EPITETO


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Epiteto
Nascimento50
Hierápolis
Morte138
Nicópolis
CidadaniaRoma Antiga
Etniagregos
Ocupaçãofilósofo
Movimento estéticoestoicismo
[edite no Wikidata]

Epicteto em gravura do século XVIII

Epiteto[1] ou Epicteto[2] (em grego: Επίκτητος; romaniz.: EpíktetosHierápolis55 – Nicópolis135) foi um filósofo grego estoico que viveu a maior parte de sua vida em Roma, como escravo a serviço de Epafrodito, o cruel secretário de Nero que, segundo a tradição, uma vez lhe quebrou uma perna.

Apesar de sua condição, conseguiu assistir às preleções do famoso estoico Caio Musônio Rufo. De sua obra se conservam o Encheiridion de Epicteto (também conhecido como Manual de Epicteto)[3] e as Diatribes (ou Discursos[4]), ambos editados por seu discípulo Lúcio Flávio Arriano de Nicomédia.

Como viver uma vida plena, uma vida feliz? Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? Responder a estas duas perguntas fundamentais foi a única paixão de Epiteto. Embora suas obras sejam menos conhecidas hoje, em função do declínio do ensino da cultura clássica, tiveram enorme influência sobre as ideias dos principais pensadores da arte de viver durante quase dois mil anos.

Para Epiteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas.

Em Nietzsche, Epiteto é ligado ao individualismo, de modo que Nietzsche vê em Epiteto portanto um contraste em relação a moralidade atual ligada ao coletivo e ao social.

Citações[editar | editar código-fonte]

“Das coisas existentes, algumas  são encargos nossos; outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a  repulsa – em suma: tudo  quanto  seja  ação  nossa. Não são encargos nossos o  corpo, as posses, a reputação, os  cargos públicos – em suma: tudo  quanto não seja ação nossa. Por  natureza, as coisas que são  encargos nossos são livres, desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são  débeis, escravas, obstruídas, de  outrem”.

“Se alguém lhe disser que uma certa pessoa fala mal de você, não se justifique sobre o que é dito sobre, mas responda: ‘Ele ignora minhas outras falhas, senão não teria mencionado só essas'”.[5]

Referências

  1.  Machado, José Pedro (1993). Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa. [S.l.]: Livros Horizonte. ISBN 9722408429
  2.  Gonçalves, Rebelo (1947). Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa. Coimbra: Atlântida – Livraria Editora. p. 17
  3.  Flávio Arriano. O Encheirídion de Epicteto. Trad. Aldo Dinucci; Alfredo Julien. São Cristóvão, Sergipe: EdiUFS, 2012].
  4.  (em inglês) Discursos de Epicteto[ligação inativa]. 101 A.D.
  5.  «O estoico»

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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