É POSSÍVEL ‘MALHAR’ APENAS COM O USO DA MENTE?


23 julho 2016

Exercício na cama
Legenda da foto,Participantes de estudo tiveram ganho de força muscular médio de 8%

Parece uma propaganda carregada de charlatanismo: um método que propõe a “malhação” apenas através do uso de um motor imaginário – ativar o corpo com a força da mente. Isso mesmo: pensando em fazer exercício.

Mas o quanto isso é eficaz?

A prática é usada em treinamentos de alto nível, mas para testar os efeitos que ela teria em pessoas com vida predominantemente sedentária, o programa da BBC Confie em Mim, Sou Médico organizou um experimento com um grupo de sedentários e o professor Tony Kay, da Universidade de Northampton, no Reino Unido.

Kay é especialista em biomecânica do exercício e recrutou sete voluntários que não fazem mais de duas horas de atividade física por semana para submetê-los a uma série de testes voltados a uma área específica do corpo: a panturrilha.PUBLICIDADEhttps://647d5a6cd20dd0f601f6671d874c03db.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Primeiro, o professor mediu a força deste músculo com o auxílio de um dinamômetro, o tamanho com um aparelho de ultrassom, e a porcentagem de uso do músculo com eletrodos. Para isso, o grupo teve que fazer um exercício básico para contrair ao máximo a panturrilha.Pule Talvez também te interesse e continue lendoTalvez também te interesse

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A partir daí, os voluntários passaram 15 miutos por dia pensando no exercício.

Homem pensando
Legenda da foto,Pensar no exercício ajuda a otimizar utilização dos músculos

Após um mês, a força das panturrilhas tinha aumentado, em média, 8%. Mas um dos voluntários conseguiu um incremento de quase 34% na força muscular.

É importante explicar que isso não ocorreu por causa de aumento de massa muscular, mas sim porque, ao pensar em um exercício particular durante um mês, os participantes aprenderam a estimular melhor as fibras musculares. No início do experimento, o grupo utilizava, em média, 46,3% da massa muscular da panturrilha. No final, o percentual de uso chegou quase a 69%.

“Eles conseguiram exigir mais do músculo”, explica Kay.

“Com isso, ativam uma porcentagem muito maior do músculo ao fazer o exercício, o que lhes permite produzir mais força.”

O “motor imaginário” é utilizado por atletas de elite para melhorar seu rendimento, mas também é ideal para evitar perda de força muscular em pessoas lesionadas ou que não podem realizar uma atividade física.

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