Guia;
basta a saudação, pois a sessão não é de discursos; as doutrinações
serão feitas no plano espiritual;

4º – Com brevidade e concisão os videntes e psicômetras relatarão
o visto; convém desenvolver as faculdades superiores dos
médiuns, pedindo ao Senhor nesse sentido;

5º – Irradiação! Alguém lerá, em voz alta, a Oração a Bezerra
e seus companheiros de trabalho. O presidente citará os doentes
presentes e ausentes; os nomes contidos no livro e nos papéis; e
os espíritos trazidos pelos mentores espirituais, para serem beneficiados;

6º – Um vidente, ou dois, poderão relatar o andamento do serviço
feito no plano espiritual, pelos Médicos do
Espaço e outros
servidores;

7º – Ao encerramento, aproveitar a oportunidade da concentração.
Porque muitos rezam e bem poucos sabem aplicar o Poder da
Concentração. Por isso, o presidente indicará distintamente o seguinte,
como exercício de contato, o que muito eleva as criaturas:


A – Mentalizar a Paz Universal, considerando os dois planos da
vida e a Humanidade Cósmica; considerar que o espírito é mais do
que mundos, formas e transições;

B – Mentalizar a Falange da Verdade, ou Espíritos do Senhor,
desejando com vigor que possam estender sobre a Terra o conhecimento
da Verdade que livra. Lembrar que a Ordem Crística foi:
Restaurar, Consolidar e Estender sobre a Terra a Doutrina Excelsa,
que tem fundamento nos três sentidos da Lei de Deus: Moral,
Amor e Revelação;

C – Mentalizar o Divino Mestre, o Cristo, não para peditórios e
louvaminheiras piegas, e sim como exercício de contato; faça-se da
oração o agente superior de ligação, forçando a paridade vibratória;

D – Mentalizar o Pai Divino, o Sagrado Princípio; procurar entrar
em sintonia com o Ser Total, que é Íntimo e não próximo! Lembrar
que temos em nós mesmos o Divino Senhor, a Causa e o Efeito;
tirar proveito da oração em conjunto, procurando o Reino de Deus
que está dentro de cada um. Porque Deus é o Todo Presente e a
cada filho cumpre refleti-Lo;

E – Dizer as palavras de encerramento.

N.B. – Estas sessões devem ser feitas no claro e não devem durar
mais do que oitenta minutos.

  • 275

ORAÇÃO A BEZERRA DE MENEZES

Faça esta ORAÇÃO, mormente às 21 hs. Entre em sintonia mental
com os muitos milhares de irmãos que a fazem, procurando
beneficiar aqueles que sofrem, e, acima de tudo, opondo uma barreira
ao desenfreio MORAL que invade a Humanidade. Para fluir
água e dar passes, não se esqueça dela, pois o Lucas Apóstolo cuja
última vida carnal foi Bezerra de Menezes, chefia numerosa falange
de espíritos santos e socorristas.

ORAÇÃO

Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de
Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros.
Que eles nos
assistam, Senhor, consolando os aflitos,
curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles
que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos
que desejarem conhecer a Verdade e assistindo
a todos quantos
apelam ao Teu Infinito Amor.

Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas
mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro
Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas
legiões consoladoras, de Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé
se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor
triunfe sobre todas as coisas.

Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes
e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em
benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais.
Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e
as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas
se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e
do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus
Cristo.

  • 276

A Crística é uma oração para ser profundamente meditada; ela
encerra tudo
em matéria de verdades fundamentais, incutindo a
noção dos elevados princípios, fazendo a mente
pairar nos altos
planos das Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis. Coloca o filho
no seio do Pai Divino e na amplidão infinita do Cosmo, dos Mundos
e das Humanidades.

ORAÇÃO CRÍSTICA

Sagrado Princípio do Universo, que em Ti mesmo crias, sustentas
e destinas. Senhor do Infinito, das Leis, das vidas e das virtudes.

Sagrada Causa Primária, onde tudo é, movimenta e atinge a finalidade.

Pai Divino, Tu que és o Alicerce, o Esteio, a Luz e a Glória, guia
nossos passos, para que a Lei seja o nosso Caminho, para que o
Amor seja o nosso Pão Eterno, para que a Graça seja a nossa Consolação
Imperecível.

Deus e Pai Nosso, que nos enviaste o Cristo Modelo, a fim de
Batizar em Revelação. A Ti rogamos, Senhor, que ela se estenda
sobre a Terra, porque, sendo ela a Tua Palavra, a todos advirta,
ilustre e console.

Pai Santo, enche a Terra de verdadeiros e bons profetas ou médiuns,
para que todos saibam das leis de Essência, Existência, Movimento,
Evolução, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação,
Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade a ser atingida.


Sagrado Princípio, faze que Teus Santos Espíritos Mensageiros
infundam estes conhecimentos: que a Moral harmoniza e dignifica;
que o Amor sublima e diviniza; que a Revelação adverte, ilustra
e consola; que a Sabedoria confere autoridade; e que a Virtude
sintetiza a união com a Tua Divina Vontade.

Princípio Sem Fim do Cosmos, impele-nos ao Conhecimento
Perfeito, para que possamos saber certo, pensar bem, sentir amorosamente
e praticar divinamente.

Como Tu és Espírito e Verdade, querendo que assim venham
a se tornar os Teus filhos, a Ti rogamos, Pai Divino, as necessárias
oportunidades de trabalho.

Afasta-nos, Senhor, de todas as idolatrias.

Livra-nos, Pai Santo, das tentações do mundo.

Dá-nos, Senhor, a força de lutar contra a iniquidade.

Atrai-nos, Senhor, ao Reino da Verdade, do Amor e da Virtude,
Reino que estando no seio dos mundos, das formas e das transições,
está entretanto acima de mundos, formas e transições.

Dá-nos, Pai Divino, a Consciência da Unidade, a fim de que possamos
sentir e viver as Harmonias do Infinito; e que, assim sendo,
ó Pai Santo, venhamos a transformar a Terra na Jerusalém Celestial,
Reino de Paz e Ventura, alijando para sempre, do mundo, a
ignorância, a treva e a dor.

  • 277

O PAI NOSSO DOS ESPÍRITAS

“Pai Nosso, que És o Céu, que estás no imo de Tua Manifestação,
que é a chamada Criação.

O Teu Nome
é Santo, é acima de cogitações humanas, e nós,
Teus filhos, não o pronunciaremos em vão.

Convoca-nos, ó Pai Divino, ao Teu Reino de Luz, Glória e Poder,
fazendo sentir a Tua Presença em nós.

A Tua Vontade é Lei, Justiça e Virtude, Amor e Ordem, sendo
normal que lhe devamos obediência integral.

Tu És o Único Senhor, sendo exato que tudo quanto de Ti deriva
é o Pão da Vida, a que devemos saber aplicar.

Encaminha-nos, Pai Santo, à Pureza e à Sabedoria, a fim de que
venhamos a ser benignos e tolerantes para com nossos irmãos.

E que, Senhor, pelo Conhecimento da Verdade que Livra, saibamos
proceder bem, para sermos acima de tentações”.

  • 278

“Eu abolirei da Terra os nomes dos ídolos, e deles não haverá
mais memória; e exterminarei da Terra os falsos profetas e o espírito
imundo” – Zacarias.

Não pode haver Cristianismo sem Batismo de Espírito Santo;
não pode haver Evangelho sem Consolador. Menos do que isso,
estariam falhas as profecias e haveria fracasso da parte de Deus e
do Cristo, porque foi para Batizar em Revelação que o Cristo Planetário
encarnou.

Quem for idólatra, seja de vestes fingidas, de simulações, de
rituais, de paus e de pedras, procure abandonar tais práticas.
Volte-se para a Moral, para o Amor, para a Revelação, para o Saber
e para a Virtude.

Quem for médium ou profeta, tendo por faculdade ou dom espiritual
a Graça da Revelação, da comunhão com o mundo espiritual,
que procure saber se está tendo contato com os santos espíritos
ou com os espíritos de treva e de erro.

Cumpre assinalar, também, o dever de evolução contínua, de
progresso nos rumos do Saber e da Virtude. Quem se acomoda aos
religiosismos, dizendo que todos invocam o Senhor, ou que tudo é
religião, comete erro grave. A lei da vida é a Evolução. O dever de
cada um é se tornar Espírito e Verdade, assim como o Pai é e quer
que Seus filhos venham a ser.

Religião só a Verdade o é, e quem se acomoda com a Terra do
presente comete crime de lesa-progresso. É preciso tomar cuidado
com aqueles que fazem da fé meio de vida ou carreira político-econômica,
porque eles, por causa da pança e do bolso, das vantagens
sociais e de vaidades, cauterizam a consciência e se sustentam no
erro, fazendo errar também aos que neles acreditam.

Convém lembrar que o Cristo foi assassinado pelos mercenários
da fé.

Convém lembrar que ainda são os mesmos, aqueles que ficam
nas portas do Templo da Verdade, e não entrando, por causa dos
apegos ao mundo, também prejudicam a entrada aos que poderiam
fazê-lo. E tanto pior, porque o fazem em nome de Deus.

  • 279

“Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas experimentai
se os espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas
que se levantaram no mundo” – I Ep. de João.

Profeta ou médium é a mesma coisa; é aquele por cujas faculdades
os espíritos, anjos ou almas se comunicam. Entretanto, cumpre
notar, embora o espírito seja de Deus ou bom, pode ser muito
inferior em evolução, não conseguindo fazer mais do que mediocridades.

Temos visto muitos espíritos que, vivendo vida clerical ou contemplativa,
ou de qualquer modo de vida indiferente à evolução,
ou cheios de ignorâncias
e superstições, assim continuam a fazer,
depois de desencarnados, através de seus médiuns ou profetas.

Como o mundo espiritual é variadíssimo em gradações, sendo
as zonas próximas à crosta muito densas ou paralelas à mesma
crosta, é de bom alvitre que os médiuns ou profetas estudem, procurem
conhecer e crescer em virtudes, para favorecerem aos espíritos
que com eles tenham contatos.

Alguns médiuns ou profetas, sendo a reencarnação dos mais
adiantados espíritos, conseguem contatos fáceis, ou por equidade
vibratória, com os melhores elementos do mundo espiritual.
Mas isto é raro e não pode ser tomado como regra geral. A imensa
maioria dos médiuns atrai espíritos inferiores, porque não procuram
ser, eles mesmos, um pouco melhores, um pouco mais estudiosos.

Espíritos há, viciados em idolatrias e sectarismos, ou em apatias
mentais, tudo fazendo para que seus médiuns nunca sejam mais
que medíocres, também. Deus é o Único Pai e o Cristo é o Molde
Integral. Portanto, que haja em cada cidadão terrícola um alguém
que procure amar a Deus com toda a força do coração e de toda a
inteligência.

É necessário saber se os espíritos são bons; mas é necessário,
também, e com muita acuidade, prezar a lei de Evolução. Quando
um espírito for sectário, ou do apostolado da ignorância, convém
adverti-lo. Religião é a Verdade e Programa de vida é o Progresso.

  • 280

“Segundo as narrativas dos grandes extáticos, nada poderá
igualar a beleza e o esplendor dessas visões, nem o sentimento
de inefável fusão com a Essência Divina, que eles sentem como se
fora uma embriaguez de luz e de música” – G. I.

O Espiritismo teórico concita ao desenvolvimento das faculdades
superiores ou dos poderes íntimos de cada centelha, encarnada
ou desencarnada; entretanto, o que se vê comumente, e num
sentido de aluvião, é o forçamento ao desenvolvimento de faculdades
inferiores, para que entidades também inferiores vivam em
perene estado de estagnação.

Um presidente de trabalhos que tenha bons conhecimentos;
uma plêiade
de elementos com boas faculdades em potencial;
umas reuniões muito disciplinadas e com leituras curtas e concisas;
e por fim a parte da melhor concentração, pedindo a Jesus,
através dos escalões hierárquicos, o favorecimento de Guias que
de fato possam desenvolver as melhores faculdades.

Nos mundos inferiores as faculdades fáceis são as passivas; mas
todos os mundos devem
evoluir, sendo normal que as mediunidades
também evoluam. Ademais, é imprescindível que os chefes de
trabalhos saibam conduzir os mesmos, auxiliando os desenvolvimentos,
provocando o progresso. Quando não o souberem por si,
que apelem para o Guia mais competente.

O progresso nunca vem por acaso; pode parecer que sim, mas a
realidade é que um motivo há que o força. Vide no Livro dos Atos o
que faziam os Apóstolos,
a fim de cooperar nos desenvolvimentos
mediúnicos.

  • 281

“E havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Es

pírito Santo, e falavam em diversas línguas, e profetizavam” –

Atos, cap. 19.

Espírito, anjo e alma, tudo quer dizer a mesma coisa na linguagem
bíblica.

Ao derramar Jesus, do Espírito Santo sobre a carne, bem se vê
que não o faria em espíritos imundos; e o nome das Legiões do
Senhor é Espírito Santo, de Deus, de Verdade. Absurdo é conceber

o Espírito Santo como terça parte de Deus.
O adjetivo Santo, portanto, significa apenas a marca do batismo
trazido por Jesus, que em
espíritos imundos não o faria. No capítulo
doze da Primeira Epístola aos Coríntios, também se afirma isso.
E no texto acima, ressalta-se o serviço cooperador de Paulo, favorecendo
a eclosão mediúnica. Todos os Apóstolos faziam a mesma
coisa.


Também Jesus ensinou que Deus enviará Espírito Bom aos que
pedirem, merecendo.

É notável o Livro dos Atos, para quem desejar conhecer o Batismo
de Revelação, que foi trazido e deixado por Jesus, aquilo que
Roma corrompeu e que no Espiritismo encontra a integral restauração.

  • 282

“E como eu tivesse começado a falar, desceu o Espírito Santo
sobre eles, assim como também tinha descido sobre nós no
princípio. E eu me lembrei então das palavras do Senhor, como
ele havia dito: João na verdade batizou em água, mas vós sereis
batizados no Espírito Santo” – Atos, cap. 11.

O Cristo foi profetizado trinta e seis séculos antes de vir.

O derrame de Espírito Santo foi profetizado desde Moisés, desejado
para todo o povo, mais ou menos mil e quinhentos anos
antes do Cristo vir. Ele mesmo, Moisés, foi o primeiro a produzir
um batismo coletivo de Espírito Santo.

Com a vinda de Jesus, o Cristo, veio o Pentecostes, a grande
eclosão mediúnica, ao dar-se a ressurreição espiritual do Cristo; e
dali em diante, onde quer que os Apóstolos e seguidores entrassem,
dava-se a comunicação dos espíritos.

Portanto, isto se faz notório – o batismo da água foi um expediente
formal, do qual João Batista lançou mão para atrair as gentes
e poder falar ao povo da chegada de Jesus. E o batismo de Revelação
ou Espírito Santo, esse é o do Céu ou de Deus. A Revelação
sempre foi chamada A PALAVRA DE DEUS.

Quando os formalismos caírem por terra, cinco palavras lembrarão
toda a importância – Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude.

A Moral equilibra; o Amor diviniza; a Revelação adverte, ilustra
e consola; o Saber autoriza; e a Virtude glorifica.

E não se pode admitir Cristianismo sem Batismo de Espírito Santo
nem Evangelho sem Consolador. Enquanto a Terra for um mundo
de corruptores e de idólatras, certamente será um mundo de
guerras, pestes e fomes. Porque estas coisas não são pragas, e sim
os produtos da violação da Lei de Deus.

  • 283

“Sabe-se que ela se exercia em Delfos, por intermédio de mulheres
moças ou idosas, chamadas pítias ou pitonisas, que desempenhavam
o papel passivo de sonâmbulas clarividentes” – G. I.

Exatamente. A vidência, a clarividência, a psicometria e a profecia.
Sem dúvida que o Espiritismo representa a Súmula das Revelações,
a Chave Geral de tudo quanto foi, é e será, em matéria
de Revelação. Cumpre, apenas, marchar para a frente, pelo desenvolvimento
de faculdades superiores e pela melhora em geral das
pessoas. Diziam os antigos que para os anjos descerem era necessário
que os homens subissem. E quem poderia desmenti-los?

  • 284

“Aquele que não trouxer as suas mãos puras, que não se aproxime
daqui” – G. I.

Para cada época há a sua responsabilidade. Antes de o Espírito
Santo ser derramado sobre a carne, a legenda supra pairava no
frontal do Cenáculo. Depois do Cristo, que veio tornar livre a Revelação,
cada um que escreva isto na sua consciência; não entre para

o cultivo da Revelação, antes de pensar em suas melhoras morais.
Bem salientou Jesus que, de João Batista em diante, o Reino do
Céu estava ao dispor dos
violentos – isto é, dos que em si mesmos
fizessem violências contra a inferioridade.

  • 285

“Plutarco escreveu um tratado em que procurava as razões da
extinção dos
oráculos, e a sua degenerescência
foi considerada
como uma desgraça por toda a sociedade antiga” – G. I.

Muito certo,
pois com o desaparecimento da Revelação, surtiram
no
mundo as clerezias idólatras, o materialismo, a degradação
humana. Até o presente, desde que tem havido Revelações, desde

o vedismo iniciático, um revezamento tem havido entre as Revelações
sucessivas e as sucessivas corrupções.
E a última fase agora se apresenta, com a Restauração do Batismo
de Espírito Santo, com o nome de Espiritismo. Isto importa que
saibam os espíritas, isto é, os cristãos de verdade:

a – Que, à Restauração foi dado o nome de Espiritismo, pelofato de ser a reposição das coisas no lugar, como Jesus dissera que
aconteceria;

b – Que, atrás de Elias ou Kardec, estiveram sempre os Grandes
Reveladores, pelo fato de constituir o Espiritismo a Súmula das Revelações,
o próprio Instrumento Revelador entregue à Humanidade.

  • 286

“A Verdade é a Alma de Deus, a Luz é o Seu corpo. Só os sábios,
os videntes, os profetas o veem – os homens não veem mais do
que a Sua sombra. Os espíritos glorificados, que nós chamamos
heróis e semideuses, habitam essa Luz, às legiões, em esferas
inumeráveis” – G. I.

Quem quer que saiba ler e procure confrontar, encontrará, no
Evangelho de João Evangelista e no Apocalipse, fortíssimos traços
pitagóricos. É que Pitágoras fora o terceiro Grande Concatenador
da História das Revelações. E como as Escolas Iniciáticas tinham
uma mesma
Chave da Verdade, porque sabiam perfeitamente que
a parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável, também o Essenismo
assim professava, daí derivando as parecenças doutrinárias ou
fundamentais.

Manu e Moisés foram o primeiro e o segundo dos
Grandes Concatenadores
de Revelações.

A primeira sentença do texto acima diz respeito a Deus em Sua
infinita profundeza, e na Sua primeira manifestação, que é a Sua
Luz. É muito inteligente conceituar a Verdade como sendo a Alma
de Deus, porque a Verdade é o resumo de tudo, quer seja do Absoluto,
quer seja do Relativo.

Quando alguma coisa há, por certo que primeiro de tudo existe
a sua razão de ser. Discutir a coisa em si é um problema, porém
discutir a origem da coisa é penetrar no DIVINO.

Já pensou, leitor amigo, na Essência de tudo e de todos? Já atingiu
a sua profundeza total?

Quanto ao mais, diz o texto sobre as almas e a evolução em geral;
diz
respeito ao mundo espiritual e suas gradações hierárquicas.
O século vinte, com as narrativas sobre o mundo espiritual, apenas
está minuciando, fazendo ver as coisas pelo miúdo. Mas a chamada
Sabedoria Antiga de tudo já sabia. E se Roma não tivesse liquidado
o Batismo de Espírito Santo, em que grau de conhecimento
estaria hoje a Humanidade?

  • 287

“Foi pela teoria e pela prática, pelas ciências e pelas artes, reunidas,
que se chegou a essa ciência das ciências, a essa harmonia
mágica da alma e do cérebro com o universo, que os pitagóricos
consideravam como o arcano da filosofia e da religião” – G. I.

E o Espiritismo, trabalho
concatenado pelos Grandes Reveladores
de todos os dias da História Humana sobre a Terra, contém a
Chave Mestra, a Essência da Verdade Doutrinária.

Em matéria de Ciência, Filosofia e Religião, conduzirá ao Cristo,
ao Molde da ressurreição final do espírito e à consciência cósmica
elevada ao máximo grau. Algum dia os homens compreenderão

o Espiritismo como Síntese Geral das Revelações e conhecerão o
Cristo como Síntese de Todas as Verdades.
Não é preciso inventar o Cristo Cósmico. Não é preciso inventar

o Espiritismo Cósmico. Eles são, por natureza, por essência, de alcance
integralmente Cósmico, Universal, Infinito.
Nada depende do Cristo e do Espiritismo; tudo depende dos homens.
Quando os homens deixarem de ser sectários, fazedores de
igrejinhas, escravos de manias que tais, então o Cristo e o Espiritismo
revelarão o esplendor de que são portadores.

A Lei de Deus não é religiosista; Ela encerra a Verdade, aquilo
que é a Religião com inicial maiúscula – Moral, Amor e Revelação.

O Cristo, que veio vivê-la ou executá-la, também não foi religiosista;
Ele foi o exemplo vivo da Moral, do Amor, da Revelação, do
Saber e da Virtude.

Como a parte de Deus é Eterna, Perfeita e Imutável, a Moral,

o Amor e a Revelação estão ao dispor de Seus filhos; sem haver,
da parte dos
filhos, o devido esforço em Sabedoria e em Virtude,
nada poderá dar certo.
Não adianta querer começar as coisas pelo avesso, quando se
trata de marchar na direção do Reino de Deus, que está dentro de
cada filho Seu.

  • 288

“Presta aos deuses imortais o culto sagrado, guarda, em seguida,
a tua fé” – G. I.

Deuses imortais significa – As Falanges da Verdade.

No pitagorismo o píncaro da iniciação era a visão
do mundo espiritual,
a comunhão com o mundo astral, o contato com o chamado
mundo invisível. Por isso é que encarreavam as palavras –
vidência, clarividência e profecia.

No Cristianismo, as três potestades impassáveis são estas – O
Único Pai Divino, os Cristos Planetários e as Falanges Mensageiras.
Na Terra são o Pai, o Filho Medianeiro e o Espírito da Verdade ou
Santo.

  • 289

“Venera a memória dos heróis benéficos, dos espíritos semidivinos”
– G. I.

A vidência e
a clarividência conduziam ao conhecimento pleno
da imortalidade e da comunicabilidade dos espíritos; e por assim
ser, podiam os iniciados gozar o mundo espiritual
por antecipação.

Quem conhecer Pitágoras e Platão, logo compreenderá por que
em seguida veio o Cristo, para universalizar a Revelação.

E na Revelação tornada pública, conhecerá a Voz dos Profetas
Hebreus, ao qualificarem o futuro Batismo de Espírito Santo, de
Rio de Água Viva.

Jesus não poderia ter vindo antes. Porque mesmo vindo depois
de tão sábias e profundas lições preparativas, como receberam o
Seu trabalho messiânico?

E não é assim
que Roma o crucificou a segunda vez, no quarto
século, liquidando a Revelação, o Batismo de Espírito Santo, para
em seu lugar impor clerezias idólatras, políticas sanguinárias e comercialismos
pagãos? E o pior não é que fez tudo isso usando os
nomes de Deus, da Verdade, do Cristo e dos vultos cristãos?

  • 290

“A essa purificação da alma correspondia necessariamente à
do corpo, que se obtinha
pela higiene e pela disciplina severa dos
costumes. Vencer às próprias paixões era o dever primário que a
iniciação impunha. Aquele que não fez do seu ser uma harmonia,
não podia refletir a Harmonia Divina” – G. I.

O Cristo, como Divino Molde, dá um Exemplo Vivo dessa verdade.
Afinal de contas, para o que veio Ele? Não veio para servir de
Molde e para generalizar o cultivo da Revelação?

Ele foi
o Molde de Saber e de Virtude, elevado ao grau de sintonia
com o Ser Divino do Universo. Somente tais filhos do Pai Divino
é que O podem refletir. A Lição Divina, saiba-o quem quiser, é o
próprio Cristo. E saibam também, por isso mesmo, por que Jesus
não escreveu.

Quem vive o Saber e a Virtude, a ponto de sintonizar com o Ser
Divino, por certo que não vai escrever, sabendo que palavras humanas
jamais poderiam refletir tamanho estado de celestialidade.

Continua a velha lição – A verdade não poderá ser dada por segundos
ou terceiros. Cada um terá que obtê-la por si mesmo ou
nunca a terá.

  • 291

SIMPLICIDADE

Se o homem precisasse inventar Deus,
E a Ele inventando, a Criação também,
Sua obra por certo bradaria aos Céus,
Porque ao fátuo e ridículo diria: Amém!

Leis são apenas as de Deus, do Senhor,
Porque o homem apenas regrazinhas faz,
E quando as faz, a tudo unta com o bolor,
E untando assim mal, acredita-se um ás!

A Sabedoria está em tudo, é bem fundamental,
Foi Deus que a pôs, e livre bem que andaria;
Mas o homem, complicado, estulto, age mal,
Inverte a ordem e pensa que a Deus conduziria!

À Bondade não escuta, à Virtude não atende,
Que as leis simples vivem, perenes a concitá-lo;
Da Natureza, a grande lição jamais aprende,
E ao Deus que a fez como a ele, vive a criticá-Lo!

Não sabe, de si mesmo, quantos micróbios arrasta,
Não tem, de sua certeza, conhecimento certo;
Pensando ser Sábio, do bom Saber a si mesmo afasta,
E do Bem e Bom não trata, o Mal tem a descoberto!

Jesus, o Divino Mestre, não aceitou qualificação,
Quando de Bom O chamaram, indicando ser só Deus;
Entretanto o homem tardo, feito só de presunção,
Do Bem e do Bom não cuida, imitando os fariseus!

No Amor está patente a verdadeira Sabedoria,
E na verdadeira Ciência, vemos a pura Autoridade;
Do Amor faz o homem apenas medida de alegoria,
E pretendendo ensinar a Deus, protege a maldade!

Um dia aprenderá, que é dependente do Infinito,
Respeitará a vida simples, fará da vida o Amor;
As almas santificadas lhe falarão do Ser Bendito,
E no seio do Ser Bendito, estará com Nosso Senhor!

  • 292

“Quando porém vier aquele Espírito da Verdade, Ele vos ensinará
toda a Verdade…” – Jesus.

“O que crê em mim, como diz a Escritura, do seu ventre correrão
rios de água viva. Isto porém dizia Ele, falando do Espírito
Santo que deviam receber os que cressem Nele: porque ainda o
Espírito Santo não fora dado, por não ter sido ainda Jesus glorificado”
– João, cap. 7.

“Assim que, exaltado pela destra de Deus, e havendo recebido
do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este,
a quem vós vedes e ouvis” – Atos, cap. 2.

“Aquele que tiver ouvidos, ouça o que diz o Espírito Santo às

igrejas” – Apocalipse.

Vede bem o encadeamento dos acontecimentos. Porque primeiro
vieram as iniciações, depois as profecias, depois o Cristo
que traria a Revelação para toda a carne, e, depois, as lições que a
Revelação teria que dar, que de fato dá.

A Verdade Interior, o Reino do Céu Interno, por certo não virá de
fora ou
com mostras exteriores; mas a Revelação fará o seu imenso
trabalho informativo, a sua grandiosa obra consoladora.

  • 293

“O Espírito que trabalha os mundos e condensa a matéria cósmica
em massas enormes manifesta-se com uma intensidade diversa
e uma concentração cada vez maior nos reinos sucessivos
da natureza” – G. I.

Apesar do tempo em que viveu Pitágoras, sem os deslumbramentos
científicos deste prodigioso século, o certo é que, com os
informes da Revelação, que vivia trancafiada nos Cenáculos Esotéricos,
pôde
ele dizer coisas assim maravilhosas
do Criador e da
Criação, partindo dos princípios energéticos e etéricos e subindo
a vastíssima escala, atingir o elevadíssimo conceito Cósmico e vislumbrar
com inteireza de consciência a estuante escalada biológica
da alma.

Muitos pretensos sábios
e pretensos místicos do século vinte,
saturando seus livros de ensinos rebuscados, também os saturam
de termos técnicos, também os saturam de contradições e de confusões,
ficando longe da grandiosa concepção de alguns dos Grandes
Mestres da antiguidade.

Convindo em que tais pretensos místicos vão buscar ensinos no
passado e nas experiências de laboratórios, nos laboratórios que
nada têm pedido a seus pretensos misticismos, temos a obrigação
de honrar os Grandes Mestres da antiguidade, e de festejar
os laboratoristas, ficando
na obrigação de pensar com bem pouco
respeito sobre tais pretensos místicos.

Melhor seria que os profetas, os da Verdade, ficassem no campo
que lhes é devido, que é o do espírito, deixando livres os apóstolos
da Ciência, pois que estes fazem o seu trabalho, sem pretensões
a místicos, sem pretenderem ser a reencarnação de Profetas ou
Santos…

As contradições da Ciência, portanto, são feitas sem agravar a
Ciência, enquanto que as contradições e as confusões de tais pretensos
místicos, muito depõem contra as verdades proféticas, pois
chegam a não ter a menor noção profética.

  • 294

“Qual é, pois, segundo a doutrina esotérica, o escopo final do

homem? Depois de tantas mortes, renascenças, repousos mo

mentâneos e despertares dilacerantes, terão, enfim, um termo

as canseiras da Psiquê? Sim, dizem os iniciados, desde que a
alma tenha vencido a matéria, desde que, desenvolvendo todas
as suas faculdades espirituais, tenha encontrado em si mesmo o
princípio e o fim de todas as coisas, não lhes é necessária a encarnação,
e entrará no estado divino pela sua completa união com a
Inteligência Divina” – G. I.

Jesus, o Cristo, resumiu muito bem o estado de Uno, em Suas
lições teóricas e práticas. Sintonizar com a Essência Divina, toda Ela
Inteligência, Luz, Glória e Poder, eis a Sagrada Finalidade da Vida.
Todavia, fica bem entendido, sem perder a Individualidade.

A Revelação ensinará tudo isso. Entretanto, se primeiro cumpre
reunir para cultivar a Revelação, tal e qual como se acha escrito na
Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo quatorze, a seguir
é necessário subir na qualidade das reuniões, das faculdades
mediúnicas, para atingir elevados graus de contato espiritual.

Todas as Iniciações Antigas tiveram o seu fulcro no Coríntios, capítulo
quatorze, a seguir é necessário subir na Revelação. Depois,
com a corrupção romana, o Cristianismo ficou sendo a religião dos
povos imperialistas, sanguinários, déspotas, idólatras, etc., etc.


Para fazer a Codificação,
os Instrutores Antigos, sob a égide do
Cristo Planetário, foram buscar tudo quanto tinham ensinado, para
de novo apresentarem um novo Corpo de Doutrina, com o nome
de Espiritismo. Por isso mesmo que o Espiritismo
é, em amplidão
ainda desconhecida, tudo aquilo que foi a Sabedoria Antiga, com
os acréscimos dos tempos modernos, com a sua imensa liberdade
de iniciação.

Quem puder desabrochar em si faculdades superiores, ou
valer-se de quem as tenha bem desenvolvidas, poderá sondar a
Humanidade que foi, a Humanidade que é, e até mesmo invadir a
Humanidade que será. E conhecerá a Chave Mestra das Iniciações,
observando as Revelações Sucessivas, vendo os Grandes Mestres
a passarem pela Terra, sempre acompanhando a marcha lenta do
homem. E será forçado a ver Jesus, aureolado de Majestosos Patriarcas
da Espiritualidade, como Guia Planetário a distribuir nas
Eras, no seio das Raças e dos Povos, os Instrutores Maiores e os
acompanhamentos menores.

  • 295

“Uma grande época tem sempre, na sua origem, um grande
inspirador: os seus discípulos e os daqueles que formam a cadeia
magnética, e propagam no mundo o seu pensamento” – G. I.

Alguém deve, no plano carnal, servir de Polo de Contato. Este
Polo de Contato deve ter os seus Polos de Radiação, que são os
seus discípulos. E assim se estende a cadeia fenomênica, crescendo
uma Revelação, atingindo a Humanidade inteira. Vejamos que,
sendo o Espiritismo a entrega à Humanidade do próprio Instrumento
Revelador ou Informativo, em caráter de Restauração, terá
ele que atingir os confins da Terra ou da Humanidade.

  • 296

“Feliz daquele que atravessou os Mistérios; porque conhece a

origem e o fim da vida” – G. I.

Ciência dos Mistérios ou Doutrina da Iniciação. Para as iniciações
ou para o Cristo, a Verdade era a Religião. Somente a Verdade
pode ter o nome de Religião, sendo o mais tudo meras patifarias
de homens, idolatrias e mediocridades, com as quais os maliciosos
e gananciosos burlam as gentes.

Píndaro, ao exclamar assim, proclamou ao mundo os alicerces
do Cristianismo do Cristo, Cristianismo que desapareceu nas garras
do imperialismo romano. Dali em diante, todas as falcatruas e
idolatrias passaram por Cristianismo.

Ainda bem que no século quatorze foi dada, por Jesus, a ordem
de reposição das coisas no lugar. E vieram ao mundo carnal os Wicliff,
Huss, Joanna D’Arc, Lutero, Giordano Bruno, Kardec, Denis,
Delanne, etc. Em suas linhas mestras a Codificação é o Extrato das
Revelações, favorecendo instruções sobre o cultivo da mediunidade
e abrindo caminho a todos os progressos espirituais.

  • 297

“Eu creio no meu espírito familiar; com mais razão devo, pois,
crer nos deuses, que são os grandes espíritos do universo” – Sócrates,
nos G. I.

Já dissemos muitas vezes, que aos espíritos chamavam DEUSES,
quando se tratava dos Mensageiros Superiores, também chamados
Espíritos de Deus, da Verdade ou Santos. É sempre uma a realidade
iniciática, sendo que em Jesus, o Cristo, teve a sua cultivação
generalizada, o que vem o Espiritismo de renovar,
conforme estava
dito pelo mesmo Jesus, que haveria um dia a reposição das coisas
no lugar.

Os algozes dos Profetas, dos Iniciados, do Cristo e dos Apóstolos,
passaram, mas a Verdade continua de pé. Quem poderia lutar
contra Ela e vencer?

  • 298

“Morreu como Jesus, perdoando seus verdugos, e tornou-se
para a humanidade inteira o modelo dos sábios mártires. É que
ele representa o advento definitivo da iniciação
individual e da
ciência livre” – G. I.

Tudo isso é muito verdadeiro; mas a maior grandeza está naquilo
que aconteceu nas últimas horas de sua vida, no preâmbulo
da execução, pois foi então que com toda a serenidade passou a
discorrer sobre a imortalidade da alma e a vantagem gloriosa de
estar bem com a Ordem Divina. Sócrates foi, antes de mais nada,
um dos precursores do Cristo. Ele tinha Conhecimento da Verdade
por ser um iniciado, tinha firme Vontade por ser um gênio do
Saber e da Virtude, e tinha Coragem para enfrentar mil mortes, se
fosse preciso, por saber que a morte nas mãos dos ignorantes é
um imperativo do bom apostolado nos mundos inferiores.


A ignorância reclama provas rudes, exige a brutalização da Verdade,
quer o máximo de testemunho, sem compreender coisa alguma
em matéria de responsabilidade; e a Sabedoria e a Virtude
contribuem com as suas dádivas porque, sendo Sabedoria e Virtude,
podem elevar-se aos extremos da Renúncia.

  • 299

“O que Orfeu promulgou por meio de obscuras alegorias, diz
Proclos, ensina-o Pitágoras depois de ter sido iniciado nos mistérios
órficos, e de tudo
obteve Platão um conhecimento pleno,
pelos escritos órficos e pitagóricos” – G. I.

Sempre houve, como já assinalamos por vezes, uma infusão
perfeita entre as Escolas Esotéricas da antiguidade. Além de Sócrates
e Platão, podemos encontrar em Plotino, Jâmblico, Proclos
e muitos outros maiores e menores pensadores daqueles dias, a
grandeza espiritual da iniciação esotérica.

Quem é que estuda, comparativamente, os escritos dos Apóstolos,
mormente dos mais versados em espiritualidade, que não
venha a encontrar profundos traços de Pitágoras e de Platão em
seus escritos? João Evangelista, por exemplo, empregou sentenças
completas do pitagorismo puro, além de ter aplicado, inclusive,
bastantes derivâncias, com acentuadas marcas de platonismo.
E no quarto século, ao fabricar Roma a corrupção doutrinária, liquidando
a Revelação, o Batismo de Espírito Santo, procurou engendrar
o seu clericalismo idólatra e mercenário, usando muito
platonismo, pelo fato de ser Platão muito obscuro em matéria de
iniciação pura, sendo muito mais escolástico e idealista político do
que iniciado órfico.

Entretanto, ainda que obscuramente, Platão é um iniciado, e em
todos os seus escritos se encontram, mais ou menos veladamente,
ensinos iniciáticos.

  • 300

“Havendo penetrado com Hermes, Orfeu e Pitágoras, no interior
do templo, melhor podemos julgar da solidez e da direitura
dessas largas estradas construídas pelo divino engenheiro que foi
Platão. O conhecimento da Iniciação dá-nos a justificação e a razão
de ser do Idealismo” – G. I.

A Humanidade, através de seus vultos melhores, tem feito apenas
livrecos, pois o único Livro Perfeito é a chamada Criação, é o
Todo Anímico e é o Todo Cósmico. Entretanto, como temos visto,
nesta passagem rápida pelos Grandes Reveladores e Mestres da
Humanidade, podemos reconhecer que eles chegaram a vislumbrar
palavras e sentenças, períodos e páginas do Sagrado Livro da
Vida.

O Cristo, como Reflexo de Deus, dá-nos a prova desta assertiva,
pois não escreveu.

Para quem quiser entender, a Verdade falada fica muito distante
da Verdade Vivida; é por isso que importa procurar informações
na Forma, no Exterior, a fim de ir realizando, em
Páginas de Vida
Eterna, a Verdade Interior.

  • 301

“Em todas as iniciações e mistérios, os deuses revestem muitas

formas e aparecem sob uma grande variedade de figuras: umas

vezes é uma luz sem forma, outras essa luz reveste uma forma
humana, outras ainda uma forma diferente” – Proclos, em G. I.

O Espiritismo, como Restauração do Batismo de Revelação, encherá
o mundo inteiro de profetas ou médiuns, fundindo os dois
planos da Vida em um só, para efeito de intercâmbios. E a Humanidade,
tornada consciente das verdades de Deus, que são Eternas,
Perfeitas e Imutáveis, trilhará o Caminho da Verdade, do Bem e do
Belo. Quanto à palavra DEUSES, já dissemos, significa anjos, espíritos
ou almas.

  • 302

“A palavra de Deus só vive nos seus profetas. Um dia, os sábios
essenianos, os solitários do Monte Carmelo e do Mar Morto, te
responderão” – G. I.

Puseram na boca de Maria as palavras do texto transcrito; por
elas, precisa o fato de ser a Ordem dos Nazireus, a Escola de Profetas
de Israel, a detentora dos conhecimentos iniciáticos.

Os Nazireus, por corruptela também chamados Nazarenos, datavam
desde o Patriarca Enoch, o homem que, viajando pelo Extremo
Oriente, de lá trouxe o vedismo iniciático, estabelecendo-o nas
terras do Médio Oriente, onde se estendeu, ganhando vários nomes,
porém conservando
a mesma Linha Mestra ou Fundamental.


Dos Patriarcas de antes do Dilúvio, passou aos Patriarcas de após
Dilúvio, sofrendo os abalos normais, caindo e levantando, conforme
os povos caíam e levantavam. A Bíblia inteira é um Tratado de
Mediunismo ou Profetismo, bem assim como as demais Bíblias da
Humanidade. E os Nazireus fizeram a Bíblia.

Moisés procurou transmitir a Revelação para todo o povo, e
houve por seu intermédio o primeiro batismo coletivo de Espírito
Santo, na pessoa daqueles setenta escolhidos.
E por ter havido
nova queda, após a morte de Moisés, foi Samuel, o grande vidente
e auditivo, como a Bíblia o afirma, encarregado
pelo Senhor de
fazer a restauração da Ordem dos Nazireus.

Apesar de Saul haver feito a queima dos Livros e dos Profetas e
Médiuns, nunca mais faltaram cultivadores sérios do Profetismo,
até que Jesus nasceu. Sendo exato que o clericalismo levita sempre
os perseguiu e trucidou, mas o certo é que a Chama da Revelação,
da Palavra de Deus, nunca faltou.

Na hora cíclico-histórica em que Elias devia reencarnar, para viver
a profecia que está contida nos dois últimos versículos do Velho
Testamento; na hora cíclico-histórica em que o Cristo devia vir ao
mundo, Gabriel, um anjo, espírito ou alma, teve a quem falar para
fazer a anunciação. Zacarias, Maria, Izabel, Simeão e Ana, além de
outros não mencionados, eram profetas ou médiuns, tinham ligação
com a Ordem dos Nazireus.

A Ordem dos Nazireus, avisada por Mensageiros do Senhor,
acolheu João e Jesus, para ensinar os rudimentos do mundo e para
que saíssem, em cumprimento da tarefa, na hora que também pelos
Mensageiros fosse determinada. João falou daquele que lhe
mandara pregar, sem dizer quem era ele. E Jesus disse ao povo, e
muito em particular aos discípulos, que veriam os anjos subindo e
descendo sobre a cabeça do Filho do homem. Quem não entende
isso?

Jesus nunca foi um iniciado, porque foi, desde sempre, o Grande
Iniciador Planetário.

Jesus foi anunciado desde trinta e seis séculos antes de nascer.

Jesus viria com o Espírito Santo Sem Medida. É bom meditar
sobre a questão.

Jesus falou, muitas vezes, sob o impulso de Santos Espíritos.

Jesus veio, para trazer a toda a carne o Batismo de Revelação.

Jesus pagou com a morte na cruz o direito de Batizar em Espírito
Santo.

Jesus foi o Único que voltou em espírito, para epilogar a Missão.

Jesus, no Livro dos Atos, dá testemunho do Batismo de Espírito
Santo.

Jesus encontrou em Paulo, o Vaso Escolhido, o Cavaleiro Andante
do Consolador, o melhor intérprete do Pentecostes, do Batismo
de Espírito Santo. A Moral foi sua armadura, o Amor à causa do
Cristo foi o seu ginete, estender a Graça da Revelação foi o seu
ministério e a coragem indômita foi a sua coroa de vitória. Assim
como nos Profetas temos os avisos do futuro derrame de Revelação
sobre a carne; assim como temos em João Batista o anúncio
de que Jesus seria o portador dessa Graça para toda a carne; assim
como em Jesus observamos o propósito missionário na transmissão
dessa Graça para toda a carne; assim mesmo é que vamos encontrar
em Paulo o dinâmico propagandista do Batismo de Espírito
Santo!

Porque não há Evangelho
sem haver Consolador; porque não há
Cristianismo sem haver Batismo de Espírito Santo; porque não há
Novo Testamento sem haver o Livro dos Atos; por tudo isso, fica
saliente, ninguém poderá compreender a função missionária do
Cristo, a menos que conheça e pratique os capítulos doze, treze e
quatorze da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios.

O maior crime da História foi praticado em Roma, no quarto século,
quando
eliminaram o Cristianismo do Cristo, edificado sobre
a Moral, o Amor e a Revelação, para inventar o catolicismo romano,
imoral, sanguinário, idólatra, mercenário, mentiroso e blasfemo
do Batismo de Espírito Santo. Foi a segunda crucificação do
Cristo! Mas uma segunda crucificação que ainda
continua, e quena sua horrorosa continuação entrega a Humanidade aos descalabros
do materialismo e da sensualidade.

Se o Consolador tivesse continuado a ilustrar as gentes, consoante
temos as provas nos escritos apostolares, em que grau de conhecimento
de causa estaria hoje a Humanidade?
Estamos apenas
com cem anos de Restauração Codificada e bem sabemos o que ela
fez, ensinando verdades imorredouras, tornando os filhos conscientes
de suas fundamentais responsabilidades para com o Pai Divino.


Com quase vinte séculos de comunhão com o mundo espiritual,
naquela base em que os Apóstolos faziam, como está citada no
capítulo quatorze, em que altura teríamos a Humanidade, em matéria
de senso de fraternidade?

Era comum os Apóstolos perguntarem se os novos crentes já
haviam recebido a comunicação com o Espírito da Verdade, nome
das Legiões do Senhor, através dos dons espirituais ou mediunidades,
como agora dizemos. E quando respondiam
em sentido contrário,
impondo as mãos, despertavam os mesmos dons, as mediunidades,
e lá vinha a Graça trazida por Jesus Cristo!

Os capítulos dez, onze e
dezenove, dos Atos, são simplesmente
formidáveis; e por isso a palavra autorizada de Paulo era deste
modo:

“As coisas ocultas do seu coração se fazem manifestas, e, assim,
prostrado com a face em terra, adorará a Deus, declarando
que Deus verdadeiramente está entre vós.”

Tudo isto, como é sabido, para ter cumprimento a palavra do
Cristo, quando sentenciou:

“Quando vier porém aquele Espírito de Verdade, Ele vos ensinará
todas as verdades, porque Ele não falará de si mesmo, mas
dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á as coisas que estão
por vir” – João, cap. 16.

Tal e qual a função dos Espíritos Mensageiros, ou Anjos Anunciadores,
de que o Velho Testamento está repleto. E por ser o mesmo
seguimento profético, convém lembrar Joel, em uma das dezenove
vezes em que o Batismo de Revelação está anunciado no
Velho Testamento:

“Depois disto acontecerá também o que vou dizer: Eu derramarei
do Meu Espírito Santo sobre toda a carne; e os vossos filhos
e as vossas filhas profetizarão; os vossos velhos
serão instruídos
por sonhos, e os vossos mancebos terão visões…” – Joel, cap. 2.

Bem se vê, portanto, qual o motivo que fez Pedro, no capítulo
dois do Livro dos Atos, explicando a grandiosa eclosão mediúnica
do Pentecostes, reportar-se ao que fora profetizado através de
Joel. Porque derramar do Espírito Santo sobre a carne, tal fora a
função missionária de Jesus Cristo!

E como não
poderia deixar de ser, a maior blasfêmia contra
Deus é blasfemar contra o Batismo de Revelação,
aquele que Jesus
pagou com o Seu sangue inocente.

  • 303

Sendo o Espiritismo a Restauração do Consolador, a volta ao cultivo
do Batismo de Revelação, é ele a Súmula das Revelações. É a
entrega, à Humanidade, do próprio Instrumento Revelador, sendo
por isso a Revelação Total, aquela que contém em si tudo, para ir
ministrando gradativamente, conforme a Evolução das inteligências
for permitindo. E por mais que façam alguns suas cabriolas,
querendo fazer parecer que descobriram novidades, a realidade é
que tudo estava nesta Chave Fundamental – Essência, Existência,
Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação,
Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade.

E aqueles que forem menos viciados em idolatrias, de letras
mortas ou de engodos litúrgicos e comercialistas, estes tais prestarão
atenção a estas cinco palavras – Moral, Amor, Revelação,
Sabedoria e Virtude. Procurando conhecê-las e
vivê-las, estarão
marchando no rumo da própria cristificação, da unidade vibratória
com o Divino
Modelo, para através d’Ele fazer a união com o Pai
Divino.

Olhando para trás, aos dias distantes da história revelacionista
do Planeta, mergulhamos o coração nos Emissários do Senhor,
para ali deixar uma gota de penhorada reverência. Mesmo porque,
bem o sabemos, nunca estiveram à margem das movimentações
renovadoras, inscrevendo-se com outros nomes, porém deixando
patente a competência em assuntos de tamanha grandeza.

Que o Pai Divino, através do Cristo Planetário, que é Jesus, faça
a Árvore do Conhecimento, da Iniciação Doutrinária, reverdecer
nos corações de Seus filhos lotados neste Planeta.

Se algum dia
aparecer outra Cidade dos Sete Montes, com outra
corruptora em sua lombada, blasfemando contra a Moral, o Amor
e a Revelação, que Ele nos permita retornar à luta, para repor a
Verdade no lugar e fazer triunfar a Virtude.

  • 304

A TRISTE CONTINGÊNCIA

Disse a mentira ao mentiroso – Contratemos!
Tu fazes, eu faço, nós dois assim faremos;
Tu me escutas, eu te amparo, nos ampararemos,
E fundando religiões e seitas, tudo ganharemos!

O mentiroso respondeu à mentira – Contratado!
Fico eu, ficas tu, ficaremos a bom contado;
Fundaremos religiões, seitas, o nosso fado,
O nosso fado viveremos, e teremos o mundo atado!

Assim começou a luta contra as Revelações todas…
Contra os Ensinos Fundamentais, se fizeram modas…
Vedas, Ramas e Crisnas andaram sendo traídos,
E Jesus teve, também, Seus ensinos pervertidos!

Nada de cérebros lúcidos! Nada de corações puros!
Apenas rótulos, fingimentos, a mentira a render juros!
O Consolador vencido pela idolatria, desaparecido,
O povo entregue à blasfêmia, o mundo todo confundido!

O Céu aguardava, entretanto, a ponderação, o retorno,
O retorno que não fizeram, porque ficaram no suborno;
O Cristo Planetário então ordena – Haja Restauração!
E começou no século quatorze, o germe da Codificação!

Agora, pleno século vinte da Era do Senhor Jesus Cristo,
Pedimos a Ele, o Divino Mestre, que olhe para tudo isto;
Porque, se o trabalho fundamental ficou de fato pronto,
Não deixa de ser necessário, chamar bom número de tonto…

Não sabendo de onde a coisa vem, onde está e para quê,
Esse número de tontos, da Doutrina se julga seu porquê;
Não sabe que a Doutrina é a Súmula das Verdades Reveladas,
E Instrutora Eterna, e por isso, de tolos, só dizem charadas.

Ficarão no mundo a Moral, o Amor, a Revelação e o Saber;
Somando aqui a Virtude, que outra coisa poderão querer?

  • 305

FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE?

No Segundo Testamento, foi dito por alguém,
De serem a Fé, a Esperança e a Caridade,
As que deveriam ficar, e agindo, até no além,
Raiar um dia, a cintilante estrela da Verdade!

No Terceiro Testamento, dizemos, e muito bem,
Estarem o Conhecimento, a Certeza e a Bondade,
Fulgurando desde já, para todo aquele que tem,
Que tem de Deus, o Conhecimento da Eternidade!

Quem conhece, é certo, jamais precisa da Fé,
Pois sabe e vive, elabora, tem o Céu na Certeza,
Não vive esperando, mas trabalha, certo que é,
No Eterno Presente, que forjamos toda realeza!

Trabalhemos pois, que é mais do que aguardar,
E realizando, forcemos o Céu, desde já a eclodir,
Vencendo assim, a triste mania, de viver a esperar,
Já que o Saber e a Virtude, nada fazem no porvir!

Quem se vai, conduz a sua personalidade real,
É como se fez, jamais terá os favores do mistério,
E se esperou, duvidou, da eternidade celestial,
Nada conseguiu, nada realizou, no sacro ministério!

Aprendei portanto, a lição do Eterno Consolador,
Que agora começais, a entender e a respeitar,
E compreendendo, que o Reino do Céu é interior,
Ponde-o já, desde agora, pela Bondade a despertar!

Ninguém nasce e nem morre, mas vive a trasladar,
E o mal de muitos, tem sido acreditar na inverdade,
Nas religiões que vivem, para mentiras ensinar,
E mentindo, ensinando o erro, truncar a Liberdade!

Recomenda este Livro, a Bíblia que é Fundamental,
O Tratado que sumula, que contém o puro divinismo,
A Palavra dos Grandes Iniciados, a Verdade Real,
Aqueles que por Jesus, vos deram o Espiritismo!

  • 306

A MENTE E AS SUAS FUNÇÕES

Deus, a Essência Divina Onipresente, Onisciente e Onipotente,
que em Si mesmo tudo engendra, sustenta e determina, é por nós
indefinível. Em Deus a condição essencial, e as de espaço e tempo,
jamais poderiam ser por nós analisáveis, se é que tem cabimento,
ao pensar em Deus, cogitar de origem, espaço e tempo.

O Ilimitado é o Ilimitado! Os seres relativos, Seus filhos, uma vez
evoluindo a ponto de ingressar cada vez mais na Divina Ubiquidade,
na Virtude Divina que Lhe caracteriza o poder de ser Infinito e
Eterno, vão também, cada vez mais, conhecendo e refletindo as
infinitas virtudes do Pai Divino.

As iniciações antigas repetiam que Deus, o Ser Total, Estático em
Si mesmo, Se revelava Dinâmico em Seus filhos ou
na Sua Manifestação
ou Emanação. Os Excelsos Espíritos, diziam, são os Respiros
de Deus.

Como age Deus, em Si mesmo, para Manifestar ou Emanar?
Também para isto há explicação iniciática, pois havia e há o conceito
de uma parcela descendente, ou de uma descida de Deus
em Si mesmo, para Se tornar a chamada Criação. E temos aquium conceito honesto, inteligente e digno, pois pretender fazer ou
criar, do Nada, é um simples apelo à infantilidade. Para afirmar o
conceito de Emanação por Manifestação, e Manifestação por autoelaboração,
Jesus reafirmou o conceito Védico-Hermético queafirma – “Vós sois deuses”!

Qual o processo usado, para Emanar? Se a Essência em Si mesma
tudo contém, há que haver um começo de ação, de pronunciação
inteligente, para que, consequentemente, haja movimento e
daí a elaboração, a obra feita ou apresentada.

MENTE é a palavra usada! Mente foi, Mente é e Mente será
sempre! Todavia, não se conhece uma palavra ou conjunto delas,
que possa definir o que é
a MENTE DIVINA, a NATUREZA INTRÍNSECA
de ser inteligente. O que é fato, entretanto, é que essa Natureza
Intrínseca de ser inteligente é um dos Divinos Atributos de Deus,
ou da Essência Divina que assim designamos, na ausência de palavra
própria. Porque nenhuma palavra há que possa definir Deus, o
Princípio Sagrado.

Considerando porém a MENTE DIVINA, temos que considerar
a Mente Humana, ou das centelhas emanadas de Deus.

Os filhos contêm, em potencial a princípio, mais ou menos a quantia
dos Divinos Atributos de Deus? Esta pergunta é consequente,
desde que haja a necessária condição de Manifestação ou da chamada
Criação da parte de Deus.

E aqui
afirmamos que sim, categoricamente; porque deuses somos,
como dizia o Védico-Hermetismo e como Jesus o reafirmara.
Aquela Glória manifestada por alguns dos Grandes Iniciados,
aquela Glória manifestada pelo Cristo Inconfundível, não eram
mais nem menos do que as Glórias de Deus, que eles veiculavam,
porque podiam veiculá-la, pelo fato de haverem, por evolução, sintonizado
com o Princípio
Sagrado. Mera questão de entrosamento
na Divina Ubiquidade! Mera questão de participação nas Virtudes
Divinas!

Ora, se assim
se passa com referência a uns Divinos Atributos,
por certo há que se passar com outros, inclusive a MENTE DIVINA.
A MENTE DIVINA é nos filhos, é nas centelhas manifestadas,
a Mente Humana. E quem poderia dizer de sua montante, de seu
alcance, ao atingir o filho
de Deus o Grau Crístico, e ao estar um tal
filho de Deus livre das peias carnais? Qual é, por exemplo, o Raio
de Ação de um espírito como Jesus, fora da carne, livre das restrições
que caracterizam o espírito encarnado?

Quem O tem
visto, sabe que Ele é um Sol Divino, um Sol que
ultrapassa a tudo quanto é imaginável, comparando com a luz do
nosso sol material. E como tudo quanto os filhos possuem, deriva
do Sagrado Princípio, aí temos uma palidíssima ideia do Esplendor
de Deus, ao mesmo tempo que aí temos, uma demonstração
do que viremos a ser, pois todos devemos, por evolução, atingir o
Grau Crístico.

Como poderíamos figurar a Mente Humana? Como diremos alguma
coisa do Pensamento Humano?

No centro de cada ser humano, figuremos, está a centelha de
Deus. Ao redor e de modo ou forma concêntrica, estão as coroas
ou faixas de energias altamente intensas, diremos potentemente
luminosas e vibrantes. Estas vão diminuindo de luz e de intensidade,
até
atingir os elementos mais grosseiros do corpo astral. E para
os encarnados, até atingir as células mais densas ou sólidas do corpo
físico. E como comprovante, fica ressaltado que não existe corpo
algum sem o seu respectivo organismo fluído-eletromagnético.
Este organismo funciona bem ou mal, melhor ou piormente, conforme
lá no centro a Mente Humana funcione.


Como a Mente Humana seja, melhor ou pior, assim irradiará em
forma ou sob a denominação de Pensamento, assim impondo ordens
em forma de ondas ou correntes, e ondas ou correntes queinfluirão normalmente, que normalmente causarão efeitos, benignos
ou malignos, e também segundo o vigor ou a intensidade com
que sejam aplicadas. É a chamada lei de ideoplastia, de forjamento
pela força do pensamento. Apenas, é de bom alvitre considerar
que o pensamento jamais seria, se a Mente Humana não fosse. E
que a Mente Humana também jamais seria, se não fosse a MENTE
DIVINA, a Sua Divina Origem.

Como é sabido que temos, os encarnados, uma Aura Etérica,
que se estende mais ou menos para fora do corpo denso, cumpre
dizer que esta será o retrato fiel da Mente Humana que a está emitindo.
É a Aura Etérica de cada um, para todos os efeitos, o espelho
onde suas ideias estejam sendo projetadas, em forma ou sob
a condição de pensamento plasmado. Isto é – da Mente Central
parte a onda, atravessa as zonas primeiras de luz, penetra as partículas
já grosseiras do perispírito, vindo a se mostrar fora, na Aura
Etérica, depois de se veicular pelo corpo físico.

A um encarnado menos afeito às coisas do espírito, e sem faculdades
que lhe possibilitem ver tais coisas e seus reflexos, isto
parece imaginação. Entretanto, a vidência, a clarividência e a psicometria,
principalmente esta, irão demonstrar cada vez mais o
vastíssimo campo de verdades sublimes, que se encontra ainda
muito longe da imensa maioria. Viver é movimentar, movimentar
é evoluir, e evolução significa participação na Ordem Divina.

Aqui, agora,
cumpre lembrar a exposição já feita, sobre a evolução
do corpo astral ou do perispírito, até vir a ser Luz Divina, ou
igual ao Segundo Estado de Deus. Sabeis como funciona a Mente
Humana, uma vez tenha atingido o Grau Crístico? Sabeis o que seja
um Espírito Harmônico, dito antigamente Integral ou sem a forma
humana; porque tendo a forma de um Sol Divino? Sabeis o que é
uma centelha cristificada, unida à Divina Ubiquidade, irradiando
Sua Mente através da Luz Divina, sem encontrar impedimento algum,
em corpo grosseiro algum, nem mesmo etérico?

Todos os estudiosos da antiguidade, e os modernos, consideram
muito sobre os centros energéticos chamados Chacras no perispírito
e Plexos no físico. Não padecem dúvidas de que tais centros funcionam
normalmente, enquanto o espírito faz a sua escalada evolutiva.

Antes de entrar na espécie humana eles se vão formando e caracterizando.
Milhões de anos concorrem para isso. O principal, entretanto,
é o seu gradativo, o seu lentíssimo metamorfoseamento,

o seu desaparecimento na Harmonização Psíquica. Quando o corpo
astral se vai aproximando do Segundo Estado
de Deus, ou da
Luz Divina, é porque os tais Chacras e Plexos se vão paralelamente
sublimando, eterizando, até perderem suas características anteriores
de todo.
Quem é, porém, que governa esse movimento, nas centelhas,
nos filhos de Deus? Qual o agente que contém o poder de acionar
tudo, a começar das coroas energéticas? Se já dissemos que a
condição da Mente Humana deriva da sua Filiação Divina, ou por
ser derivança da MENTE DIVINA, é porque a Mente Humana ou
Central é o Centro Motriz, é a Alavanca que tudo pode movimentar
e deve movimentar.

Segundo, pois, o grau evolutivo do indivíduo; segundo, pois, o
momento ou
a razão circunstancial, assim o filho de Deus estará
acionando de dentro para fora, agindo em seu benefício ou para
seu malefício. Por isso mesmo que a divisa iniciática antiga dizia e
a moderna repete – “Não basta fazer o Bem, o que importa é ser
Bom”.

Qual a inteligência desta assertiva impassável e intransferível
para todos os filhos de Deus? Jesus sentenciou que é preciso
perseverar até o fim. E quem duvida de que a dúvida seja a mãe
dos fracassos? Como atingir o autofazimento, o desabrochamento
do Cristo Interno, sem haver pertinácia na Verdade, no Bem e no
Bom?

Terminando este capítulo, assinalamos a necessidade de lembrar
aquilo que somos, derivança da Essência Divina, por força do
Poder Emanador da mesma Essência Divina, pelo
Seu autoemprego,
através da MENTE DIVINA. Como foi da MENTE DIVINA que
surgimos, aprendamos a nos valer de Sua mesma derivança, que
é a Mente Humana, que é a nossa Herança Maior. É por esta razão
que Jesus repetiu, milhares de vezes durante o curso da vida, que

o filho
tem em si o decorrente Poder Criador. Assim como o Pai Divino
agenciou em Si e Emanou ou Manifestou a chamada Criação,
assim é que nós temos, que Seus filhos têm, o poder de acionar
dentro e fora, engendrando o Reino de Deus.

Não somos mais aqueles espíritos inferiores que eram conduzidos
pelas forças telúricas, ou cedendo aos automatismos naturais
do meio-ambiente. Não mais estamos agindo, também, segundo
os imperativos dos instintos apenas animais. Já somos a herança
de um vastíssimo passado, o produto de uma prolongadíssima
caminhada evolutiva. Não é favor, portanto, colocar a Mente Humana
em justaposta condição com a MENTE DIVINA, para operarmos
em nós e fora de nós aquelas melhoras que nos cumprem,
até que tenhamos atingido o Reino do Céu interior, único modo
de se transformar a Terra naquela Jerusalém Eterna de que trata o
Apocalipse.

Fica dito, entretanto, que a cada um irá sendo dado segundo
as suas obras; que ninguém espere pelo seu próximo, para fazer o
máximo de Bem e de Bom, porque a cada um cumpre o seu dever
de autofazimento. O Divino Molde, que é Jesus, não tomou conselho
senão na Lei de Deus. Veio para vivê-la e não para derrogá-la,

o que importa que todos saibam e respeitem.
Fora da Lei de Deus não há Mente Humana que funcione bem.
Quem lembra a Lei de Deus lembra a Moral, o Amor, a Revelação,

o Saber e a Virtude. Sendo exato e normal que a parte de Deus é
Eterna, Perfeita e Imutável, que cada um faça o devido, a respeito
de sua parte, que é apenas o que lhe cumpre. Em lugar de tratar de
Teodiceia, trate de ser decente na sua conduta social.

O Espiritismo, a Súmula Profética, assim o dirá eternamente.
Porque estas verdades são acima de espaço e de tempo.

No Livro EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS estão
os informes prometidos por Deus, no Apocalipse, para antes do
findar do segundo milênio. Quem quiser entender o que vai PROFETIZADO
nos capítulos 12, 19 e 14, do Apocalipse, e o que de
faxinas haverá até findar o segundo milênio, leia o EVANGELHO
ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS. E conte com as mais sublimes
Orações, as que ensinam como Deus quer, sobre
como ligar com
as Legiões Socorristas, as que Jesus chamou e chama de Legiões
Angélicas – Vide: João 1, 51; e Mateus 22, 30.

COMO RESTAURAR A DOUTRINA DE DEUS?
QUANDO COMEÇOU A ENTREGA DA DOUTRINA DE DEUS?
ATÉ QUE PONTO, MOISÉS E JESUS ENTREGARAM RECADO DIVINO?
POR QUE, JESUS AFIRMA QUE MUITO FICOU PARA SER DITO MAIS

TARDE?

POR QUE, SÓ NO APOCALIPSE DEUS PROMETE A VINDA DO EVANGELHO
ETERNO?
POR QUE, CLEREZIAS PÚTRIDAS, E ISMOS OUTROS ERRADOS BOI

COTAM A VERDADE? E AS MENTIRAS FICARIAM MENTINDO PARA

SEMPRE?
POR QUE, TAMANHAS PUNIÇÕES AO FINDAR DO II MILÊNIO CRISTÃO?

PODE HAVER O EVANGELHO DA VERDADE, SEM AS PROMESSAS
DO APOCALIPSE?

LER E MEDITAR PROFUNDAMENTE
Tão grande é a Tarefa Messiânica de Israel, quanto criminosa é a
conduta do clero judeu, atraiçoando a Doutrina Enviada por Deus,
até o ponto em que Moisés e Jesus entregaram seus respectivos
Recados Divinos.
Porque a Doutrina da Lei de Deus, do Verbo Exemplar ou Modelo,
e da Graça dos Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades,
começa nas Promessas de Deus feitas aos Patriarcas; avança
através de Moisés e dos Profetas; ganha esplendor com João Batista
e Jesus; e profeticamente aponta para os capítulos 12, 19, 14,

21 e 22, do Apocalipse.


(A maior das blasfêmias dos cleros, e dos ismos e ismos que falam
em Moisés e em Jesus, é pretender que o Espírito Profético da
Bíblia judeu-cristã termine naquilo que Jesus entregou. A bem de
suas patifarias tais cleros e ismos cultivam suas blasfêmias, porém
devem lembrar, que ninguém irá passar por cima da Justiça Divina,
que é a zeladora do Programa Divino para a Humanidade lotada na
Terra, Humanidade constituída de encarnados e desencarnados.)

Até Jesus ficou entregue UMA PARTE DO PROGRAMA DOUTRINÁRIO,
obrigando Jesus a dizer: “Tenho muito para vos dizer ainda,
porém vós não podeis suportá-lo agora”.

Primeiro conheçam o que ficou até Jesus, pois o que Jesus não
disse ficou para antes do findar do segundo milênio, isto é, o que
está prometido por Deus nos capítulos 12, 19, 14,
21 e 22, do Apocalipse.

1 – Moisés entregou a Lei de Deus e o Primeiro Pentecostes, ou
Batismo de Dons da História, como devem ler no Livro de Números,
capítulo 11. Os filhos de Deus deveriam se guiar pela Lei Suprema
e a Consoladora Revelação, para evitar desvios comprometedores,
comércios de engodos ou simulações, ou fingimentos, etc.

2 – Infelizmente para a Humanidade, e como sempre aconteceu
depois dos ENSINOS e das GRAÇAS vindos de Deus, foram os
rabinos ou padres, ou religiosos profissionais, adulterando tudo,
impondo aparências de culto verdadeiro, etc.

3–E Deus, como todos devem ler no Velho Testamento, através de
Profetas ou Médiuns, e Anjos ou Espíritos Mensageiros, prometeu
a vinda do Verbo Exemplar ou Messias, e um novo Pentecostes ou
Derrame de Dons para TODA A CARNE, aquilo que o Livro dos Atos
dos Apóstolos registra perfeitamente. Estudem bem os textos,
porque antes de findar o segundo milênio, terríveis abalos farão
lembrá-los e vivê-los:

1 – EU SOU O SENHOR TEU DEUS, NÃO HÁ OUTRO DEUS.
2 – NÃO FARÁS IMAGENS QUAISQUER, PARA AS ADORAR.
3 – NÃO PRONUNCIARÁS EM VÃO O NOME DE DEUS.
4 – TERÁS UM DIA, NA SEMANA, PARA DESCANSO E RECOLHIMENTO.
5 – HONRARÁS PAI E MÃE.
6 – NÃO MATARÁS.
7 – NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO.
8 – NÃO FURTARÁS.
9 – NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO.

10 – NÃO DESEJARÁS O QUE É DO TEU PRÓXIMO.

MARCAS DO
VERBO EXEMPLAR
– É de antes de haver Mundo,
anunciado antes de encarnar através de Anjo ou Mensageiro, nasce
em virtude de fenômeno mediúnico e não de homem, vem com
os Dons do Espírito Santo ou Mediunidades SEM
MEDIDA, produz
grandes feitos mediúnicos, não fica no túmulo porque representa
a RESSURREIÇÃO TOTAL,
entrega o Derrame de Dons para toda a
carne e manda entregar o Livro dos Fatos Porvindouros, o Apocalipse.
E por parte dos ignorantismos humanos, fica sendo o alvo
das pedradas contraditórias, como afirmou o Profeta Simeão.

O VERBO AFIRMA A SOBERANIA DA LEI

“Vai e vive a Lei.”

“Da Lei nada passará, sem que tudo se cumpra.”

“Pecar contra um mínimo Mandamento, é como pecar contra
toda a Lei.”

“Meu pai, minha mãe e meus irmãos, são os que ouvem a Lei e
a praticam.”

“Como forem vossas obras, assim mesmo recebereis.”

“Apartai-vos de mim, vós que obrais a iniquidade.”

“Não sairás dali, até pagar o último ceitil.”

COMO JESUS TRATOU OS PADRES?

“Ai de vós, sacerdotes, escribas e fariseus hipócritas, que vos
postais nas portas do Templo da Verdade, não entrais e não
permitis a entrada aos que poderiam fazê-lo.”

“Ai de vós, sacerdotes e fariseus hipócritas, pois as mulheres de
má vida e os afeminados estão na vossa frente a caminho do Céu.”

“Ai de vós, que perseguistes e matastes os Profetas, pois mais um
matareis e por todos estes crimes respondereis.”

Tudo quanto Jesus fez foi afirmar a INDERROGABILIDADE DA LEI
DE DEUS; foi afirmar sua condição de Verbo Exemplar ou Modelar
e Modelador; e, notem bem, trazer um Novo Batismo de Dons
Mediúnicos, ou Intermediários, visto que os padres judeus atraiçoaram
o que Moisés entregou, como registra o cap. 11 do Livro de
Números.

Importa, agora, que cada judeu estude os textos bíblicos sobre
os Dons Mediúnicos ou
Proféticos, notando a linha-mestra quevem dos Patriarcas e Profetas, entra nos dias de João Batista e Jesus,
e, estude bem, aponta para os INCONFUNDÍVEIS CAPÍTULOS
DO APOCALIPSE. Em Jesus os Dons de Deus entram como a parte
VIVA da Doutrina, pois o qualifica como Graça que tira a ORFANDADE
DO MUNDO:


O MARAVILHOSO INTERMEDIÁRIO

Resumo dos
Dons do Espírito Santo, pois nunca foi terça parte
de Deus, nem espírito comunicante, nem símbolo
dos bons espíritos,
mas sim carismas ou mediunidades, por onde Anjos ou Espíritos
Mensageiros produzem maravilhas:

“Quem dera que o Senhor desse o Seu Espírito Santo e que toda
a carne profetizasse” – Números, 11, 29.

“Derramarei o Meu Espírito Santo sobre a tua semente, e a Minha
Bênção sobre a tua descendência” – Isaías, 44, 3.

“Derramarei o Meu Espírito Santo sobre toda a carne, e vossos
filhos e filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos e vossos
jovens terão visões” – Joel, 2, 28.

“Porque para vós é a promessa, e para quantos estiverem longe,
quantos o Senhor a si quiser chamar” – Atos, cap. 2.

“Porque a um pelo Espírito Santo é dada a palavra de sabedoria,
a outro de ciência, a outro a fé, a outro o dom de curar, a outro a
produção de maravilhas, a outro a profecia, a outro o discernimento
dos espíritos, a outro as línguas diversas, e a outro as interpretações”
– I Ep. Coríntios, cap. 12.

“Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos
são de Deus, porque muitos já foram os falsos profetas que se
levantaram no mundo” – I Ep. de João, cap. 4.

“Deus não é de mortos, mas de vivos, porque aqueles que forem
dignos da ressurreição, serão como os anjos do céu” – Mateus,
cap. 22, 30.

“Testificando também Deus com eles, por sinais, milagres, várias
maravilhas, e Dons do Espírito Santo, distribuídos por Sua Vontade”
– Hebreus, 2, 4.

“Antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia
assim: Vinde, e vamos ao vidente, porque ao profeta de hoje, se
chamava então vidente” – I Samuel, 9, 9.

“E estes sinais seguirão aos que crerem: Expulsarão os demônios;
falarão novas línguas; manusearão serpentes; bebendo potagem
mortífera, não lhes fará mal; porão as mãos sobre os enfermos e
os curarão” – Marcos, 16, 17.

“Aquele que pecar contra o Filho do homem será perdoado, mas
aquele que blasfemar contra o Espírito Santo será réu da Justiça
Divina” – Jesus em Lucas, 12, 10.

A Ordem Divina foi estender aos confins da Terra a Doutrina da
Lei Moral Básica, do Verbo Modelar e Modelador, e da Graça Consoladora
da Revelação, isto é, da comunicabilidade dos Anjos, que
quer dizer Espíritos Mensageiros. Mas, desgraçadamente, tudo foi
corrompido, adulterado, blasfemado:

O clero judeu atraiçoa Moisés, matando os Profetas, e matando
contraria a Lei de Deus…

O mesmo clero judeu (não o Povo Judeu, designado a entregar
a Doutrina de Deus a TODA A CARNE), persegue e mata Jesus e
Apóstolos, para também acabar com o Segundo Batismo de Dons,

o Glorioso Pentecoste…
Em 313 Roma forja sua igreja, ou clero, atraiçoa tudo, impõedogmas estúpidos, rituais ridículos, vestes e gestos palhaços para
engabelar bobos, etc. E chama os Dons e seus sinais e prodígios
de COISAS DO DIABO, para mandar às fogueiras da Inquisição os

portadores de Dons dados por Deus.

Assim é que a Humanidade, ou TODA A CARNE, no dizer bíblico,
atingiu o findar do segundo milênio, como um verdadeiro depósito
de FALTA DE ESPÍRITO E DE MORAL, isto é, de materialismos, brutalidades,
imoralidades ou abominações, com um dilúvio de fogo,
ou a guerra atômica pronta para liquidar dois terços dos viventes.
(Maria, em Fátima, através de singelo fenômeno mediúnico, disse
um quarto).

Todas as tragédias apocalípticas do findar do segundo milênio
são devidas às traições contra a Doutrina da Lei, do Verbo Modelo
e dos Dons Mediúnicos.

Juntamente com as tragédias punitivas, viriam as Promessas de
Deus, contidas nos capítulos 12, 19 e 14, do Apocalipse: Restauração
Doutrinária; Entrega do EVANGELHO ETERNO; Governo Espiritual
Planetário do Anjo da Vara de Ferro.

Depois das terríveis faxinas apocalípticas, a entrada no período
apocalíptico chamado UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA. (Nãoesquecer que haverá a expulsão dos cabritos).

(E isto: Israel não ficaria sem os avisos de tais fatos a terem cumprimento.
A grande comunidade espiritual que compõe o Povo Designado
está na carne e fora da carne, e também seus elementos
estão encarnados em outras raças físicas, cores, religiões, etc. Infelizmente,
também atraiçoando a Doutrina de Deus, por darem
falsas interpretações aos ensinos bíblicos, escondendo textos aos
filhos de Deus, e outros erros).


TRÊS LIVROS APOCALÍPTICOS:
EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS
A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS
O NOVO TESTAMENTO DOS ESPÍRITAS

ENTENDAM BEM

Em termos de COMPORTAMENTO, se um filho de Deus, procurar
viver a Lei, imitar o Verbo Exemplar, e cultivar nobremente os
Dons Intermediários, Deus não lhe pedirá mais. Porque, com isso,
desaparecerão os CRIMES DA FACE DA TERRA, não havendo o que
pagar: “até o último ceitil”, como o Verbo Modelo avisa.

Mas, como advertem o Sermão Profético e o Apocalipse, tudo
viria a ser tripudiado, blasfemado, corrompido, PARA QUE, ANTES
DO FINDAR DO SEGUNDO MILÊNIO, terríveis cataclismos punitivos,
fariam, como farão, não só retornar à Doutrina de Deus, como
também RECEBER OUTROS INFORMES INICIÁTICOS.

Porque até Jesus ficou assim: “Tenho muito para vos dizer ainda,
porém vós não podeis suportá-lo agora”.

QUE OUTROS ENSINOS PROMETEM OS CAPÍTULOS 12, 19, 14,
21 E 22, DO LIVRO DOS EVENTOS PORVINDOUROS, O APOCALIPSE?

Não adianta falar aos surdos propositais; portanto, ouçam os
inteligentes e honestos, os avisos adiante expostos:

AOS QUE PROCURAM ENCONTRAR-SE E REALIZAR-SE

Há uma Origem Divina, para o Espírito e a Matéria, Mundos e
Humanidades. É à Divina
Essência Onipotente que chamam Deus,
a ORIGEM DE TUDO, A SUSTENTAÇÃO DE TUDO, A DESTINAÇÃO DE
TUDO. As palavras ESPÍRITO E VERDADE são as que mais definem
Deus, o Princípio.

Quando uma Centelha de Deus, o Espírito-Filho, chega a se RECONHECER
DE ORIGEM DIVINA, e que contém, por isso mesmo,
em ESTADO LATENTE, Virtudes Divinas a desabrochar, é porque
atingiu, através da escalada biológica, o desabrochamento necessário
para tanto. Depois de atingir esse ponto, na escala dos desabrochamentos
íntimos, tudo se torna mais fácil, para reconhecer
que está destinado a vir a ser ESPÍRITO E VERDADE, TAL COMO
DEUS O É, retornando portanto ao SEIO DIVINO, como DIVINIZADO,
ou REINTEGRADO.

Com 11 Grandes Bíblias
entregues por Deus a Seus filhos lotados
no Planeta, através de Emissários Encarnados, guiados por
Anjos ou Espíritos Mensageiros, Deus foi fazendo
compreender o
Programa Divino. Sim, fartos ensinos primários vieram, entregando
verdadezinhas preliminares, isto é, cavando alicerces…

Dentre as 11 Grandes Bíblias, só a judeu-cristã é PROFÉTICA,
apontando para a ESSÊNCIA DO PROGRAMA INICIÁTICO, isto é
PROMETENDO INFORMES CONTÍNUOS, para os filhos de Deus
irem aprendendo cada vez mais sobre o PROGRAMA DIVINO, isto
é, sobre si próprio, desde a ORIGEM DIVINA, até atingir a SAGRADA
FINALIDADE, o retorno à UNIDADE DIVINA, como DIVINIZADO.

Do seio dos ENSINOS INICIÁTICOS, Três Fatores Fundamentais
Deus entregou, para Seus filhos poderem atingir mais depressa a
SAGRADA FINALIDADE, com menos sofrimentos.
Eis os Três Fatores
Fundamentais de COMPORTAMENTO:

1 – Com a Lei de Deus VIVIDA, não haverá o que pagar até o
último ceitil;

2 – Com o Verbo Exemplar IMITADO, será fácil viver a Lei de Deus;

3 – Com os Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades,
nobremente cultivados, jamais faltarão os contatos entre encarnados
e desencarnados. Por isso é que a Revelação é chamada CONSOLADORA,
em toda a Bíblia.

EVANGELHO ETERNO (Apocalipse, 14, 6)
PRINCÍPIO OU DEUS – PRINCÍPIO OU DEUS – Essência Divina
Onipresente, Onisciente e Onipotente, que tudo origina, sustenta e

destina, e cujo destino é a Reintegração Total. O Espírito e a Matéria,
os Mundos e as Humanidades, e as Leis Relativas, retornarão à
Unidade Essencial, ou Espírito e Verdade. Se deixasse de Emanar,
Manifestar ou Criar, nada haveria sem ser Ele, Princípio Onipresente.
Como o Princípio é Integral, não crescendo nem diminuindo,
tudo gira em torno de ser Manifestador e Manifestação, tudo
Manifestando e tudo Reintegrando. Eis o Divino Monismo.

ESPÍRITO FILHO – As centelhas emanadas, não criadas, contêm
TODAS AS VIRTUDES DIVINAS EM POTENCIAL, devendo desabro-
chá-las no seio dos Mundos, das encarnações e desencarnações,
até retornarem ao Seio Divino, como Unas ou Espírito e Verdade.
Ninguém será eternamente filho de Deus, tudo voltará a ser Deus em
Deus. Esta sabedoria foi ensinada por Hermes, Crisna e Pitágoras.
Jesus viveu o Personagem
Inconfundível de VERBO EXEMPLAR, de
tudo que deriva do UM ESSENCIAL e a Ele retorna como UNO TOTAL.
O Túmulo Vazio é mais do que a Manjedoura. (Entendam bem).


CARRO DA ALMA OU PERISPÍRITO – Ele se forma para o espírito
filho ter meios de agir no Cosmos, ou Matéria. Com a autodivinização
do espírito, ao atingir a União Divina, ou Reintegração, finda
a tarefa do perispírito. Lentíssima é a autodivinização, isto é, o
desabrochamento das Latentes Virtudes Divinas. Tudo vai aumentando
em Luz e Glória, até vir a ser Divindade Total, União Total,
isto é, perdendo em RELATIVIDADE, para ganhar em DIVINDADE.

MATÉRIA OU COSMO – A Matéria é Essência Divina, Luz Divina,
Energia, Éter, Substância, Gás, Vapor, Líquido, Sólido. Em qualquer
nível de apresentação é ferramenta do espírito filho de Deus. (É
muito infeliz quem não procura entender isso).

Do Livro: EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS

ORAÇÃO À VERDADE

“Dá-me, Deus ou Pai Divino, o poder de conhecer e viver a Tua
Doutrina; concede-me, Senhor, a Graça de ser um exemplo de conduta,
apóstolo de Tua Soberana Vontade, a fim de contribuir para

o triunfo da Verdade que diviniza.
Ponde, Senhor, no coração dos Teus Filhos o sentimento de respeito
à Tua Lei, ao Cristo Modelo que Enviaste,
e ao nobre cultivo
dos Dons Espirituais, para que lhes não falte a consoladora
comunicação dos Anjos ou Espíritos Mensageiros. Ponde nos seus
corações o arrependimento dos desvios cometidos, e o desejo de
trilhar a Doutrina da Verdade, do Amor e da Virtude.
Senhor, faze que entendam, de uma vez para sempre, que fazer
da Verdade a Religião é a única maneira de evitar sofrimentos, é o
único modo de Desabrochar o Deus Interno, as Latentes Virtudes
Divinas, em menos tempo”.

ORAÇÃO DIVINISTA

Dá-me, Sagrada Causa Originária, Deus ou Pai Divino, o poderde viver a Tua Lei, para que possa eu contribuir para a santificação
da vida!

Concede-me o poder, Senhor, de fugir dos corruptos religiosismos,
sectarismos, e mórbidos facciosismos, que tanto desviaram
os filhos Teus do Reto Caminho, criando o Mal que tanto se esparramou
pelo Mundo!

Ilumina, Senhor, através de Teus Santos Mensageiros, a consciência
dos errados, dos inimigos da Verdade, para que se arrependam
e reconheçam que BOA É A VERDADE, e, assim agindo, retornem
à Doutrina que enviaste a Teus filhos, que é simplesmente

viver a Lei, imitar o Verbo Exemplar, e cultivar nobremente os Dons
do Espírito Santo, que é dar de Graça, os Frutos da Graça Recebida,
assim como é da Tua Vontade!

PRECE DE ABERTURA

Ao Sagrado Princípio, Deus e Pai Divino, dirigimos nossos anseios,
como servos humildes da Excelsa Doutrina do Caminho, ensinada
e praticada por Jesus, o Cristo Exemplo de Conduta, a fim
de pedir as Graças que possamos merecer.

Dá-nos, Sagrado Princípio, o amparo das Legiões Mensageiras;
envia-nos, Pai Divino, a Luz da Verdade, para que, estribados nas
práticas doutrinárias vinculadas aos Patriarcas, Profetas, ao Cristo
Modelo e aos Apóstolos,
possamos trabalhar pela Restauração do
Verdadeiro Cristianismo, a Trilha Iniciática que conduz à divinização
do espírito.

Sagrado Princípio, concede a Teus filhos a Graça de UM NOVO
PENTECOSTES para que, cheios de DONS DO ESPÍRITO SANTO, mediunidades
ou carismas, possam eles conhecer Teus Santos Desígnios,
e, também, com os sinais e prodígios daí decorrentes, encham
a Terra de verdadeiros ensinos evangélicos.

Perdoa, Senhor, as ignorâncias e fraquezas de Teus filhos ainda
inconscientes, negligentes e imponderados.

Afasta de Teus filhos, Senhor, as tentações do orgulho, da vaidade,
do ciúme e de todos os males derivados da ignorância, que
tanto maculam os espíritos, empobrecendo-os na árdua tarefa de
servidores da Verdade, do Amor e da Virtude.

Inspira Teus filhos, Senhor, no sentido de CONHECER A VERDADE
E PRATICAR O BEM, porque fora disso ninguém é cristão, ninguém
desabrocha o CRISTO INTERNO, que é o SAGRADO OBJETIVO
DA EXISTÊNCIA.

Pai Santo, infunde em Teus filhos o sentimento de respeito às
Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis, para que, modificando a
conduta, venham a transformar a Terra em um Mundo de Paz e
Ventura, sem ignorância e sem erros, sem desesperos e sem lágrimas.

PRECE AO ANJO GUARDIÃO

Pai Divino, Sagrado Princípio Onipresente, Onisciente e Onipotente,
Causa Originária do Espírito e da Matéria, dos Mundos e das
Humanidades, e das Leis
Regentes Fundamentais, da mais Absoluta
às mais relativas.


Sagrado Princípio, na consciência de ser filho Teu, portador de
Virtudes Divinas em Potencial, para as desabrochar através do processo
evolutivo, nas encarnações e desencarnações, enfrentando
perigos e múltiplas dificuldades, correndo o risco de cometer falhas
comprometedoras perante Tua Divina Justiça, a Ti rogo, Pai
Divino, a Graça de comungar com o meu Anjo Guardião, o espírito
por Ti designado a ser inspirador dos melhores pensamentos, dos
mais nobres sentimentos, para que eu, passível de cometer desvios
comprometedores, encontre o Reto Caminho, a vivência da
Tua Lei Moral, a imitação do Verbo Exemplar que nos enviaste, e

o nobre cultivo dos Dons
do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades,
os veículos da comunicação dos Anjos ou
Espíritos Mensageiros,
aqueles Teus servos produtores de sinais e
prodígios extras,
curas e amparos maravilhosos.
E a ti, meu Anjo Guardião, fiel amigo de todas as horas, conselheiro
nos momentos de incertezas e possíveis desvios, rogo o
amparo das sublimes e inconfundíveis inspirações. Tendo consciência
do quanto é deficiente a condição de encarnado, apelo à tua
capacidade de tolerância e de perdão, porém prometendo com
determinação procurar acertar, entender e viver tuas inspirações.

Amparado nas Divinas Graças de Deus, através de tuas sublimes
inspirações, prometo aprimorar conhecimentos e sentimentos, a
fim de que venha a poder cumprir a ordenança do Divino Conselheiro,
que é DAR DIGNOS FRUTOS PELO EXEMPLO, trilha única
que remete à Sagrada Finalidade, que é a Reintegração no Sagrado
Princípio.

◌ ◌ ◌
Pode contar com a intercessão do Anjo Guardião, aquele que
viva colocando mandamentos de homens no lugar dos de Deus,
negando ou distorcendo a Significação do Verbo Exemplar, ou escondendo
os textos que ensinam sobre os Dons do Espírito Santo,
Carismas ou Mediunidades?

A ORAÇÃO DOS APÓSTOLOS

Sagrado Princípio, Deus ou Pai Onipresente, Onisciente e Onipotente.
Sendo
filho Teu, depositário de Tuas Virtudes Divinas, para
desabrochá-las e tornar-me uno total, devo conhecer e viver Teus
Ensinos e Tuas Graças. Dá-me forças, Pai Divino, a fim de que não
fraqueje diante das dificuldades da vida, nem me
torne orgulhoso,
petulante ou
arrogante, quando as passageiras fortunas do Mundo
me estiverem bafejando.

Jesus, que viveste a Função de Cristo Modelar e Modelador,
Exemplo de Comportamento e Derramador do Espírito de Dons e
Sinais sobre toda a carne, de Ti aguardo a presença exemplificadora,
custe o que custar, para que jamais permita eu, venha a VERDADE
a se inclinar diante de quaisquer simulacros, sob pretextos
quaisquer. Ajuda-me, Divino Modelo, para que Teu Exemplo seja o
Evangelho de minha vida, e eu jamais me constitua pedra de tropeço
no Caminho da Verdade.

Santos Anjos
ou Espíritos Mensageiros. Assim como estivestes
subindo e descendo sobre o Verbo Modelar e Modelador, produzindo
aqueles grandiosos sinais e prodígios, aquelas maravilhosas
curas, assim espero a vossa presença e o vosso auxílio, não
segundo minha vontade, porém como seja por Deus designado,
pois reconheço minhas relatividades, minhas falhas perante Sua
Divina Justiça. Em qualquer circunstância, mereça mais, menos ou
nada, agradeço vossa presença e inspiração, a fim de que eu trilhe

o Caminho da Verdade, do Amor e da Virtude, que é a Essência do
Evangelho, o caminho da Autodivinização, a gloriosa União Divina.
A ORAÇÃO DOS DIVINISTAS

Peço-Te a Graça, Deus, de jamais propositalmente vir a ser pecador
contra os DEZ MANDAMENTOS!

Peço-Te a Graça, ó Sagrado Princípio, de nunca propositalmente,
vir a blasfemar contra os Dons do Espírito Santo, Carismas ou
Mediunidades!

Peço-Te a Graça, ó Divina Causa Originária, de jamais nas minhas
obras, negar os Divinos Exemplos de Jesus!

Peço-Te a Graça, Pai Divino, de jamais negligenciar perante as
Divinas Promessas contidas nos capítulos 14, 19, 21 e 22, do Apocalipse,
o Livro dos Eventos Porvindouros!

Peço-Te a Graça, ó Deus, de jamais duvidar dos Teus Santos Anjos,
dos Mensageiros de Teus Ensinos e os Entregadores de Tuas
Divinas Bênçãos!

Enfim, Senhor, peço-Te a Graça de nunca ser o traidor de mim
mesmo, por negar Tua Existência, Teu Infinito Poder e o Sagrado
Destino que reservas a Teus filhos!

◌ ◌ ◌
Obs.: Aos que se encontrarem precisados de Paz de Deus, de
outras Ajudas Divinas, Doenças ou quaisquer outras Soluções de
Problemas, façam uso da ORAÇÃO DOS DIVINISTAS, porque ela remete
a Deus e Seus Espíritos Mensageiros: O importante é fazer
por merecer.


ORAÇÃO A MARIA

Meiga filha do Eterno Pai, amparai aos que peregrinam os rincões
inferiores da vida, para que neles aflore o desejo de Conhecimento,
Certeza e Bondade, deixando de parte
as idolatrias, os
paganismos, os ritualismos e todas as formas inferiores de culto
espiritual.

Anjo tutelar das legiões que socorrem nas trevas e nos lugares
de dor, atendei ao clamor daqueles que, arrependidos, anseiam
reencontrar o Caminho da Verdade que livra.

Doce Mensageira do Amor, derramai vossa ternura maternal sobre
os corações aflitos, para que se elevem às alturas do trabalho
redentor.

Senhora Eleita, inspirai o sentimento da Verdade, do Amor e da
Virtude nos corações de todos aqueles que tendem aos desatinos
do mundo, para que não desçam aos lugares de pranto e ranger
dos dentes.

Levantai, ó Senhora, dos abismos tenebrosos, a todos quantos
erraram por causa dos fanatismos religiosos.

Intercedei, ó meiga estrela, por aqueles que, esquecidos da Lei
e olvidados de Jesus Cristo, mergulharam nos lugares de sombra e

de dor.

Ó ternura, ponde sentimento de pureza em todos os corações
femininos, para que se convertam em verdadeiros anjos guardiães.

Sede a luz, ó Maria, daqueles olhos que não podem ver.

Amparai, ó Senhora, aos que fraquejam ao longo dos caminhos

da vida.

Ouvi, ó Símbolo das Mães, a voz dos que não podem falar.

Enxugai a lágrima, ó meiga irmã, daqueles que padecem falta de
misericórdia.

Dominadora de paixões, sede o anjo guardião, daqueles que temem
resvalar nas vielas do pecado.

Consoladora dos aflitos, ungi com o Bálsamo do Amor aos quese encontram de coração angustiado.

Guiai os passos, ó doce amiga, dos que tendem a desanimar em
face das torturas do mundo.

Depositai, ó Maria, em todos os corações, o sentimento de
igualdade perante as leis que regem o Universo Infinito.

Conduzi ao pórtico da Verdade, ó candura, a quem se encontrar
perambulando pelos caminhos da inverdade e do crime.

Envolvei com o vosso azulino manto, ó Maria, a todos aqueles
que procuram as verdades eternas, perfeitas e imutáveis de Deus,
através da Divina Modelagem de Jesus Cristo.

Apontai, ó luminosa estrela, ao Testamento da Moral, do Amor,
da Revelação, da Sabedoria e da Virtude, para que todos os filhos
do Altíssimo encontrem, de uma vez para sempre, os braços abertos
do Divino Amigo.

ORAÇÃO A MARIA MADALENA

Sagrado Princípio, Deus ou Pai Divino, Origem, Sustentação e
Destinação de tudo e de todos, o Espírito e a Matéria, as Leis Regentes
Fundamentais e tudo quanto possa existir, conheçamos ou
não, nós os Teus Filhos lotados na Terra.

Sabemos nós, Pai Divino, que na ordem dos Espíritos e dos
Mundos, existem os mais e os menos evoluídos, pois embora sendo
Uma a Origem e Uma a Finalidade, para tudo e todos vigora a
Lei de Movimento, Evolução e Reintegração na Tua Unidade, ou
Divindade, sendo esse o Sagrado Objetivo da Existência.

Somos conscientes, Pai Divino, Daqueles Verbos Teus, Comandantes
de Galáxias, Grupos de Sistemas Planetários, Sistemas e
Mundos, aonde Filhos Teus vivem, na carne e fora da carne, movimentam
atividades e, assim, vão desabrochando Tuas Virtudes
Divinas, das quais todos são depositários normais.

Sabemos, Pai Divino, que toda Humanidade Planetária tem o
Seu Verbo Tutelar, o Seu Despenseiro Fiel e Prudente, o Elo Divino
entre os Teus mais Elevados Comandos, e os Escalões Imediatos,
aqueles que de mais perto assistem, aos que peregrinam a encarnação
e os reinos espirituais menos elevados.

Pai Divino, é em virtude de tais conhecimentos, e inspirados
por desejos de trabalho fraterno, no seio da Excelsa Doutrina do
Caminho, que rogamos forças e oportunidades à Tua Serva Maria
Madalena, a fim de que nos possa auxiliar, no seio de Tua Divina
Justiça, por cima da qual ninguém jamais passará.

E a ti, Maria Madalena, imortal exemplo de arrependimento de
erros cometidos, dedicação ao Verbo Encarnado
e à Tarefa Evangelizadora,
e
modelo de renúncia aos bens mundanos, enviamos

o nosso apelo fraterno, para que, no âmbito da Lei de Deus, do
Cristo Exemplar e dos Dons do Espírito Santo, coopere na tarefa
a que nos propusemos de, cada vez mais, conhecer a Verdade e
praticar o Bem.

COMO AGIR PARA OBTER ÁGUA

FLUIDIFICADA OU ENERGETIZADA

Ter um vasilhame branco, litro, garrafa ou copo.
Enchê-lo com água bem limpa.
Se o cobrir, será com pano branco, não rolha.
Ler a ORAÇÃO PARA A FLUIDIFICAÇÃO DA ÁGUA.
Convém ler a ORAÇÃO A BEZERRA DE MENEZES.
Ao tomar a água, aos goles, pensar em Deus e nos Guias Médicos.

Quando o vasilhame estiver com água pela metade, não deixar

esvaziar. Tornar a enchê-lo.

Para pessoas doentes, a água deve ser feita para ela, não todos.

Saber que, como os Anjos ou Espíritos Mensageiros colocam na
água os elementos necessários, não estranhar quando venha a ter
gostos e colorações diferentes, ao tomar a água.

ORAÇÃO PARA A FLUIDIFICAÇÃO DA ÁGUA

Peço a Deus, o Princípio Onipresente, Onisciente e Onipotente,
e ao Cristo Planetário, forças para as Legiões Angélicas ou Mensageiras,
para que possam lutar contra o Mal, em
qualquer forma
que se apresente, e vencê-lo.

Como não existe merecimento fora do respeito à Verdade, ao
Amor e à Virtude, prometo aplicar esforços no sentido de viver a
Lei de Deus, compreender e imitar o Verbo Exemplar e cultivar nobremente
os Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades,
sem os quais não pode haver a Consoladora Revelação.

Rogo a Deus, que enviou
o Verbo Modelo, para entregar o Glorioso
Pentecostes, ou Derrame de Dons Mediúnicos para toda a
carne, para que a Humanidade tenha realmente dignos medianeiros,
que deem de graça o de graça recebido, nutrindo verdadeiro
respeito à Doutrina do Caminho.

Como encarnado, sujeito a necessidades, doenças, dores, aflições,
e também sujeito à morte física e responsabilidade perante a
Justiça Divina, rogo o dom do bom discernimento espiritual, assim
como rogo, para o corpo, as energias e os fluídos
a serem depositados
nesta água.

E como quem tanto necessita e roga, reconhecido agradeço a
Deus, às Legiões Angélicas e Socorristas e ao meu Espírito Guia ou
Anjo Guardião.

ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS

Ao Sagrado Princípio do
Todo invocamos, do mais íntimo de
nossa Consciência, em sinal de reverência à Verdade, ao Amor e à
Virtude, propositando cooperar junto às Legiões de Pretos Velhos,
Índios, Hindus e Caboclos, para os serviços que são chamados a
desempenhar na Ordem Doutrinária.

Ao Cristo apelamos, como Diretor Planetário e Senhor dos Sete
Escalões em
que se distribui a Humanidade Terrestre, composta
de encarnados e desencarnados, desejando oferecer colaboração
eficiente, de caráter fraterno, em defesa da Verdade e da Justiça,
contra aqueles que, contrariando os Sagrados Objetivos da Vida,
se entregam aos atos que contradizem a Lei de Deus.

Conscientes da integridade da Justiça Divina, afirmamos a mais
fiel e intensa observância dos Mandamentos da Lei, conforme o
Divino Exemplo do Verbo Exemplar, para todos os efeitos invocativos.
Acima de alternativas constituirá barreira contra o Mal, em
qualquer sentido em que se apresente, venha de onde vier, sejacontra quem for, conquanto que, em defesa da Verdade, do Bem
e do Bom.

Consequentemente, que aos bondosos Pretos Velhos seja dado
refletir, em seus trabalhos, os sábios e santos desígnios daqueles
que, traduzindo a Divina
Tutela do Cristo Planetário, assim determinarem
das Altas Esferas da Vida.

Que as legiões de Índios, simples, espontâneas e valorosas,
sempre maravilhosamente ligadas à natureza exuberante, possam
agir sob a direção benévola e rigorosa dos Altos Mentores da Vida
Planetária. Lutando pela Ordem e pelo Bem, pelo progresso no
seio do Amor, que tenham de Deus as graças devidas.

Que às numerosas legiões de Hindus, profundamente ligadas às
mais remotas Civilizações do Planeta, formando
portanto nas Altas
Cortes da Hierarquia
Terrestre, sejam concedidas pelo Senhor
Planetário as devidas oportunidades, para que forcem, sustentem
e imponham a Suprema Autoridade. Que nesta hora cíclica, em
que a Terra transita de uma para outra Era, as Mentes humanas
possam receber os eflúvios da Pureza e da Sabedoria, a fim de que
sintam os Divinos Apelos do Cristo, em favor dos Santos Desígnios
do Pai amantíssimo, que é a divinização de todos os filhos.

Que as legiões de Caboclos, humildes e bondosos, tão ligadas
aos que peregrinam a encarnação, para efeito de expiações, missões
e provas, a todos possam envolver, proteger e sustentar, desde
que se esforcem a bem da Moral, do Amor, da Revelação, da
Sabedoria e da Virtude, pois que, fora dessa Ordem Doutrinária,
não há Evangelho.


ORAÇÃO DA INFALIBILIDADE

Temos consciência, Senhor Deus e Pai Divino, daquilo que enviaste
através dos Grandes Iniciados, como Rama, Orfeu, os 35 Budas,
Hermes, Crisna, Zoroastro, Pitágoras;

Temos consciência, Divina Causa Originária, que ao ser tempo
de Generalizar a Graça da Revelação Consoladora, enviaste aos Patriarcas
Hebreus Teus Anjos ou Espíritos Mensageiros, prometendo
a Doutrina Integral, a ser completada por etapas ao longo dos
milênios, segundo como Teus filhos fossem tendo capacidade de
assimilação;

Temos consciência, Senhor Absoluto, Espírito e Verdade, Onipresente,
Onisciente e Onipotente, daquilo que fizeram Moisés, os
Profetas, Jesus e os Apóstolos, não dizendo tudo, mas apontando
para as Promessas do Apocalipse;

Temos consciência, Senhor, do aviso deixado por Jesus: “Tenho
muito para vos dizer ainda, porém vós não podeis suportá-lo agora”;

Temos consciência, Sagrada Causa Originária, daquilo que prometes
nos capítulos 12, 14, 19, 21 e 22 do Apocalipse, tudo preparando
com vistas ao período chamado UM NOVO CÉU E UMA
NOVA TERRA, a vir depois das terríveis faxinas ao findar do segundo
milênio;

Temos consciência, Senhor Absoluto, que a parte entregue até
Jesus é Código de Comportamento, por ensinar que os DEZ MANDAMENTOS
devem ser vividos, que o Verbo Exemplar deve ser imitado,
e que os Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades,
devem merecer absoluto respeito, por serem os veículos da comunicabilidade
dos Anjos ou Espíritos Mensageiros;

Temos consciência, Senhor e Pai Divino, que clerezias espúrias a
tudo corromperam, impondo dogmas estúpidos,
rituais ridículos,
vestes e gestos palhaços, e prepotentes politicalhas sobre reis, povos
e nações;

Temos consciência, Divino Ser Onipresente, que o findar do segundo
milênio marcará tempo inconfundível na Humanidade, por
aquilo que prometes principalmente nos capítulos 12, 19 e 14, do
Apocalipse, com a entrega do EVANGELHO ETERNO, o Inconfundível
Aviso Final;

Temos consciência, Senhor, de que os inimigos de Tua Doutrina
serão esmigalhados, aqui apelamos às Tuas Legiões Angélicas ou
Mensageiras, para que nos defendam contra os inimigos da Verdade,
do Amor e da Virtude, sejam encarnados ou desencarnados;

E como, Senhor, ninguém poderá DESABROCHAR O DEUS INTERNO,
fora do CONHECIMENTO DA VERDADE E DA PRÁTICA DO
BEM, a Ti rogamos esta graça: que façamos menos longos os discursos
sobre o AMOR, e que ponhamos todos os nossos esforços
ao serviço da humanitária BONDADE!

ORAÇÃO DOS MAIS CHEGADOS…

Chegamos, Senhor Deus, Princípio Onipresente, ao conhecimento
de que És Espírito, Essência Divina, Causa
Originária de todos
os Efeitos;

Chegamos ao conhecimento, Senhor, de que Te Revelas como
Espírito e Matéria, Mundos e Humanidades, e que, ao término do
ciclo relativo, a tudo reintegras, porque do Espírito e da Verdade
tudo deriva, e a Espírito e Verdade tudo retornará;

Chegamos ao conhecimento, Senhor, que Teus Filhos são normais
herdeiros de Tuas Divinas Virtudes, e que, através do Espaço
e do Tempo, dos Mundos e das Humanidades, das encarnações e
desencarnações, enfrentando todas as modalidades de vicissitudes,
devem atingir a Sagrada Finalidade, pelo desabrochamento
das Latentes Virtudes Divinas, que habitualmente chamamos de
Deus Interno;

Chegamos ao conhecimento de que, através de Anjos ou filhos
Teus bastante desabrochados em suas Virtudes Latentes, e de outros
tantos filhos Teus dotados de Dons Intermediários, enviaste o
Supremo Aviso, a Inderrogável Lei de Deus, por cima da qual ninguém
jamais
passará, pois todo e qualquer desvio terá de ser resgatado
até o último ceitil;

Chegamos a saber, Senhor, que enviaste um Verbo Exemplar,
um Alfa e Ômega, ou que representa precisamente o que de Ti deriva,
em Espírito e Matéria, a Ti devendo retornar, como ESPÍRITO
e VERDADE;

Chegamos a conhecer, Senhor, que entregaste Dons Espirituais
Intermediários, ou Mediunidades, na Bíblia chamados Dons do Espírito
Santo,
para não faltarem a encarnados e desencarnados as
consoladoras oportunidades de contatos;


Sabemos, Senhor, que para Teus filhos terem conhecimento dos
valores doutrinários de tais Dons, enviaste Dois Batismos de Dons,
um por Moisés e outro por Jesus, como lemos no livro de Números,
capítulo 11, e no Livro dos Atos, capítulos 1 e 2 ;

Chegamos a saber, Senhor, que não tendo Moisés e Jesus dito
tudo sobre Doutrina, devemos procurar a complementação nos
capítulos 12, 19, 14, 21 e 22, do Apocalipse;

E chegamos a saber, Senhor, que tais INFORMES FINAIS estão
prometidos no Apocalipse com o nome de EVANGELHO ETERNO.
E que, Senhor, tudo está exposto no Livro EVANGELHO ETERNO E
ORAÇÕES PRODIGIOSAS.

Portanto, Senhor Deus e
Pai Divino, aqui nos colocamos a Teu
Serviço, a Teu Apostolado, procurando preparar os Teus filhos lotados
no Planeta, os que vierem a herdar a Terra dos futuros ciclos,
para o período apocalíptico chamado UM NOVO CÉU E UMA
NOVA TERRA;

E chegamos, Senhor, à conclusão mais inteligente, que é apelar
ao Teu Absoluto Poder, a fim de não cairmos em desvios. Dai-nos
Senhor, a Graça dos Carismas e a Presença dos Anjos ou filhos Teus
mais sábios e fiéis, mais lúcidos e dadivosos, mais capazes de testemunhar
a Lei de Deus a ser vivida, o Verbo Modelo a ser imitado,
e os Dons Mediúnicos a serem nobremente cultivados.

LIVROS INDISPENSÁVEIS

NOS DOMÍNIOS MARAVILHOSOS DA PSICOMETRIA – As maravilhas
da vidência psicométrica! Os grandes eventos da Humanidade
em
revisão, através da faculdade que virá a ser, no futuro, uma
torrente de Graças Celestiais. Todos os dirigentes de Mesas Espíritas,
e todos os médiuns devem conhecer esta obra, porque as
faculdades evoluem com a evolução humana, sendo normal que
haja consciência disso nos obreiros fiéis!

ÀS MARGENS DO MAR MORTO – Você sabe o que significa,
para um recém-morto, uma visão retrospectiva? Você conhece
alguma coisa
do que restava, nos dias de Jesus, da Escola Profética
Hebreia, ou Seita dos Nazarenos, onde João Batista e o Divino
Mestre fizeram seus aprendizados das coisas do mundo, para em
seguida darem cumprimento à missão que os trouxe ao mundo
dos encarnados?

VERDADES IMORTAIS – Todas as verdades apresentadas em três
facetas – A Verdade que é; a verdade segundo os conchavismos
sectários; e a verdade naturalmente relativa. Um
livro para quemdeseje, de fato, pensar com simplicidade e pureza de intenções,
para se elevar perante Deus.

LEI, GRAÇA E VERDADE – O Espiritismo histórico-profético, exposto
através dos textos bíblicos em progressão. Ninguém poderá
conhecer bem o Espiritismo, sem ler esta obra, tão grande por
dentro o quão pequena por fora.

O MENSAGEIRO DE KASSAPA – Além de conter referências sobre
Gandhi, em sua função após o desencarne, contém um relato
empolgante, sobre os prejuízos do contemplativismo asceta. É um
livro inesquecível, porque contém, também, vinte pontos fundamentais
de Doutrina, cujas raízes mergulham o leitor nas verdades
Eternas, Perfeitas e Imutáveis de Deus.

AS CURAS DE BEZERRA DE MENEZES – Não foi feito para ser a
biografia de Bezerra de Menezes; mas sim, fizemo-lo, por ordem
do Alto, para constituir o programa de assistência e curas espirituais,
programa que no Brasil será um verdadeiro ofertório de Graças
do Céu. Nenhum espírita brasileiro tem o direito de ignorar esta
obra. A NARRATIVA INICIÁTICA, que faz parte do livro, é um poema
de amor à Verdade Interior, ao Reino do Céu que cada um tem
dentro de si e vive aguardando libertação.


CONFISSÕES DE UM CORRUPTOR – No quarto século o Caminho
do
Senhor, edificado
sobre a Moral, o Amor e a Revelação, foi
corrompido. Este livro relata como foi que se deu o imenso crime
praticado por Constantino, uma verdadeira segunda crucificação
do Cristo!

O PENTECOSTE – História que lembra o maior dia do Espiritismo,
pois ele é a Restauração do Batismo de Revelação, que foi a
função missionária do Cristo!

A VOLTA DE JESUS CRISTO – Expõe o diagrama dos Sete Céus e
suas múltiplas subdivisões a começar da inferioridade na subcrosta,
até
atingir o Sétimo Céu com suas luzes e glórias; traz manifestações
consoladoras das mais divinas onde pontificam os espíritos
do Reino do
Puro Espírito ou Crístico. Expõe o trabalho, na carne
e fora dela, do Grande Apóstolo que foi Bezerra de Menezes e o
incansável e
maravilhoso
trabalho de Maria, a Grande Mãe com
seu amantíssimo coração socorrendo nos lugares de dor com suas
legiões, sob a tutela da Impoluta Justiça Divina.

O NOVO TESTAMENTO DOS ESPÍRITAS – Uma abordagem do
Novo Testamento com versículos comentados, apresentando o Divino
Documentário Bíblico-Profético, que não entrou na Codificação
do Espiritismo no século XIX.

Uma obra de consulta para quem quer despojar-se dos dogmatismos
e sectarismos, estribados em estatutos humanos.

Dos Evangelistas ao Apocalipse, o leitor é levado
a conhecer o
espírito e a inteligência das palavras, acabando com o conceito de
que a Bíblia é um livro difícil ou enigmático.

◌ ◌ ◌
Sendo o Livro EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS
a Bíblia Final, prometida em Apocalipse, 14, 1 a 6, por Deus, é evidente
que contenha, de Sabedoria Divina e Orações Prodigiosas,
aquilo que não podem ter as montanhas de bibliotecas metidas a
doutrinadoras. O rigor da Justiça Divina, tal como Jesus e o Apocalipse
anunciam, provará isso aos que vierem a merecer os Ciclos
Evolutivos, apontados no capítulo 21 do Apocalipse.

Com o Livro EVANGELHO ETERNO E ORAÇÕES PRODIGIOSAS,
Deus vos entrega o DIVINISMO, e, com Ele no mundo, cumpre o
prometido em Joel, 2, 28, enchendo os Cultos Divinistas de FARTURAS
DE VIDENTES, porque a Humanidade Vidente é que irá realizar

o prometido por Deus em Isaías, capítulo 11, a Divina Civilização
– porque em Deus, nada VOLTA ATRÁS!
UNIÃO DIVINISTA

http://www.uniaodivinista.org

Por journey

system analyst lawyer journalist ambientalist

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