HIPÓTESE ”SOMOS TODOS SAVANT”. PSICOPATAS E AFINS NÃO SÃO ”MAUS”, ELES SÓ ESTÃO ”SUPER ESPECIALIZADOS” EM ATIVIDADES COGNITIVAS BÉLICAS


A moralidade é um código de regras comportamentais, que veio para auxiliar na gerência de sociedades cada vez mais complexas. Existe a necessidade de que haja certa harmonia nas sociedades humanas e nada mais plausível do que fomentar um conjunto de regras que possam ser fixadas como ”metas-de-trabalho” a serem cumpridas. As ”religiões” (todas as religiões oficiais humanas com alguma exceção para o budismo), que eu já comentei em um texto anterior, não se consistem em religiões literais, mas em culturas disfarçadas de pompas metafísicas (qual a diferença entre as crenças cristãs ou muçulmanas e as ”culturas” indígenas??? Nenhuma, todas são culturas com tentativas pela busca de um significado ulterior para a existência, que estão salpicadas de boas e más intenções), tem apresentado um papel fundamental para este tipo de organização complexa.

Moralidade versus biologia

Psicopatas bem como todas as variações deste espectro de personalidades extremas similares, não são maus, em um sentido biológico, porque mediante esta perspectiva, não existe maldade ou bondade. Eles apenas, só sabem fazer aquilo que sabem fazer, manipulação, reconhecimento magnânimo de padrões comportamentais (a psicologia do predador) e sim, o ataque a ”grupos outliers”, o famoso bullying, o ataque aos ”mais mutantes”. Algumas de suas variações, mais adaptadas, funcionariam como ”glóbulos brancos” que atacam ”aqueles que são de fora”, assim como também podem funcionar como ”hiper-vigilantes de comportamentos potencialmente discrepantes”, o famoso Nelson, do seriado Os Simpsons:

É o ”gerenciador social primitivo” (que tenta manter a coesão de grupo), que não tem um vocabulário muito sofisticado (para persuadir as pessoas com base em palavras mais apropriadas, digamos assim) assim como também não tem uma maior inteligência social. E claro, como toda população arbitrariamente rotulada, muitos psicopatas podem usar os seus dons para atividades construtivas, isso realmente pode ser possível de acontecer. Não ter empatia, seja lá o que o termo realmente significa no mundo real e portanto literal (que eu defini como sendo essencialmente a honestidade, algo menos ”no ar”, menos fantasioso que o termo empatia quase sempre carrega), necessariamente não irá implicar em incapacidade no trato social. A pessoa perfeita, poderia ser uma combinação de empático com psicopata, visto que o segundo é mestre em descobrir como as pessoas são E do que elas mais gostam…

#SOMOS TODOS SAVANT#

Nossas sociedades foram construídas para bloquear as atividades dos tipos de personalidade anti-social, supostamente. Parece evidente no entanto, que nos mais altos nichos, especialmente nos de gerência social, econômica e política, há uma super representação de psicopatas. Na alvorada da humanidade, a sofisticação e complexidade de nosso comportamento ainda estava em sua primeira infância. O famoso estereótipo dos ”homens das cavernas” pode ser muito verdadeiro. Ao invés da complexidade das emoções humanas, nós tínhamos uma pobreza contextual de variabilidade no trato social. Em momentos de grande perigo para pequenos grupos ou comunidades, provavelmente, uma maior cooperação foi necessária, do contrário, a segurança de todo grupo se encontraria gravemente ameaçada. Esta evolução social e emocional foi mais intensa onde o clima foi muito mais intenso e instável e é provável de ter produzido a grande variedade de personalidades que encontramos entre os europeus. Entre os leste asiáticos, outros tipos de prováveis circunstâncias ambientais similares, podem ter favorecido pelo modelo de comportamento que predomina nesta população, tal como uma maior capacidade de cooperação. Outra possibilidade é a de que o clima mais instável da Eurásia ocidental, pode ter favorecido pela competição masculina. Na verdade, este parece ser um padrão universal, que pode ser encontrado na maior parte das populações humanas, onde o homem é mais mutante que a mulher, exibindo uma maior variedade de tipos bem como de extremos. No entanto, esta, encontra-se mais diversificada justamente entre os ”eurasiáticos ocidentais”, isto é, todas as variações de ”caucasóides”.

No entanto, toda a atual diversidade de comportamentos derivados de predisposições genéticas anteriores, derivam de desdobramentos e de enriquecimentos individuais em relação a fenótipos ultra e super especializados. Se, a constituição única, incomum e altamente desequilibrada dos cérebros dos savants produz super especialização, tal como uma excepcional, pitoresca memória visual, no caso da pintura, ou pela capacidade de reproduzir padrões sonoros altamente complexos, como músicas clássicas, apenas de se ouvir uma única vez, então, nós poderíamos nos perguntar se ao contrário do que dita o preconceito ignorante de certas pessoas, o savantismo não se consista em um erro aleatório da programação cerebral, mas em um padrão consistente e que pode ser encontrado no mundo inteiro, e que se relaciona consideravelmente com TODOS os nossos tipos de comportamentos especializados, praticamente toda a panaceia comportamental humana.

Talvez poderíamos usar o padrão cognitivo savant como parâmetro para todo o resto.

Sabemos que os savants, os raros indivíduos providos de talentos excepcionais, que são produtos diretos de seus cérebros altamente desequilibrados (”nenhuma educação”), se caracterizam por grande a moderadamente elevada deficiência mental global (para bom entendedor, eles não podem fazer as coisas mundanas que a maioria de nós é capaz de fazer, a maioria uma vírgula, eu não sou capaz, rsrs), acompanhada por ultra especialização, geralmente algum tipo do ”hemisfério direito” do cérebro.

Autistas, como eu já sugeri em textos anteriores, seriam níveis mais moderados do savantismo, com moderadamente elevada a leve deficiência mental global, acompanhada por super especialização cognitiva, que será mais variável.

Todos os tipos de superdotados (cognitivos, ok?? 😉 ) se caracterizariam por níveis moderados a inexistentes de deficiência mental global (muitos serão como o famoso nerd desengonçado, eternizado pelo cinema), acompanhada por super especialização cognitiva, ainda mais variável, se comparada com a do autismo, e também mais manipulável, visto que o autista médio tenderá a apresentar uma grande memória super especializada mas com ”limitada” capacidade de manipulação (criatividade) do conhecimento que memoriza. Eu também sugeri que o autismo seria uma espécie de tipo variável de superdotação, onde a balança de custo e benefício começaria a se desequilibrar para os custos.

Portanto, um músico excepcional, assim como todos aqueles que nutrem interesse intrínseco por música, seriam um pouco savants também. O savantismo é a derrota magistral do débil determinismo ambiental, isto é, a hipótese de que o comportamento humano seja o resultado do ambiente, desprezando completamente o papel da genética e nos transformando em pedras sem força interior, sem vontade.

Se existem vários tipos de especializações cognitivas humanas, que não são o resultado único, nem predominante de circunstâncias ambientais, mas especialmente de predisposições epigenéticas (algumas mais, algumas menos) então, o mesmo poderia ser aplicado à psicopatia, bem como a todos os tipos de comportamentos que a ”ela” estão vinculados. Alguns savants são pintores exímios, outros serão violinistas virtuosos, outros serão matemáticos fantásticos, outros serão especialistas em geografia, em história, em encontrar padrões de causalidade e correlação, em encontrar padrões de comportamentos gerais em pessoas, tais como os psicopatas.

Eu não estou defendendo inteiramente a psicopatia, na verdade, só estou tentando entendê-la, imaginando-a como parte do comportamento biológico, onde os seus extremos, se constituirão em quase-doenças mentais, enquanto que as suas variações menos intensas, poderão vir acompanhadas por um maior controle individual e portanto com potenciais vantagens incomuns.

Se colocando no lugar de um psicopata manipulador nato, que tem algum controle de si e  que portanto será menos apto para matar pessoas por esporte, assim como o savant pintor, só sabe pintar e o faz maravilhosamente bem, este tipo de psycho só saberá encontrar padrões comportamentais e manipulá-los.

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